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“Vorcaro de Cuiabá”: advogada compara Zampieri a banqueiro antes de julgamento

Sarah Quinetti Pironi, que defende coronel acusado pela morte do advogado, afirmou que mensagens do celular de Zampieri ainda podem trazer novos desdobramentos

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“Vorcaro de Cuiabá”. Foi dessa forma que a advogada Sarah Quinetti Pironi, integrante da defesa do coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, se referiu ao advogado Roberto Zampieri durante declaração nesta terça-feira (29), antes do início do julgamento dos acusados pela morte do jurista.

“A gente tem falado que é um ‘Vorcaro de Cuiabá’, o doutor Zampieri”, afirmou a defensora, fazendo referência ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo Sarah, a defesa considera que ainda existem conversas relacionadas ao caso que não foram divulgadas publicamente. A advogada também citou o conteúdo extraído do celular de Zampieri durante as investigações sobre sua atuação e as relações mantidas pelo advogado.

As informações obtidas a partir da quebra de sigilo do aparelho passaram a integrar diferentes frentes de investigação. Entre elas está a Operação Sisamnes, conduzida pela Polícia Federal e relacionada a apurações que envolvem suspeitas de negociação de decisões judiciais e a atuação de advogados, empresários, lobistas, assessores e magistrados.

A comparação feita pela advogada, contudo, é uma manifestação da defesa e não representa, por si só, uma conclusão das investigações ou da Justiça sobre eventual relação entre os dois casos.

Julgamento pela morte de Zampieri

A declaração ocorreu no mesmo dia em que começou, em Cuiabá, o julgamento dos acusados pelo assassinato de Roberto Zampieri, morto a tiros em dezembro de 2023.

O julgamento é conduzido pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, no Tribunal do Júri.

Estão sendo julgados Antônio Gomes da Silva, apontado como executor do crime; Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de intermediar a ação e fornecer a arma; e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, acusado de financiar e articular a execução.

Todos respondem às acusações no processo, que será analisado pelo Tribunal do Júri.

Celular de Zampieri virou peça central de investigações

Após o assassinato, o celular de Zampieri foi submetido a medidas de investigação e o conteúdo obtido passou a ser analisado pelas autoridades.

As informações extraídas do aparelho deram origem a novas linhas de apuração e foram relacionadas à Operação Sisamnes, que investiga suspeitas envolvendo relações entre integrantes da advocacia, empresários, lobistas e integrantes do Judiciário.

As investigações também alcançaram suspeitas de negociação de decisões judiciais. Eventuais responsabilidades individuais dependem da conclusão das apurações e das decisões judiciais nos respectivos processos.

Disputa por fazenda é apontada como possível motivação

No processo que apura o assassinato, o Ministério Público sustenta que o crime teria relação com uma disputa judicial envolvendo a Fazenda Lagoa Azul, em Ribeirão Cascalheira, avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.

O MP aponta Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Manoel de Rondon como supostos mandantes do assassinato.

A acusação sustenta que a disputa pela propriedade teria motivado a execução. As imputações apresentadas pelo Ministério Público ainda são objeto de julgamento.

A expressão usada pela advogada ao comparar Zampieri a Daniel Vorcaro ocorre, portanto, em meio a duas frentes distintas: o julgamento sobre a morte do advogado e as investigações que surgiram a partir da análise de seu celular.

 

 

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Servidora relata ameaças de exoneração e agressão e sindicato pede investigação em MT

Ainda conforme o documento, a comunicante afirma que servidores teriam sido ameaçados com abertura de PAD caso não concordassem com determinadas decisões da gestão.

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O Sindicato da Carreira dos Profissionais do Sistema Socioeducativo de Mato Grosso (SINDPSS/MT) cobrou apuração de uma denúncia apresentada por uma servidora contra integrantes da gestão do Sistema Socioeducativo do Estado. O caso envolve relatos de supostas ameaças, constrangimentos e possível assédio moral e eleitoral durante uma reunião gerencial.

A servidora registrou boletim de ocorrência contra a secretária-adjunta do Sistema Socioeducativo, Lenice da Silva Barbosa, e o superintendente Jhonatan Vieira Santana. Conforme o relato registrado à Polícia Civil, uma reunião realizada de forma on-line, em agosto, teria sido marcada por ameaças de exoneração, possibilidade de abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e declarações interpretadas pela comunicante como ameaças de agressão física.

Segundo o boletim, aproximadamente 40 gestores e líderes de plantão participaram da reunião. No documento, a servidora relata ter ouvido expressões como “cobrir a cara de porrada” e transformar servidor em “saco de boxe”.

As declarações, no entanto, fazem parte do relato apresentado pela servidora às autoridades e ainda precisam ser apuradas. O registro de um boletim de ocorrência não comprova, por si só, a ocorrência dos fatos narrados.

Servidora relata ameaça de PAD

Ainda conforme o documento, a comunicante afirma que servidores teriam sido ameaçados com abertura de PAD caso não concordassem com determinadas decisões da gestão.

O boletim também registra uma fala atribuída à secretária-adjunta envolvendo a deputada federal Gisela Simona. A servidora interpretou o episódio como possível assédio eleitoral e pediu a apuração das circunstâncias.

Após a reunião, a servidora afirma ter sido procurada pelo superintendente Jhonatan Vieira Santana. Segundo o relato, ele teria informado que as declarações feitas durante o encontro eram direcionadas a ela e que ela deixaria a chefia do Núcleo da Central de Vagas.

A exoneração foi posteriormente publicada em setembro. De acordo com a servidora, o ato teria sido registrado como “a pedido”, embora ela afirme não ter solicitado formalmente a saída.

Sindicato pede apuração

Diante da denúncia, o SINDPSS/MT manifestou solidariedade à servidora e defendeu que o caso seja investigado pelas autoridades competentes.

O presidente da entidade, Paulo Issac, afirmou que denúncias envolvendo possíveis abusos no ambiente de trabalho precisam ser analisadas com transparência e responsabilidade.

“O silêncio diante de situações como essa não pode ser normalizado”, afirmou.

O sindicato declarou ainda que continuará acompanhando o caso e prestando apoio a servidores que relatem situações de intimidação ou possíveis violações de direitos.

“Assédio não pode ser tratado como rotina. Servidor público merece respeito, dignidade e proteção”, declarou Issac.

Até a publicação desta matéria, o conteúdo apresentado não traz manifestação da secretária-adjunta Lenice da Silva Barbosa ou do superintendente Jhonatan Vieira Santana sobre as acusações. O espaço permanece aberto para esclarecimentos dos citados.

A eventual caracterização de assédio moral, ameaça, abuso de poder ou assédio eleitoral dependerá da apuração dos fatos pelos órgãos competentes.

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Moacir Couto ganha destaque em pesquisa na reta final para a Assembleia

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A uma semana das urnas, Moacir Couto (PSDB) aparece entre os nomes citados pelos eleitores na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

O candidato registra 0,7% no levantamento da Percent Brasil.

Natural de Barra do Garças, Moacir intensificou a campanha na reta final e vem ampliando apoios políticos, entre eles o do governador Otaviano Pivetta e da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti.

A campanha tem como uma das principais bandeiras a representação do Araguaia, com defesa de pautas como saúde, infraestrutura e desenvolvimento regional.

A pesquisa presencial foi realizada em Cuiabá entre 15 e 18 de setembro, com 600 entrevistados, margem de erro de 4 pontos percentuais e 95% de confiança. Registros: MT-02166/2026 e BR-08302/2026.

   

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Colisão entre carro e veículo mata adolescente de 17 anos em Várzea Grande

Acidente ocorreu na madrugada deste domingo (27), no Centro da cidade; perícia foi acionada para apurar a dinâmica da batida

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Um adolescente de 17 anos morreu após se envolver em um acidente de trânsito na madrugada deste domingo (27), no Centro de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. A colisão ocorreu por volta das 4h10, no cruzamento das avenidas Filinto Müller e Pedro Pedrossian, nas proximidades do 4º Batalhão da Polícia Militar.

Segundo informações preliminares repassadas à Polícia Militar, a vítima foi identificada como Carlos Henrique Wurfem Cerqueira. Ele seguia pelo cruzamento em direção à região do shopping quando houve a colisão com um Jeep Renegade que trafegava pela outra via.

Ainda conforme o relato inicial, existe a informação de que o adolescente teria avançado o sinal vermelho. A circunstância, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente e deverá ser analisada pela perícia.

Com o impacto, o adolescente não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

Equipes do 4º Batalhão da Polícia Militar foram acionadas e fizeram o isolamento da área para preservar o local do acidente. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também foi chamada para realizar os levantamentos necessários.

A perícia deverá analisar as condições do local e os vestígios deixados pela colisão para ajudar a esclarecer a dinâmica do acidente.

O caso segue em apuração, e novas informações poderão ser divulgadas após a conclusão dos trabalhos periciais.

A ocorrência será acompanhada pelo repórter Serginho Lapada, com informações no SBT Comunidade, do SBT Cuiabá, nesta segunda-feira (28).

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