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Política Nacional

Michelle Bolsonaro declara apoio a Flávio e reforça mobilização da direita no início da campanha

A lembrança foi utilizada para reforçar a ligação pessoal de Michelle com a região e aproximar o discurso político de sua trajetória.

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República durante ato político realizado neste domingo (16), em Ceilândia, no Distrito Federal.

Candidata ao Senado, Michelle participou do lançamento do escritório de campanha da governadora Celina Leão (PP), que busca a reeleição, e aproveitou o encontro para pedir votos para Flávio. A manifestação ocorre no primeiro dia oficial da campanha eleitoral.

Durante o discurso, Michelle destacou a proximidade entre os integrantes do grupo político e associou a candidatura de Flávio à continuidade do projeto político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Vamos eleger Flávio Bolsonaro presidente. E logo logo o nosso capitão, o nosso líder Jair Messias Bolsonaro estará em nosso meio”, afirmou.

Ceilândia e lembranças da trajetória

Natural de Ceilândia, Michelle também utilizou o evento para relembrar episódios de sua vida na região e os primeiros momentos de seu relacionamento com Jair Bolsonaro.

Ela contou que, quando Bolsonaro ainda era deputado federal, costumava acompanhá-la até Ceilândia para comer espetinho e relatou que o então parlamentar chegou a se perder quando tentou retornar sozinho à cidade.

A lembrança foi utilizada para reforçar a ligação pessoal de Michelle com a região e aproximar o discurso político de sua trajetória.

Michelle apresenta prioridades para o Senado

Além do apoio à candidatura presidencial de Flávio, Michelle apresentou parte das pautas que pretende defender caso seja eleita para o Senado.

Ela destacou a presença da comunidade surda no evento e afirmou que recebeu de Jair Bolsonaro a missão de disputar uma cadeira no Congresso Nacional.

“Se fiz como primeira-dama que não fui eleita pelo povo, e irei fazer muito mais com um mandato nas mãos”, declarou.

Michelle também afirmou que pretende atuar em pautas que considera alinhadas aos seus valores e defendeu a eleição de representantes comprometidos com esse conjunto de propostas.

O ato em Ceilândia marcou uma das primeiras movimentações públicas da campanha de Michelle ao Senado e, simultaneamente, serviu como plataforma para reforçar seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

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Política Nacional

“Cinco vezes mais”: Caiado compara violência em Salvador à guerra na Ucrânia

“Os americanos não vão resolver um problema que é nosso. Não tenho preocupação nenhuma com os americanos. Quem vai resolver esse problema somos nós”, afirmou após o evento.

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O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) fez uma comparação contundente ao abordar a situação da segurança pública em Salvador. Durante a 27ª Conferência Anual Santander, realizada em São Paulo, o ex-governador de Goiás afirmou que, na avaliação apresentada por ele, o risco de morte na capital baiana seria cinco vezes maior do que na Ucrânia, país que enfrenta uma guerra com a Rússia.

“Hoje, para você ir a Salvador, você corre cinco vezes mais o risco que se você for à Ucrânia, para a guerra. Hoje, a chance de você morrer na Bahia, cinco vezes maior por hora do que se você for à Ucrânia. Isso é um fato estatístico”, declarou.

A fala ocorreu durante um debate sobre segurança pública, tema que Caiado colocou entre as principais preocupações da população brasileira. O presidenciável também citou mudanças de comportamento adotadas por moradores diante do receio de assaltos, como o uso de alianças falsas para evitar que criminosos levem joias durante abordagens.

Ao tratar do combate ao crime organizado, Caiado criticou a postura do governo federal e fez uma referência direta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato afirmou que, enquanto o governo fala em soberania nacional, o país enfrenta o avanço de organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Caiado também rejeitou a ideia de que os Estados Unidos possam solucionar os problemas relacionados ao crime organizado no Brasil. Para o candidato, a responsabilidade pelo enfrentamento das facções é das próprias autoridades brasileiras.

“Os americanos não vão resolver um problema que é nosso. Não tenho preocupação nenhuma com os americanos. Quem vai resolver esse problema somos nós”, afirmou após o evento.

A declaração ocorre em meio à campanha presidencial de 2026, na qual Caiado tenta transformar a experiência acumulada à frente do Governo de Goiás em uma das principais credenciais de sua candidatura. A segurança pública aparece como um dos eixos de seu discurso eleitoral, especialmente na defesa de ações mais duras contra organizações criminosas.

A comparação com a Ucrânia, entretanto, coloca a fala de Caiado no centro do debate político e deve provocar questionamentos sobre os dados utilizados para sustentar a afirmação. O candidato classificou a comparação como um “fato estatístico”, mas não apresentou, durante a declaração divulgada, a metodologia ou a fonte específica utilizada para chegar à proporção de cinco vezes.

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Política Nacional

Corrida presidencial começa oficialmente com atos de Lula, Flávio Bolsonaro e demais candidatos pelo país

Ronaldo Caiado (PSD) terá uma agenda extensa entre Goiás e o Distrito Federal. O candidato programou uma sequência de carreatas e encontros em municípios do Entorno.

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A disputa pela Presidência da República entra oficialmente em uma nova fase neste domingo (16), com a liberação da propaganda eleitoral nas ruas e na internet. Os candidatos programaram atos em diferentes estados para marcar o primeiro dia oficial da campanha, apostando em locais simbólicos para suas trajetórias e em regiões consideradas estratégicas para suas bases eleitorais.

O início da campanha coloca os presidenciáveis diante de uma corrida que deverá ser marcada por agendas intensas, viagens pelo país, mobilizações populares e disputa pela atenção do eleitorado.

Lula retoma origem sindical em São Bernardo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia a campanha em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, região diretamente ligada à sua trajetória sindical e política.

O ato, chamado “Lula: onde tudo começou”, será realizado no Estádio Municipal 1º de Maio, conhecido como Vila Euclides. A escolha do local busca recuperar a história do candidato como líder sindical antes de sua entrada definitiva na política nacional.

O evento também terá transmissão pela plataforma oficial da campanha.

Flávio Bolsonaro leva campanha para Copacabana

O senador Flávio Bolsonaro (PL) escolheu o Rio de Janeiro para iniciar sua caminhada eleitoral. A partir das 10h, estará na orla de Copacabana, próximo ao Posto 5, onde está previsto um comício em um trio elétrico a partir das 11h.

A programação inclui caminhada e contato direto com eleitores. A escolha de Copacabana também coloca a campanha em uma região tradicionalmente associada à mobilização de apoiadores do campo conservador e de direita no Rio de Janeiro.

Caiado percorre cidades do Entorno

Ronaldo Caiado (PSD) terá uma agenda extensa entre Goiás e o Distrito Federal. O candidato programou uma sequência de carreatas e encontros em municípios do Entorno.

A primeira atividade será em Águas Lindas de Goiás, às 8h. Depois, ele segue para Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental e Luziânia, encerrando a programação às 16h.

Zema começa campanha em Minas

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), escolheu Montes Claros para marcar o início de sua campanha presidencial. A programação inclui mobilização e caminhada pelo norte do Estado, região considerada importante para sua estratégia eleitoral.

Demais candidatos

Renan Santos (Missão) realizará um ato no Largo São Francisco, em frente à Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, com discurso previsto para o meio-dia.

Samara Martins (UP) fará o lançamento da campanha na Zona Leste da capital paulista, junto à militância do partido.

Augusto Cury (Avante) programou um evento em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A atividade ocorre a partir das 10h, na Praça da Estaçãozinha, com participação de políticos locais e filiados. Antes do ato, o candidato terá contato com jornalistas.

Hertz Dias (PSTU) terá uma agenda distribuída entre São Paulo e São José dos Campos. Pela manhã, participa de panfletagem na Feira da Vila Matilde e de uma caminhada na Avenida Paulista. Ao meio-dia, estará em uma feira de São José dos Campos e, no fim da tarde, participa do lançamento de candidaturas do partido na sede do PSTU, na Bela Vista.

Edimilson Costa (PCB) fará sua atividade de campanha pela internet. A partir das 19h20, participa de uma live no canal Poder Popular, no YouTube.

Candidatos sem agenda divulgada

Até o momento, não foram informadas agendas públicas para Clariana Barão (DC), Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata).

Com a liberação oficial da propaganda eleitoral, os candidatos passam a disputar não apenas o voto, mas também espaço na agenda pública e nas redes sociais. A escolha dos primeiros atos revela estratégias distintas, que vão desde a recuperação de trajetórias políticas até a mobilização de bases eleitorais e o contato direto com a população.

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Política Nacional

Marçal avança rumo à Presidência, mas batalha jurídica continua

A condenação que permaneceu foi relacionada ao uso indevido dos meios de comunicação.

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A decisão liminar que autorizou a filiação de Pablo Marçal ao PRTB abre caminho para que o empresário formalize sua intenção de disputar a Presidência da República, mas não elimina o principal obstáculo jurídico à candidatura.

Marçal apresentou neste sábado (15) o pedido de registro de candidatura depois de obter, na Justiça Eleitoral de São Paulo, autorização provisória para se filiar à legenda. A medida foi concedida pelo juiz eleitoral Gustavo Nardi e ainda pode ser revista.

O ponto central da disputa, porém, permanece sendo a inelegibilidade de oito anos imposta a Marçal. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo manteve, por unanimidade, a condenação relacionada ao uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024.

O julgamento mais recente ocorreu no dia 5 de agosto, quando os sete integrantes do TRE-SP rejeitaram os recursos apresentados pela defesa e mantiveram a punição.

A defesa de Marçal ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e já informou que pretende contestar a decisão.

Entenda a condenação

O processo teve origem em ações apresentadas pelo PSB e pelo Ministério Público Eleitoral. A acusação envolvia, entre outros pontos, suposto abuso de poder econômico, uso irregular de recursos e utilização indevida dos meios de comunicação.

O TRE-SP, contudo, rejeitou as acusações de abuso de poder econômico e de captação ou utilização ilícita de recursos por considerar que não havia comprovação suficiente sobre o pagamento de prêmios em dinheiro.

A condenação que permaneceu foi relacionada ao uso indevido dos meios de comunicação.

Segundo o entendimento da Justiça Eleitoral, Marçal teria se beneficiado de uma estratégia de produção e divulgação em larga escala de vídeos durante um concurso promovido na comunidade “Cortes do Marçal”, no Discord. A iniciativa ocorreu entre junho e julho de 2024.

Os participantes eram incentivados a produzir e compartilhar trechos de vídeos do então candidato utilizando a hashtag #prefeitomarçal, com possibilidade de recebimento de prêmios.

Para a Justiça Eleitoral, a estratégia ultrapassou os limites estabelecidos pela legislação eleitoral e teve impacto na campanha municipal.

Filiação não significa candidatura garantida

A autorização para a filiação ao PRTB permite que Marçal avance na formalização de sua candidatura, mas não significa que ele esteja automaticamente apto a disputar a eleição presidencial.

O pedido de registro ainda será analisado pela Justiça Eleitoral, e a situação de elegibilidade deverá ser considerada nesse processo.

Assim, a movimentação deste sábado representa um novo passo na tentativa de Marçal de entrar na disputa nacional, mas o futuro eleitoral do empresário continua condicionado ao julgamento dos recursos e à análise de sua condição jurídica para concorrer.

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