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A inteligência artificial precisa resolver problemas reais

JOÃO METELLO é advogado, especialista em IA aplicada à produtividade pela Harvard Business School e CEO do Meu Vestir.

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A inteligência artificial está em todo lugar. Empresas anunciam novas ferramentas, plataformas incorporam recursos cada vez mais sofisticados e, quase diariamente, somos apresentados a alguma solução que promete transformar a maneira como trabalhamos, compramos ou nos relacionamos.

Diante de tantas novidades, acredito que precisamos fazer uma pergunta simples: qual problema estamos resolvendo?

Usar inteligência artificial, por si só, não significa inovar. A tecnologia começa a fazer sentido quando parte de uma necessidade real e consegue tornar uma experiência mais simples, eficiente ou acessível.

No varejo de moda, por exemplo, uma situação aparentemente comum ajuda a entender isso. O cliente vê uma peça, gosta, mas tem dúvida sobre como ela ficará nele. Se a compra acontece a distância, essa incerteza pode ser suficiente para fazê-lo desistir. Se acontece presencialmente, ainda existem deslocamento, tempo disponível e a própria experiência dentro de uma loja.

Foi olhando para situações como essas que começamos a pensar em como a inteligência artificial poderia ser usada não para tornar a compra mais complexa, mas para facilitar uma decisão que o consumidor já precisa tomar.

Em um provador digital, o lojista pode selecionar peças e enviá-las ao cliente pelo WhatsApp. A partir de uma foto, a inteligência artificial permite que essa pessoa se visualize com aquelas roupas sem precisar estar fisicamente na loja. A tecnologia está presente, mas o que realmente importa é o problema que ela ajuda a resolver.

Isso não significa substituir a loja física ou tornar o atendimento humano menos importante. Pelo contrário. A tecnologia pode facilitar etapas da jornada de compra e fazer com que o consumidor chegue à loja com uma ideia mais estruturada do que procura. Para o lojista e para o vendedor, isso representa a oportunidade de dedicar mais atenção ao atendimento, compreender melhor as necessidades daquele cliente e tornar a experiência de compra mais assertiva e humanizada.

Talvez esteja aí um ponto importante dessa discussão: boas soluções não deveriam exigir que as pessoas mudem completamente seus hábitos para utilizá-las. Quanto mais natural a tecnologia estiver inserida na rotina, maior tende a ser sua capacidade de gerar valor.

Isso também vale para quem está do outro lado da relação de consumo. Pequenos e médios varejistas precisam ter acesso a ferramentas capazes de melhorar a experiência de seus clientes e ajudá-los a competir em um mercado no qual grandes empresas já investem pesadamente em inovação.

Ampliar o acesso a essas soluções significa criar condições para que pequenos negócios também possam incorporar recursos que, até pouco tempo atrás, estavam mais presentes na realidade das grandes marcas.

Entretanto, existe outra dimensão importante: uma barreira pequena para determinada pessoa pode ser muito maior para outra.

Para parte do público neurodivergente, por exemplo, ambientes movimentados, excesso de estímulos, deslocamentos ou determinadas interações podem tornar uma ida à loja uma experiência desconfortável. Quando oferecemos outra forma de visualizar e escolher uma roupa, estamos falando de conveniência para muitos consumidores, mas também de autonomia e possibilidade de escolha para outros.

É por isso que acredito que precisamos superar o encantamento pela inteligência artificial apenas por aquilo que ela é capaz de fazer.

Mais do que acompanhar a velocidade com que novas ferramentas surgem, precisamos avaliar o impacto que elas produzem na vida das pessoas. É essa capacidade de simplificar processos, reduzir barreiras e responder a necessidades concretas que deve orientar o desenvolvimento de novas soluções.

A inovação que realmente transforma não começa pela tecnologia. Inicia pela capacidade de olhar para uma dificuldade que já existe e encontrar uma maneira melhor de enfrentá-la.

No fim, a inteligência artificial não precisa tornar nossas vidas mais tecnológicas, e sim mais simples.

JOÃO METELLO é advogado, especialista em IA aplicada à produtividade pela Harvard Business School e CEO do Meu Vestir.

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Projeto Integrador desafia alunos do Conecta Jovem a transformar conhecimento em soluções para a sociedade

Segundo Cleiton Vitor Fernandes, facilitador do Projeto Integrador, a expectativa é que os grupos avancem da identificação de um problema para a construção de um produto mínimo viável (MVP).

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Transformar o conhecimento adquirido em sala de aula em uma solução para um problema concreto. Esse é o desafio proposto pelo Projeto Integrador aos participantes do Conecta Jovem, iniciativa que alia formação em tecnologia, inclusão social e desenvolvimento de competências para o mercado de trabalho.

Como parte da jornada de formação, o Projeto Integrador reúne conhecimentos desenvolvidos pelos estudantes em diferentes disciplinas e os coloca diante de uma experiência prática: identificar um problema, compreender suas causas, pensar nas necessidades dos usuários e desenvolver, em equipe, uma proposta de solução viável.

A proposta aproxima os jovens de uma dinâmica comum no mercado de tecnologia e inovação, em que o desenvolvimento de um produto começa pela compreensão de uma necessidade. Ao longo do projeto, os participantes também trabalham competências como pesquisa, organização, tomada de decisão, divisão de responsabilidades, criatividade e trabalho em equipe.

Segundo Cleiton Vitor Fernandes, facilitador do Projeto Integrador, a expectativa é que os grupos avancem da identificação de um problema para a construção de um produto mínimo viável (MVP).

 

“O resultado esperado deste projeto é um produto mínimo viável (MVP) de uma solução para um problema real que atinge toda ou parte da sociedade. Foram sorteados cinco temas para que os alunos os utilizem como referência no desenvolvimento dos trabalhos. Ao final, será realizada uma apresentação no estilo pitch, em que uma banca fará a avaliação não como juízes, mas como usuários da solução”, explica Cleiton.

O Projeto Integrador amplia uma das principais propostas do Conecta Jovem: fazer com que a formação ultrapasse o aprendizado técnico e permita aos participantes experimentar, na prática, como o conhecimento pode ser aplicado para responder a desafios do cotidiano.

Realizado pela Log Lab, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o Conecta Jovem oferece formação gratuita na área de tecnologia para jovens em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa busca ampliar oportunidades de acesso à educação, à tecnologia e ao mercado de trabalho.

Na parceria, a UFMT contribui com a base acadêmica, metodológica e educacional, enquanto a Log Lab aproxima os participantes de experiências e desafios relacionados ao mercado de tecnologia.

É nesse ponto que o Projeto Integrador ganha relevância dentro da formação. Os conteúdos trabalhados ao longo do programa deixam de ser tratados de forma isolada e passam a ser utilizados de maneira conjunta diante de um desafio. O estudante precisa pesquisar, tomar decisões, trabalhar em equipe e justificar as escolhas feitas durante o desenvolvimento da solução.

Mais do que desenvolver um protótipo, a proposta é estimular nos jovens uma visão mais ampla sobre o papel da tecnologia. A partir dos desafios apresentados, eles são convidados a observar problemas, entender diferentes perspectivas e pensar em alternativas que possam gerar impacto positivo.

Para Fernando Pereira, idealizador do Conecta Jovem, essa experiência contribui para preparar os participantes para os desafios profissionais e sociais que encontrarão ao longo da trajetória.

“Queremos que eles trabalhem em equipe, criando soluções reais para as demandas da sociedade. Isso desperta o pensamento inovador, preparando essa geração para enfrentar os desafios de hoje e do futuro”, destaca Fernando.

Ao final do Projeto Integrador, os grupos apresentarão suas propostas em formato de pitch para uma banca avaliadora. A etapa representa a síntese de uma jornada que começa com o aprendizado e avança para a aplicação prática: transformar conhecimento em uma proposta, uma ideia em um protótipo e um problema em uma oportunidade para inovar.

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Festival do Chocolate MT amplia ações de sustentabilidade com iniciativas ambientais, sociais, econômicas e culturais

Evento será realizado durante três dias na Arena Pantanal e terá central de triagem de resíduos, ações de inclusão, serviços à população e valorização de produtores e profissionais de Mato Grosso

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O 8º Festival do Chocolate MT chega à Arena Pantanal com uma proposta que vai além da gastronomia. Durante os três dias de programação, o evento terá ações voltadas aos três pilares da sustentabilidade — ambiental, social e econômico — além de iniciativas que valorizam a cultura e a identidade regional.

 

“O Festival do Chocolate MT foi pensado para proporcionar uma experiência que vá muito além do chocolate. Quando falamos em sustentabilidade, estamos falando de responsabilidade ambiental, social e econômica, mas também de valorização da nossa cultura e daquilo que é produzido em Mato Grosso”, Destaca Zilda Castanho, organizadora do festival

 

Zilda destaca que a sustentabilidade em eventos envolve o planejamento de ações capazes de reduzir impactos ambientais, promover inclusão e gerar benefícios para a comunidade e para a economia local. No festival, essa proposta estará presente desde a gestão dos resíduos até a programação cultural, as ações sociais e a participação de produtores, empreendedores e profissionais de Mato Grosso.

No pilar ambiental, um dos principais destaques será a Central de Triagem de Resíduos, que funcionará durante todo o festival. O espaço fará a separação dos materiais recicláveis produzidos durante o evento, permitindo que os resíduos sejam encaminhados de acordo com sua destinação. A iniciativa faz parte da estratégia da organização para melhorar o gerenciamento dos resíduos gerados durante a programação. A proposta é que a coleta seletiva esteja associada a uma estrutura de triagem, permitindo maior aproveitamento dos materiais recicláveis e reduzindo o volume encaminhado aos aterros sanitários.

 

A organização também relaciona a sustentabilidade ambiental às escolhas feitas na cadeia de fornecedores. A prioridade dada a produtores, fornecedores e parceiros de Mato Grosso aproxima o evento dos negócios e da produção regional e pode contribuir para a redução dos deslocamentos necessários para o abastecimento do festival.

No eixo social, a organização prevê uma estrutura acessível para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, além de ações voltadas à diversidade e à inclusão na programação.

O festival também contará com iniciativas do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato), por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT). Entre elas está a Trilha do Saber e Sabor, que proporcionará ao público uma experiência sobre o universo do cacau. A atividade inclui contato com informações sobre o fruto e a planta, degustação e oficinas de pirulito, distribuídas em quatro tendas. A Carreta do Programa Pequenos do Agro também estará presente com uma palestra teatralizada e a participação de personagens, utilizando uma abordagem lúdica para apresentar conteúdos relacionados ao meio rural. Já o Mutirão Rural levará ao festival serviços de odontologia, enfermagem e oftalmologia, ampliando a programação para além das atividades de entretenimento.

A dimensão cultural integra a proposta de sustentabilidade do evento por meio da valorização da identidade, dos talentos e das manifestações que fazem parte da produção cultural de Mato Grosso. A presença de artistas e profissionais de diferentes perfis na programação contribui para ampliar a participação cultural no festival e criar um espaço de encontro entre gastronomia, produção regional, arte e entretenimento.

Para a organização, um festival sustentável não deve olhar apenas para os impactos ambientais de sua realização, mas também para as pessoas, para a cultura e para a economia do território onde o evento acontece. O terceiro pilar da sustentabilidade, o econômico, está relacionado à decisão da organização de priorizar produtores, fornecedores e parceiros de Mato Grosso. A medida busca fortalecer a participação de empreendedores locais na cadeia de realização do festival e contribuir para a circulação de renda no próprio estado

Com isso, o festival procura associar a realização do evento à geração de oportunidades para quem produz, empreende e trabalha no estado.
Zilda destaca que ao reunir ações ambientais, sociais, econômicas e culturais, o Festival do Chocolate MT pretende incorporar a sustentabilidade à própria experiência do público, sendo a proposta é que o visitante encontre, no mesmo espaço, gastronomia, cultura, entretenimento, conhecimento, serviços e iniciativas de responsabilidade ambiental.

 

Mais do que tratar sustentabilidade como uma ação isolada, o festival busca integrar os diferentes aspectos à sua realização. A gestão dos resíduos, a acessibilidade, as ações sociais, a valorização cultural e o incentivo aos negócios de Mato Grosso fazem parte de uma estratégia que pretende ampliar o impacto positivo do evento.

“Queremos que o público aproveite o festival, conheça o trabalho dos nossos produtores, tenha acesso às atividades e saia daqui com uma experiência positiva. Mas queremos também que fique um legado, mostrando que é possível realizar um grande evento com responsabilidade e com ações que estejam conectadas com a realidade e com as necessidades de Mato Grosso”, finaliza Zilda.

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Juízes são chamados pelo CNJ para esclarecer decisões em disputa milionária por fazenda

Em 22 de fevereiro de 2024, Silvana proferiu uma decisão que, segundo a reclamação apresentada ao CNJ, contrariava a medida determinada anteriormente por Ivan.

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que os juízes Ivan Lúcio Amarante e Silvana Fleury Curado prestem esclarecimentos sobre supostas irregularidades em decisões relacionadas à Fazenda Boa Esperança, localizada em São Félix do Araguaia, no nordeste de Mato Grosso.

A determinação partiu do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, após reclamação apresentada pelo produtor rural Juvenal Piovezan Ribas, que questiona a atuação dos magistrados em processos envolvendo a propriedade e a posse da área.

Ivan Lúcio Amarante, que atuava na 2ª Vara de Vila Rica e atualmente está afastado por decisão do próprio CNJ, é questionado por ter proferido decisões favoráveis à mesma parte em processos relacionados à fazenda. Já em relação à juíza Silvana Fleury Curado, da 2ª Vara de São Félix do Araguaia, a reclamação aponta principalmente a retirada de uma decisão dos autos e a posterior determinação para cumprimento de uma medida concedida anteriormente durante um plantão judicial.

Segundo Juvenal, uma das ações foi apresentada em fevereiro de 2023 por Trindade Nunes Silveira, que buscava anular uma escritura de compra e venda e obter 50% da Fazenda Boa Esperança. O processo tramitou inicialmente em Vila Rica, embora o imóvel esteja localizado em São Félix do Araguaia.

O produtor rural questiona a competência da comarca e afirma que a tramitação em Vila Rica teria sido justificada pelo fato de Trindade ser idosa e residir naquele município. Na ocasião, o juiz Ivan concedeu uma decisão provisória favorável à autora.

Decisão durante plantão

Outro episódio citado na reclamação ocorreu em fevereiro de 2024, durante o período de Carnaval. Na condição de juiz plantonista, Ivan analisou um pedido apresentado por Trindade em uma ação de embargos de terceiro.

A solicitação buscava impedir o cumprimento de uma ordem de reintegração de posse relacionada à Fazenda Boa Esperança. Em 13 de fevereiro, o magistrado concedeu nova decisão provisória determinando a proteção de parte da posse do imóvel.

Juvenal questiona a urgência do pedido e sustenta que a questão poderia ter sido analisada pelo juiz responsável pela comarca. Ele também afirma que já havia ocorrido uma tentativa anterior de obter a mesma proteção por meio da tramitação regular do processo.

Posteriormente, o caso foi encaminhado à 2ª Vara de São Félix do Araguaia, onde atuava a juíza Silvana Fleury Curado.

Decisão teria sido retirada dos autos

Em 22 de fevereiro de 2024, Silvana proferiu uma decisão que, segundo a reclamação apresentada ao CNJ, contrariava a medida determinada anteriormente por Ivan.

O produtor afirma que o documento chegou a ficar disponível para as partes e foi baixado e impresso por seu advogado. Uma cópia da decisão teria sido posteriormente apresentada ao Conselho Nacional de Justiça.

A principal alegação é de que o documento teria sido retirado do processo posteriormente, sem que houvesse, segundo a reclamação, registro sobre quem determinou a retirada ou qual teria sido a justificativa. Juvenal também afirma que não teria sido produzida certidão para registrar o procedimento.

Cinco dias depois, ainda conforme a reclamação, Silvana determinou o cumprimento da decisão concedida por Ivan durante o plantão, sem fazer referência formal à decisão anterior que havia proferido.

Reclamação cita Operação Sisamnes

Ao todo, a reclamação apresentada ao CNJ reúne oito pontos que Juvenal pede que sejam investigados. Entre os questionamentos estão a atuação de Ivan em processo envolvendo imóvel situado em outra comarca, decisões provisórias relacionadas à fazenda, a atuação durante o plantão judicial, a repetição da data de 13 de fevereiro em decisões e a utilização de endereços para definir a comarca responsável pelos processos.

O documento também relaciona os fatos à Operação Sisamnes, investigação que apura suspeitas de venda de decisões judiciais e que já resultou em procedimento disciplinar envolvendo Ivan.

Juvenal sustenta que os episódios relacionados à Fazenda Boa Esperança ocorreram entre setembro de 2023 e julho de 2024, período que, segundo ele, teria relação temporal com as apurações sobre supostos pagamentos investigados.

CNJ pede informações antes de decidir

Na reclamação, o produtor rural pediu ao CNJ a suspensão dos efeitos da decisão tomada durante o plantão e do despacho que determinou seu cumprimento. Também solicitou que fossem impedidas novas medidas de reintegração, imissão na posse, constrição, oneração ou venda da Fazenda Boa Esperança enquanto o caso estivesse sob análise.

Neste momento, porém, o corregedor Mauro Campbell Marques não concedeu a medida solicitada.

Antes de avaliar o pedido urgente, o ministro determinou que sejam obtidas mais informações sobre os fatos apresentados. Para isso, Ivan Lúcio Amarante e Silvana Fleury Curado deverão prestar esclarecimentos ao CNJ no prazo de 15 dias.

As alegações apresentadas na reclamação ainda serão analisadas pelo Conselho e não representam, por si só, conclusão sobre eventual irregularidade ou responsabilidade dos magistrados.

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