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Velho bordão, nova provocação: candidata do Novo leva “panhou ou não panhou” para as redes

No fim da publicação, Flaviane deixa a provocação: “Os entendidos entenderão”.

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A candidata a deputada estadual  Flaviane Bolsonaro (Novo) resgatou nas redes sociais um dos bordões que ficaram conhecidos na comunicação política do ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques, e deu uma nova versão à frase, desta vez com “chocolate”.

Em uma publicação bem-humorada, Flaviane readaptou o conhecido diálogo:

“Oi, Xômano. panhou ou não panhou chocolate?”

“Não panhei.”

“Os entendidos entenderão.”

A referência remete ao bordão “panhou ou não panhou?”, utilizado por Pedro Taques em uma comunicação relacionada ao caso envolvendo o Estado de Mato Grosso e a operadora Oi. A expressão ganhou repercussão e passou a ser referencia quando se fala do caso OI.

Flaviane recupera a fórmula em tom de brincadeira e acrescenta o “chocolate” ao diálogo, criando uma versão própria para as redes sociais.

A publicação também ocorre em meio ao posicionamento político que Flaviane vem apresentando durante sua pré-campanha. A candidata já declarou alinhamento com pautas da direita e tem adotado um discurso de oposição à esquerda, associando, em suas manifestações políticas, o campo ideológico adversário a problemas como corrupção.

O tom adotado por Flaviane reforça uma estratégia de comunicação voltada ao eleitorado de direita, combinando posicionamento político, referências à política mato-grossense e conteúdos mais descontraídos nas redes sociais.

Ao recuperar uma expressão conhecida de Pedro Taques e transformá-la em uma brincadeira com “chocolate”, a candidata aposta no humor e na memória política regional para gerar identificação com o público.

No fim da publicação, Flaviane deixa a provocação: “Os entendidos entenderão”.

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Politica

Abilio rebate Michelly e diz que decisões atribuídas a ex-secretário partiram da Prefeitura

Prefeito afirma que obras e entregas comemoradas pela vereadora como ações de Jefferson Neves foram determinadas por ele durante a gestão

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), rebateu as críticas feitas pela vereadora Michelly Alencar (União) e afirmou que obras e ações da gestão municipal atribuídas por ela ao marido, o ex-secretário municipal de Esportes Jefferson Neves, foram resultado de decisões tomadas pelo próprio prefeito.

A declaração ocorre em meio ao distanciamento político entre Abilio e Michelly, que integrou a base de apoio ao prefeito desde o início da gestão, em 2025.

“Todas as vitórias que ela comemora do marido, fui eu que decidi, que mandei fazer. Se o Jefferson, enquanto secretário, fez as quadras e o campo sintético, quem falou para fazer, quem escolheu a grama, quem escolheu o lugar, fui eu”, afirmou Abilio à imprensa.

Críticas à gestão

Michelly voltou a criticar o Executivo municipal no fim de julho, ao cobrar a execução de uma obra de infraestrutura no Jardim Bom Jesus. Na ocasião, a vereadora afirmou que a Prefeitura não havia cumprido o compromisso de realizar os serviços até o fim de 2025.

Segundo ela, o principal problema da administração não estaria relacionado à falta de recursos, mas à tomada de decisões.

Abilio, por sua vez, afirmou que a vereadora adota critérios diferentes para avaliar os resultados da administração. Segundo o prefeito, quando uma ação é concluída, o mérito é atribuído ao secretário responsável, enquanto eventuais problemas recaem sobre o chefe do Executivo.

“Se existe a solução, foi o secretário que fez. Mas, se for falar de uma quadra que está sem resolver, é o prefeito que não resolveu. Sempre que tem algum problema na cidade, a culpa é do prefeito. Sempre que tem avenida asfaltada, o benefício é do secretário”, declarou.

Relação política

Michelly fez parte da base de apoio de Abilio desde o início do mandato. Durante esse período, Jefferson Neves esteve à frente da Secretaria Municipal de Esportes.

O relacionamento político entre o grupo, porém, sofreu desgaste durante as articulações para a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal.

Ao comentar o afastamento de antigos aliados, Abilio afirmou que mudanças de posicionamento fazem parte da política, mas criticou o que classificou como troca frequente de lado.

“Lamentavelmente, algumas pessoas trocam de lado. A gente já teve aí Alexandre Frota, uma série de pessoas que trocaram de lado na conduta junto com o Bolsonaro, depois ganharam a eleição e foram reeleitos deputados federais. Eu imagino que as pessoas que fiquem trocando de lado o tempo todo vão colher os frutos disso”, afirmou.

As declarações evidenciam o aumento da tensão política entre o prefeito e a vereadora, que passaram de aliados na eleição e no início da administração a protagonistas de críticas públicas sobre a condução da Prefeitura de Cuiabá.

 

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Mato Grosso AgroFestival reúne 50 mil pessoas e marca retorno do rodeio a Cuiabá após nove anos

A relação entre música sertaneja e agronegócio também esteve presente nos discursos dos artistas

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Cerca de 50 mil pessoas passaram pelo Parque Novo Mato Grosso na primeira noite do Mato Grosso AgroFestival, realizada nesta sexta-feira (7), em Cuiabá. O evento, promovido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, reuniu música sertaneja, manifestações culturais e competições de rodeio em uma programação que busca aproximar a Capital da cultura e das tradições do agronegócio.

Um dos principais destaques da abertura foi o retorno das competições de rodeio a Cuiabá após nove anos. A noite contou com disputas do Rodeio Cutiano e marcou também a volta da Professional Bull Riders (PBR) à Capital mato-grossense.

Considerada a maior liga de montaria em touros do mundo, a PBR realiza em Cuiabá a 31ª etapa da temporada do Campeonato Brasileiro de Montaria em Touros. A competição tem premiação de R$ 100 mil e transmissão pelo BandSports.

Além da arena, o público acompanhou uma apresentação de Siriri e os shows das duplas Cezar & Paulinho e João Bosco & Vinícius. A programação foi construída para reunir diferentes gerações em torno da música sertaneja e das manifestações culturais ligadas ao campo.

Para o prefeito Abilio Brunini, o festival também representa uma oportunidade de reforçar a identidade de Cuiabá e estimular a economia local.

“Cuiabá não é só uma cidade metropolitana, urbana. É uma cidade que interage com a cultura do agro, com o sertanejo, e traz o rodeio para dentro de casa. Isso fortalece muito a nossa economia. Os hotéis estão lotados, tem gente vendendo, patrocinando. É um grande investimento e Cuiabá só tem a ganhar com isso”, afirmou.

A relação entre música sertaneja e agronegócio também esteve presente nos discursos dos artistas. Cezar & Paulinho destacaram a permanência da cultura de raiz entre as novas gerações e a ligação histórica entre o campo e o gênero musical.

“A gente percebe que os jovens de hoje também estão seguindo a raiz dos pais e dos avós, e isso é um prazer muito grande para nós. Gente do agro e gente da música têm a mesma linguagem”, disseram os artistas.

A dupla também ressaltou a relação da própria família com o Mato Grosso e com o agronegócio.

“Nós tínhamos propriedade aqui no Mato Grosso e também mexemos com boi. Somos do ‘pé vermelho’, com certeza”, acrescentaram.

Expectativa de R$ 15 milhões na economia

Além do entretenimento, o AgroFestival foi estruturado com a proposta de movimentar diferentes setores da economia cuiabana. A estimativa da organização é que os três dias de programação gerem aproximadamente R$ 15 milhões em movimentação econômica.

A expectativa envolve segmentos como hotelaria, alimentação, comércio e prestação de serviços, impulsionados pelo fluxo de moradores e visitantes durante o festival.

O secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, afirmou que o evento representa um investimento na Capital e uma oportunidade de aproximar a população cuiabana das tradições que fazem parte da identidade de Mato Grosso.

“Esse evento é um investimento na nossa Capital, que vai fomentar a economia, movimentar a cidade e aproximar cada vez mais o agro de Cuiabá. É uma oportunidade de trazer para dentro da Capital essa cultura que faz parte da identidade de Mato Grosso”, afirmou.

Programação segue até domingo

O Mato Grosso AgroFestival continua neste sábado (8), com novas disputas do Rodeio Cutiano e da PBR. Na programação musical, o destaque será o show nacional de George Henrique & Rodrigo, seguido pela apresentação da dupla mato-grossense Yuri & Gustavo.

O domingo (9) será dedicado às tradições religiosas e culturais. A programação começa com a Procissão dos Caminhoneiros, a Cavalgada do AgroFestival e a bênção dos veículos, caminhoneiros e cavaleiros, além de uma missa campal em homenagem a São Cristóvão.

Ao meio-dia, será servido o tradicional almoço com costelão. Durante a tarde, estão previstas apresentações de Holy Praise, Violada Cuiabana, Power Rock Trio, Sara & Lívia, Rafa Garcia, Trio Maravilha e Bison & Comassetto.

À noite, a programação terá a final do Rodeio Cutiano, uma apresentação de Cururu e a decisão da etapa da PBR. O encerramento do festival ficará por conta da dupla Di Paullo & Paulino, com show marcado para as 22h30.

O espaço também reúne praça de alimentação, gastronomia regional, áreas de networking e manifestações culturais. A proposta é integrar entretenimento, tradição e negócios, fortalecendo a relação entre campo e cidade e posicionando Cuiabá como palco de grandes eventos ligados ao agronegócio, à cultura e ao turismo.

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20 anos depois a Lei Maria da Penha ainda nos faz a mesma pergunta: que país queremos ser?

Gisela Simona é advogada, servidora e busca a reeleição na Câmara Federal

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Vinte anos depois de sua promulgação, a Lei Maria da Penha continua sendo um dos maiores marcos civilizatórios da história recente do Brasil. Não apenas porque criou instrumentos de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica, mas porque rompeu um pacto silencioso secular que naturalizava o sofrimento feminino dentro de casa.

E durante este tempo repetiu-se, quase como um mandamento cultural, que ‘em briga de marido e mulher ninguém mete a colher’. A frase foi uma autorização coletiva para a omissão, transformando agressões em problemas privados, ao retirar do Estado a responsabilidade de proteger mulheres e tornar o silêncio um aliado da violência.

Mas a Lei Maria da Penha mudou essa lógica. Ela afirmou, de forma definitiva, que violência doméstica não pertence ao ambiente privado. Que é crime, sobretudo, uma violação de direitos humanos. Por isso, celebrar seus 20 anos significa reconhecer uma conquista histórica, mas sem esquecer de  perguntar por que, duas décadas depois, tantas mulheres ainda continuam vivendo com medo.

Os números respondem à pergunta, ao mostrar que convivemos com uma realidade brutal. E que mulheres seguem sendo assassinadas dentro de casa, perseguidas por ex-companheiros, agredidas física e psicologicamente e, mais recentemente, atacadas também nas redes sociais e nos espaços de poder.

Não considero isso uma coincidência. Muitos estudiosos apontam que parte dessa violência representa uma reação ao avanço feminino. Quanto mais mulheres ocupam universidades, empresas, parlamentos, governos e posições de liderança, mais determinados setores reagem tentando restabelecer antigas relações de poder.

É nesse contexto que cresce também a violência política de gênero. Porque quando uma mulher é insultada, desacreditada, ridicularizada ou ameaçada apenas por exercer um mandato, disputar uma eleição ou ocupar um espaço de liderança, não estamos diante de um conflito eleitoral comum. Estamos diante de uma tentativa deliberada de expulsar mulheres da vida pública.

E conheço essa realidade não apenas pelos estudos ou pelas estatísticas, mas pela experiência de quem percorreu um caminho que muitos diziam não ser possível, como mulher e negra.

Sou filha de uma família simples. Construí minha trajetória no Procon, onde permaneci por mais de duas décadas defendendo consumidores. Depois tive a oportunidade de representar Mato Grosso na Câmara dos Deputados durante 33 meses. E levei comigo uma convicção que nunca abandonei: algumas pautas não pertencem à direita nem à esquerda, mas à humanidade. E proteger mulheres é uma delas.

Foi com essa compreensão que assumi a relatoria do Pacote Antifeminicídio, transformado em lei em 2024 e responsável por endurecer significativamente a resposta penal aos crimes de feminicídio. Também atuei em propostas voltadas ao fortalecimento da rede de proteção, da prevenção, da assistência às vítimas e do enfrentamento à violência política de gênero.

Sempre defendi que uma boa lei só transforma vidas quando consegue sair do papel. A Lei Maria da Penha talvez seja o maior exemplo disso.

Temos uma das legislações mais avançadas do mundo, mas sua eficácia ainda depende da capacidade do Estado de garantir delegacias especializadas, casas de acolhimento, equipes multidisciplinares, patrulhas especializadas, atendimento humanizado e cumprimento rigoroso das medidas protetivas.

Não basta aprovar leis. É preciso fazê-las chegar onde a violência acontece.

Também acredito que proteger mulheres significa ampliar sua autonomia. Significa garantir acesso ao trabalho, à renda, à educação, à saúde, à informação e à representação política. Porque a violência não começa apenas quando aparece uma agressão física. Ela nasce, muitas vezes, na dependência econômica, no isolamento, na discriminação e na tentativa permanente de controlar a vida feminina.

Ao longo dessas duas décadas avançamos muito. Hoje denunciamos mais, acolhemos melhor, debatemos mais e reconhecemos direitos que antes sequer eram nomeados. Mas ainda estamos longe de considerar essa missão concluída. Pois enquanto existir uma mulher vivendo com medo dentro da própria casa, nenhuma de nós poderá dizer que venceu.

Os 20 anos da Lei Maria da Penha merecem ser celebrados.
Mas merecem, acima de tudo, renovar nosso compromisso coletivo para que nenhuma mulher tenha sua liberdade, sua dignidade ou sua vida interrompidas pela violência. Porque proteger mulheres nunca foi apenas uma política pública.
É uma escolha civilizatória.

Gisela Simona é advogada, servidora e busca a reeleição na Câmara Federal

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