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Politica

Botelho diz que dúvida sobre candidatura prejudicou Wellington nas pesquisas

O levantamento mais recente do Paraná Pesquisas mostra Otaviano Pivetta (Republicanos) na liderança da corrida ao Governo, com 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes aparece com 35%.

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O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) avaliou que a queda de Wellington Fagundes (PL) nas pesquisas de intenção de voto para o Governo de Mato Grosso é um movimento “natural” e afirmou que a disputa ainda está aberta. A declaração foi dada em entrevista ao MidiaNews nesta quinta-feira (27).

Segundo Botelho, a pré-campanha de Wellington foi prejudicada pela falta de estrutura política e pela dúvida sobre sua permanência na disputa.

“A eleição não está definida para lado nenhum, ainda vai ter muita coisa para rodar, muita discussão, e o que vamos ver mesmo vai ser daqui para frente. A queda do Wellington nas pesquisas era natural, porque ele não tinha grupo, não tinha estrutura e ‘venderam’ que ele não era candidato toda hora”, afirmou ao MidiaNews.

O parlamentar também avaliou que o cenário tende a mudar com o início de uma nova etapa da disputa, marcada por debates e maior exposição dos candidatos.

“O interesse do adversário é que tivesse um candidato só, então isso prejudicou, evidentemente. Agora, vamos ver daqui para frente, vai ter debate, vai ter essa oportunidade de cada um mostrar para a população e o povo decidir quem que eles vão votar”, acrescentou.

Pesquisa

O levantamento mais recente do Paraná Pesquisas mostra Otaviano Pivetta (Republicanos) na liderança da corrida ao Governo, com 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes aparece com 35%.

Na pesquisa anterior, em um dos cenários apresentados, Wellington tinha 43% contra 28% de Pivetta, indicando uma mudança significativa no quadro eleitoral.

O levantamento mais recente ouviu 1.504 eleitores em 56 municípios de Mato Grosso, entre os dias 21 e 23 de agosto. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número MT-02157/2026.

Botelho também defendeu que o apoio do senador Jayme Campos (União Brasil) pode contribuir para a candidatura de Wellington e classificou a adesão como “muito positiva”.

“Agrega. O senador Jayme Campos ajudou o Mauro também [em 2018], então como que um apoio desse não agrega? Agrega e muito”, declarou ao MidiaNews.

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Politica

Samantha Iris endurece discurso e cobra punição mais rígida para estupradores

A declaração ocorre em meio ao debate sobre segurança pública, proteção às mulheres e endurecimento das penas para crimes violentos, temas que devem ocupar espaço relevante na agenda eleitoral.

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A candidata Samantha Iris reforçou seu posicionamento de direita ao defender o endurecimento das punições para crimes contra mulheres e o fortalecimento das forças de segurança em Mato Grosso. Em declaração durante atividade política, ela criticou parlamentares de esquerda e afirmou que, na avaliação dela, parte da classe política não apoia medidas que considera mais rígidas no combate à criminalidade.

Segundo Samantha, há uma contradição entre o discurso de proteção às mulheres e determinadas posições adotadas em votações no Congresso. Ela citou como exemplos propostas relacionadas ao aumento de penas para estupradores e à castração química de condenados por crimes sexuais.

“A gente vê isso muito na esquerda. Na hora de votar para aumentar a pena do estuprador, vai lá, não vota. Na hora de votar na castração química do estuprador, a esquerda vai lá e vota contra. Na hora de votar para proteger a mulher de fato, vai lá e vota contra”, afirmou.

Na sequência, a candidata também questionou a criação de novas legislações voltadas ao combate à misoginia. Para Samantha, muitos dos crimes relacionados à violência contra as mulheres já estão previstos na legislação penal e o principal desafio estaria na aplicação efetiva das punições.

“São crimes que já estão previstos no Código Penal, que acabam não tendo ali a sua penalidade de forma eficaz”, declarou.

Segurança pública

Samantha também defendeu uma política de segurança pública baseada no fortalecimento das forças policiais e em maior presença do Estado no combate ao crime.

A candidata afirmou ser favorável ao fortalecimento da Polícia Militar em Mato Grosso e à ampliação da estrutura das forças de segurança. Ela também citou a defesa da família, da escola militar, do policiamento ostensivo e de ações voltadas à segurança pública.

“Eu sou a favor do fortalecimento da Polícia Militar no Estado de Mato Grosso, de todo tipo de força de segurança que a gente puder ter para combater o crime”, disse.

Ao finalizar a declaração, Samantha reforçou sua identidade política e sua intenção de representar mulheres jovens que se identificam com a direita.

“Eu sou a Samantha, a Samantha Iris, a Samantha do Mato Grosso inteiro. Estou aqui como uma mulher de direita, como uma mulher de 22 anos”, afirmou.

A declaração ocorre em meio ao debate sobre segurança pública, proteção às mulheres e endurecimento das penas para crimes violentos, temas que devem ocupar espaço relevante na agenda eleitoral.

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Com R$ 1 milhão do partido, Mauro Mendes ganha fôlego na corrida ao Senado

O valor recebido por Mauro Mendes deverá ser declarado à Justiça Eleitoral, conforme as regras de prestação de contas de campanha.

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O ex-governador Mauro Mendes (União) recebeu R$ 1 milhão do diretório nacional do União Brasil para reforçar sua campanha na disputa por uma das duas vagas de Mato Grosso no Senado Federal. O recurso amplia o caixa da candidatura em um momento de intensificação da corrida eleitoral.

O repasse foi realizado pela direção nacional da legenda e poderá ser utilizado nas despesas previstas pela campanha, incluindo estrutura, comunicação, mobilização e ações eleitorais em Cuiabá e no interior do Estado.

Mauro deixou o Governo de Mato Grosso para disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano. O ex-governador aparece entre os principais nomes da disputa, que conta ainda com candidatos como Janaina Riva (MDB), José Medeiros (PL), Carlos Fávaro (PSD), Pedro Taques (PSB) e outros concorrentes.

O aporte de R$ 1 milhão coloca o União Brasil entre as siglas que vêm destinando recursos de seus diretórios nacionais para fortalecer candidaturas consideradas estratégicas nas eleições de 2026.

A disputa pelo Senado em Mato Grosso terá duas vagas em jogo. Com o início oficial da campanha e a ampliação das atividades eleitorais, os recursos partidários passam a ter papel importante na estruturação das candidaturas e na busca por maior presença junto ao eleitorado.

O valor recebido por Mauro Mendes deverá ser declarado à Justiça Eleitoral, conforme as regras de prestação de contas de campanha.

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Rota Agro Central supera entraves e fortalece nome de empresária no cenário político de MT

Ex-delegada da Polícia Civil de Mato Grosso ganha projeção ao acompanhar articulações em torno de projeto que prevê quase R$ 6 bilhões em investimentos

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A liberação da concessão da Rota Agro Central pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por meio do Acórdão 2.205/2026, representa um novo passo para um dos principais projetos de infraestrutura rodoviária do Centro-Oeste. O avanço também amplia a visibilidade da atuação da delegada Ana Cristina Feldner, que vem acompanhando de perto as discussões relacionadas à logística e ao desenvolvimento econômico de Mato Grosso.

Com perfil técnico e experiência na vida pública, Ana Cristina tem buscado ampliar sua interlocução com lideranças do setor produtivo e representantes de órgãos em Brasília. A atuação ocorre em um momento em que o agronegócio cobra soluções para os gargalos no transporte e maior previsibilidade para o escoamento da produção mato-grossense.

A Rota Agro Central prevê a concessão de 887,6 quilômetros das rodovias BR-070/MT, BR-174/MT e BR-364/MT/RO, formando um corredor entre Cuiabá (MT) e Vilhena (RO). O projeto estima R$ 5,995 bilhões em investimentos privados ao longo de 30 anos, além de aproximadamente R$ 3,5 bilhões em custos operacionais.

O empreendimento passou por um período de incertezas antes de chegar à nova etapa. Em dezembro de 2025, o Ministério dos Transportes solicitou a suspensão da análise no TCU para reavaliar questões relacionadas à demanda de transporte e à concorrência com o modal ferroviário. O processo permaneceu paralisado por meses.

Durante a análise, a auditoria do TCU também identificou pontos que precisavam ser ajustados no projeto. Entre eles estavam projeções de tráfego consideradas otimistas, que haviam resultado na retirada de cerca de 154 quilômetros de terceiras faixas previstas originalmente, além de mudanças nas regras relacionadas ao sistema de cobrança automática de pedágio, conhecido como free flow.

Com a decisão do TCU, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) terá de incorporar as determinações do órgão de controle antes da realização do leilão, previsto para 10 de dezembro de 2026.

A importância do projeto ultrapassa os limites das rodovias. A Rota Agro Central é considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola de Mato Grosso em direção aos portos da região Norte, especialmente por meio dos corredores que levam ao Rio Madeira.

Nesse cenário, a atuação política e institucional de Ana Cristina Feldner ganha espaço justamente em uma das principais demandas do setor produtivo: reduzir gargalos logísticos e garantir condições para que a produção chegue aos mercados com mais eficiência.

O avanço da concessão coloca a ex-delegada entre os nomes que buscam ocupar espaço no debate sobre infraestrutura, agronegócio e desenvolvimento regional. A próxima etapa será transformar o aval do TCU em execução efetiva do projeto, sem que novos entraves burocráticos comprometam o cronograma previsto.

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