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PF realiza operação de combate a fraudes bancárias

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A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (24/4), em Itaitinga/CE e em Aguaí/SP, a Operação Rota do Caixa, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso responsável por furtos mediante fraude em terminais bancários de autoatendimento.

As diligências revelaram que os investigados percorreram diversas cidades do Mato Grosso, realizando as fraudes nas agências bancárias. Durante o deslocamento, os suspeitos praticaram sucessivos furtos em caixas eletrônicos. As ações criminosas eram realizadas também em outros estados do país.

Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal.

Os envolvidos poderão responder pelo crime de furto qualificado mediante fraude em concurso de pessoas, com penas que podem ultrapassar 8 anos de reclusão.

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Polícia

Professor é agredido por alunos dentro de sala em escola cívico-militar de Cuiabá

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Um professor foi agredido por dois alunos na tarde de quinta-feira (23), dentro de uma sala de aula da Escola Estadual Cívico-Militar Heliodoro Capistrano da Silva, no bairro Parque Cuiabá, em Cuiabá. A ocorrência mobilizou a Polícia Militar, que encaminhou os envolvidos para a Central de Flagrantes.


De acordo com informações da Polícia Militar, a equipe do 9º Batalhão foi acionada para atender a denúncia de agressão contra um docente dentro da unidade escolar. No local, o professor relatou que o episódio teve início após um aluno desobedecer a orientação de permanecer no assento previamente definido no mapa da sala.

Mesmo após ser advertido e orientado por um monitor, o estudante mudou de lugar. Ao tentar reorganizar a turma, o professor se aproximou do aluno, tocou em seu ombro e recolheu o caderno com a intenção de conduzi-lo ao local correto.

Neste momento, um segundo aluno interveio e agrediu o docente com um tapa no tórax, empurrando-o contra a parede. Em seguida, o primeiro estudante também desferiu um golpe nas costas do professor. Segundo o relato, o aluno que iniciou a agressão ainda tentou continuar os ataques, enquanto o educador utilizava um caderno para se proteger.

A direção da escola acionou os responsáveis pelos estudantes e a Polícia Militar. Os dois alunos foram conduzidos à Central de Flagrantes para os procedimentos legais. Conforme a corporação, eles não apresentavam lesões e não houve necessidade do uso de algemas.

O caso foi registrado como injúria real e será investigado pelas autoridades competentes. Até o momento, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso não se manifestou sobre o ocorrido.

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Polícia

PF conclui que “Sicário” tirou a própria vida e descarta crime

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A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, e apontou que ele atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia, descartando a participação de terceiros.

De acordo com a apuração conduzida em Minas Gerais, não foram identificados indícios de coação ou qualquer tipo de pressão externa. A conclusão se baseia em um conjunto de provas técnicas e depoimentos, que reforçaram a tese de ato voluntário.

Entre os elementos analisados estão imagens completas do período em que ele permaneceu na cela, relatos de testemunhas, registros de comunicação e avaliações sobre possível uso de substâncias. Segundo a investigação, o material foi considerado consistente para sustentar o encerramento do caso.

O relatório final será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, onde será analisado pelo ministro André Mendonça. Após essa etapa, o documento deve seguir para a Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por decidir sobre eventual arquivamento ou continuidade de desdobramentos.

Apontado como peça-chave em investigações relacionadas à Operação Compliance Zero, Sicário teria atuado em atividades como monitoramento de alvos, obtenção ilegal de dados e ações de intimidação.

O caso também envolve o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, apontado como liderança do esquema investigado. As apurações indicam relação direta entre os dois, com indícios de pagamentos elevados pelos serviços prestados.

Mesmo com a conclusão do inquérito, os bens atribuídos a Sicário permanecem bloqueados, sob a justificativa de possível origem ilícita. A definição sobre o futuro do caso dependerá da análise da PGR.

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Polícia

Polícia Civil bloqueia R$ 10 milhões de grupo ligado a apostas ilegais; OSTENTAÇÃO E LUXO

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23.4), a Operação Aposta Perdida, para cumprir 34 ordens judiciais contra um grupo criminoso composto por membros de uma mesma família, investigado por envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online.

As ordens judiciais incluem sete mandados de busca e apreensão domiciliar e empresarial, duas suspensões de atividades econômicas, dois bloqueios de contas em redes sociais, cinco sequestros de imóveis, quatro sequestros de veículos, quatro cautelares de apreensão de passaporte e 10 bloqueios de contas físicas e jurídicas no valor de R$ 10 milhões. Todas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.

A investigação, conduzida por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), com apoio da Diretoria de Inteligência, identificou um esquema estruturado de obtenção de valores ilícitos por meio da divulgação e intermediação de plataformas ilegais de apostas, conhecidas popularmente como “jogo do tigrinho”, que são consideradas ilegais por não estarem regulamentadas no país.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, além do município de Itapema, no Estado de Santa Catarina. Entre os principais alvos estão integrantes de um mesmo núcleo familiar, além de pessoas jurídicas ligadas ao grupo, que seriam utilizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos.

A operação tem como objetivo desarticular o esquema criminoso, interromper a circulação de valores ilícitos e aprofundar a coleta de provas, contribuindo para a responsabilização dos envolvidos.

Jogos digitais e lavagem de dinheiro

Os elementos apurados apontaram que os investigados utilizavam redes sociais para promover os jogos, atraindo participantes com promessas de ganhos fáceis e elevados. O modelo de funcionamento apresentava características típicas de pirâmide financeira, em que os rendimentos dependiam da entrada de novos usuários.

Apontado como principal articulador do esquema, o alvo principal exercia papel central na movimentação financeira e na ocultação dos valores ilícitos ganhos com a divulgação dos jogos de azar, utilizando empresas e bens de alto valor para dar aparência de legalidade aos recursos.

As investigações também apontaram que os valores obtidos eram dissimulados por meio de empresas, movimentações financeiras fracionadas e aquisição de bens de alto valor, incluindo imóveis de luxo, veículos importados, como BMW, Land Rover e Porsche, e outros patrimônios incompatíveis com a renda declarada.

Há indícios ainda de uso de “laranjas” e empresas de fachada, bem como transações simuladas para dificultar o rastreamento financeiro. Relatórios técnicos produzidos ao longo da investigação evidenciaram movimentações milionárias, divergências fiscais e vínculos com outras pessoas investigadas por crimes semelhantes, além de conexões com plataformas e contatos internacionais associados a fraudes digitais.

Influencers

As investigações também apontaram o papel central da esposa e da cunhada do principal investigado, que atuavam como influenciadoras digitais no esquema criminoso e utilizavam suas redes sociais para promover plataformas ilegais de apostas, atraindo seguidores com promessas de ganhos fáceis e elevados.

Por meio de postagens frequentes, ostentação de resultados e divulgação de links para acesso aos jogos, as investigadas ampliavam o alcance das plataformas, muitas vezes utilizando contas demonstrativas para simular lucros. Além de fomentar a adesão de novos usuários, essa atuação contribuía diretamente para a geração de receitas ilícitas, posteriormente inseridas no sistema financeiro por meio de mecanismos de ocultação e dissimulação.

Vida de alto padrão

O alto padrão de vida ostentado pelos investigados, considerado incompatível com a renda formal declarada, foi um dos pontos que chamou a atenção nas investigações.

Mesmo tendo como atividade econômica empresas de pequeno e médio porte, o grupo adquiriu, em um curto espaço de tempo, imóveis de alto padrão, veículos de luxo, realizou viagens frequentes e passou a ostentar elevado padrão financeiro nas redes sociais, sem lastro econômico lícito que justificasse tais aquisições.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.

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