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Estudante de Direito denuncia soco e celular danificado durante ação policial em Cuiabá

Thainá também acusa um dos agentes de ter dado um soco em sua boca durante a abordagem.

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Uma ocorrência policial registrada durante a madrugada terminou em denúncia de agressão envolvendo uma estudante de Direito de 23 anos, em Cuiabá. Thainá Alvares afirma que foi agredida por policiais militares dentro da própria residência, no bairro Novo Horizonte, região do CPA 3.

O relato foi divulgado pela jovem nas redes sociais, acompanhado de vídeos em que ela aparece abalada ao contar o que teria acontecido. Segundo Thainá, a situação começou por volta das 2h40 de segunda-feira (10), quando ela acordou após ouvir barulhos semelhantes a disparos e percebeu luzes do lado de fora da casa.

Preocupada, a estudante verificou primeiro se o filho estava bem e depois foi até o local onde estava a avó, que é acamada e possui problemas de saúde.

Ao olhar pela janela, Thainá afirma ter identificado policiais no quintal da residência. Segundo ela, depois de um primeiro contato, foi ao banheiro porque estava passando mal.

Ainda conforme o relato, um policial teria ordenado que ela abrisse a porta. A estudante afirma que pediu alguns instantes, mas ouviu uma ordem em tom agressivo para que abrisse a porta imediatamente.

Diante da situação, Thainá começou a gravar a abordagem com o celular.

Segundo a jovem, quando abriu a porta, inicialmente não encontrou nenhum policial. Na sequência, um militar teria aparecido e determinado que ela colocasse as mãos sobre a cabeça.

A estudante afirma que questionou a ordem por estar dentro da própria residência e ter aberto a porta voluntariamente. Nesse momento, segundo sua versão, um dos policiais teria atingido sua mão, fazendo com que o celular caísse e fosse danificado.

Thainá também acusa um dos agentes de ter dado um soco em sua boca durante a abordagem.

Estudante afirma ter entrado em pânico

Nos vídeos publicados nas redes sociais, a estudante aparece emocionalmente abalada ao descrever a situação. Ela afirma que passou a ser questionada sobre pessoas que não conhecia e que teria sido ameaçada de ser responsabilizada por tráfico de drogas.

Segundo Thainá, uma pessoa que estaria nas proximidades da residência teria sido apontada como alguém envolvido com a venda de entorpecentes. A jovem afirma ainda que essa pessoa teria ameaçado colocar drogas sobre ela para incriminá-la.

“Eu estava apanhando de pessoas que deveriam me proteger”, declarou.

Filha de um policial militar, Thainá afirmou que nunca havia enfrentado uma situação semelhante e disse ter ficado em estado de pânico durante a ocorrência.

O caso deverá ser esclarecido a partir da apuração dos fatos, incluindo as circunstâncias da entrada dos policiais na residência, a dinâmica da abordagem e as acusações feitas pela estudante.

Até o momento, conforme as informações apresentadas no relato, não havia manifestação oficial da Polícia Militar sobre as acusações feitas por Thainá.

As denúncias apresentadas pela estudante não representam, por si só, comprovação das condutas atribuídas aos policiais. A apuração pelas autoridades competentes será necessária para esclarecer o ocorrido e eventual responsabilidade.

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Politica

Adesivo de Janaína Riva colado em carro de candidata Bolsonarista provoca reação nas redes; VEJA VÍDEO

“Infelizmente, não é um crime eleitoral, mas é sujeito, sim, de entrar em um processo de dano moral”, disse.

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A candidata do Novo à Assembleia Legislativa, Flaviane Bolsonaro, usou as redes sociais para reagir a um episódio que classificou como invasivo e desrespeitoso: seu carro teria sido adesivado com material de campanha da deputada estadual Janaína Riva (MDB), que disputa uma vaga ao Senado.

Segundo Flaviane, o adesivo foi colocado em seu veículo sem autorização. A candidata afirmou que interpretou a situação como uma provocação política e criticou o que considera uma violação da liberdade individual e do direito à propriedade privada.

“Quando eu vejo uma situação de um candidato ou candidata mandar a cabo eleitoral pregar adesivos em veículo próprio, de propriedade privada, você chega à concepção de que nós estamos literalmente sendo cerceados do nosso direito de liberdade”, afirmou.

Flaviane também declarou ter conversado com outras pessoas e recebido relatos semelhantes durante as convenções do Novo. Segundo ela, outros veículos também teriam recebido adesivos sem autorização dos proprietários.

A candidata defendeu que situações desse tipo sejam registradas e denunciadas publicamente.

“Fica ligado, pessoal. Quando vocês perceberem uma situação dessa, denuncie”, declarou.

Na avaliação de Flaviane, colocar material político em um veículo particular sem autorização ultrapassa os limites da disputa eleitoral e representa desrespeito à propriedade privada.

A candidata também afirmou que, embora considere que a situação não configure necessariamente crime eleitoral, poderá haver discussão na esfera cível caso fique comprovado algum dano.

“Infelizmente, não é um crime eleitoral, mas é sujeito, sim, de entrar em um processo de dano moral”, disse.

Crítica ganha tom ideológico

Ao comentar o episódio, Flaviane associou a prática ao que considera uma postura política de esquerda. Ela afirmou que atitudes contra a propriedade privada deveriam ser observadas pelo eleitor durante o período eleitoral.

 

 

“Não vote em pessoas que são esquerdistas e que não respeitam a propriedade privada”, declarou a candidata.

A fala coloca o episódio dos adesivos dentro de uma disputa política mais ampla, em que Flaviane procura reforçar uma das principais bandeiras de seu discurso: a defesa da liberdade individual e da propriedade privada.

Até o momento, não há, nas informações apresentadas, comprovação de que a colocação do adesivo tenha sido determinada diretamente pela campanha de Janaína Riva. A responsabilidade pela ação deverá ser esclarecida caso haja investigação ou apresentação de provas.

O episódio, entretanto, já ganhou espaço no debate político e foi utilizado por Flaviane para marcar posição e reforçar seu discurso de oposição ao que considera práticas invasivas durante a disputa eleitoral.

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Velho bordão, nova provocação: candidata do Novo leva “panhou ou não panhou” para as redes

No fim da publicação, Flaviane deixa a provocação: “Os entendidos entenderão”.

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A candidata a deputada estadual  Flaviane Bolsonaro (Novo) resgatou nas redes sociais um dos bordões que ficaram conhecidos na comunicação política do ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques, e deu uma nova versão à frase, desta vez com “chocolate”.

Em uma publicação bem-humorada, Flaviane readaptou o conhecido diálogo:

“Oi, Xômano. panhou ou não panhou chocolate?”

“Não panhei.”

“Os entendidos entenderão.”

A referência remete ao bordão “panhou ou não panhou?”, utilizado por Pedro Taques em uma comunicação relacionada ao caso envolvendo o Estado de Mato Grosso e a operadora Oi. A expressão ganhou repercussão e passou a ser referencia quando se fala do caso OI.

Flaviane recupera a fórmula em tom de brincadeira e acrescenta o “chocolate” ao diálogo, criando uma versão própria para as redes sociais.

A publicação também ocorre em meio ao posicionamento político que Flaviane vem apresentando durante sua pré-campanha. A candidata já declarou alinhamento com pautas da direita e tem adotado um discurso de oposição à esquerda, associando, em suas manifestações políticas, o campo ideológico adversário a problemas como corrupção.

O tom adotado por Flaviane reforça uma estratégia de comunicação voltada ao eleitorado de direita, combinando posicionamento político, referências à política mato-grossense e conteúdos mais descontraídos nas redes sociais.

Ao recuperar uma expressão conhecida de Pedro Taques e transformá-la em uma brincadeira com “chocolate”, a candidata aposta no humor e na memória política regional para gerar identificação com o público.

No fim da publicação, Flaviane deixa a provocação: “Os entendidos entenderão”.

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Politica

Abilio rebate Michelly e diz que decisões atribuídas a ex-secretário partiram da Prefeitura

Prefeito afirma que obras e entregas comemoradas pela vereadora como ações de Jefferson Neves foram determinadas por ele durante a gestão

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), rebateu as críticas feitas pela vereadora Michelly Alencar (União) e afirmou que obras e ações da gestão municipal atribuídas por ela ao marido, o ex-secretário municipal de Esportes Jefferson Neves, foram resultado de decisões tomadas pelo próprio prefeito.

A declaração ocorre em meio ao distanciamento político entre Abilio e Michelly, que integrou a base de apoio ao prefeito desde o início da gestão, em 2025.

“Todas as vitórias que ela comemora do marido, fui eu que decidi, que mandei fazer. Se o Jefferson, enquanto secretário, fez as quadras e o campo sintético, quem falou para fazer, quem escolheu a grama, quem escolheu o lugar, fui eu”, afirmou Abilio à imprensa.

Críticas à gestão

Michelly voltou a criticar o Executivo municipal no fim de julho, ao cobrar a execução de uma obra de infraestrutura no Jardim Bom Jesus. Na ocasião, a vereadora afirmou que a Prefeitura não havia cumprido o compromisso de realizar os serviços até o fim de 2025.

Segundo ela, o principal problema da administração não estaria relacionado à falta de recursos, mas à tomada de decisões.

Abilio, por sua vez, afirmou que a vereadora adota critérios diferentes para avaliar os resultados da administração. Segundo o prefeito, quando uma ação é concluída, o mérito é atribuído ao secretário responsável, enquanto eventuais problemas recaem sobre o chefe do Executivo.

“Se existe a solução, foi o secretário que fez. Mas, se for falar de uma quadra que está sem resolver, é o prefeito que não resolveu. Sempre que tem algum problema na cidade, a culpa é do prefeito. Sempre que tem avenida asfaltada, o benefício é do secretário”, declarou.

Relação política

Michelly fez parte da base de apoio de Abilio desde o início do mandato. Durante esse período, Jefferson Neves esteve à frente da Secretaria Municipal de Esportes.

O relacionamento político entre o grupo, porém, sofreu desgaste durante as articulações para a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal.

Ao comentar o afastamento de antigos aliados, Abilio afirmou que mudanças de posicionamento fazem parte da política, mas criticou o que classificou como troca frequente de lado.

“Lamentavelmente, algumas pessoas trocam de lado. A gente já teve aí Alexandre Frota, uma série de pessoas que trocaram de lado na conduta junto com o Bolsonaro, depois ganharam a eleição e foram reeleitos deputados federais. Eu imagino que as pessoas que fiquem trocando de lado o tempo todo vão colher os frutos disso”, afirmou.

As declarações evidenciam o aumento da tensão política entre o prefeito e a vereadora, que passaram de aliados na eleição e no início da administração a protagonistas de críticas públicas sobre a condução da Prefeitura de Cuiabá.

 

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