Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Política Nacional

“Será a padroeira”: Lula reage a fake news sobre Nossa Senhora e mira Flávio em comício

“Não vou permitir que o dinheiro do leite seja usado para a jogatina”, declarou.

Publicados

em

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, voltou a explorar a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida durante ato de campanha nesta terça-feira (29), em Fortaleza (CE). Diante dos apoiadores, Lula afirmou que, enquanto estiver na Presidência, a santa continuará sendo a padroeira do Brasil e chegou a erguer uma imagem de Nossa Senhora durante a caminhada.

“Enquanto eu for presidente da República, Nossa Senhora Aparecida será a padroeira do Brasil”, afirmou.

A declaração ocorreu em meio à circulação de uma notícia falsa que associa o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A alegação foi desmentida: o projeto citado nas redes sociais foi apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli e acabou arquivado em 2008, sem relação com Flávio Bolsonaro.

Durante o discurso, Lula disse que respeita diferentes religiões e utilizou a polêmica para fazer uma defesa da permanência do título religioso.

A discussão ganhou força nas redes sociais nos últimos dias e passou a ocupar espaço na campanha presidencial. Flávio Bolsonaro nega qualquer relação com a proposta e classificou a informação como fake news.

Além da questão religiosa, Lula voltou a defender medidas relacionadas às apostas online. O presidente afirmou que não pretende permitir que recursos destinados às despesas familiares sejam utilizados em apostas e mencionou casos de pessoas endividadas em razão dos jogos.

“Não vou permitir que o dinheiro do leite seja usado para a jogatina”, declarou.

Lula também voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1. Em discurso dirigido a comerciantes, afirmou que eles deveriam se preparar para a mudança e associou a medida à ampliação do período de descanso dos trabalhadores.

No palanque, o presidente ainda pediu votos para candidatos aliados ao governo na disputa pela Câmara dos Deputados. Segundo Lula, eleitores deveriam escolher nomes que estejam alinhados ao seu grupo político para evitar uma composição do Congresso contrária ao governo.

“É preciso votar em alguém que esteja no nosso time”, afirmou.

A agenda em Fortaleza ocorre na reta final do primeiro turno das eleições de 2026 e também teve como objetivo reforçar as candidaturas de aliados no Ceará. Lula participou do ato ao lado de nomes como o governador Elmano de Freitas (PT) e candidatos ao Senado.

Durante o comício, o presidente também criticou a Operação Lava Jato e afirmou que pretende “enterrar o bolsonarismo” no país. A declaração foi acompanhada de críticas ao principal adversário na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro.

A polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida também repercutiu em outros atos da campanha. Na véspera, em Belém (PA), Lula já havia erguido uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré e afirmado que ninguém deveria “avacalhar” com Nossa Senhora Aparecida.

A controvérsia ocorre a poucos dias do primeiro turno e passou a integrar a disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro, com acusações de disseminação de desinformação de um lado e reações da campanha adversária do outro.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política Nacional

Lula fora do debate? Decisão ainda não foi anunciada e tensão aumenta antes do encontro

Aliados do presidente indicam que ele não deverá participar do último debate antes do primeiro turno, mas decisão ainda pode mudar

Publicados

em

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ficar fora do debate entre candidatos à Presidência que será realizado pela TV Globo nesta quinta-feira (1º), três dias antes do primeiro turno das eleições de 2026.

Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, aliados do presidente avaliam que a tendência é pela ausência. A agenda de Lula para o dia do debate permanece aberta, mas a participação ainda não foi oficialmente descartada pelo próprio presidente.

O encontro está marcado para depois do Jornal Nacional, com transmissão também pela GloboNews e pelo g1. A data foi confirmada pela própria TV Globo.

Flávio Bolsonaro confirma presença

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, confirmou que pretende participar do debate. A presença dele havia sido inicialmente relacionada à participação de Lula, mas o candidato decidiu manter sua presença mesmo diante da possibilidade de ausência do petista.

A eventual ausência de Lula também modifica a composição inicialmente prevista pela emissora.

A Globo havia convidado quatro candidatos: Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). O critério utilizado considera partidos que elegeram pelo menos cinco parlamentares em 2022.

Renan Santos pode ser chamado

Com a possibilidade de ausência de um dos candidatos convidados, a emissora poderá convocar outro concorrente. Renan Santos (Missão), que ficou inicialmente fora do debate, aguarda uma eventual convocação.

Segundo a Folha, a ausência de Lula abriu a possibilidade de inclusão de um candidato que não estava entre os quatro convidados originais. Renan, entretanto, afirmou que ainda não recebeu confirmação da emissora.

O candidato também declarou que não acredita ter sua participação garantida, diante dos critérios adotados pela Globo para definir os participantes.

Decisão ainda pode mudar

Apesar das informações divulgadas por aliados, a participação de Lula ainda não pode ser tratada como oficialmente descartada.

A Folha informou que integrantes da campanha consideram predominante a avaliação de que o presidente não deveria participar porque poderia ser alvo dos demais candidatos durante o encontro. Ao mesmo tempo, a reportagem registrou que Lula ainda poderia mudar de posição até quinta-feira.

O debate da Globo será realizado em 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Até o momento, portanto, a informação é de que Lula deve faltar, mas a ausência ainda não foi formalizada publicamente pelo presidente.

 

Continue lendo

Política Nacional

Levantamento aponta que 57 dos 76 maiores doadores de Lula ocupam cargos no governo ou estatais

Questionado sobre a possibilidade de integrantes do governo terem recebido algum tipo de recomendação para contribuir financeiramente com a campanha, José Guimarães negou ter recebido orientação.

Publicados

em

Um levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo identificou que 57 dos 76 principais doadores individuais da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocupam cargos no governo federal ou em empresas estatais.

Segundo o levantamento, foram considerados os doadores que repassaram pelo menos R$ 2,5 mil diretamente à campanha. Juntos, os servidores públicos, ministros, dirigentes e ocupantes de cargos em estatais identificados na análise contribuíram com R$ 425 mil.

Desse montante, R$ 355 mil foram doações em dinheiro, enquanto outros R$ 70 mil correspondem a serviços estimados e declarados na prestação de contas eleitoral.

Os dados foram cruzados a partir de informações disponíveis no DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral, no Portal da Transparência e em páginas institucionais de empresas estatais.

Cinco ministros aparecem entre os doadores

Entre os nomes identificados estão cinco integrantes do primeiro escalão do governo federal.

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, aparece com uma contribuição de R$ 28 mil. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, doou R$ 24 mil.

Também aparecem na relação o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, com R$ 13 mil; o ministro da Educação, Leonardo Barchini, com R$ 10 mil; e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, com R$ 4 mil.

Belchior também integra o Conselho de Administração da Itaipu Binacional, segundo o levantamento.

Campanha nega orientação para doações

Questionado sobre a possibilidade de integrantes do governo terem recebido algum tipo de recomendação para contribuir financeiramente com a campanha, José Guimarães negou ter recebido orientação.

Segundo a declaração atribuída ao ministro, a decisão de fazer a contribuição partiu dele próprio.

A campanha de Lula também negou que tenha solicitado doações a integrantes do governo.

Em nota divulgada à Folha, a campanha afirmou que não houve orientação ou pedido de doações por parte de integrantes do governo e sustentou que as contribuições foram feitas de maneira voluntária e individual.

Maior parte dos recursos vem dos fundos partidário e eleitoral

Apesar dos R$ 425 mil identificados entre os servidores e dirigentes, o valor representa uma parcela pequena do total declarado pela campanha de Lula.

De acordo com os dados citados no levantamento, a campanha havia declarado R$ 66,9 milhões em receitas. Desse total, aproximadamente R$ 65,2 milhões vieram dos fundos eleitoral e partidário repassados pelo PT.

A análise, portanto, trata de uma parcela específica dos recursos arrecadados pela campanha: as contribuições individuais dos principais doadores que também ocupam funções na estrutura do governo federal ou em empresas estatais.

O levantamento não aponta, por si só, que as contribuições tenham sido feitas em troca de benefícios ou que tenham ocorrido irregularidades. A campanha de Lula nega qualquer orientação para que integrantes do governo realizassem doações.

Continue lendo

Política Nacional

Lula mantém referência a boato sobre Flávio e Nossa Senhora Aparecida mesmo após alerta de ser Fake News

Publicados

em

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou, durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, neste domingo (27), a circulação de uma informação falsa que relacionava o senador Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Questionado sobre o assunto, Lula afirmou que não tinha certeza de que se tratava de uma fake news, apesar de o conteúdo já ter sido desmentido publicamente. “Eu não sei se foi fake news. O dado concreto é que isso está na rede social muito forte”, declarou.

A informação começou a circular nas redes sociais na última quinta-feira (24) e ganhou ampla repercussão. Segundo levantamento citado pelo texto original, o conteúdo teria alcançado cerca de 1 milhão de postagens em menos de três dias.

A narrativa também foi associada a uma reportagem da GloboNews que inicialmente repercutiu a suposta mobilização. Posteriormente, a emissora publicou uma correção sobre o conteúdo.

O boato teria como ponto de partida uma declaração feita por Flávio Bolsonaro em agosto. Na ocasião, ele afirmou que, caso fosse eleito presidente, decretaria que o Brasil pertence ao “Senhor Jesus Cristo”. A declaração, segundo o material, acabou sendo relacionada nas redes sociais à questão envolvendo Nossa Senhora Aparecida.

Também foi resgatado um projeto de lei apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victório Galli, que propunha alterar a redação da legislação referente ao feriado de 12 de outubro. A proposta previa substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

Durante a entrevista, Lula afirmou ainda que “mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável”.

 

 

Continue lendo

Política

Polícia

GERAL

Mais Lidas da Semana