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O papel da comunicação na gestão de crises para marcas e políticos

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Cláudio Cordeiro é consultor de marketing político e eleitoral, CEO da Gonçalves Cordeiro, publicitário e advogado
Cláudio Cordeiro é consultor de marketing político e eleitoral, CEO da Gonçalves Cordeiro, publicitário e advogado

Por: Cláudio Cordeiro

Nos tempos atuais, onde as informações circulam em uma velocidade sem precedentes e as redes sociais amplificam cada evento, a gestão de crises se tornou um aspecto crucial tanto para marcas quanto para figuras públicas, especialmente políticos. O modo como uma crise é gerenciada pode determinar o sucesso ou o fracasso de uma marca ou de uma carreira política. Nesse cenário, a comunicação eficiente se apresenta como a ferramenta mais poderosa para mitigar danos, controlar narrativas e, eventualmente, restaurar a confiança do público.

Uma crise pode surgir de diferentes formas, escândalos envolvendo líderes empresariais ou políticos, erros de produtos ou serviços, má conduta corporativa, entre outros. No entanto, independentemente da origem, a maneira como se responde à crise é que realmente faz a diferença. Muitas vezes, o que mais afeta a reputação não é o problema em si, mas a falta de uma resposta rápida e bem estruturada. A chave para uma gestão eficaz de crises está em uma comunicação clara, transparente e imediata.

Para marcas, uma comunicação de crise eficiente começa com o reconhecimento do problema. A transparência é essencial. Tentar minimizar ou esconder uma situação pode agravar a crise e causar uma perda ainda maior de confiança. Empresas que lidam com crises de forma aberta e responsável, mostrando que estão ativamente trabalhando para resolver o problema, têm muito mais chances de preservar sua reputação. O recente aumento da conscientização do público sobre questões éticas e ambientais exige que as marcas sejam não apenas reativas, mas também proativas na demonstração de compromisso com soluções.

No caso de políticos, o cenário é ainda mais delicado. A imagem pública de um político está diretamente ligada à confiança do eleitor, e crises podem minar rapidamente essa relação. A comunicação eficiente para figuras políticas envolve, em primeiro lugar, assumir a responsabilidade, quando necessário, e oferecer uma narrativa que demonstre comprometimento em resolver a situação. É crucial que os políticos evitem a postura de negação ou vitimização, que muitas vezes aliena ainda mais o eleitorado. Ao invés disso, a estratégia deve ser focada na resolução rápida e eficaz dos problemas, seguida de uma comunicação clara e aberta sobre as medidas tomadas.

Um exemplo clássico da importância da comunicação de crise é o uso das redes sociais. Hoje, tanto marcas quanto políticos podem enfrentar um problema viral em questão de horas, e a ausência de uma resposta rápida pode ser devastadora. A internet exige agilidade, e qualquer vácuo de comunicação pode ser preenchido por especulação e informações errôneas. Por isso, tanto empresas quanto figuras públicas devem estar preparadas para atuar rapidamente, com respostas claras e, se possível, acompanhadas de ações concretas que mostrem a seriedade com que estão tratando a situação.

Outro ponto essencial é que, além da velocidade, a mensagem deve ser consistente e estratégica. É fundamental que haja alinhamento entre todos os porta-vozes de uma marca ou equipe política para evitar ruídos e contradições que podem intensificar a crise. Essa coesão passa pelo treinamento de equipes e pelo estabelecimento de um plano de contingência bem definido antes mesmo de a crise ocorrer. A antecipação e o preparo são elementos que permitem respostas mais eficazes e controladas.

A empatia também é um fator determinante na comunicação de crises. Tanto marcas quanto políticos precisam entender o impacto emocional que a crise pode estar causando em seu público e demonstrar solidariedade. Pedir desculpas quando necessário, reconhecer falhas e demonstrar compromisso com a solução são passos que podem ajudar a reconstruir a confiança. A comunicação deve ser feita de forma humana, sensível e voltada para a resolução.

No entanto, a comunicação de crise não termina com o fim do problema imediato. A reconstrução da reputação requer uma estratégia de longo prazo, onde a marca ou o político continua se comunicando de forma transparente e mostra que as medidas corretivas estão sendo implementadas. O acompanhamento da situação e a prestação de contas contínua são aspectos essenciais para garantir que o público perceba o esforço genuíno em superar a crise.

Em última análise, o papel da comunicação na gestão de crises é essencial para proteger e, em muitos casos, até fortalecer a reputação de marcas e políticos. Quando bem executada, a comunicação de crise não apenas mitiga os danos, mas pode ser uma oportunidade de mostrar resiliência, transparência e comprometimento com os valores que o público valoriza. Seja no ambiente corporativo ou no campo político, a confiança é um ativo precioso, e é na gestão de crises que ela mais se coloca à prova.

Cláudio Cordeiro é consultor de marketing político e eleitoral, CEO da Gonçalves Cordeiro, publicitário e advogado

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Um lembrete de amor, fé e cuidado com a vida

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Nesta última semana de outubro, o Outubro Rosa reforça uma mensagem essencial: a mulher precisa se cuidar e entender que o câncer tem cura quando descoberto cedo.

O diagnóstico precoce salva vidas e deve ser uma prioridade.

O Outubro Rosa é um movimento que convida todas as mulheres a olharem com mais atenção para si mesmas, lembrando da importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero.

Essa é uma causa que vai muito além do laço cor-de-rosa. Representa um chamado à responsabilidade e ao amor-próprio, lembrando que cuidar da saúde é um gesto de força e de esperança.

Falo com o coração de quem já viveu essa experiência. Enfrentei um câncer agressivo e sei o quanto esse momento é difícil. Foram dias de medo e incerteza, mas também de fé e aprendizado.

Hoje, graças a Deus, estou curada e posso afirmar que é possível vencer. Por isso, incentivo todas as mulheres a fazerem seus exames regularmente e a buscarem ajuda médica sempre que algo parecer diferente.

Durante o tratamento, percebi o quanto o apoio do Mauro, dos meus filhos e dos amigos foi fundamental. O amor e o carinho deles me fortaleceram e me ajudaram a superar os dias mais difíceis. Nenhuma mulher deve enfrentar essa luta sozinha.

O Outubro Rosa representa a união entre amor, fé e coragem. Ele nos lembra que cuidar da saúde é um gesto de amor pela vida, e que atitudes simples, como o autoexame e os exames de rotina, podem fazer toda a diferença.

Previna-se. Ame-se. Cuide-se.

A vida é um presente de Deus, e cuidar dela é o gesto mais bonito de amor.

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Charlie Kirk e a lição sobre quando falar — e quando calar

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A morte violenta de Charlie Kirk, ativista conservador norte-americano assassinado na última semana, expôs um dilema comum a empresários, políticos e figuras públicas: em meio a tragédias e polêmicas, o que fazer? Falar, calar ou apenas observar?

Esse é o tipo de decisão que não pode ser tomada por impulso. No universo da comunicação estratégica, cada palavra, cada silêncio e até mesmo a ordem em que as frases aparecem podem se transformar em arma contra quem fala.

O peso das palavras em momentos de crise

O risco de um posicionamento mal conduzido é grande. Uma declaração pública pode ser interpretada de forma completamente diferente da intenção original, principalmente em um ambiente polarizado.

Um empresário que se manifesta de forma fria pode ser tachado de insensível. Um político que fala em excesso pode ser acusado de oportunista. Uma figura pública que tenta ser neutra pode acabar sendo vista como incoerente.

O erro mais comum é falar demais — ou falar errado. Expressões mal colocadas, frases ambíguas ou até mesmo o tom da voz podem transformar uma nota de pesar em polêmica nacional. E quando isso acontece, o estrago é imediato: trending topics, críticas virais, cancelamento e, em alguns casos, desgaste irreversível da reputação.

A função do assessor de imprensa

É nesse ponto que entra o papel crucial da assessoria de imprensa: orientar sobre como falar, quando falar e até se deve falar.

O posicionamento precisa atender a três pilares:

  1. Clareza – sem metáforas, sem floreios. A mensagem precisa ser direta e compreensível para todos.
  2. Empatia – reconhecer a dor da perda de uma vida, sem entrar em disputas ideológicas.
  3. Limite – parar no ponto certo, evitando transformar solidariedade em debate político.

Melhor calar ou se comover?

A pergunta central permanece: é melhor se calar ou se comover?

A resposta é: depende. Se o cliente não tem nenhuma ligação com a vítima ou com o contexto, o silêncio pode ser a escolha mais prudente. Já em casos em que há proximidade — seja política, profissional ou até pública —, o silêncio pode ser interpretado como descaso.

Na maioria dos cenários, a comoção respeitosa é o caminho mais seguro. Um comunicado breve, que expressa condolências e respeita a dor dos envolvidos, preserva a imagem e afasta interpretações negativas.

O que não fazer

  • Jamais transformar tragédia em palanque político.
  • Evitar comparações com outras mortes ou casos.
  • Não usar ironias ou adjetivos que possam acirrar ânimos.

Reputação é ativo de longo prazo

Cuidar da reputação não é apenas apagar incêndios quando eles surgem, mas construir uma imagem sólida que resista às tempestades. A forma como empresários, políticos e personalidades reagem a momentos delicados define como serão lembrados: como pessoas sensíveis e responsáveis ou como oportunistas e insensíveis.

No fim, a lição é simples: em tempos de crise, menos é mais — desde que esse “menos” carregue humanidade, clareza e estratégia.

Ana Barros é jornalista especialista há mais de 15 anos em assessoria de imprensa

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Leucemia pode ser confundida com dengue hemorrágica e atrasar tratamento

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Com o crescimento dos surtos de dengue, nos últimos meses, é preciso cuidado redobrado de pacientes e profissionais da saúde. Como os sintomas da dengue são semelhantes aos da leucemia, o alerta é importante. Afinal, se os sintomas da leucemia são confundidos com os de dengue, pode haver um atraso significativo para o início eficiente do tratamento. As duas doenças podem causar febre, dor de cabeça, fraqueza, manchas pelo corpo, fadiga, sangramentos no nariz, boca e gengiva, além de outras manifestações que precisam ser investigadas rapidamente.
O alerta é fundamental no Fevereiro Laranja, campanha nacional de conscientização sobre a leucemia e a importância do diagnóstico precoce para o tratamento adequado. Esse tipo de câncer afeta a medula óssea, responsável pela produção das células do sangue, incluindo leucócitos, hemácias e plaquetas.

Há relatos de pacientes, com leucemia, que foram diagnosticados inicialmente com dengue hemorrágica por conta dos sintomas. Um desses casos ocorreu em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Uma paciente de 29 anos teve o diagnóstico de suspeita de dengue. Como piorou com o passar dos dias, foram feitos vários exames. Foi, então, descoberto que ela estava com 93% da medula comprometida com leucemia. Estudos apontam que esse equívoco na hora do diagnóstico, além de angustiar pacientes que não melhoram em semanas, atrasa a forma de tratar a doença.

É preciso lembrar, nesse contexto, que a leucemia ocupa a décima posição entre os cânceres mais frequentes no Brasil. As células passam a se multiplicar de forma descontrolada. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2023 e 2025, a estimativa é de 11.540 novos casos por ano no Brasil. Geralmente, a doença é diagnosticada em adultos jovens e crianças. A incidência é ligeiramente maior em homens (6.250 casos) do que em mulheres (5.290 casos). Pode afetar desde crianças até idosos, embora alguns tipos sejam mais comuns em determinadas faixas etárias.

Os sintomas da leucemia podem variar conforme o tipo e avanço da doença. Nas leucemias agudas, os sinais costumam ser súbitos e intensos, como fraqueza extrema, palidez, tonturas, taquicardia, sangramentos nas gengivas ou nariz, manchas roxas na pele e infecções recorrentes. No caso das leucemias crônicas, os sintomas podem ser mais sutis, muitas vezes sendo detectados em exames de rotina, como o hemograma.

Os principais tipos de leucemias são: leucemia linfoide aguda – mais comumente observado em crianças e apresenta rápido desenvolvimento; leucemia linfoide crônica – afeta principalmente indivíduos adultos, geralmente a partir dos 50 anos, tem crescimento mais lento e raramente ocorre em crianças; leucemia mielóide aguda – é o tipo mais comum de leucemia em adultos, tem desenvolvimento muito rápido e raramente ocorre em crianças; e leucemia mielóide crônica – caracteriza-se por uma produção excessiva de glóbulos brancos, com uma evolução lenta e acomete em geral pessoas idosas.

A leucemia aguda é mais grave. A medula óssea deixa de produzir células saudáveis. Há uma queda drástica na imunidade, anemia e risco de sangramentos. O tratamento, neste caso, precisa ser iniciado o mais rápido possível. Nas últimas décadas, houve uma evolução nas formas de tratamento. A quimioterapia ainda é a base do tratamento. Há, no entanto, outras estratégias como imunoterapia e o transplante de medula óssea.

É importante ressaltar que a doença exige atenção redobrada, tanto por parte da população quanto dos profissionais de saúde. Afinal, como todo tipo de câncer, quanto mais cedo for identificada a doença, maiores são as chances de tratamento. Ela é diagnosticada por amostras de sangue e medula óssea, que servem para identificar as alterações celulares.

A conscientização feita no Fevereiro Laranja reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos. Com os avanços da medicina, a leucemia é identificada nos estágios iniciais. Por isso, é importante prestar atenção aos sinais do corpo e realizar exames periódicos. Além disso, apoiar campanhas de doação de medula óssea é uma forma de ajudar pacientes que precisam desse procedimento para sobreviver.

Carlos Aburad é médico patologista
Arlindo Aburad é dentista, doutor em Patologia Bucal pela USP

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