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Politica

‘Mato Grosso é a Petrobrás do campo’, afirma senador Fávaro

Expansão das biorrefinarias transforma grãos em energia limpa e nutrição animal; abertura de novos mercados ampliou destinos internacionais dos DDGs brasileiros

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“As indústrias de etanol de milho vão transformar Mato Grosso na Petrobrás do campo”, a afirmação do senador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição, faz referência à destinação do milho à fabricação de etanol e coprodutos, entre eles os Grãos Secos de Destilaria (DDGs), utilizados principalmente na alimentação animal. Nos últimos cinco anos, o volume de milho processado pela indústria mais que dobrou, passando de 6,85 milhões de toneladas, na safra 2021/2022, para uma projeção de16,5 milhões de toneladas no ciclo 2026/2027.

Para o senador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição e que esteve à frente do Ministério da Agricultura entre 2023 e 2026, esse crescimento está diretamente ligado à criação de um ambiente favorável à industrialização da produção agropecuária e às políticas de incentivo aos combustíveis renováveis.

“O Governo Lula viabilizou esse crescimento com políticas de estímulo aos biocombustíveis e de abertura de mercados. Um exemplo é o aumento da mistura de etanol na gasolina, uma ação que contribui para a descarbonização da mobilidade, fortalece a indústria instalada em Mato Grosso e cria uma demanda permanente para a produção dos nossos agricultores”, afirmou o senador Carlos Fávaro.

Com o avanço da industrialização, Mato Grosso se tornou o segundo maior produtor de etanol, atrás somente de São Paulo. Entre 2022 e 2026, o volume produzido no estado passou de 3,4 milhões de metros cúbicos para 7,7 milhões de metros cúbicos na safra 2026/2027, de acordo com a Federação das Indústrias de Mato Grosso.

O primeiro suplente de Carlos Fávaro na candidatura ao senado, o produtor rural Alexandre Schenkel, destaca os efeitos da industrialização do campo, sobretudo para a produção de etanol. “A cadeia dos biocombustíveis é o exemplo perfeito de economia circular no agro: do processamento dos grãos, extraímos a energia limpa para mover o Brasil com menor emissão de poluentes, enquanto os coprodutos ricos em proteína viram alimento de alta qualidade para os animais, conquistando espaço nos mercados abertos pelo senador Carlos Fávaro”, destaca Schenkel.

De Mato Grosso para o mundo – Enquanto a maior parte do etanol produzido em Mato Grosso abastece o mercado brasileiro, os DDGs vêm conquistando espaço no exterior. Nos últimos anos, o Ministério da Agricultura, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, abriu quase 30 novos mercados para o produto. Atualmente, os DDGs brasileiros chegam a 44 países.

A abertura de mercados para os produtos do agronegócio foi uma das principais frentes de atuação de Fávaro durante sua passagem pelo Ministério da Agricultura, entre 2023 e 2026. A estratégia buscou diversificar os destinos das exportações brasileiras e, ao mesmo tempo, ampliar as oportunidades para produtos de maior valor agregado.

“Esta é a industrialização possível e viável para Mato Grosso: verticalizar aquilo que já produzimos com eficiência. Hoje podemos dizer que temos uma Petrobras no campo, produzindo energia limpa, contribuindo para a descarbonização da mobilidade e gerando emprego e renda”, afirma o senador.

Sustentabilidade – O avanço da industrialização ocorre em paralelo ao crescimento da produção de milho em Mato Grosso. Na safra 2021/2022, o estado produziu cerca de 35 milhões de toneladas do grão. Para o ciclo atual, a projeção supera 57 milhões de toneladas, o equivalente a aproximadamente 40% da produção brasileira.

O crescimento é resultado principalmente do aumento da produtividade e da consolidação da segunda safra, permitindo ampliar a oferta de matéria-prima para as biorrefinarias sem uma expansão proporcional da área agrícola.

Atualmente, Mato Grosso possui 14 biorrefinarias em operação, além de novos projetos previstos para os próximos anos. A expansão aumenta a capacidade de absorção da produção estadual, reduz a dependência da exportação do milho in natura e fortalece uma cadeia que conecta agricultura, indústria, pecuária e produção de energia renovável.

Para Fávaro, esse modelo mostra como a produção agropecuária pode participar diretamente da transição para uma economia de baixo carbono.

“Quando agregamos valor ao milho dentro de Mato Grosso, criamos oportunidades em toda a cadeia. O produtor ganha mercado e previsibilidade, a indústria gera empregos, a pecuária recebe uma nova fonte de proteína e o Brasil amplia a oferta de combustível renovável. É desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade”, conclui

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PL-MT perde recurso sobre dívida antiga e terá 50% do Fundo Partidário descontado

Com isso, o magistrado considerou que o partido perdeu a possibilidade de discutir a questão nesta fase do processo.

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) determinou, por unanimidade, que metade dos repasses mensais do Fundo Partidário destinados ao PL-MT seja retida para o pagamento de uma dívida de R$ 2,55 milhões com a União. O débito é resultado de irregularidades identificadas na prestação de contas da legenda referente ao exercício de 2011.

A decisão, publicada nesta quarta-feira (20), rejeitou o recurso apresentado pelo partido para obter anistia de parte da dívida e excluir R$ 873,5 mil do valor cobrado. A Corte também analisou um pedido da União para ampliar o percentual de retenção, que anteriormente estava fixado em 10%.

O relator do processo, juiz Raphael de Freitas Arantes, considerou que a elevação para 50% permite acelerar a devolução dos recursos aos cofres públicos sem comprometer completamente o funcionamento do diretório estadual.

A cobrança está relacionada a irregularidades envolvendo contribuições realizadas por autoridades públicas filiadas ao partido, prática conhecida como “dízimo partidário”. O processo começou em 2012 e se arrasta há aproximadamente 14 anos.

PL não comprova direito à anistia

Durante a tramitação, o PL-MT tentou obter o reconhecimento de anistia sobre parte dos valores cobrados. Para isso, precisava apresentar documentos que comprovassem quais débitos poderiam ser beneficiados pela medida.

Segundo o relator, a Justiça Eleitoral concedeu sucessivos prazos e oportunidades para que a legenda apresentasse a documentação necessária. Em uma das últimas oportunidades, o partido recebeu prazo de 30 dias úteis para comprovar o direito à anistia, mas não apresentou os documentos dentro do período estabelecido.

Com isso, o magistrado considerou que o partido perdeu a possibilidade de discutir a questão nesta fase do processo.

A legenda também questionou a inclusão de R$ 873.564,00 na cobrança e pediu que o valor fosse retirado da execução. O pedido, porém, não foi acolhido pelo Tribunal.

União pediu retenção integral

Diante da dificuldade para localizar bens que pudessem ser utilizados para quitar o débito, a União pediu que a dívida fosse descontada diretamente dos recursos recebidos pelo PL por meio do Fundo Partidário.

Inicialmente, a Justiça havia determinado retenção de 10% dos repasses mensais. A União recorreu e pediu que o desconto chegasse a 100% até a quitação do débito.

O TRE-MT, no entanto, considerou que a retenção integral seria excessiva e poderia comprometer o funcionamento básico da legenda. Por isso, estabeleceu o limite de 50% dos repasses mensais.

Na avaliação do relator, o novo percentual permite acelerar a recomposição dos cofres públicos, mas preserva recursos para a manutenção das atividades essenciais do partido.

A retenção deverá continuar até que o débito de R$ 2,55 milhões seja integralmente quitado.

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Galvan questiona diferenciação de penas para feminicídio e defende combate às causas da violência

“A morte de uma mulher não é diferente da morte de um homem. Nós somos seres humanos”, declarou.

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O candidato ao Senado por Mato Grosso Antônio Galvan (Avante) abriu um debate sobre a legislação de combate ao feminicídio ao questionar a diferenciação das penas aplicadas quando a vítima é mulher. Durante entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (19), na Assembleia Legislativa, o produtor rural afirmou defender que crimes sejam punidos de acordo com sua gravidade, independentemente do sexo da vítima.

Galvan criticou o endurecimento das penas para o feminicídio e afirmou que o aumento do tempo de prisão, por si só, não seria suficiente para impedir novos crimes. Para o candidato, o enfrentamento da violência precisa começar antes que os conflitos cheguem a situações extremas.

“A morte de uma mulher não é diferente da morte de um homem. Nós somos seres humanos”, declarou.

O candidato também questionou a eficácia de penas mais severas. Segundo ele, mesmo a adoção de punições extremamente longas não impediria necessariamente a ocorrência de crimes motivados por conflitos pessoais.

“Você pode botar 100 anos de pena para o cara, pode botar prisão perpétua”, afirmou Galvan, ao defender que as políticas públicas sejam direcionadas às causas que levam à violência.

Durante a entrevista, o candidato relacionou o aumento dos conflitos familiares a fatores como dificuldades financeiras e problemas dentro dos lares. Na avaliação dele, a pressão provocada pelas despesas e pelo desgaste cotidiano pode agravar situações de conflito entre casais.

A declaração ocorre em um momento de atenção à violência contra a mulher em Mato Grosso. Dados citados na reportagem apontam registros de feminicídios no Estado ao longo de 2026, com junho aparecendo como o mês com maior número de ocorrências no levantamento mencionado.

Galvan também foi questionado sobre um caso recente de tentativa de feminicídio em Nova Mutum, no qual uma mulher foi atacada a facadas pelo ex-companheiro. Ao responder sobre o episódio, o candidato voltou a defender que o debate público precisa ir além da punição posterior ao crime.

A legislação brasileira passou a estabelecer o feminicídio como crime autônomo, com penas mais severas, por meio da Lei nº 14.994/2024. A discussão levantada por Galvan coloca em lados opostos duas estratégias: o endurecimento das punições e a adoção de políticas preventivas voltadas à redução da violência antes que ela resulte em mortes.

Para além da disputa eleitoral, a declaração deve alimentar o debate sobre segurança pública, proteção às mulheres e os mecanismos capazes de prevenir situações de violência doméstica e familiar.

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Pivetta enfrenta críticas, Wellington cobra mudanças e Natasha busca espaço no primeiro debate

A infraestrutura foi outro eixo importante do debate. A necessidade de ampliar a pavimentação e melhorar a conexão entre as diferentes regiões de Mato Grosso esteve entre as principais preocupações apresentadas pelos candidatos.

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O primeiro debate entre os principais candidatos ao Governo de Mato Grosso colocou frente a frente diferentes visões sobre o futuro do Estado e mostrou que a disputa eleitoral começa a ganhar contornos mais definidos. Realizado nesta terça-feira (18), pela TV Centro América e pelo site Primeira Página, o encontro alternou apresentação de propostas, questionamentos sobre a gestão pública e embates mais diretos entre os concorrentes.

O formato permitiu que os candidatos questionassem uns aos outros e explorassem temas considerados estratégicos para Mato Grosso, especialmente saúde, educação, infraestrutura, industrialização e os efeitos da reforma tributária. O encontro também evidenciou diferenças na maneira como cada candidatura pretende abordar os desafios do Estado.

A reforma tributária apareceu entre os assuntos de maior impacto econômico. Os candidatos discutiram medidas para estimular o consumo e fortalecer a economia estadual diante das mudanças previstas no sistema de arrecadação. A industrialização também ganhou espaço, principalmente pela necessidade de Mato Grosso avançar na agregação de valor à produção e reduzir a dependência da comercialização de produtos primários.

Na área econômica, Natasha Slhessarenko defendeu maior investimento na formação profissional, na agricultura familiar e na agroindustrialização. Otaviano Pivetta, por estar à frente do Executivo, apresentou sua visão a partir da experiência administrativa e das condições financeiras atuais do Estado. Wellington Fagundes também colocou a industrialização e a qualificação profissional entre as prioridades de seu projeto.

Infraestrutura vira campo de confronto

A infraestrutura foi outro eixo importante do debate. A necessidade de ampliar a pavimentação e melhorar a conexão entre as diferentes regiões de Mato Grosso esteve entre as principais preocupações apresentadas pelos candidatos.

A situação da BR-163, especialmente no trecho sob responsabilidade do Estado, provocou um dos momentos mais tensos do encontro. O tema abriu espaço para críticas relacionadas à aplicação de recursos públicos e ao histórico de investimentos nas rodovias.

Pivetta e Wellington trocaram acusações ao longo da discussão. O atual governador fez referência a questões envolvendo o período em que o senador teve atuação política e influência sobre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Wellington, por sua vez, questionou aspectos da administração estadual e dos investimentos realizados nas estradas.

O embate mostrou que a infraestrutura deverá permanecer como uma das principais arenas da campanha, principalmente diante da dimensão territorial de Mato Grosso e da importância das rodovias para o escoamento da produção.

Saúde expõe diferentes caminhos

Na saúde, as filas por consultas e exames especializados e a distribuição dos serviços pelo interior do Estado estiveram entre os principais pontos abordados.

Natasha apresentou a proposta de ampliar o uso de ferramentas digitais para facilitar o acesso da população aos serviços públicos. Pivetta defendeu a descentralização da assistência e o fortalecimento da atuação dos municípios, além da utilização dos hospitais em construção nas regiões-polo para ampliar a oferta de atendimento especializado.

O debate também colocou em evidência a necessidade de reduzir a concentração dos serviços médicos na Baixada Cuiabana e ampliar a capacidade de atendimento nas demais regiões.

Confronto político ganha espaço

Se os primeiros momentos foram marcados principalmente por propostas, os blocos seguintes elevaram a temperatura do debate.

Natasha direcionou parte de seus questionamentos a Pivetta, enquanto Wellington também buscou confrontar o governador em temas ligados à gestão pública. Entre os assuntos mais sensíveis apareceu a violência contra a mulher, em uma abordagem que levou a referências a episódios políticos anteriores.

Pivetta, por sua vez, respondeu com críticas ao histórico político de Wellington e mencionou a delação do ex-governador Silval Barbosa ao tratar de questões relacionadas ao Dnit e à infraestrutura.

O resultado foi um debate dividido entre a discussão sobre projetos para o Estado e a recuperação de episódios do passado político dos candidatos.

O encontro também deixou claro que, à medida que a campanha avança, os candidatos deverão ser pressionados a apresentar propostas mais detalhadas sobre financiamento, execução e resultados esperados.

A agenda de debates e entrevistas deve ganhar intensidade nas próximas semanas. O calendário divulgado para as eleições prevê novas rodadas de entrevistas e debates com os candidatos ao Governo de Mato Grosso, ampliando o espaço para que os concorrentes apresentem seus projetos e sejam confrontados sobre suas propostas.

Esta versão apenas reorganiza e reinterpreta jornalisticamente as informações disponíveis sobre o debate. Não se trata de avaliação, comparação, ranking ou recomendação entre candidatos.

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