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Política Nacional

Cesta básica bate novo recorde e aumenta desgaste do Planalto

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O custo da cesta básica voltou a subir em todas as capitais brasileiras em março de 2026, pressionando ainda mais o orçamento das famílias e ampliando o debate sobre o preço dos alimentos no país. Segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em parceria com a Conab, os 27 estados registraram alta no valor do conjunto de alimentos essenciais no último mês.

De acordo com os dados, São Paulo registrou a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 883,94, seguida por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). O resultado representa o maior valor nominal da série recente em 2026 e reforça o impacto da inflação alimentar sobre o consumo das famílias brasileiras.

As maiores altas mensais foram registradas em Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%). Em Cuiabá, a elevação foi de 5,62% apenas entre fevereiro e março. No acumulado do ano, todas as capitais pesquisadas apresentaram aumento no custo da cesta.

Segundo o Dieese, os principais responsáveis pela alta foram alimentos como feijão, tomate, batata, carne bovina e leite, impactados principalmente pelas chuvas nas regiões produtoras e pelo encarecimento logístico. O avanço desses itens elevou o custo da alimentação básica e ampliou a pressão sobre famílias de baixa e média renda.

O levantamento também aponta que, para manter uma família de quatro pessoas, o salário mínimo ideal em março deveria ter sido de R$ 7.425,99, o equivalente a 4,58 vezes o salário mínimo oficial. O dado reforça a perda de poder de compra e a dificuldade de milhões de brasileiros em manter despesas básicas com alimentação.

Embora o debate político em torno da inflação dos alimentos tenha se intensificado, os dados oficiais do Dieese mostram que o aumento da cesta básica em março foi nacional e atingiu todas as capitais monitoradas, consolidando um cenário de pressão contínua sobre o custo de vida no país.

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Política Nacional

Flávio Bolsonaro reage a vídeo do PT e nega ligação com escândalo do Banco Master

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu neste domingo (27) ao vídeo divulgado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) que tenta associá-lo ao escândalo envolvendo o Banco Master. Em nota enviada à imprensa, o parlamentar classificou as acusações como “mentirosas e absurdas” e afirmou que a ofensiva do partido reflete o “desespero” do grupo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante do avanço da crise envolvendo o caso.

Pré-candidato à Presidência da República, Flávio afirmou que não possui qualquer relação com o Banco Master e negou envolvimento com o esquema investigado. Segundo a nota, o senador sustenta que o caso citado ocorreu em 2024, já durante o governo Lula, e acusa o PT de tentar transferir responsabilidades para adversários políticos.

“As acusações do Partido dos Trabalhadores (PT) são mentirosas e absurdas. A tentativa de vincular o senador Flávio Bolsonaro revela o desespero de quem vê a crise atingir o próprio governo. Flávio não tem qualquer relação com o banco Master e esse esquema de corrupção ocorreu em 2024, já no governo Lula”, diz trecho da manifestação.

O vídeo divulgado pelo PT durante o 8º Congresso Nacional da sigla, em Brasília, usa a expressão “bolsomaster” para relacionar Flávio ao caso e afirma que o senador teria recebido uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília como parte do suposto esquema. A peça também retoma acusações antigas contra o parlamentar, como o caso das rachadinhas e a compra de imóveis em dinheiro vivo.

Apesar da narrativa apresentada no vídeo, Flávio Bolsonaro não é investigado no caso Banco Master e, até o momento, não há elementos públicos que liguem o senador ao esquema atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro. O imóvel citado pelo PT foi adquirido em 2021, com financiamento do Banco de Brasília (BRB), três anos antes do início da compra de carteiras de crédito do Banco Master pelo banco estatal, em 2024.

Na nota, Flávio também rebateu a ofensiva petista com críticas ao próprio governo federal. O senador afirmou que o presidente Lula deveria explicar a relação de aliados com o Banco Master, citando o ex-ministro Guido Mantega e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, cujos nomes já apareceram em reportagens ligadas ao caso.

“O PT, marcado por sucessivos escândalos ao longo de sua trajetória no poder, recorre à criação de mentiras frágeis para tentar atingir adversários e desviar a atenção. A tentativa de inverter responsabilidades não resiste a uma análise séria e não enganará a sociedade brasileira”, conclui a nota.

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Suplente de deputado, destaca impacto social de projeto aprovado na ALMT para reconstrução do Shopping Popular

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Durante sua participação nas sessões plenárias desta semana na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o deputado estadual Professor Sivirino (PSD) destacou a aprovação do Projeto de Lei 481/2026, que autoriza o financiamento de até R$ 15 milhões para a reconstrução do Shopping Popular de Cuiabá.

A proposta, que segue para sanção do governo do estado, beneficia diretamente centenas de trabalhadores atingidos pelo incêndio de 2024, com recursos destinados à estruturação e modernização do espaço.

Ao acompanhar a votação, na quarta-feira (22.04), Sivirino reforçou o impacto social da medida.

“Fico muito feliz em estar aqui discutindo essa proposta que terminou aprovada. Infelizmente, diversas famílias foram atingidas pelo incêndio e, agora, os trabalhadores terão um apoio para recomeçar sua atividade com dignidade e muito comprometimento”, afirmou o parlamentar.

Trajetória e atuação

Natural de Correntina (BA), o Professor Sivirino é formado em Educação Física pela Universidade Federal de Mato Grosso, vice-prefeito de Barra do Garças e referência em projetos sociais voltados à juventude, como o “Vivendo Atletismo”.

Na ALMT, onde ficará por 30 dias, atuando como suplente parlamentar, terá foco na educação, esporte, inclusão social e desenvolvimento regional.

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Eleições de 2026 terão voto de presos sem condenação definitiva garantido

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (23) que presos provisórios e temporários poderão votar normalmente nas eleições de 2026, ao impedir a aplicação imediata de uma nova legislação que restringia esse direito.


A decisão da Corte eleitoral envolve a chamada “Lei Antifacção”, aprovada com o objetivo de reduzir a influência de organizações criminosas no processo eleitoral. A norma previa a proibição do voto para detentos sem condenação definitiva, incluindo presos provisórios e temporários.

No entanto, os ministros do TSE entenderam que a medida não pode valer para o próximo pleito devido ao princípio da anualidade eleitoral, previsto na Constituição Federal. A regra estabelece que qualquer mudança nas normas que regem as eleições deve ser implementada com pelo menos um ano de antecedência.

Como a legislação foi aprovada recentemente e o prazo para o fechamento do cadastro eleitoral se encerra em 6 de maio, a Corte avaliou que não haveria tempo hábil para realizar ajustes necessários, como o cancelamento de títulos e a reorganização do sistema eleitoral.

Com isso, fica mantida a estrutura já prevista para garantir o voto desse público, incluindo a instalação de seções eleitorais em unidades prisionais. A medida segue o entendimento constitucional de que apenas cidadãos com condenação criminal transitada em julgado têm os direitos políticos suspensos.

A decisão do TSE também tem impacto direto na organização da Justiça Eleitoral para o pleito de 2026, uma vez que preserva procedimentos já adotados em eleições anteriores. Especialistas apontam que o tema pode voltar a ser debatido futuramente, especialmente no contexto de segurança pública e participação política.

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