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Política Nacional

Corrida presidencial começa oficialmente com atos de Lula, Flávio Bolsonaro e demais candidatos pelo país

Ronaldo Caiado (PSD) terá uma agenda extensa entre Goiás e o Distrito Federal. O candidato programou uma sequência de carreatas e encontros em municípios do Entorno.

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A disputa pela Presidência da República entra oficialmente em uma nova fase neste domingo (16), com a liberação da propaganda eleitoral nas ruas e na internet. Os candidatos programaram atos em diferentes estados para marcar o primeiro dia oficial da campanha, apostando em locais simbólicos para suas trajetórias e em regiões consideradas estratégicas para suas bases eleitorais.

O início da campanha coloca os presidenciáveis diante de uma corrida que deverá ser marcada por agendas intensas, viagens pelo país, mobilizações populares e disputa pela atenção do eleitorado.

Lula retoma origem sindical em São Bernardo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia a campanha em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, região diretamente ligada à sua trajetória sindical e política.

O ato, chamado “Lula: onde tudo começou”, será realizado no Estádio Municipal 1º de Maio, conhecido como Vila Euclides. A escolha do local busca recuperar a história do candidato como líder sindical antes de sua entrada definitiva na política nacional.

O evento também terá transmissão pela plataforma oficial da campanha.

Flávio Bolsonaro leva campanha para Copacabana

O senador Flávio Bolsonaro (PL) escolheu o Rio de Janeiro para iniciar sua caminhada eleitoral. A partir das 10h, estará na orla de Copacabana, próximo ao Posto 5, onde está previsto um comício em um trio elétrico a partir das 11h.

A programação inclui caminhada e contato direto com eleitores. A escolha de Copacabana também coloca a campanha em uma região tradicionalmente associada à mobilização de apoiadores do campo conservador e de direita no Rio de Janeiro.

Caiado percorre cidades do Entorno

Ronaldo Caiado (PSD) terá uma agenda extensa entre Goiás e o Distrito Federal. O candidato programou uma sequência de carreatas e encontros em municípios do Entorno.

A primeira atividade será em Águas Lindas de Goiás, às 8h. Depois, ele segue para Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental e Luziânia, encerrando a programação às 16h.

Zema começa campanha em Minas

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), escolheu Montes Claros para marcar o início de sua campanha presidencial. A programação inclui mobilização e caminhada pelo norte do Estado, região considerada importante para sua estratégia eleitoral.

Demais candidatos

Renan Santos (Missão) realizará um ato no Largo São Francisco, em frente à Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, com discurso previsto para o meio-dia.

Samara Martins (UP) fará o lançamento da campanha na Zona Leste da capital paulista, junto à militância do partido.

Augusto Cury (Avante) programou um evento em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A atividade ocorre a partir das 10h, na Praça da Estaçãozinha, com participação de políticos locais e filiados. Antes do ato, o candidato terá contato com jornalistas.

Hertz Dias (PSTU) terá uma agenda distribuída entre São Paulo e São José dos Campos. Pela manhã, participa de panfletagem na Feira da Vila Matilde e de uma caminhada na Avenida Paulista. Ao meio-dia, estará em uma feira de São José dos Campos e, no fim da tarde, participa do lançamento de candidaturas do partido na sede do PSTU, na Bela Vista.

Edimilson Costa (PCB) fará sua atividade de campanha pela internet. A partir das 19h20, participa de uma live no canal Poder Popular, no YouTube.

Candidatos sem agenda divulgada

Até o momento, não foram informadas agendas públicas para Clariana Barão (DC), Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata).

Com a liberação oficial da propaganda eleitoral, os candidatos passam a disputar não apenas o voto, mas também espaço na agenda pública e nas redes sociais. A escolha dos primeiros atos revela estratégias distintas, que vão desde a recuperação de trajetórias políticas até a mobilização de bases eleitorais e o contato direto com a população.

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Política Nacional

Marçal avança rumo à Presidência, mas batalha jurídica continua

A condenação que permaneceu foi relacionada ao uso indevido dos meios de comunicação.

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A decisão liminar que autorizou a filiação de Pablo Marçal ao PRTB abre caminho para que o empresário formalize sua intenção de disputar a Presidência da República, mas não elimina o principal obstáculo jurídico à candidatura.

Marçal apresentou neste sábado (15) o pedido de registro de candidatura depois de obter, na Justiça Eleitoral de São Paulo, autorização provisória para se filiar à legenda. A medida foi concedida pelo juiz eleitoral Gustavo Nardi e ainda pode ser revista.

O ponto central da disputa, porém, permanece sendo a inelegibilidade de oito anos imposta a Marçal. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo manteve, por unanimidade, a condenação relacionada ao uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024.

O julgamento mais recente ocorreu no dia 5 de agosto, quando os sete integrantes do TRE-SP rejeitaram os recursos apresentados pela defesa e mantiveram a punição.

A defesa de Marçal ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e já informou que pretende contestar a decisão.

Entenda a condenação

O processo teve origem em ações apresentadas pelo PSB e pelo Ministério Público Eleitoral. A acusação envolvia, entre outros pontos, suposto abuso de poder econômico, uso irregular de recursos e utilização indevida dos meios de comunicação.

O TRE-SP, contudo, rejeitou as acusações de abuso de poder econômico e de captação ou utilização ilícita de recursos por considerar que não havia comprovação suficiente sobre o pagamento de prêmios em dinheiro.

A condenação que permaneceu foi relacionada ao uso indevido dos meios de comunicação.

Segundo o entendimento da Justiça Eleitoral, Marçal teria se beneficiado de uma estratégia de produção e divulgação em larga escala de vídeos durante um concurso promovido na comunidade “Cortes do Marçal”, no Discord. A iniciativa ocorreu entre junho e julho de 2024.

Os participantes eram incentivados a produzir e compartilhar trechos de vídeos do então candidato utilizando a hashtag #prefeitomarçal, com possibilidade de recebimento de prêmios.

Para a Justiça Eleitoral, a estratégia ultrapassou os limites estabelecidos pela legislação eleitoral e teve impacto na campanha municipal.

Filiação não significa candidatura garantida

A autorização para a filiação ao PRTB permite que Marçal avance na formalização de sua candidatura, mas não significa que ele esteja automaticamente apto a disputar a eleição presidencial.

O pedido de registro ainda será analisado pela Justiça Eleitoral, e a situação de elegibilidade deverá ser considerada nesse processo.

Assim, a movimentação deste sábado representa um novo passo na tentativa de Marçal de entrar na disputa nacional, mas o futuro eleitoral do empresário continua condicionado ao julgamento dos recursos e à análise de sua condição jurídica para concorrer.

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Política Nacional

Lula diz que Lulinha será responsabilizado se investigações apontarem culpa

“Só ele sabe a verdade, eu não sei. Se ele fez ou não fez”, disse Lula.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, deverá responder pelos próprios atos caso as investigações em andamento apontem que ele cometeu alguma irregularidade. A declaração foi dada em entrevista ao podcast Não Inviabilize.

Lula afirmou que acredita na defesa apresentada pelo filho, que nega qualquer envolvimento em irregularidades, mas ressaltou que a investigação deve seguir seu curso. “Se meu filho tiver culpa, ele pagará”, declarou o presidente.

Segundo Lula, Lulinha afirma não ter cometido os atos que estão sob apuração. O presidente disse ainda que orientou os advogados do filho a não tentar impedir o andamento das investigações.

“Ele jura por tudo que é sagrado que não tem nada, e eu acredito nele”, afirmou Lula. Na sequência, disse ter orientado a defesa: “Ninguém vai pedir fechamento de processo do meu filho. Quer fazer inquérito, faça”.

As declarações ocorrem em meio a investigações que envolvem Lulinha. Entre as apurações está um inquérito autorizado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, para investigar uma suspeita relacionada a tráfico de influência.

Lula também afirmou que o nome do filho costuma voltar ao centro de acusações durante períodos eleitorais. Para o presidente, porém, cabe às autoridades verificar os fatos e definir eventuais responsabilidades.

“Só ele sabe a verdade, eu não sei. Se ele fez ou não fez”, disse Lula.

Até o momento, as investigações não significam condenação ou comprovação de crime. Eventuais responsabilidades dependerão da conclusão das apurações e da análise das provas pelas autoridades competentes.

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Política Nacional

Flávio Bolsonaro avança na Quaest e transforma 2º turno com Lula em disputa acirrada

Na avaliação do cenário eleitoral, os números reforçam a possibilidade de uma disputa mais competitiva à medida que a campanha avançar e os eleitores definirem suas escolhas.

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A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta sexta-feira (14), mostra uma disputa presidencial mais apertada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Embora o petista ainda apareça na liderança no primeiro turno, a distância entre os dois caiu para sete pontos percentuais.

No cenário estimulado, Lula aparece com 38% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 31%. Na pesquisa anterior, os dois tinham 38% e 30%, respectivamente. Com a nova rodada, a diferença passou de oito para sete pontos.

O levantamento também mostra que a disputa pode ficar ainda mais equilibrada em um eventual segundo turno. Nesse cenário, Lula aparece com 43%, contra 40% de Flávio Bolsonaro, resultado considerado empate técnico diante da margem de erro de dois pontos percentuais.

Na rodada anterior, Lula tinha 44% e Flávio, 39%.

Flávio reduz distância

O desempenho de Flávio Bolsonaro chama atenção principalmente pela evolução em relação ao levantamento anterior. O senador passou de 30% para 31% no primeiro turno e de 39% para 40% no segundo turno.

Na avaliação do cenário eleitoral, os números reforçam a possibilidade de uma disputa mais competitiva à medida que a campanha avançar e os eleitores definirem suas escolhas.

Além de Lula e Flávio, aparecem na pesquisa Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), com 4% cada. Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) registram 2% cada.

Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar somam 8%, enquanto 10% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar.

Disputa regional

O levantamento também aponta diferenças importantes entre as regiões do país. Lula mantém vantagem significativa no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro apresenta desempenho mais forte no Sul.

No Sudeste, um dos maiores colégios eleitorais do país, os dois aparecem tecnicamente empatados, segundo os dados divulgados.

Pesquisa

A pesquisa Genial/Quaest foi realizada presencialmente entre os dias 10 e 13 de agosto, com 2.004 eleitores em todo o país.

O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os números retratam o cenário eleitoral no período da coleta e podem sofrer alterações ao longo da campanha, especialmente com o aumento da exposição dos candidatos e a definição das alianças políticas.

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