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Com meus pais aprendi a não desperdiçar porta aberta, com Pivetta é que riqueza pode ser distribuída

Gisela Simona é advogada, servidora e candidata a vice-governadora

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Quando me perguntam como cheguei até aqui, candidata a vice-governadora na chapa de Otaviano Pivetta, que disputa a reeleição ao Governo de Mato Grosso, não consigo responder sem voltar às minhas origens. Antes da advogada, da servidora pública, da Gisela do Procon e da mulher que chegou à Câmara dos Deputados, existe uma menina que aprendeu muito cedo que oportunidade não se desperdiça. Foi isso que ouvi do meu pai: estudar, trabalhar e seguir em frente.

Minha história, porém, nunca foi feita de caminhos fáceis. Talvez por isso eu tenha tanto respeito por cada oportunidade que a vida me ofereceu. De onde vim, a gente não desperdiça porta aberta. Entendendo, porém, que um espaço aberto não é uma vantagem pessoal, muito antes é uma responsabilidade. Por isso é preciso ter coragem para entrar, disposição para ouvir e trabalho para transformar.

Talvez a maior lição sobre isso tenha vindo da minha mãe. Ela era lá da Guarita, em Várzea Grande, e estudava na Escola Estadual Senador Azeredo, no bairro do Porto, em Cuiabá. Para chegar à escola, atravessava o rio de canoa todos os dias. Levava os tênis nas mãos e só os calçava perto da escola, porque precisava fazê-los durar todo o ano letivo. De onze irmãos, foi a única mulher a concluir o ensino superior.

Essa imagem me acompanha desde sempre. Assim, quando alguma coisa me abate ou uma dificuldade parece grande demais, lembro de sua trajetória e penso que, diante de tudo o que ela e meu pai enfrentaram, eu também posso realizar a travessia do rio. Reconhecendo e valorizando cada oportunidade, sem esquecer de onde vim.

Meu pai e minha mãe foram os grandes líderes da minha vida. Em uma casa com cinco filhos e outros oito irmãos adotivos aprendi o valor de dividir, acolher e solidarizar. Meu pai não chegou a presenciar minha trajetória por inteiro, mas minha mãe, aos 84 anos, continua sendo uma presença fundamental. É ela quem me sustenta com sua fé, suas orações e a confiança que sempre depositou nas minhas escolhas.

Também não cheguei até aqui sozinha. Ao longo dessa caminhada, tive em meu marido, Joacir Roberto, minha primeira rede de proteção. Meu grande parceiro. Alguém que compreendeu, desde o início, que a minha entrada na vida pública exigiria dele disponibilidade, compromisso e lealdade. Assim, enquanto eu estava nas ruas em campanha, ele articulava contatos, coordenava demandas e ajudava a organizar a rede de pessoas que acreditava naquele projeto. E há uma particularidade nessa história: ele já tinha tido uma experiência política antes de mim, quando foi candidato a vereador, numa época em que eu atuava no Procon. Quando decidi colocar meu nome à disposição da sociedade, ele abraçou a decisão com total dedicação. Foi meu alicerce em momentos nos quais enfrentar a exposição pública exigia muito mais do que disposição, exigia uma mão forte segurando a minha, me permitindo continuar.

No Procon aprendi uma das lições que carreguei para a política: ninguém escuta verdadeiramente o cidadão sem entender primeiro a dimensão do problema que ele traz. Sob este olhar, o Procon nunca foi, para mim, apenas um balcão de reclamações. Muito antes o pronto-socorro da cidadania. A pessoa chegava pequena diante de um problema grande, sozinha diante de uma empresa, de uma burocracia ou de um sistema que parecia feito para cansar quem tinha razão. Ali compreendi que, quando um cidadão não conhece seus direitos, qualquer abuso pode parecer normal.

Por isso, falei, expliquei, orientei, fiscalizei, enfrentei. E pude ver que, quando se incomoda quem está acostumado a mandar, o preço pode ser alto.

Foi assim, por ser aguerrida, que em março de 2017, fui exonerada de forma abrupta do cargo de superintendente do Procon de Mato Grosso, depois de nove anos à frente do órgão. Soube da decisão pelo Diário Oficial. Naquele momento, a ruptura poderia ter representado apenas o fim de um ciclo profissional. Mas não foi o que aconteceu. Indignada com a forma como tudo ocorreu, escrevi um texto e publiquei nas redes sociais. O que veio depois não estava nos meus planos. A publicação ganhou enorme repercussão, alcançou dezenas de milhares de pessoas e provocou uma reação que me fez perceber que havia ali algo maior do que um desabafo pessoal.

Aquela resposta da população me colocou diante de uma escolha. Eu poderia entender que meu ciclo havia terminado ou aceitar a responsabilidade de continuar contribuindo de outra maneira. Escolhi a segunda opção.Foi assim que entrei na política.

E não entrei porque tivesse passado a vida sonhando com um cargo. Entrei porque minha voz, construída ao longo de anos de serviço público, havia encontrado uma missão maior. Entrei sem a estrutura dos grandes grupos, sem milhões para colocar uma campanha na rua e sem uma máquina política tradicional. Entrei carregando uma coisa que dinheiro nenhum compra: a confiança de pessoas que já conheciam meu trabalho antes de conhecer meu número eleitoral. E as urnas me responderam me dando mais de 50 mil votos de confiança.

Da Gisela do Procon à Câmara dos Deputados, continuei fazendo aquilo que sempre fiz. Trabalhei. Defendi consumidores diante de abusos, mulheres diante da violência, aposentados diante de fraudes, servidores diante de problemas que precisavam ser enfrentados e municípios que precisavam de voz em Brasília. Exerci liderança na bancada feminina do União Brasil e ocupei a vice-liderança do maior bloco parlamentar da Câmara, com 363 deputados. Mas, acima de cargos e posições, levei comigo uma convicção que nasceu muito antes da política: quem ocupa um espaço público precisa saber para quem aquele espaço existe.

É nesse ponto que minha história encontra a decisão de caminhar ao lado de Otaviano Pivetta nesta eleição. Ao encontrar um homem de coração gigante. Que acredita que um Estado que cresce precisa olhar também para aquilo que ainda não cresceu na mesma velocidade. Porque prosperidade não pode ser apenas uma palavra bonita nos indicadores econômicos. Ela precisa chegar à vida das pessoas. É aqui que nossos sonhos se encontram e criam a complementaridade. Ao somar experiências, olhares e capacidades que possam ajudar a governar.

Mato Grosso já demonstrou que sabe produzir, investir, crescer e gerar riqueza. O grande desafio do próximo passo é fazer com que essa prosperidade alcance mais pessoas. Que o crescimento do Estado se traduza em oportunidades para quem trabalha, em serviços públicos capazes de responder às necessidades da população, em infraestrutura, educação, saúde, segurança, proteção social e desenvolvimento para os municípios.

Que a riqueza produzida aqui não seja percebida apenas nos grandes números, mas também dentro das casas, nas comunidades e na vida de quem acorda cedo para fazer este Estado acontecer.

Talvez seja justamente por isso que tenho sido recebida com tanto carinho nessa caminhada, especialmente na Baixada Cuiabana, onde minha história também tem raízes. Cada encontro, cada conversa, cada pessoa que se aproxima traz uma responsabilidade nova. Até mesmo uma cobrança silenciosa para que aquilo que estamos construindo tenha sentido na vida real.

É essa visão que quero levar para a vice-governadoria ao lado de Otaviano Pivetta, caso recebamos a confiança das urnas. Não como quem chega ao final de uma trajetória, mas como quem entende que cada porta aberta traz consigo uma responsabilidade maior: mudar, de fato, a vida das pessoas.

Gisela Simona é advogada, servidora e candidata a vice-governadora

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Flaviane acusa “sistema” de boicotar sua candidatura e promete enfrentamento

“E é justamente por conhecer de perto como esse sistema funciona que não vou me calar”, afirmou.

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A candidata a deputada estadual pelo Novo, Flaviane Ramalho, usou as redes sociais para denunciar o que classificou como um suposto boicote político e afirmou que decidiu não se calar diante do que considera uma estrutura de poder contrária à sua candidatura.

Flaviane declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e a José Medeiros ao Senado por Mato Grosso. A candidata afirmou que sua entrada na disputa representa uma tentativa de romper com estruturas políticas que, segundo ela, permanecem concentradas nas mãos dos mesmos grupos.

“Sou vítima de um sistema que me boicota”, escreveu.

A declaração ocorre em meio à campanha eleitoral e depois de Flaviane ter se manifestado publicamente em defesa da delegada aposentada Ana Cristina Feldner, ex-suplente de Janaína Riva, que vem fazendo críticas à composição da chapa e anunciou um terceiro vídeo sobre o episódio.

“Não vou me calar”

Na publicação, Flaviane afirmou que conhece, segundo sua avaliação, o funcionamento desse sistema e que justamente por isso não pretende recuar.

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“E é justamente por conhecer de perto como esse sistema funciona que não vou me calar”, afirmou.

A candidata também apresentou de forma direta suas escolhas eleitorais para os cargos majoritários. Disse apoiar Flávio Bolsonaro para presidente e José Medeiros para o Senado em Mato Grosso.

A manifestação reforça o posicionamento político que Flaviane vem adotando durante a campanha. Ela disputa uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Novo, com o número 30022. O registro de sua candidatura está deferido pela Justiça Eleitoral.

“Sem medo e sem rabo preso”

No trecho mais contundente da publicação, Flaviane afirmou que decidiu enfrentar o que chama de “sistema” sem estabelecer vínculos com grupos políticos tradicionais.

“Eu escolhi enfrentar o sistema. Sem medo. Sem rabo preso. Sem me curvar aos poderosos”, declarou.

A expressão “boicote”, porém, aparece como uma acusação feita pela própria candidata. Na publicação, ela não detalhou quais ações ou episódios concretos estariam, segundo sua avaliação, configurando o suposto boicote.

O posicionamento coloca Flaviane em uma linha de campanha marcada pela defesa de uma ruptura com estruturas políticas tradicionais e pela aproximação pública com candidaturas identificadas com a direita nacional.

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Disputa pelo nome e identidade política

Flaviane também já esteve no centro de outra controvérsia eleitoral neste ano, envolvendo o nome que pretendia utilizar nas urnas. A Justiça Eleitoral deferiu sua candidatura, mas determinou que ela concorra oficialmente como “Dr. Flaviane Ramalho”, e não “Flaviane do Bolsonaro”.

A candidatura, entretanto, permanece regular e deferida, segundo os dados eleitorais atualizados.

Agora, ao afirmar publicamente que estaria sendo vítima de um suposto boicote, Flaviane transforma novamente as redes sociais em espaço para expor sua estratégia de campanha e reforçar a mensagem de enfrentamento ao que chama de “sistema”.

 

 

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Mais de mil mulheres participam de ato de apoio a Botelho em VG

Ele também falou sobre a regularização fundiária e a possibilidade de escrituras serem emitidas em nome da mulher em imóveis ocupados por casais.

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Mais de mil mulheres participaram, na noite desta terça-feira (15), da Grande Reunião das Mulheres de Várzea Grande, realizada na Amag. O encontro foi organizado em apoio à reeleição do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB).

A reunião contou com mulheres de diferentes bairros, além da presença da deputada estadual e candidata ao Senado Janaína Riva (MDB) e de Mariene Fagundes, esposa do candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes.

Durante o evento, Botelho destacou pautas voltadas às mulheres, como proteção, qualificação profissional, empreendedorismo, geração de renda e regularização fundiária.

O deputado também relembrou mulheres importantes em sua trajetória, entre elas sua mãe, Venina Vieira de Souza, a esposa, Sônia Botelho, e professoras que participaram de sua formação.

Entre as ações citadas por Botelho estão projetos de qualificação para mulheres vítimas de violência, o programa Mulher Rural e a implantação de Delegacias da Mulher com atendimento 24 horas.

Ele também falou sobre a regularização fundiária e a possibilidade de escrituras serem emitidas em nome da mulher em imóveis ocupados por casais.

“Então, a escritura vai sair em nome da dona Maria”, afirmou.

A mobilização terminou com a participação das lideranças e das apoiadoras, reforçando a presença feminina nas agendas da campanha em Várzea Grande

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Ana Cristina Feldner desafia pressão e confirma terceiro vídeo sobre Janaína Riva

Ana Cristina Feldner afirma que passou a receber ataques, ameaças e intimidações após publicar vídeos questionando a composição da chapa da candidata ao Senado

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A delegada aposentada Ana Cristina Feldner decidiu levar adiante a sequência de vídeos em que questiona publicamente a composição da chapa da candidata ao Senado Janaína Riva. Após dois vídeos publicados nas redes sociais, Feldner afirmou que os ataques e as intimidações que diz ter recebido acabaram servindo de combustível para continuar o enfrentamento.

Em um desabafo publicado nas redes sociais, a ex-suplente de Janaína Riva afirmou que inicialmente sequer pretendia produzir um terceiro vídeo. Segundo ela, a repercussão dos conteúdos, porém, fez com que mudasse de ideia.

“Chega. Cansei”, afirmou Feldner na abertura do desabafo.

A manifestação é o mais recente capítulo de uma sequência iniciada quando a delegada decidiu gravar vídeos para questionar aspectos relacionados à composição política da chapa de Janaína Riva. No primeiro conteúdo, Feldner chamou atenção para a formação do grupo e apresentou questionamentos sobre os nomes envolvidos.

No segundo vídeo, publicado posteriormente, a delegada voltou ao assunto e afirmou que decidiu antecipar a gravação diante da repercussão do primeiro conteúdo. A estratégia transformou a série em um dos pontos de tensão do debate político nas redes sociais.

Agora, Feldner confirma que haverá um terceiro vídeo na próxima semana.

“Isso virou combustível”

No novo desabafo, a delegada aposentada disse que sua rotina mudou completamente depois que aceitou o convite que a levou a participar do projeto político.

Segundo Feldner, antes disso ela mantinha uma rotina voltada ao trabalho, à empresa e aos dois filhos, sob guarda unilateral. A entrada no cenário eleitoral, afirmou, trouxe uma exposição que não fazia parte de sua vida anterior.

“De lá para cá, minha vida virou uma verdadeira loucura”, relatou.

Ela também afirmou que sua empresa estaria sofrendo uma espécie de “boicote”, mas não apresentou, na publicação, detalhes ou provas sobre a alegação.

Feldner disse ainda que passou a receber ataques, ameaças e intimidações e que, segundo seu relato, até familiares de pessoas ligadas ao grupo político passaram a se manifestar contra ela.

Apesar da pressão, a delegada afirmou que o efeito foi contrário ao esperado por quem estaria tentando desestimulá-la.

“Se a intenção era me cansar, sinto informar: conseguiram exatamente o contrário. Isso virou combustível”, declarou.

Terceiro vídeo vem aí

A delegada afirmou que, diante dos acontecimentos, decidiu continuar com a série e prometeu um terceiro vídeo para a próxima semana.

Feldner encerrou o desabafo fazendo uma referência à própria trajetória profissional na área da segurança pública e ao conceito de Justiça.

“Passei uma vida fazendo justiça. E aprendi que a justiça também começa fazendo justiça comigo mesma”, afirmou.

O vídeo, segundo ela, havia sido gravado originalmente para os Stories, formato em que o conteúdo desaparece após 24 horas. A repercussão, no entanto, fez com que decidisse publicar o material também no feed.

“24 horas são pouco para tanta coisa”, justificou.

A expectativa agora se concentra no terceiro vídeo anunciado por Feldner, que deve dar continuidade aos questionamentos feitos nos dois primeiros conteúdos sobre a composição política ligada à candidatura de Janaína Riva ao Senado.

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