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Mato Grosso

Cooperativismo movimenta R$ 75,2 bilhões em produção e gera 14 mil empregos diretos em MT

Em relação ao emprego, cada R$ 1 milhão de demanda está associado a 8,58 postos de trabalho formais e informais no país, sendo 6,72 deles em Mato Grosso.

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O cooperativismo tem peso crescente na economia de Mato Grosso. Um estudo elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), em parceria com o Observatório do Cooperativismo de Mato Grosso, estima que a atividade das cooperativas esteve associada à mobilização de R$ 75,26 bilhões em produção dentro do Estado em 2025. No mesmo período, as cooperativas registraram R$ 56,05 bilhões em ingressos e receitas.

Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (28), em Cuiabá, durante evento do Sistema OCB/MT, que também marcou o lançamento do Anuário do Cooperativismo Mato-grossense 2026.

Segundo o levantamento, os efeitos econômicos do cooperativismo vão além das próprias cooperativas. A atividade esteve associada à mobilização de 376,8 mil empregos formais e informais, diretos e indiretos, em Mato Grosso, além de R$ 37,15 bilhões em valor adicionado, R$ 2,88 bilhões em arrecadação de impostos e R$ 12,48 bilhões em massa salarial.

Já em todo o país, a produção associada à atividade cooperativista de Mato Grosso foi estimada em R$ 100,28 bilhões. Desse total, R$ 75,26 bilhões correspondem aos impactos dentro do Estado e R$ 25,02 bilhões às repercussões nos demais estados.

A pesquisa utilizou uma Matriz Insumo-Produto para estimar os efeitos diretos e indiretos da atividade das cooperativas sobre diferentes setores da economia. De acordo com o estudo, para cada R$ 1 de demanda mobilizada pelo cooperativismo, são estimados R$ 1,34 em produção dentro de Mato Grosso.

Em relação ao emprego, cada R$ 1 milhão de demanda está associado a 8,58 postos de trabalho formais e informais no país, sendo 6,72 deles em Mato Grosso.

Cooperativas e desenvolvimento dos municípios

O estudo também analisou municípios com e sem presença de cooperativas para identificar diferenças em indicadores econômicos, sociais e educacionais.

Foram consideradas mais de 30 variáveis relacionadas a atividade econômica, trabalho e renda, arrecadação, comércio exterior, agropecuária, educação e indicadores sociais.

Nos municípios analisados, a presença de cooperativas esteve associada a um diferencial estimado de R$ 14,2 mil no PIB por habitante e de 64,9 empregos formais adicionais por mil habitantes. O estudo também apontou diferenças de R$ 300,20 na massa salarial por habitante e de R$ 206,20 na arrecadação municipal por habitante.

Na área de comércio exterior, foram identificados diferenciais de US$ 7.250 em exportações por habitante e de US$ 7.156 no saldo comercial por habitante.

Na educação, os municípios com presença cooperativista apresentaram diferencial de 3,9 pontos percentuais na taxa de aprovação da 3ª série do Ensino Médio e de 2,1 matrículas no Ensino Superior por mil habitantes.

O estudo também identificou menor incidência de famílias inscritas no Cadastro Único e beneficiárias do Bolsa Família nesses municípios. Os resultados, porém, são apresentados no levantamento como diferenciais associados à presença de cooperativas, e não como demonstração isolada de causalidade.

Cooperativismo cresce em Mato Grosso

Os dados do Anuário do Cooperativismo Mato-grossense 2026 mostram que Mato Grosso chegou a 172 cooperativas e 1,99 milhão de cooperados, distribuídos em sete ramos.

A quantidade de cooperados passou de 1,75 milhão, em 2024, para 1,99 milhão em 2025.

No mesmo intervalo, os ingressos e receitas das cooperativas cresceram de R$ 47,95 bilhões para R$ 56,05 bilhões. Os ativos totais avançaram de R$ 78,69 bilhões para R$ 88,65 bilhões, enquanto o capital social passou de R$ 6,57 bilhões para R$ 7,42 bilhões.

O setor contabilizou ainda 14,09 mil empregos diretos no Estado.

Segundo dados da RAIS citados pelo Sistema OCB/MT, Mato Grosso ocupa a 5ª posição nacional em estabelecimentos e vínculos cooperativos por 100 mil habitantes.

Para o Sistema OCB/MT, a combinação dos dados do anuário com o estudo de impacto permite dimensionar não apenas a atuação das cooperativas, mas também as conexões mantidas com fornecedores, prestadores de serviços e diferentes cadeias produtivas.

“O cooperativismo está presente em diferentes setores da economia e em diferentes regiões de Mato Grosso. Esses números mostram a dimensão que o movimento alcançou e, principalmente, a sua capacidade de gerar oportunidades e movimentar a economia”, afirmou o presidente do Sistema OCB/MT, Nelson Piccoli.

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Mato Grosso

TJ-MT mantém sistemas desligados e abre investigação sobre incidente de segurança

Como medida de segurança, todas as senhas estão sendo redefinidas. O Tribunal também informou que o incidente está sob controle e que equipes técnicas trabalham na análise da infraestrutura afetada.

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) acionou a Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil para investigar possíveis crimes cibernéticos relacionados ao incidente de segurança identificado nos sistemas do Judiciário estadual. As plataformas estão indisponíveis desde segunda-feira (21).

Conforme informações apuradas pela reportagem, a PF foi acionada em razão da integração de um dos sistemas afetados com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Polícia Civil deverá atuar na apuração relacionada aos sistemas próprios do Tribunal em âmbito estadual.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (23), o TJ-MT confirmou que credenciais de usuários da rede, incluindo logins e senhas criptografadas, foram acessadas durante o incidente. Segundo a Corte, até o momento não foram identificadas evidências de acesso a outros dados pessoais de servidores e magistrados, decisões judiciais ou arquivos de backup.

Como medida de segurança, todas as senhas estão sendo redefinidas. O Tribunal também informou que o incidente está sob controle e que equipes técnicas trabalham na análise da infraestrutura afetada.

Sistemas seguem desligados

O Processo Judicial Eletrônico (PJe) e os demais sistemas foram desligados preventivamente e passam por testes antes de uma retomada gradual. Ainda não há previsão de restabelecimento integral dos serviços.

Nesta quinta-feira (24) e na sexta-feira (25), o expediente será apenas interno, enquanto o atendimento ao público permanecerá em regime de plantão. Serviços externos, como peticionamento e consulta processual, continuam indisponíveis.

Os prazos processuais estão suspensos entre 23 e 25 de setembro. Audiências e sessões previstas para o período serão redesignadas, embora sessões do Tribunal do Júri possam ser mantidas, conforme decisão do juiz presidente.

O Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU), utilizado para a execução penal, não foi afetado e segue funcionando normalmente. Casos urgentes continuam sendo atendidos pelo plantão judiciário.

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Mato Grosso

Ataque cibernético mantém sistemas do TJMT fora do ar e suspende atendimento presencial

A retomada dos sistemas será feita de forma gradual, condicionada aos testes e à validação do ambiente tecnológico. O TJMT afirma que a prioridade é evitar que os serviços sejam restabelecidos antes que estejam asseguradas as condições de proteção necessárias.

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) mantém parte de seus sistemas tecnológicos indisponível após identificar um incidente de segurança em sua infraestrutura. Como medida preventiva, o tribunal suspendeu o atendimento presencial ordinário e interrompeu os prazos processuais até a próxima sexta-feira (25).

Entre os serviços afetados está o Processo Judicial Eletrônico (PJe), plataforma utilizada para a tramitação de processos no Judiciário estadual. Segundo o próprio TJMT, a indisponibilidade foi adotada como medida de contenção enquanto equipes especializadas, com apoio técnico externo, realizam análises do ambiente e adotam medidas para garantir a segurança antes da retomada dos serviços.

O tribunal informou que o incidente envolveu credenciais de acesso à rede e determinou a redefinição desses acessos, além da restrição de sistemas considerados sensíveis. Até o momento, a Corte afirma não ter identificado indícios de uso indevido de dados decorrentes do incidente nem comprometimento dos mecanismos de backup.

A retomada dos sistemas será feita de forma gradual, condicionada aos testes e à validação do ambiente tecnológico. O TJMT afirma que a prioridade é evitar que os serviços sejam restabelecidos antes que estejam asseguradas as condições de proteção necessárias.

Prazos e atividades suspensos

A suspensão determinada pela Presidência do tribunal também alcança o expediente presencial externo e os prazos processuais. Audiências e sessões de julgamento deverão ser redesignadas, enquanto os casos de júri popular ficam sob avaliação do juiz responsável.

Mesmo com a paralisação dos sistemas, o Judiciário mantém o atendimento de situações consideradas urgentes, incluindo pedidos de habeas corpus, mandados de segurança e pedidos de prisão.

A execução penal que utiliza o Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU) permanece em funcionamento, por se tratar de uma plataforma nacional que não foi atingida pelo incidente.

Investimento em tecnologia

A indisponibilidade também chama atenção para a estrutura tecnológica utilizada pelo Judiciário mato-grossense e para os investimentos realizados na área.

Documentos de planejamento do próprio TJMT mostram que a Corte prevê recursos expressivos para sustentação da infraestrutura tecnológica e serviços gerenciados de segurança da informação. Em documento de planejamento, uma contratação de serviços técnicos de sustentação de infraestrutura e segurança foi estimada em R$ 15 milhões.

O valor de R$ 93 milhões citado em reportagens sobre contratos, aditivos e aquisição de equipamentos precisa ser individualizado por contrato e período para que seja possível afirmar com precisão quanto foi efetivamente destinado à estrutura envolvida no incidente.

Enquanto a investigação técnica continua, o TJMT ainda não estabeleceu uma data definitiva para a normalização completa de todos os sistemas. A orientação oficial é que a retomada ocorra somente após a conclusão dos testes de segurança.

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Mato Grosso

Sorriso perde o topo, mas Mato Grosso continua líder do agro nacional

Enquanto Sorriso manteve a soja como principal produto, Sapezal avançou principalmente impulsionada pelo algodão. O município registrou crescimento de 46,6% no valor da produção em relação a 2024.

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Sorriso, conhecida como a “capital do agronegócio”, perdeu a liderança nacional em valor da produção agrícola após seis anos no topo. O município mato-grossense terminou 2025 na terceira colocação do ranking, atrás de Sapezal (MT) e São Desidério (BA), segundo dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Sapezal assumiu a primeira posição com R$ 8,59 bilhões em valor de produção agrícola. São Desidério ficou em segundo, com R$ 8,22 bilhões, enquanto Sorriso registrou R$ 8,16 bilhões.

Apesar da queda no ranking, Sorriso não teve retração no valor gerado pela atividade agrícola. Pelo contrário: o município passou de R$ 7,2 bilhões em 2024 para R$ 8,16 bilhões em 2025, uma alta nominal de 13,8%. O que mudou foi a combinação entre o avanço de outros municípios e uma alteração territorial que afetou a área contabilizada para Sorriso.

A criação de Boa Esperança do Norte, oficialmente instalada em 2025, retirou de Sorriso e Nova Ubiratã áreas que antes faziam parte desses municípios. Com a nova divisão territorial, parte da produção agrícola que anteriormente era atribuída a Sorriso passou a ser registrada separadamente.

O impacto aparece também na área plantada. Sorriso teve redução de 9,3% no indicador em 2025, enquanto a área plantada de Nova Ubiratã caiu 42,9%. Boa Esperança do Norte passou a figurar pela primeira vez no ranking nacional, com cerca de R$ 3 bilhões em valor de produção.

Sapezal dispara com força do algodão

Enquanto Sorriso manteve a soja como principal produto, Sapezal avançou principalmente impulsionada pelo algodão. O município registrou crescimento de 46,6% no valor da produção em relação a 2024.

Dos R$ 8,59 bilhões registrados por Sapezal, aproximadamente R$ 5,13 bilhões vieram do algodão, que respondeu por cerca de 60% do resultado. A cidade também apresentou crescimento expressivo no valor produzido com soja e milho.

São Desidério, por sua vez, chegou a R$ 8,22 bilhões, com crescimento de 23,7% em relação ao ano anterior, sustentado principalmente pela produção de soja.

Mato Grosso mantém liderança

Mesmo com a mudança entre os municípios, Mato Grosso continua na liderança nacional quando o ranking considera os estados.

O Estado registrou R$ 165,6 bilhões em valor da produção agrícola em 2025 e respondeu por aproximadamente 17,9% de todo o valor produzido pelas lavouras brasileiras. O país alcançou R$ 927,2 bilhões no ano, alta de 18,4% em relação a 2024.

Além de Sapezal e Sorriso, Mato Grosso colocou Campo Novo do Parecis, Diamantino e Nova Mutum entre os dez municípios brasileiros com maior valor de produção agrícola em 2025.

Assim, embora Sorriso tenha perdido o primeiro lugar depois de seis anos consecutivos, o topo do ranking nacional permaneceu em Mato Grosso. A liderança agora pertence a Sapezal, enquanto Sorriso continua entre os maiores polos agrícolas do país.

VEJA O RANKING

Top 10 municípios mais ricos do agro em 2025

Posição Município Estado Valor da produção Principal produto
1º Sapezal MT R$ 8,59 bilhões Algodão
2º São Desidério BA R$ 8,22 bilhões Soja
3º Sorriso MT R$ 8,16 bilhões Soja
4º Campo Novo do Parecis MT R$ 7,87 bilhões Soja
5º Formosa do Rio Preto BA R$ 5,89 bilhões Soja
6º Diamantino MT R$ 5,82 bilhões Soja
7º Rio Verde GO R$ 5,69 bilhões Soja
8º Cristalina GO R$ 5,45 bilhões Soja
9º Nova Mutum MT R$ 5,39 bilhões Soja
10º Jataí GO R$ 4,84 bilhões Soja

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