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Política Nacional

Mendonça determina remoção de conteúdo de Lula por propaganda eleitoral antecipada

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O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta segunda-feira (17) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e o Partido dos Trabalhadores retirem ou editem vídeos publicados no YouTube com pedidos explícitos de voto feitos durante uma convenção partidária realizada em Salvador, no dia 1º de agosto.

A decisão atende parcialmente a uma representação apresentada pelo Partido Novo, que questionou a realização de propaganda eleitoral antecipada durante o evento. Também foram citados na ação o senador Jaques Wagner (PT) e o ex-ministro Rui Costa, ambos mencionados por Lula durante o discurso.

Segundo a representação analisada pelo TSE, Lula pediu apoio eleitoral para sua própria candidatura à Presidência da República e também para nomes do PT que disputam vagas no Senado pela Bahia.

Durante a convenção, o presidente afirmou que os eleitores deveriam se lembrar de sua candidatura e pediu que fosse eleito pela quarta vez. Em outro momento, solicitou dois votos para os candidatos ao Senado.

Ao analisar o caso, Mendonça afastou o argumento de que os discursos estariam protegidos por terem ocorrido dentro de uma convenção partidária. Segundo o ministro, embora a legislação permita a realização de convenções e a apresentação de candidaturas, isso não autoriza pedidos explícitos de voto antes do período permitido para propaganda eleitoral.

A decisão também considera entendimento anterior do próprio TSE segundo o qual expressões que tenham significado equivalente a um pedido direto de voto podem caracterizar propaganda antecipada, mesmo quando não são utilizados literalmente os verbos “votar” ou “eleger”.

Lula, Jerônimo e o PT terão prazo de 24 horas para editar os vídeos ou retirá-los das plataformas. Caso a edição dos trechos seja tecnicamente inviável, o conteúdo deverá ser removido integralmente. O YouTube também foi comunicado da determinação.

Mendonça, porém, rejeitou o pedido para que todos os conteúdos que reproduzissem as declarações fossem retirados de forma ampla. Para o ministro, uma determinação genérica nesse sentido seria desproporcional.

A decisão ocorre antes do início da propaganda eleitoral e estabelece uma restrição específica sobre a divulgação dos trechos considerados irregulares pela Justiça Eleitoral.

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Política Nacional

Marçal chama Renan de “disfuncional” e diz que adversário seria “parachoque do Lula”

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O candidato à Presidência da República Pablo Marçal (PRTB) elevou o tom contra o também presidenciável Renan Santos, do Missão, durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda. Ao comentar a disputa eleitoral, Marçal fez críticas à trajetória pessoal e política do adversário e afirmou que pretende enfrentá-lo diretamente durante a campanha.

Em uma das declarações mais contundentes, Marçal comparou os dois candidatos a personagens de histórias em quadrinhos e afirmou que Renan, caso se apresente como uma espécie de “Capitão América”, encontrará resistência.

“Se ele acha que é o Capitão América, ele vai encontrar o Homem de Ferro agora”, afirmou.

Marçal também classificou Renan como “disfuncional para a sociedade” e questionou sua experiência pessoal como um dos argumentos para criticar sua preparação para ocupar a Presidência. O empresário ainda fez comentários sobre a vida pessoal do candidato do Missão.

Na sequência, Marçal direcionou as críticas para a atuação política de Renan e o acusou de adotar uma postura pouco confrontadora em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Ele é parachoque do Lula”, afirmou Marçal, ao sustentar que o adversário não faria críticas suficientes ao atual presidente.

O candidato do PRTB também mencionou informações sobre supostas pendências tributárias atribuídas a Renan Santos e citou reportagens sobre sua situação empresarial. As declarações foram utilizadas por Marçal para questionar a postura do adversário e cobrar explicações durante a campanha.

O confronto entre os dois ocorre em um cenário no qual diferentes candidaturas de direita disputam espaço no eleitorado conservador e liberal. Com o início oficial da campanha, a tendência é de aumento dos embates entre os candidatos que buscam ocupar esse mesmo campo político.

As declarações de Marçal foram feitas em entrevista ao podcast Inteligência Ltda. A campanha de Renan Santos poderá se manifestar sobre as críticas e acusações apresentadas pelo adversário.

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Política Nacional

“Cinco vezes mais”: Caiado compara violência em Salvador à guerra na Ucrânia

“Os americanos não vão resolver um problema que é nosso. Não tenho preocupação nenhuma com os americanos. Quem vai resolver esse problema somos nós”, afirmou após o evento.

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O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) fez uma comparação contundente ao abordar a situação da segurança pública em Salvador. Durante a 27ª Conferência Anual Santander, realizada em São Paulo, o ex-governador de Goiás afirmou que, na avaliação apresentada por ele, o risco de morte na capital baiana seria cinco vezes maior do que na Ucrânia, país que enfrenta uma guerra com a Rússia.

“Hoje, para você ir a Salvador, você corre cinco vezes mais o risco que se você for à Ucrânia, para a guerra. Hoje, a chance de você morrer na Bahia, cinco vezes maior por hora do que se você for à Ucrânia. Isso é um fato estatístico”, declarou.

A fala ocorreu durante um debate sobre segurança pública, tema que Caiado colocou entre as principais preocupações da população brasileira. O presidenciável também citou mudanças de comportamento adotadas por moradores diante do receio de assaltos, como o uso de alianças falsas para evitar que criminosos levem joias durante abordagens.

Ao tratar do combate ao crime organizado, Caiado criticou a postura do governo federal e fez uma referência direta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato afirmou que, enquanto o governo fala em soberania nacional, o país enfrenta o avanço de organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Caiado também rejeitou a ideia de que os Estados Unidos possam solucionar os problemas relacionados ao crime organizado no Brasil. Para o candidato, a responsabilidade pelo enfrentamento das facções é das próprias autoridades brasileiras.

“Os americanos não vão resolver um problema que é nosso. Não tenho preocupação nenhuma com os americanos. Quem vai resolver esse problema somos nós”, afirmou após o evento.

A declaração ocorre em meio à campanha presidencial de 2026, na qual Caiado tenta transformar a experiência acumulada à frente do Governo de Goiás em uma das principais credenciais de sua candidatura. A segurança pública aparece como um dos eixos de seu discurso eleitoral, especialmente na defesa de ações mais duras contra organizações criminosas.

A comparação com a Ucrânia, entretanto, coloca a fala de Caiado no centro do debate político e deve provocar questionamentos sobre os dados utilizados para sustentar a afirmação. O candidato classificou a comparação como um “fato estatístico”, mas não apresentou, durante a declaração divulgada, a metodologia ou a fonte específica utilizada para chegar à proporção de cinco vezes.

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Política Nacional

Michelle Bolsonaro declara apoio a Flávio e reforça mobilização da direita no início da campanha

A lembrança foi utilizada para reforçar a ligação pessoal de Michelle com a região e aproximar o discurso político de sua trajetória.

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República durante ato político realizado neste domingo (16), em Ceilândia, no Distrito Federal.

Candidata ao Senado, Michelle participou do lançamento do escritório de campanha da governadora Celina Leão (PP), que busca a reeleição, e aproveitou o encontro para pedir votos para Flávio. A manifestação ocorre no primeiro dia oficial da campanha eleitoral.

Durante o discurso, Michelle destacou a proximidade entre os integrantes do grupo político e associou a candidatura de Flávio à continuidade do projeto político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Vamos eleger Flávio Bolsonaro presidente. E logo logo o nosso capitão, o nosso líder Jair Messias Bolsonaro estará em nosso meio”, afirmou.

Ceilândia e lembranças da trajetória

Natural de Ceilândia, Michelle também utilizou o evento para relembrar episódios de sua vida na região e os primeiros momentos de seu relacionamento com Jair Bolsonaro.

Ela contou que, quando Bolsonaro ainda era deputado federal, costumava acompanhá-la até Ceilândia para comer espetinho e relatou que o então parlamentar chegou a se perder quando tentou retornar sozinho à cidade.

A lembrança foi utilizada para reforçar a ligação pessoal de Michelle com a região e aproximar o discurso político de sua trajetória.

Michelle apresenta prioridades para o Senado

Além do apoio à candidatura presidencial de Flávio, Michelle apresentou parte das pautas que pretende defender caso seja eleita para o Senado.

Ela destacou a presença da comunidade surda no evento e afirmou que recebeu de Jair Bolsonaro a missão de disputar uma cadeira no Congresso Nacional.

“Se fiz como primeira-dama que não fui eleita pelo povo, e irei fazer muito mais com um mandato nas mãos”, declarou.

Michelle também afirmou que pretende atuar em pautas que considera alinhadas aos seus valores e defendeu a eleição de representantes comprometidos com esse conjunto de propostas.

O ato em Ceilândia marcou uma das primeiras movimentações públicas da campanha de Michelle ao Senado e, simultaneamente, serviu como plataforma para reforçar seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

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