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O aumento de queimadas em Mato Grosso: crise ambiental ou manobra política?

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Cláudio Cordeiro, é consultor de marketing político e eleitoral, CEO da Gonçalves Cordeiro, publicitário e advogado
Cláudio Cordeiro, é consultor de marketing político e eleitoral, CEO da Gonçalves Cordeiro, publicitário e advogado

Por: Cláudio Cordeiro

Nos últimos anos, o aumento das queimadas em Mato Grosso tem sido uma preocupação constante para ambientalistas, agricultores e toda a sociedade. Contudo, o que deveria ser uma questão puramente ambiental parece ter se tornado também uma arena de disputas políticas e estratégicas. Afinal, o que realmente está por trás desse aumento das queimadas? Seria apenas descuido e irresponsabilidade, ou existe algo mais profundo em jogo?

O Brasil viveu um período recente em que praticamente todos os problemas ambientais, principalmente as queimadas, eram atribuídos ao governo Bolsonaro. A narrativa de que as políticas de desregulamentação ambiental, associadas a interesses de expansão agrícola, eram as principais responsáveis por essa tragédia ambiental foi amplamente difundida. No entanto, com a mudança de governo e a chegada de Lula ao poder, essa mesma narrativa se enfraqueceu, mas as queimadas continuam.

Isso nos leva a questionar: o que mudou de fato? Se antes os incêndios eram constantemente utilizados como um instrumento de crítica ao governo, hoje, com um novo presidente e um novo discurso ambiental, por que o problema persiste, e até aumenta? A resposta pode estar ligada a algo muito mais complexo, envolvendo não apenas questões ambientais, mas também interesses econômicos e políticos.

Mato Grosso, como um dos maiores produtores de grãos do Brasil, está no centro dessa questão. A pressão sobre as áreas de floresta e cerrado para a expansão agrícola é imensa, e, em muitos casos, o uso do fogo para “limpar” terras tem sido uma prática recorrente, embora ilegal. No entanto, nada justifica que alguém, de forma deliberada, coloque fogo em áreas de preservação ou em regiões cuja devastação trará impactos ambientais e econômicos graves. Então, qual seria a motivação para atos tão prejudiciais?

Uma hipótese que merece ser considerada é a de que essas queimadas podem estar sendo utilizadas como uma espécie de manobra política e econômica. Sabemos que, muitas vezes, crises ambientais podem ser exploradas para justificar futuras mudanças na legislação, permitir concessões de áreas ou abrir caminho para novos empreendimentos. A destruição de grandes áreas poderia, por exemplo, criar uma “necessidade” de novas soluções, que podem incluir a venda de terrenos, a concessão de terras públicas ou até mesmo a exploração de recursos naturais de forma mais flexível. O uso do fogo, nesse contexto, poderia ser um instrumento para criar fatos consumados e pressionar por essas mudanças.

Além disso, é curioso observar como a narrativa política em torno das queimadas muda conforme o ocupante do poder. Se durante o governo anterior o discurso era de crítica feroz e responsabilização direta do presidente, agora parece haver uma tentativa de suavizar a questão. É evidente que a complexidade do problema vai muito além de um governo ou outro, e a culpa não pode ser atribuída exclusivamente a um único agente. No entanto, a mudança de tom no debate público sugere que as queimadas também estão sendo usadas como um instrumento político.

A pergunta que fica é: quem realmente se beneficia com essas queimadas? Em um estado como Mato Grosso, onde o agronegócio é um dos pilares da economia, é difícil acreditar que produtores responsáveis estejam deliberadamente incendiando suas próprias áreas ou promovendo a destruição do meio ambiente do qual dependem. Ao contrário, a maior parte dos agricultores sabe que a sustentabilidade é essencial para o sucesso de suas atividades a longo prazo. Isso sugere que os incêndios podem ser motivados por outros interesses, sejam eles políticos, econômicos, ou uma combinação de ambos.

É fundamental que a sociedade mato-grossense e brasileira como um todo fique atenta a essas manobras. As queimadas, que são um desastre para o meio ambiente e para a economia local, não podem ser tratadas apenas como resultado de descuido ou fatalidade. Há muito mais em jogo, e cabe a nós questionar quem está realmente por trás dessa devastação e quais são os verdadeiros interesses por trás das cortinas de fumaça.

Não será surpresa aparecer uma ONG ou uma nova legislação, destinando milhões para esse fim até mesmo sem licitação para o beneficio de algum grupo.

Por fim, fica claro que a gestão ambiental, seja sob o governo anterior ou o atual, precisa ser tratada com mais seriedade e menos politicagem. A solução para as queimadas passa por uma ação conjunta, que envolva governos, empresários, ambientalistas e a sociedade civil, e que priorize o interesse público e a preservação do nosso patrimônio natural. Mato Grosso, com sua imensa riqueza ambiental, merece ser preservado, e é nosso dever garantir que ele seja protegido de manobras oportunistas que buscam transformar destruição em lucro.

Cláudio Cordeiro, é consultor de marketing político e eleitoral, CEO da Gonçalves Cordeiro, publicitário e advogado

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Um lembrete de amor, fé e cuidado com a vida

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Nesta última semana de outubro, o Outubro Rosa reforça uma mensagem essencial: a mulher precisa se cuidar e entender que o câncer tem cura quando descoberto cedo.

O diagnóstico precoce salva vidas e deve ser uma prioridade.

O Outubro Rosa é um movimento que convida todas as mulheres a olharem com mais atenção para si mesmas, lembrando da importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero.

Essa é uma causa que vai muito além do laço cor-de-rosa. Representa um chamado à responsabilidade e ao amor-próprio, lembrando que cuidar da saúde é um gesto de força e de esperança.

Falo com o coração de quem já viveu essa experiência. Enfrentei um câncer agressivo e sei o quanto esse momento é difícil. Foram dias de medo e incerteza, mas também de fé e aprendizado.

Hoje, graças a Deus, estou curada e posso afirmar que é possível vencer. Por isso, incentivo todas as mulheres a fazerem seus exames regularmente e a buscarem ajuda médica sempre que algo parecer diferente.

Durante o tratamento, percebi o quanto o apoio do Mauro, dos meus filhos e dos amigos foi fundamental. O amor e o carinho deles me fortaleceram e me ajudaram a superar os dias mais difíceis. Nenhuma mulher deve enfrentar essa luta sozinha.

O Outubro Rosa representa a união entre amor, fé e coragem. Ele nos lembra que cuidar da saúde é um gesto de amor pela vida, e que atitudes simples, como o autoexame e os exames de rotina, podem fazer toda a diferença.

Previna-se. Ame-se. Cuide-se.

A vida é um presente de Deus, e cuidar dela é o gesto mais bonito de amor.

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Charlie Kirk e a lição sobre quando falar — e quando calar

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A morte violenta de Charlie Kirk, ativista conservador norte-americano assassinado na última semana, expôs um dilema comum a empresários, políticos e figuras públicas: em meio a tragédias e polêmicas, o que fazer? Falar, calar ou apenas observar?

Esse é o tipo de decisão que não pode ser tomada por impulso. No universo da comunicação estratégica, cada palavra, cada silêncio e até mesmo a ordem em que as frases aparecem podem se transformar em arma contra quem fala.

O peso das palavras em momentos de crise

O risco de um posicionamento mal conduzido é grande. Uma declaração pública pode ser interpretada de forma completamente diferente da intenção original, principalmente em um ambiente polarizado.

Um empresário que se manifesta de forma fria pode ser tachado de insensível. Um político que fala em excesso pode ser acusado de oportunista. Uma figura pública que tenta ser neutra pode acabar sendo vista como incoerente.

O erro mais comum é falar demais — ou falar errado. Expressões mal colocadas, frases ambíguas ou até mesmo o tom da voz podem transformar uma nota de pesar em polêmica nacional. E quando isso acontece, o estrago é imediato: trending topics, críticas virais, cancelamento e, em alguns casos, desgaste irreversível da reputação.

A função do assessor de imprensa

É nesse ponto que entra o papel crucial da assessoria de imprensa: orientar sobre como falar, quando falar e até se deve falar.

O posicionamento precisa atender a três pilares:

  1. Clareza – sem metáforas, sem floreios. A mensagem precisa ser direta e compreensível para todos.
  2. Empatia – reconhecer a dor da perda de uma vida, sem entrar em disputas ideológicas.
  3. Limite – parar no ponto certo, evitando transformar solidariedade em debate político.

Melhor calar ou se comover?

A pergunta central permanece: é melhor se calar ou se comover?

A resposta é: depende. Se o cliente não tem nenhuma ligação com a vítima ou com o contexto, o silêncio pode ser a escolha mais prudente. Já em casos em que há proximidade — seja política, profissional ou até pública —, o silêncio pode ser interpretado como descaso.

Na maioria dos cenários, a comoção respeitosa é o caminho mais seguro. Um comunicado breve, que expressa condolências e respeita a dor dos envolvidos, preserva a imagem e afasta interpretações negativas.

O que não fazer

  • Jamais transformar tragédia em palanque político.
  • Evitar comparações com outras mortes ou casos.
  • Não usar ironias ou adjetivos que possam acirrar ânimos.

Reputação é ativo de longo prazo

Cuidar da reputação não é apenas apagar incêndios quando eles surgem, mas construir uma imagem sólida que resista às tempestades. A forma como empresários, políticos e personalidades reagem a momentos delicados define como serão lembrados: como pessoas sensíveis e responsáveis ou como oportunistas e insensíveis.

No fim, a lição é simples: em tempos de crise, menos é mais — desde que esse “menos” carregue humanidade, clareza e estratégia.

Ana Barros é jornalista especialista há mais de 15 anos em assessoria de imprensa

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Leucemia pode ser confundida com dengue hemorrágica e atrasar tratamento

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Com o crescimento dos surtos de dengue, nos últimos meses, é preciso cuidado redobrado de pacientes e profissionais da saúde. Como os sintomas da dengue são semelhantes aos da leucemia, o alerta é importante. Afinal, se os sintomas da leucemia são confundidos com os de dengue, pode haver um atraso significativo para o início eficiente do tratamento. As duas doenças podem causar febre, dor de cabeça, fraqueza, manchas pelo corpo, fadiga, sangramentos no nariz, boca e gengiva, além de outras manifestações que precisam ser investigadas rapidamente.
O alerta é fundamental no Fevereiro Laranja, campanha nacional de conscientização sobre a leucemia e a importância do diagnóstico precoce para o tratamento adequado. Esse tipo de câncer afeta a medula óssea, responsável pela produção das células do sangue, incluindo leucócitos, hemácias e plaquetas.

Há relatos de pacientes, com leucemia, que foram diagnosticados inicialmente com dengue hemorrágica por conta dos sintomas. Um desses casos ocorreu em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Uma paciente de 29 anos teve o diagnóstico de suspeita de dengue. Como piorou com o passar dos dias, foram feitos vários exames. Foi, então, descoberto que ela estava com 93% da medula comprometida com leucemia. Estudos apontam que esse equívoco na hora do diagnóstico, além de angustiar pacientes que não melhoram em semanas, atrasa a forma de tratar a doença.

É preciso lembrar, nesse contexto, que a leucemia ocupa a décima posição entre os cânceres mais frequentes no Brasil. As células passam a se multiplicar de forma descontrolada. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2023 e 2025, a estimativa é de 11.540 novos casos por ano no Brasil. Geralmente, a doença é diagnosticada em adultos jovens e crianças. A incidência é ligeiramente maior em homens (6.250 casos) do que em mulheres (5.290 casos). Pode afetar desde crianças até idosos, embora alguns tipos sejam mais comuns em determinadas faixas etárias.

Os sintomas da leucemia podem variar conforme o tipo e avanço da doença. Nas leucemias agudas, os sinais costumam ser súbitos e intensos, como fraqueza extrema, palidez, tonturas, taquicardia, sangramentos nas gengivas ou nariz, manchas roxas na pele e infecções recorrentes. No caso das leucemias crônicas, os sintomas podem ser mais sutis, muitas vezes sendo detectados em exames de rotina, como o hemograma.

Os principais tipos de leucemias são: leucemia linfoide aguda – mais comumente observado em crianças e apresenta rápido desenvolvimento; leucemia linfoide crônica – afeta principalmente indivíduos adultos, geralmente a partir dos 50 anos, tem crescimento mais lento e raramente ocorre em crianças; leucemia mielóide aguda – é o tipo mais comum de leucemia em adultos, tem desenvolvimento muito rápido e raramente ocorre em crianças; e leucemia mielóide crônica – caracteriza-se por uma produção excessiva de glóbulos brancos, com uma evolução lenta e acomete em geral pessoas idosas.

A leucemia aguda é mais grave. A medula óssea deixa de produzir células saudáveis. Há uma queda drástica na imunidade, anemia e risco de sangramentos. O tratamento, neste caso, precisa ser iniciado o mais rápido possível. Nas últimas décadas, houve uma evolução nas formas de tratamento. A quimioterapia ainda é a base do tratamento. Há, no entanto, outras estratégias como imunoterapia e o transplante de medula óssea.

É importante ressaltar que a doença exige atenção redobrada, tanto por parte da população quanto dos profissionais de saúde. Afinal, como todo tipo de câncer, quanto mais cedo for identificada a doença, maiores são as chances de tratamento. Ela é diagnosticada por amostras de sangue e medula óssea, que servem para identificar as alterações celulares.

A conscientização feita no Fevereiro Laranja reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos. Com os avanços da medicina, a leucemia é identificada nos estágios iniciais. Por isso, é importante prestar atenção aos sinais do corpo e realizar exames periódicos. Além disso, apoiar campanhas de doação de medula óssea é uma forma de ajudar pacientes que precisam desse procedimento para sobreviver.

Carlos Aburad é médico patologista
Arlindo Aburad é dentista, doutor em Patologia Bucal pela USP

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