A obesidade canina tem se tornado cada vez mais comum e já é considerada uma das principais doenças nutricionais entre os cães. Assim como acontece com os humanos, o excesso de peso pode desencadear uma série de problemas de saúde, reduzindo a qualidade de vida e a longevidade dos pets.
De acordo com a Dra. Ana Julia Santillo, veterinária do Banho AniMall Vet, muitos tutores não conseguem identificar quando o animal está acima do peso. “O principal sinal é a dificuldade em sentir as costelas do cão ao toque e a ausência de uma ‘cintura’ visível.
Além disso, o pet pode apresentar cansaço excessivo, menor disposição para brincar e até
problemas respiratórios”, explica.
Um exemplo é o caso do Apollo, um bulldog francês, cujo ganho de peso impactou diretamente na sua rotina. A tutora Danielle conta que percebeu os primeiros sinais com o passar do tempo. “Comecei a reparar assim que ele foi ficando mais velho, pois começou a não brincar mais como antes, a locomoção ficou lenta e ele não queria mais fazer passeios mais longos”, relata Danielle. Entre as principais causas da obesidade canina estão a alimentação inadequada e o excesso de petiscos.
“Muitas vezes, o tutor associa comida com demonstração de carinho e acaba oferecendo mais alimento do que o necessário. Esse comportamento, ao longo do tempo, contribui diretamente para o ganho de peso”, alerta a veterinária.
No caso de Apollo, a rotina contribuía para esse cenário. Além da ração, Danielle oferecia petiscos e frutas ao longo do dia. Com o tempo, os impactos ficaram mais evidentes.
“Percebi muitas mudanças no comportamento e na saúde dele. Por isso, resolvemos procurar ajuda e a Dra. Ana Julia nos auxiliou nesse processo de reeducação alimentar do Apollo”, explica.
Os riscos da obesidade vão muito além da estética. Cães acima do peso têm maior predisposição a desenvolver doenças como diabetes, problemas articulares, doenças cardíacas e até complicações hepáticas. “A obesidade é uma condição inflamatória. Ela sobrecarrega todo o organismo do animal, afetando desde as articulações até o funcionamento dos órgãos internos”, destaca a doutora.
A boa notícia é que a prevenção e o controle são possíveis com mudanças simples na rotina do dia a dia. A importância de uma alimentação balanceada, com porções adequadas e orientação profissional é fundamental. Cada animal tem uma necessidade específica, que
varia de acordo com a idade, raça, porte e nível de atividade.
Foi com o acompanhamento específico que Apolo iniciou um processo de mudança de hábitos. Entre as principais recomendações estavam o controle da quantidade de ração e a retirada de petiscos e alimentos inadequados.
“No começo foi um pouco difícil a adaptação do Apollo. Aos poucos fomos ajustando a alimentação e cortando os
petiscos”, explica Danielle que já percebe resultados na rotina diária do seu pet. “Ele perdeu peso, está com o intestino melhor, tem um sono mais tranquilo, está mais disposto a pelagem está mais brilhante e houve redução da queda de pelos”.
Além da alimentação, a prática de exercícios é indispensável. Passeios diários, brincadeiras e estímulos
físicos ajudam a manter o peso ideal e contribuem para o bem-estar geral do pet. “O exercício não só auxilia no controle do peso, como também
melhora o comportamento e fortalece o vínculo entre tutor e animal”, completa a veterinária.
Com base na própria experiência, Danielle reforça a importância do suporte especializado.
“É fundamental ter o acompanhamento de um veterinário para nos auxiliar em todo o processo. Busquem um profissional qualificado e sigam todas as orientações. Isso faz toda a diferença na saúde dos nossos pets.” O cuidado contínuo, aliado ao comprometimento dos tutores e à orientação profissional adequada, torna-se essencial para garantir resultados consistentes, duradouros e, acima de tudo, mais qualidade de vida para os pets.