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Política

Pazuello critica lockdown e diz que opções de vacina para o Brasil são ‘pífias’

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Brasília – O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta quarta-feira, em audiência na Comissão Mista do Congresso, que as opções de vacina para o Brasil são “pífias”. “Ficou muito óbvio que são muito poucas as fabricantes que têm a quantidade e cronograma de entrega efetivo para nosso País. Quando a gente chega no fim das negociações e vai para cronograma de entrega, fabricação, os números são pífios. Números em grande quantidade, se reduz a uma, duas, três ideias”, afirmou o ministro.
Pazuello afirmou que o Brasil pode ter mais de 300 milhões de doses de vacina em 2021, sendo 100 milhões de doses da vacina produzida por Oxford – que serão entregues até o final do primeiro semestre – e mais 160 milhões de doses da mesma vacina, produzida no Brasil pela Fiocruz. As outras 42 milhões de doses seriam adquiridas através do consórcio Covax Facilty.
“O Brazil aderiu a esse consórcio desde o desenvolvimento das vacinas, já com opção de compra e recebimento de 42 milhões de doses, que poderá ser de uma das 10 fabricantes (que participam da Covax). Inclusive a própria AstraZeneca ou a Pfizer, por exemplo, estão no consórcio”, afirmou.
Orientações do Ministério da Saúde
Segundo Pazuello, à medida em que forem encontradas soluções melhores, mais eficazes comprovadamente para salvar mais vidas com mais eficiência no tratamento, a pasta não tem medo de mudar. “Aprendemos com os erros do início da pandemia, quando foram fechadas as UBSs [Unidades Básicas de Saúde], deixando de atender a população desde o início dos sintomas. Em vez de fazer a triagem correta, havia o medo de contaminação. O que é preciso é triar pessoas com sintomas para um lado, pessoas com outras doenças para outro lado, com os médicos e as equipes médicas paramentadas, tomando seus cuidados. Deixamos, com isso, de atender a população desde o início”, disse.
Na avaliação do ministro, o acompanhamento precoce, o diagnóstico clínico do médico, mudou muito o resultado final do tratamento. “E isso não é demérito de A e mérito de B. É aprendizado do sistema, é aprendizado dos nossos médicos e dos nossos gestores, que estão vendo”.
Lockdown
O ministro Pazuello considerou o lockdown em várias cidades como um erro. Para o ministro, a medida foi implementada sem planejamento, sem conhecimento real da pandemia, somente com base no medo. “Isso também não pode ser condenado. As pessoas não tinham o conhecimento de tudo, os gestores não tinham o conhecimento de tudo. Nós vemos que hoje se toma muito mais cuidado em se fazer um lockdown, em se fazer um afastamento social mais agressivo. É o conhecimento”, disse.
Validade testes
Questionado sobre os testes RT-qPCR para o diagnóstico da doença estocado no Aeroporto de Guarulhos, com validade entre dezembro deste ano e janeiro de 2021, o ministro esclareceu que a validade de itens que compõem esses kits vão além desse prazo e podem chegar ao final de 2023.
“Sobre a caixa do kit, quando chegou, à época foi feito um registro inicial com a Anvisa e a empresa, dando uma validade pequena de oito meses, emergencial, para iniciar o uso. Essa validade inicial seria e será renovada, porque todos os componentes dos testes, como foi apresentado na Comissão Externa da Câmara, têm a validade muito mais estendida. Nós sempre soubemos disso. Isso não é uma novidade”, explicou Pazuello, acrescentando que o processo de revalidação já começou há muito tempo e que as discussões com a empresa e com a Anvisa são anteriores, não são de agora.
O Ministério da Saúde nega que sejam 6,68 milhões de testes estocados como divulgado pela imprensa. Segundo a pasta, 2,8 milhões de testes terão o período de validade estendido.
*FONTE:O DIA

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Deputado de MT é intubado por complicações da covid

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O deputado estadual Valdir Barranco (PT), teve piora no quadro de saúde e precisou ser intubado neste sábado (20). O parlamentar está internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde a última segunda-feira (15).

Segundo os médicos, o procedimento é necessário para melhor a sua oxigenação.

Sua esposa, Roseli Barranco, também havia sido internada, mas recebeu alta neste sábado e já está em casa.

O filho do deputado estadual Valdir Barranco (PT), Paulo Henrique, também testou positivo para a covid-19 nesta semana. Ele apresentou quadro de pneumonia, mas está bem e está tratando da doença em casa.

 

 

*FONTE: Estadão Mato Grosso

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Deputado vê pressão governista para afastá-lo de comissões

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O deputado estadual Silvio Fávvero (PSL) afirmou estar sofrendo retaliação por parte da base parlamentar do governo do Estado na Assembleia Legislativa (AL), após ter dado parecer favorável ao Projeto de Lei Complementar (PLC) 36/2020 na Comissão de Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

“Eles estão descontentes por causa dos meus pareceres. Eu tenho um posicionamento, sou muito convicto nas minhas decisões e eu vim pra servir, e pelo o período que eu estiver aqui quero fazer a diferença, pelo menos eu fiz a minha parte”, disparou.

De acordo com Fávero, teria ocorrido uma movimentação para que ele não fosse relator da CCJ devido os pareceres contrários às vontades do Executivo, porém ele disse que está tranquilo perante a questão.

“Não posso ser relator de alguma coisa e aceitar ser pressionado. Chegou alguns recados pra mim e se quiser me tirar eu estou tranquilo”.

Questionado se chegou a conversar com os deputados governistas, ou com algum representante do Palácio Paiaguás, o deputado disse que ainda não , mas que está aguardando uma conversa. “Não cheguei a conversar, mas estou esperando…”.
Sobre o assunto, o presidente da Casa de Leis Eduardo Botelho (DEM), comentou que não recebeu nenhuma pressão por parte do governo do Estado em relação ao nome de Silvio na CCJ.

“Eu não recebi nenhuma pressão, nem montamos ainda os blocos. Agora que eu vou encaminhar para os deputados se posicionarem, e depois disso o líder indica o representante de cada comissão. Então nem os blocos foram montados ainda, não tem como ter pressão’, justificou Botelho.

 

*FONTE:GAZETA DIGITAL

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O que se instalou em Curitiba era um esquadrão da morte, diz Gilmar Mendes

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes comparou hoje a força-tarefa de Curitiba da Operação Lava Jato com um “esquadrão da morte”. Gilmar também fez duras críticas ao grupo de procuradores e ao ex-juiz Sergio Moro, que contribuíram para a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à prisão.

“Acho tudo isso lamentável, todos nós de alguma forma sofremos uma manipulação disso que operava em Curitiba. Acho que temos que fazer as correções devidas, tenho dito e enfatizado que Lula é digno de um julgamento justo”, disse o ministro do Supremo durante o UOL Entrevista, conduzido pelo colunista do UOL Tales Faria.

 “Independentemente disso, temos que fazer consertos, reparos, para que isso não mais se repita, não se monte mais esse tipo de esquadrão da morte. Porque o que se instalou em Curitiba era um grupo de esquadrão da morte, totalmente fora dos parâmetros legais”, completou.

Moro como chefe da Lava Jato

O ministro Gilmar Mendes disse que a força-tarefa da Lava Jato atuou sem supervisão da PGR (Procuradoria-Geral da República) e que Moro parecia um chefe da operação.

Eles se situavam numa estratosfera que não tinha supervisão da procuradoria, não estava submetida ao procurador-geral, não tinha um subprocurador e contatavam diretamente com juiz. Nesse caso de Curitiba, a impressão que fica era que o Moro era o verdadeiro chefe da operação Lava Jato.

Gilmar ainda cobrou respostas do Congresso Nacional. “É chegada a hora de o Congresso se debruçar sobre as leis organizacionais do Ministério Público para de fato ter algum tipo de controle político sobre essa instituição”, disse. “Como nós vimos, era uma ameaça à democracia. Ao fim havia um ‘partido da Lava Jato’, estavam interferindo no processo político, prendiam um candidato que era eventual candidato a governador e definiam a eleição, tudo num jogo combinado. Eles fazem vergonha à Stasi, aquela polícia da Alemanha Oriental.”.

Monitoramento de Lula não tem respaldo legal, diz Gilmar

Na visão do ministro, o monitoramento da vida do ex-presidente Lula, como fez a Lava Jato, é ilegal. “Eles monitoraram passo a passo a vida do Lula e tinham um modelo de comunicação com a Polícia Federal que dizia minuto a minuto o que ele iria fazer. Isso não tem respaldo na lei, não é assim que se faz interceptação telefônica, e assim se fez.”

Para Gilmar, a investigação contra Lula começou com todos já sabendo o resultado. “Se é que a gente pode chamar isso tudo de julgamento a esta altura, diante de todos esses antecedentes, diante de tudo o que se fez, era um julgamento cujo resultado já se sabia a priori.”.

“Há uma passagem em que se fala do [condenado pela Lava Jato, o administrador Aldemir] Bendine, em que se diz, por exemplo, que ele será transferido a um presídio que teria condições precárias. Aí o Deltan brinca que ele já se dispôs a cooperar. A transferência é muito efetiva e Moro pediu para atrasar a transferência. O que isso significa? Vamos mandar um sujeito para péssimas condições porque ele vai cooperar. Isso tem nome, vimos na ditadura militar, isso se chama tortura.”

No julgamento sobre o compartilhamento das mensagens com a defesa de Lula, que aconteceu na terça na Segunda Turma do STF, Gilmar já havia criticado esse fato: “Nós fomos cúmplices. [Foi] Tortura feita por esta gente bonita de Curitiba”.

*FONTE: UOL

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