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Disputa pelo Governo de MT ganha tom mais duro após críticas de Wellington a Pivetta

Governador rebate críticas do senador, cita episódios da antiga gestão estadual e afirma que a disputa pelo Paiaguás também será marcada pelo confronto entre diferentes trajetórias políticas

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, elevou o tom contra o senador Wellington Fagundes (PL) durante uma coletiva de imprensa e trouxe para o centro da disputa eleitoral episódios relacionados à antiga gestão do Estado. A reação ocorreu após críticas de Wellington ao governo e ao uso do termo “fazimento”, expressão frequentemente utilizada por Pivetta.

Ao responder ao adversário, Pivetta mencionou a colaboração premiada do ex-governador Silval Barbosa, homologada pela Justiça em 2017, e afirmou que o conteúdo da delação envolveu políticos e integrantes da administração estadual da época. Entre os nomes citados pelo governador está o de Wellington Fagundes.

“O Silval delatou o Cinésio, chefe de gabinete do Wellington, e delatou o WF também. Falou certinho a roubalheira que eles faziam. Eles querem voltar à cena do crime, estão com saudade do que eles faziam na Sinfra”, afirmou Pivetta.

As declarações fazem referência ao período em que Silval Barbosa comandava Mato Grosso e às investigações que apuraram suspeitas de corrupção relacionadas a contratos de obras públicas. Pivetta também mencionou a atuação de Cinésio Nunes Oliveira, que ocupou a Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana, estrutura que posteriormente deu lugar à atual Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística.

O governador aproveitou o embate para comparar sua trajetória empresarial com a de Wellington. Segundo Pivetta, sua entrada na política ocorreu depois de construir uma carreira profissional no setor privado.

“Esse senhor falar de mim é preciso que ele repense a minha trajetória comparada com a dele. É de um trabalhador que começou com 15 anos, que fez uma trajetória de resultado e que enveredei para a política com a vida feita para servir o povo”, declarou.

Pivetta também questionou a atuação parlamentar de Wellington e colocou as emendas destinadas pelo senador ao longo dos últimos anos no centro da discussão eleitoral.

Segundo o governador, Wellington teria destinado mais de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares durante o período em que exerce mandato no Senado. Pivetta questionou onde os recursos foram aplicados e afirmou que pretende apresentar informações sobre a destinação das verbas durante a campanha.

“Nos últimos 10 anos, 12 anos que ele é senador, ele distribuiu mais de R$ 1,5 bilhão de emendas. Procure saber onde estão as emendas dele”, afirmou.

Pivetta ainda comparou o volume mencionado com investimentos na área da saúde e questionou a existência de grandes obras financiadas diretamente por esses recursos.

“Esse valor daria para fazer quatro vezes um Hospital Central. Tem algum hospital que ele fez? Aonde está esse bilhão dos últimos 12 anos?”, provocou.

O confronto ocorre em meio à disputa pelo Governo de Mato Grosso, que reúne Pivetta e Wellington entre os principais nomes do cenário eleitoral. O debate entre os dois passou a incorporar não apenas propostas para a próxima gestão, mas também críticas sobre trajetórias políticas, investimentos públicos e episódios de administrações anteriores.

Na mesma coletiva, Pivetta também voltou a defender sua atuação à frente do Executivo estadual e afirmou que pretende transformar o histórico político dos adversários em um dos temas da campanha.

O governador ainda citou a Operação Heritage, investigação conduzida pela Polícia Federal envolvendo um acordo de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi. O caso alcançou nomes ligados ao atual grupo político do Executivo estadual, entre eles o ex-governador Mauro Mendes, o ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho e o deputado federal Fábio Garcia.

A menção à operação ocorreu no contexto das críticas trocadas entre os candidatos e reforça a tendência de uma campanha marcada pelo confronto direto entre os grupos políticos que disputam o comando de Mato Grosso.

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Derrota de Dante em 2002 volta ao debate eleitoral e Júlio Campos faz alerta a Mauro

Ao relembrar aquele episódio, Júlio afirmou que Dante, após deixar o governo com elevada aprovação popular, teria optado por uma composição eleitoral sem ampliar as negociações com os demais partidos.

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O deputado estadual Júlio Campos (União) recorreu à história política de Mato Grosso para chamar atenção para os riscos de uma campanha conduzida com excesso de confiança e pouca articulação. Em entrevista à imprensa, o parlamentar comparou a atual disputa pelas duas vagas ao Senado com a eleição de 2002, marcada pela derrota inesperada do então governador Dante de Oliveira.

Segundo Júlio, o resultado daquele pleito mostrou que índices elevados de aprovação e a força de um grupo político não garantem, por si só, uma vitória nas urnas. Na avaliação apresentada pelo deputado, a falta de diálogo com aliados e a concentração das decisões contribuíram para o desfecho desfavorável ao grupo governista.

Ao relembrar aquele episódio, Júlio afirmou que Dante, após deixar o governo com elevada aprovação popular, teria optado por uma composição eleitoral sem ampliar as negociações com os demais partidos.

“O Dante, na época, devido a sua empáfia de ter saído do governo com 80% de aprovação favorável, impôs uma chapa, destituiu Roberto França da governança e lançou Antero Paes de Barros que tinha mais quatro anos de mandato pela frente”, afirmou.

O deputado também recordou a composição dos suplentes e destacou que, segundo sua leitura daquele cenário, a falta de uma articulação mais ampla acabou prejudicando a candidatura considerada favorita.

“Como suplentes colocou o Avalone e o empresário Eraí Maggi, da soja, e não conversou com os outros partidos, achou que já estava eleito e deu no que deu”, disse Júlio.

A lembrança da eleição de 2002 ocorre em um momento de novas movimentações no cenário político de Mato Grosso. O União Brasil, sob a presidência estadual do ex-governador Mauro Mendes, decidiu apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Governo do Estado.

A decisão contrariou a expectativa em torno de uma eventual candidatura do senador Jayme Campos, também do União Brasil, ao Palácio Paiaguás.

Ao estabelecer o paralelo histórico, Júlio Campos coloca a articulação política e a construção de alianças no centro do debate eleitoral. A referência à derrota de Dante serve, segundo o próprio parlamentar, como um alerta de que cenários considerados favoráveis podem mudar durante a campanha e que a disputa majoritária exige diálogo permanente com diferentes grupos políticos.

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Dois nomes na disputa ao Senado pelo AGIR 36 pontuam na corrida eleitoral em MT

O resultado coloca Nelson à frente de Beny dentro da chapa do AGIR 36 e mostra que a legenda já possui dois nomes identificados pelo eleitorado na corrida por uma das duas cadeiras que Mato Grosso escolherá para o Senado em 2026.

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Em uma disputa pelo Senado ainda marcada por alto índice de eleitores sem decisão definida, o AGIR 36 tenta construir um espaço próprio no campo da direita em Mato Grosso. A legenda lançou dois candidatos ao Senado, Professor Nelson Ferreira e Beny Godoy, e vem se apresentando como uma alternativa aos grupos políticos tradicionais.

No levantamento da PercentBrasil apresentado no gráfico, que considera a média entre a primeira e a segunda opção de voto, Nelson Ferreira aparece com 1,2%, enquanto Beny Godoy registra 0,4%. Os dois nomes somam 1,6% das intenções nesse recorte da pesquisa.

VEJA GRÁFICO

O resultado coloca Nelson à frente de Beny dentro da chapa do AGIR 36 e mostra que a legenda já possui dois nomes identificados pelo eleitorado na corrida por uma das duas cadeiras que Mato Grosso escolherá para o Senado em 2026.

A estratégia do partido é ocupar um espaço que considera ainda aberto no eleitorado mato-grossense. Em sua movimentação para as eleições, o AGIR reforçou uma identidade voltada ao eleitorado de direita e apostou em candidaturas próprias, incluindo Nelson Ferreira e Beny Godoy para o Senado e o sargento Laudicério Machado para o Governo do Estado.

A presença de dois candidatos da mesma legenda também diferencia o AGIR de partidos que concentraram sua estratégia em apenas um nome para o Senado. A escolha foi formalizada na convenção estadual realizada em Cuiabá, quando o partido também apresentou candidaturas proporcionais e definiu sua chapa majoritária.

No cenário apresentado pelo levantamento, a liderança é de Mauro Mendes, com 20%, seguido por Janaina Riva, com 18,9%. José Medeiros aparece com 9,3%, Carlos Fávaro com 9,1% e Pedro Taques com 7,3%. Entre os demais candidatos, Antônio Galvan tem 3%, Nelson Ferreira 1,2%, Coronel Darwin 1,1%, Margareth Buzetti 0,9% e Beny Godoy 0,4%.

Mais importante do que os percentuais dos candidatos que aparecem na parte superior da tabela é o tamanho do eleitorado que ainda não escolheu um nome. O próprio gráfico registra 22,1% de eleitores que não souberam ou não responderam e outros 4,7% que declararam voto nulo ou branco. É nesse espaço de indefinição que candidaturas com menor percentual podem tentar crescer durante a campanha.

A presença de Nelson Ferreira e Beny Godoy representa uma tentativa de consolidar a legenda como uma opção própria dentro da direita mato-grossense, sem depender exclusivamente dos nomes mais conhecidos da política estadual.

A disputa, porém, ainda está aberta. O levantamento retrata o momento em que a pesquisa foi realizada e não representa uma previsão do resultado eleitoral. Com dois nomes no páreo, o desafio do AGIR será transformar a presença registrada na pesquisa em reconhecimento, intenção de voto e competitividade ao longo da campanha.

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Patrimônio de Pivetta chega a R$ 575,6 milhões na declaração eleitoral de 2026

A formação patrimonial de Pivetta está ligada à sua trajetória empresarial e à atuação no agronegócio. Ele chegou a Mato Grosso no início dos anos 1980 e se estabeleceu em Lucas do Rio Verde, município onde iniciou sua carreira política.

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O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 575,68 milhões para as eleições de 2026. O valor coloca o político entre os maiores patrimônios declarados por candidatos neste pleito, segundo levantamento baseado nos dados apresentados à Justiça Eleitoral.

A maior parte dos bens informados por Pivetta está relacionada a investimentos e participações empresariais. Entre os ativos de maior valor está um fundo de investimento multimercado com aplicação no exterior, declarado em aproximadamente R$ 257,2 milhões.

O patrimônio informado pelo governador também apresenta diferença significativa em relação à declaração feita nas eleições de 2022. Naquele ano, Pivetta havia declarado cerca de R$ 378,9 milhões. A diferença nominal entre os dois registros chega a aproximadamente R$ 197 milhões.

A variação, porém, não permite concluir, isoladamente, como ocorreu a evolução patrimonial, já que as declarações eleitorais reúnem diferentes tipos de ativos e valores informados pelos próprios candidatos.

Trajetória entre política e agronegócio

A formação patrimonial de Pivetta está ligada à sua trajetória empresarial e à atuação no agronegócio. Ele chegou a Mato Grosso no início dos anos 1980 e se estabeleceu em Lucas do Rio Verde, município onde iniciou sua carreira política.

A primeira eleição foi disputada em 1996. Pivetta venceu a disputa pela Prefeitura de Lucas do Rio Verde e comandou o município por dois mandatos consecutivos. Anos depois, voltou ao cargo para um terceiro mandato, entre 2013 e 2016.

No intervalo entre os mandatos municipais, ocupou a Secretaria de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso e, posteriormente, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa, onde exerceu mandato entre 2007 e 2010.

Em 2010, concorreu ao cargo de vice-governador, mas não conseguiu se eleger. A chegada ao Governo de Mato Grosso ocorreu em 2018, quando foi eleito vice-governador na chapa encabeçada por Mauro Mendes.

A dupla foi reeleita em 2022. Em março de 2026, após Mendes deixar o cargo para disputar uma vaga ao Senado, Pivetta assumiu o comando do Palácio Paiaguás e passou a disputar a eleição para permanecer no cargo.

Outro mato-grossense entre os maiores patrimônios

Mato Grosso também aparece em posição de destaque por meio do empresário Odílio Balbinotti Filho (PL), primeiro suplente de José Medeiros na chapa ao Senado. Ele declarou R$ 359,74 milhões em patrimônio.

Entre os principais ativos informados estão aproximadamente R$ 266,2 milhões em ações da Atto Participações S/A. Também aparecem na declaração cerca de R$ 45,6 milhões em ações da GOT Holding Limited, nas Ilhas Virgens Britânicas, além de um apartamento em Balneário Camboriú avaliado em R$ 16 milhões e aproximadamente R$ 13,8 milhões em valores depositados em instituições financeiras.

Somados, os patrimônios declarados por Pivetta e Balbinotti chegam a aproximadamente R$ 935,4 milhões.

Os valores registrados no sistema eleitoral correspondem às declarações apresentadas pelos próprios candidatos e podem incluir imóveis, propriedades rurais, empresas, investimentos, aplicações financeiras e outros direitos. As informações ainda podem ser alteradas por meio de eventuais retificações durante o processo eleitoral.

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