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O futuro da coquetelaria com protagonismo brasileiro

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Existe algo de muito simbólico no momento que estamos vivendo no mercado de eventos e na coquetelaria: finalmente passamos a valorizar, com mais consciência e orgulho, aquilo que sempre esteve ao nosso alcance a riqueza do bioma brasileiro.

Durante muitos anos, o conceito de sofisticação esteve associado ao que vinha de fora. Ingredientes importados, referências europeias e uma estética mais “neutra” dominaram cardápios e experiências. Hoje, esse cenário muda de forma clara. O tropical deixou de ser apenas um estilo para se tornar identidade.

As frutas brasileiras como cupuaçu, cajá, acerola, graviola e tantas outras carregam uma potência sensorial que poucos lugares no mundo conseguem oferecer. Não se trata apenas de sabor, mas de aroma, textura e memória afetiva.

Cada coquetel preparado com esses ingredientes conta uma história, evoca território e cria conexão.
E isso dialoga diretamente com um movimento maior: o fortalecimento do orgulho latino-americano. Há uma busca crescente por autenticidade, por experiências que façam sentido culturalmente. O público quer mais do que consumir quer se reconhecer no que consome.
Nos eventos, essa transformação é ainda mais visível.

As cores vibrantes dos coquetéis tropicais criam cenários vivos, quase artísticos. Tons de amarelo, laranja, vermelho e verde deixam de ser apenas detalhes e passam a compor a atmosfera.

O bar ganha protagonismo, não só pelo serviço, mas pelo impacto visual e sensorial que proporciona.

Vejo, na prática, que eventos de todos os portes dos mais intimistas aos grandes têm incorporado essa estética tropical como um diferencial estratégico. Não é apenas uma tendência passageira, mas uma mudança de mentalidade: a valorização do local como elemento de sofisticação.

Mais do que nunca, ser tropical é ser contemporâneo. E ser brasileiro, nesse contexto, deixou de ser coadjuvante para ocupar o centro da experiência.

O futuro da coquetelaria, na minha visão, passa exatamente por esse caminho: menos reprodução de referências externas e mais protagonismo das nossas próprias riquezas. Porque quando exploramos o que é nosso com criatividade e respeito, criamos algo que não pode ser replicado apenas vivido.

Estênio Muniz, _franqueado da franquia Malibu Bar e especialista em coquetéis

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Geral

Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro

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O basquete amanheceu em luto nesta sexta-feira (17) com a morte de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do esporte. Aos 68 anos, o ex-atleta passou mal e chegou a ser socorrido, mas não resistiu após dar entrada em uma unidade de saúde na Grande São Paulo.

Conhecido como “Mão Santa”, apelido que simbolizava sua precisão quase imbatível nas quadras, Oscar construiu uma trajetória lendária e se consolidou como referência mundial no basquete, mesmo sem ter atuado na NBA.

Nos bastidores, enfrentava há anos uma batalha contra um tumor cerebral, diagnosticado em 2011. Desde então, passou por cirurgias e tratamentos, demonstrando a mesma determinação que marcou sua carreira esportiva.

Natural de Natal, o ex-jogador acumulou quase três décadas de atuação profissional e entrou para a história como um dos maiores pontuadores do basquete mundial. É até hoje o recordista de pontos em Jogos Olímpicos, com 1.093 anotados ao longo de cinco edições consecutivas do torneio.

Sua presença marcante em competições internacionais e atuações memoráveis ajudaram a elevar o nome do Brasil no cenário esportivo global. Mais do que números expressivos, deixou um legado de disciplina, paixão e compromisso com o esporte.

Fora das quadras, também era reconhecido pela personalidade forte e pelo carisma, conquistando admiradores em diferentes gerações. Ele deixa a esposa, Maria Cristina, e os filhos Filipe e Stephanie.

A morte de Oscar Schmidt encerra um capítulo histórico do esporte brasileiro, mas sua trajetória permanece viva como inspiração para atletas e fãs em todo o mundo.

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Cuiabá

Desfile performático transforma histórias de vítimas de feminicídio em expressão artística em Cuiabá

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A capital mato-grossense recebe, no próximo dia 18 de abril, uma iniciativa que une moda, arte e reflexão social para dar visibilidade à violência contra a mulher e promover acolhimento por meio da expressão criativa.

O projeto Depois do Silêncio será apresentado às 19h, em Jocum Pantanal, com um desfile performático que transforma histórias de vítimas de feminicídio em peças carregadas de significado. A proposta é resgatar memórias, provocar reflexão e incentivar o debate sobre a realidade enfrentada por mulheres em situação de violência.

Idealizado pela produtora cultural Queren Takahoschi, o projeto surgiu a partir da preocupação com o aumento dos casos de violência contra mulheres no país. A iniciativa também busca oferecer esperança a familiares das vítimas e a mulheres que já vivenciaram esse tipo de situação.

Projeto: Depois do Silêncio
Data: 18 de abril
Horário: 19h

As peças apresentadas no desfile foram desenvolvidas a partir de roupas de brechó, com foco no reaproveitamento têxtil e na moda sustentável. Cada criação recebeu intervenções artísticas que representam, de forma simbólica, histórias marcadas pela dor, mas também pela resistência.

Com o crescimento da proposta, o projeto passou a reunir voluntários, estilistas, costureiras e artistas de diferentes regiões do Brasil, incluindo cidades como Goiânia e São Paulo. A iniciativa já foi apresentada na Câmara Municipal de Cuiabá e segue ampliando seu alcance por meio da arte como instrumento de conscientização social.

Aberto ao público, o evento propõe uma experiência que vai além da estética, conectando moda e mensagem em uma ação voltada à transformação social.

SERVIÇO
Projeto: Depois do Silêncio
Data: 18 de abril
Horário: 19h
Local: Jocum Pantanal – Cuiabá (MT)
Entrada gratuita

Contato para imprensa:
Queren Takahoschi
(65) 99951-8512
@querentakahoschi @projetodepoisdosilencio

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Esportes

Shotokan mira topo do pódio em etapa estadual classificatória em Cuiabá

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A Associação Centro América de Karatê Shotokan entra em ação no próximo dia 18, no Sesc Arsenal, em Cuiabá, pela etapa Cuiabá do Campeonato Estadual da FKEMT. A disputa é classificatória para a fase final da competição, que também será realizada na capital mato-grossense, em novembro.

Considerado um dos compromissos mais importantes do calendário Shotokan WKF, o torneio abre uma sequência decisiva para a modalidade em 2026, ano que também reserva competições de peso, como o Campeonato Brasileiro da CBK, marcado para julho, em Cuiabá.

Vice-campeã em edição anterior da etapa, a Associação Shotokan chega desta vez com ambição renovada: transformar evolução em resultado e buscar o primeiro lugar geral. A expectativa é embalada por uma equipe mais experiente e por um planejamento que, segundo a comissão técnica, aponta para um novo momento do karatê em Mato Grosso.

O sensei Rodrigo Souza afirma que o grupo vive uma fase de amadurecimento e confiança. “Estamos confiantes, com uma equipe mais madura e em uma fase muito significativa para o karate do estado. O planejamento não só da Shotokan, mas de todas as associações filiadas em MT é de um ano de crescimento e expansão, onde estaremos ainda mais presentes a nível nacional e internacional. A etapa Cuiabá preparará os atletas para níveis ainda maiores, incluindo o vindouro Brasileiro da modalidade em julho”, declarou.

Além da etapa estadual, o calendário da equipe já prevê novos desafios nas próximas semanas. Entre eles está o Curso de Kumite WKF, nos dias 15 e 16 de maio, com o sensei Ricardo Aguiar, técnico da Seleção Brasileira CBK de base, voltado ao aperfeiçoamento dos atletas em um treinamento intensivo de 13 horas.

Na sequência, nos dias 23 e 24 de maio, a delegação também participa do Mutum Open, em Nova Mutum. O evento é apontado como uma das competições mais promissoras do circuito estadual e será realizado sob organização da Kamae Dojo.

Rodrigo Souza destaca que 2026 tem exigido disciplina máxima dos atletas, que vêm mantendo ritmo intenso de preparação desde o início do ano. “Em Maio dias 15 e 16 teremos o Curso de Kumite WKF com Sensei Ricardo Aguiar (Técnico da Seleção Brasileira CBK de base – até 21 anos) buscando melhorar os atletas do estado em um treino intensivo de 13 horas. Na sequência dias 23 e 24 de maio teremos o Mutum Open, Em Nova Mutum-MT, que promete ser uma das copas mais bem organizadas do estado, sob o comando da Kamae Dojo. Muitos eventos teremos adiante e os atletas estão em um ano de muita dedicação e empenho (6 dias de treino semanais desde janeiro e os resultados já estão sendo sentidos). Vamos buscar ainda mais resultados em 2026 nas 3 entidades (WTKF, WKF e JKA).”

Com uma agenda cheia, treinos intensivos e metas mais altas, a etapa Cuiabá surge como mais que uma disputa por classificação: será um termômetro do crescimento da modalidade e da força que o karatê mato-grossense pretende mostrar dentro e fora do estado.

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