A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, e apontou que ele atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia, descartando a participação de terceiros.
De acordo com a apuração conduzida em Minas Gerais, não foram identificados indícios de coação ou qualquer tipo de pressão externa. A conclusão se baseia em um conjunto de provas técnicas e depoimentos, que reforçaram a tese de ato voluntário.
Entre os elementos analisados estão imagens completas do período em que ele permaneceu na cela, relatos de testemunhas, registros de comunicação e avaliações sobre possível uso de substâncias. Segundo a investigação, o material foi considerado consistente para sustentar o encerramento do caso.
O relatório final será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, onde será analisado pelo ministro André Mendonça. Após essa etapa, o documento deve seguir para a Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por decidir sobre eventual arquivamento ou continuidade de desdobramentos.
Apontado como peça-chave em investigações relacionadas à Operação Compliance Zero, Sicário teria atuado em atividades como monitoramento de alvos, obtenção ilegal de dados e ações de intimidação.
O caso também envolve o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, apontado como liderança do esquema investigado. As apurações indicam relação direta entre os dois, com indícios de pagamentos elevados pelos serviços prestados.
Mesmo com a conclusão do inquérito, os bens atribuídos a Sicário permanecem bloqueados, sob a justificativa de possível origem ilícita. A definição sobre o futuro do caso dependerá da análise da PGR.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23.4), a Operação Aposta Perdida, para cumprir 34 ordens judiciais contra um grupo criminoso composto por membros de uma mesma família, investigado por envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online.
As ordens judiciais incluem sete mandados de busca e apreensão domiciliar e empresarial, duas suspensões de atividades econômicas, dois bloqueios de contas em redes sociais, cinco sequestros de imóveis, quatro sequestros de veículos, quatro cautelares de apreensão de passaporte e 10 bloqueios de contas físicas e jurídicas no valor de R$ 10 milhões. Todas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.
A investigação, conduzida por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), com apoio da Diretoria de Inteligência, identificou um esquema estruturado de obtenção de valores ilícitos por meio da divulgação e intermediação de plataformas ilegais de apostas, conhecidas popularmente como “jogo do tigrinho”, que são consideradas ilegais por não estarem regulamentadas no país.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, além do município de Itapema, no Estado de Santa Catarina. Entre os principais alvos estão integrantes de um mesmo núcleo familiar, além de pessoas jurídicas ligadas ao grupo, que seriam utilizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos.
A operação tem como objetivo desarticular o esquema criminoso, interromper a circulação de valores ilícitos e aprofundar a coleta de provas, contribuindo para a responsabilização dos envolvidos.
Jogos digitais e lavagem de dinheiro
Os elementos apurados apontaram que os investigados utilizavam redes sociais para promover os jogos, atraindo participantes com promessas de ganhos fáceis e elevados. O modelo de funcionamento apresentava características típicas de pirâmide financeira, em que os rendimentos dependiam da entrada de novos usuários.
Apontado como principal articulador do esquema, o alvo principal exercia papel central na movimentação financeira e na ocultação dos valores ilícitos ganhos com a divulgação dos jogos de azar, utilizando empresas e bens de alto valor para dar aparência de legalidade aos recursos.
As investigações também apontaram que os valores obtidos eram dissimulados por meio de empresas, movimentações financeiras fracionadas e aquisição de bens de alto valor, incluindo imóveis de luxo, veículos importados, como BMW, Land Rover e Porsche, e outros patrimônios incompatíveis com a renda declarada.
Há indícios ainda de uso de “laranjas” e empresas de fachada, bem como transações simuladas para dificultar o rastreamento financeiro. Relatórios técnicos produzidos ao longo da investigação evidenciaram movimentações milionárias, divergências fiscais e vínculos com outras pessoas investigadas por crimes semelhantes, além de conexões com plataformas e contatos internacionais associados a fraudes digitais.
Influencers
As investigações também apontaram o papel central da esposa e da cunhada do principal investigado, que atuavam como influenciadoras digitais no esquema criminoso e utilizavam suas redes sociais para promover plataformas ilegais de apostas, atraindo seguidores com promessas de ganhos fáceis e elevados.
Por meio de postagens frequentes, ostentação de resultados e divulgação de links para acesso aos jogos, as investigadas ampliavam o alcance das plataformas, muitas vezes utilizando contas demonstrativas para simular lucros. Além de fomentar a adesão de novos usuários, essa atuação contribuía diretamente para a geração de receitas ilícitas, posteriormente inseridas no sistema financeiro por meio de mecanismos de ocultação e dissimulação.
Vida de alto padrão
O alto padrão de vida ostentado pelos investigados, considerado incompatível com a renda formal declarada, foi um dos pontos que chamou a atenção nas investigações.
Mesmo tendo como atividade econômica empresas de pequeno e médio porte, o grupo adquiriu, em um curto espaço de tempo, imóveis de alto padrão, veículos de luxo, realizou viagens frequentes e passou a ostentar elevado padrão financeiro nas redes sociais, sem lastro econômico lícito que justificasse tais aquisições.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
Grupo criminoso investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso utilizava ações sociais como estratégia para ampliar influência em comunidades de Cuiabá e Várzea Grande. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (23), durante a deflagração da Operação Gerente Fantasma.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos, o grupo promovia distribuição de cestas básicas e organizava eventos esportivos, utilizando essas iniciativas como forma de conquistar apoio local e reduzir a resistência da população em denunciar as atividades ilícitas.
Além dessa estratégia, a organização criminosa mantinha atuação em diferentes frentes, como tráfico de drogas, estelionatos digitais e lavagem de dinheiro. O esquema incluía a comercialização de entorpecentes como pasta base de cocaína, skunk e cocaína refinada, além da aplicação de golpes em plataformas online.
As investigações também revelaram que o grupo movimentou mais de R$ 200 mil em um único mês, valor considerado incompatível com rendas lícitas. Para ocultar a origem do dinheiro, os envolvidos utilizavam contas de terceiros, empresas em nome de familiares e fragmentação de transferências bancárias.
Um dos principais alvos da operação é apontado como líder da organização e, mesmo preso, continuava coordenando as atividades financeiras do grupo, organizando a arrecadação e distribuição dos lucros.
Ao todo, foram cumpridas 27 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão, buscas e bloqueios de bens. A ação faz parte da Operação Pharus, integrada ao programa Tolerância Zero, e também está vinculada à Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Gerente Fantasma com o objetivo de desarticular um grupo criminoso com atuação em Cuiabá e Várzea Grande.
A ação é conduzida por equipes da Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos, que cumprem 27 ordens judiciais, entre elas nove mandados de prisão preventiva, dez de busca e apreensão domiciliar e oito bloqueios de ativos financeiros que somam cerca de R$ 200 mil.
As investigações apontam que o grupo tinha estrutura organizada, com ligação a uma facção criminosa, e atuava em diferentes frentes ilegais, como tráfico de drogas, estelionatos digitais em plataformas de compra e venda e lavagem de dinheiro.
Um dos principais alvos é apontado como líder da organização e, mesmo preso, exercia função de gestor financeiro, coordenando a arrecadação e a divisão dos lucros entre os integrantes. Em apenas uma semana, segundo a apuração, os golpes virtuais renderam mais de R$ 100 mil ao grupo.
Além disso, foram identificadas movimentações superiores a R$ 200 mil em um único mês, valores considerados incompatíveis com atividades lícitas. Para ocultar a origem do dinheiro, os investigados utilizavam contas de terceiros, fragmentação de transferências e empresas registradas em nome de familiares.
O grupo também mantinha atuação no tráfico de entorpecentes, incluindo pasta base de cocaína, skunk e cocaína refinada, além de exercer controle sobre pontos de venda em diferentes bairros da capital.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados ainda promoviam ações sociais, como distribuição de cestas básicas e realização de eventos esportivos, estratégia utilizada para ampliar influência nas comunidades e dificultar denúncias.
A Operação Gerente Fantasma integra a Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero, e também faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
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