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Mato Grosso

Agro Summit 2026 reúne cerca de 300 pessoas em debates sobre inovação, gestão e investimentos na ExpoVG

O fórum técnico integrou a programação da feira e aproximou produtores, empresários, especialistas, estudantes e representantes do setor público

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O Agro Summit 2026 reuniu cerca de 300 pessoas durante a programação da ExpoVG, em Várzea Grande, consolidando-se como um espaço de troca de experiências, qualificação técnica e aproximação entre diferentes elos do agronegócio. O encontro teve como foco o uso de novas tecnologias, a melhoria da gestão produtiva e a construção de caminhos para fortalecer o desenvolvimento econômico ligado ao campo.

Realizado em formato presencial, o fórum reuniu produtores rurais, empresários do agronegócio, técnicos, consultores, estudantes, pesquisadores, representantes de entidades de classe e agentes públicos. Ao longo da programação, os participantes acompanharam painéis temáticos voltados à eficiência produtiva, pecuária, lavoura, inteligência artificial, agroindustrialização, crédito rural, gestão financeira e atração de investimentos.

De acordo com a organização, o Agro Summit foi um encontro marcado pela troca de conhecimento e pela conexão entre quem produz, pesquisa, empreende e formula políticas públicas para o setor.

“Foi um encontro de muita troca, aprendizado e construção coletiva. Reunimos cerca de 300 pessoas em um ambiente técnico, mas também muito aberto ao diálogo, com produtores, estudantes, empresários e representantes do poder público discutindo soluções reais para o desenvolvimento do agro. A proposta foi justamente aproximar conhecimento, inovação e oportunidades, mostrando que o campo cresce ainda mais quando existe integração entre tecnologia, gestão e pessoas”, destacou a organização.

A programação contou com a participação de especialistas que abordaram temas práticos ligados à realidade do setor produtivo. Entre os assuntos debatidos estiveram o uso de tecnologias na pecuária, melhoramento genético, bem-estar animal, aplicação de dados na produção, gestão eficiente da lavoura, identificação de custos ocultos, automação de processos e inteligência artificial aplicada ao agronegócio.

Outro ponto de destaque foi a agroindustrialização, tratada como caminho para agregar valor à produção agropecuária e transformar o potencial produtivo em desenvolvimento regional. O debate também abordou a estruturação de projetos, a atração de investimentos e a importância de políticas públicas voltadas à modernização do setor.

Entre os palestrantes estiveram o professor Geovanne Ferreira Rebouças, doutor em Zootecnia; Alessandro Marcos Campos de Souza Junior, CEO da CS Agro, de Campo Verde; Durval Carneiro, CEO do Agro Club Tecnológico, de Rondonópolis; e Henrique Soares, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Campo Verde.

Com organização da Acubá e realização da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Governo de Mato Grosso, o Agro Summit 2026 reforçou a proposta da ExpoVG de ir além da programação de entretenimento, abrindo espaço também para formação técnica, inovação e fortalecimento das cadeias produtivas.

A iniciativa buscou apoiar a tomada de decisão de produtores e gestores, disseminar boas práticas e estimular o uso de soluções capazes de aumentar a produtividade e melhorar a gestão das propriedades rurais. Ao conectar conhecimento, produção e desenvolvimento econômico, o fórum se consolidou como uma das ações estratégicas da feira.

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Mato Grosso

Baixada Cuiabana entra no mapa da industrialização com avanço de corredor ferroviário

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A discussão sobre a criação do CIDE, o Corredor de Integração do Desenvolvimento Econômico, abriu uma nova perspectiva econômica para Santo Antônio de Leverger e para toda a Baixada Cuiabana. A proposta, debatida nesta semana durante reunião na sede da Associação Comercial e Industrial de Cuiabá, reúne empresários, lideranças políticas e representantes do setor produtivo em torno da implantação de um terminal industrial ferroviário no município.

O projeto nasce impulsionado pelos avanços da Ferrovia Senador Vicente Emílio Vuolo, considerada atualmente uma das principais obras estratégicas de logística de Mato Grosso. A proposta defendida pela prefeita Franciele de Arruda busca transformar o município em um polo industrial conectado à nova matriz ferroviária do Estado.

Segundo a prefeita, a iniciativa vai além da construção de um terminal logístico. O objetivo é criar uma zona industrial estruturada ao longo do corredor ferroviário, capaz de atrair empresas, ampliar a geração de empregos, aumentar a arrecadação municipal e reduzir a dependência econômica do setor público.

“Estamos lançando a pedra fundamental de um novo ciclo econômico para a Baixada Cuiabana”, afirmou Franciele durante o encontro.

A proposta prevê o aproveitamento da capacidade logística da ferrovia para o transporte de grãos, combustíveis, insumos agrícolas e produtos industrializados. A gestão municipal já busca apoio institucional junto ao Governo de Mato Grosso para viabilizar estudos técnicos, definição de áreas e planejamento da infraestrutura necessária para implantação do projeto.

O debate ganhou força após o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, declarar apoio direto à criação do corredor industrial ferroviário em Santo Antônio de Leverger. Durante a reunião, o parlamentar afirmou que trabalhará para abrir espaço dentro do orçamento estadual visando garantir investimentos em infraestrutura para implantação do terminal e da futura zona econômica.

Nos bastidores, a sinalização de apoio da Assembleia Legislativa foi interpretada como um avanço político importante para tirar o projeto do papel. Empresários presentes avaliam que o envolvimento direto de Max Russi fortalece institucionalmente a proposta e pode acelerar etapas relacionadas à viabilidade técnica e captação de recursos.

A Ferrovia Senador Vuolo é vista por economistas e especialistas como peça central da nova estratégia logística de Mato Grosso. O modal ferroviário promete reduzir custos de transporte, aumentar a competitividade da produção estadual e diminuir a pressão sobre rodovias que hoje concentram praticamente todo o escoamento da produção.

Municípios cortados pelos trilhos costumam registrar valorização imobiliária, crescimento industrial e atração de investimentos privados. No caso de Santo Antônio de Leverger, o impacto pode ser ainda maior devido à localização estratégica próxima de Cuiabá, de corredores rodoviários e de importantes áreas agrícolas.

Historicamente conhecida pelo turismo, pela cultura tradicional e pelas comunidades às margens do Rio Cuiabá, a cidade pode passar a ocupar um novo espaço dentro da economia regional.

Durante entrevista concedida no evento, Franciele relacionou diretamente o projeto ao enfrentamento da pobreza e da desigualdade social. Segundo ela, a industrialização representa uma oportunidade concreta para ampliar empregos permanentes e fortalecer a circulação de renda no município.

“Atualmente a prefeitura ainda é a principal empregadora da cidade. Precisamos mudar essa realidade e criar uma economia mais dinâmica”, afirmou.

A proposta também já começa a movimentar o setor empresarial. Investidores e empresários ligados à indústria avaliam a possibilidade de instalação de unidades produtivas na região caso a infraestrutura ferroviária seja consolidada.

Nos bastidores políticos e econômicos, o CIDE passou a ser visto como uma tentativa de descentralizar o desenvolvimento de Mato Grosso, historicamente concentrado em regiões do agronegócio mais ao norte do Estado. A ideia é inserir a Baixada Cuiabana dentro do novo mapa logístico estadual, utilizando a ferrovia como vetor de transformação econômica e social.

A expectativa é que nos próximos meses sejam iniciados estudos de viabilidade econômica, análises ambientais e levantamentos técnicos sobre áreas aptas para implantação da futura zona industrial.

Embora ainda esteja em fase inicial, o projeto já desperta forte expectativa entre empresários, investidores e lideranças políticas, que enxergam no corredor ferroviário uma oportunidade inédita de desenvolvimento industrial próximo da capital.

Se concretizado, o terminal ferroviário poderá representar uma das maiores transformações econômicas da história recente de Santo Antônio de Leverger, consolidando o município como nova porta de integração logística, industrialização e geração de empregos em Mato Grosso.

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Mato Grosso

Setor elétrico de MT avança e prepara nova fase para atender crescimento do estado, avalia executivo da Trael

Para Dimas Yamanaka, Estado já superou antigos gargalos de acesso à energia e agora vive um novo desafio ligado à industrialização e à qualidade do fornecimento

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O debate sobre energia em Mato Grosso deixou de girar apenas em torno do acesso ao serviço e passou a ocupar posição estratégica nas decisões de investimento, competitividade industrial e expansão econômica. A avaliação é de Dimas Yamanaka, responsável pelas áreas comercial e de marketing da Trael Transformadores Elétricos.

Segundo o executivo, o Estado avançou significativamente nas últimas décadas ao ampliar o acesso à energia elétrica, mas agora enfrenta um novo momento, em que a demanda do setor produtivo exige maior capacidade, estabilidade e qualidade no fornecimento.

“O impacto dessa nova visão é justamente definir quem vai continuar no jogo”, afirmou.

Yamanaka acompanha a evolução do setor elétrico mato-grossense desde a época em que cidades do interior conviviam com limitações severas no abastecimento. Para ele, a realidade hoje é completamente diferente, principalmente após os avanços em distribuição e expansão do sistema elétrico ao longo dos anos.

O desafio atual, segundo ele, não é mais apenas levar energia para acender lâmpadas ou manter equipamentos básicos funcionando, mas garantir capacidade energética para sustentar a industrialização, o avanço do agro e o crescimento econômico do estado.

“Qualquer decisão de investimento passa por fatores como energia, segurança jurídica, carga tributária e mão de obra. E a energia passou a ocupar um papel central nessa discussão”, disse.

Durante o Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026, realizado em Cuiabá nos dias 12 e 13 de maio, o setor recebeu anúncios considerados importantes para enfrentar parte desses gargalos, entre eles novos investimentos em transmissão previstos a partir de 2027, o pacote de R$ 9 bilhões da Energisa em distribuição e o avanço do programa MT Trifásico, que prevê investimento de R$ 700 milhões do Governo do Estado para ampliar a oferta de energia trifásica em Mato Grosso.

O consultor técnico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Lucas Simões, confirmou durante o evento que o órgão já conduz estudos estruturantes para Mato Grosso desde 2024 e que há investimentos mapeados para ampliar a capacidade do sistema.

Entre os projetos em análise está uma nova interligação no nordeste do estado conectando Mato Grosso a Goiás, utilizando a rota da Ferrovia de Integração Centro-Oeste, cuja licitação deve ocorrer no próximo ano.

Na avaliação de Yamanaka, a combinação entre geração hidráulica, expansão das renováveis e sistemas de armazenamento por baterias deve ganhar protagonismo nos próximos anos, principalmente para equilibrar a intermitência da geração solar.

Ao comentar o potencial energético mato-grossense, ele afirmou que o Estado já reúne condições para se consolidar como referência nacional no setor, especialmente pela capacidade de geração limpa e pela posição estratégica dentro do país.

“A gente já avançou muito. Hoje o desafio é continuar ampliando a infraestrutura para acompanhar o crescimento do estado e permitir que essa energia chegue com qualidade onde a produção e a indústria precisam”, resumiu.

Recém-chegado da feira internacional Triple E, em Chicago, nos Estados Unidos, Yamanaka também destacou que a competitividade do setor elétrico já está inserida em uma disputa global por eficiência, prazo e capacidade de entrega.

“Para definir preço e prazo de entrega, não tem como não falar de energia”, concluiu.

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Desembargador vê “contrato formal” e suspende despejo de Imafir e Aprofir de prédio em Cuiabá

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O Instituto Mato-grossense do Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR/MT) conseguiu reverter no Tribunal de Justiça de Mato Grosso a decisão que determinava a desocupação das salas comerciais ocupadas pela entidade no Edifício Advanced Business, em Cuiabá. A nova decisão foi proferida neste domingo (18) pelo desembargador Marcos Regenold Fernandes, da Quinta Câmara de Direito Privado do TJMT.

O magistrado concedeu efeito suspensivo ao agravo de instrumento apresentado pelo instituto e suspendeu imediatamente a ordem de despejo das salas 701 a 705 do edifício, localizado na Avenida Miguel Sutil.

A decisão anterior, da 6ª Vara Cível de Cuiabá, havia determinado que o IMAFIR e a APROFIR deixassem o imóvel no prazo de 30 dias, sob pena de reintegração de posse com uso de força policial e multa diária de R$ 20 mil.

Ao analisar o recurso, o desembargador considerou precipitada a determinação de desocupação antes do julgamento definitivo da ação. Segundo ele, “a declaração de nulidade absoluta de um negócio jurídico sinalagmático (contrato de locação) com a consequente determinação de desocupação compulsória de possuidor direto de boa-fé é medida de caráter irreversível que, em regra, exige cognição exauriente e dilação probatória”.

Na decisão, o relator destacou ainda que a disputa está inserida em uma “complexidade da teia negocial envolvendo as salas comerciais”, que inclui “permutas, confissões de dívida e emissão de notas promissórias por terceiros”. Para o desembargador, “a lide não se resume a uma simples ocupação clandestina, mas sim a um intrincado desacordo comercial”.

O magistrado também ressaltou que o IMAFIR possui contrato formal de locação, exerce posse direta e de boa-fé sobre os imóveis e realizou investimentos superiores a R$ 300 mil em benfeitorias e estrutura institucional.

Outro ponto destacado pelo Tribunal foi o fato de os alugueis continuarem sendo depositados judicialmente. Conforme a decisão, os valores permanecem bloqueados em juízo, garantindo segurança financeira às partes enquanto o mérito da ação não é julgado.

O desembargador ainda citou entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) segundo o qual conflitos envolvendo locação não podem ser resolvidos por meio de medidas possessórias precipitadas.

A decisão também relembra que o próprio TJMT já havia reconhecido anteriormente a existência de “patente opacidade dominial e dúvida objetiva sobre quem é o legítimo credor dos alugueres”, entendimento que justificou a ação consignatória ajuizada pelo instituto.

Além disso, o relator ponderou que a retirada imediata da entidade poderia causar prejuízos irreparáveis, já que o imóvel abriga mais de 40 colaboradores e equipamentos essenciais para o funcionamento das atividades do instituto.

Ao final, o desembargador afirmou que “afigura-se temerária a antecipação dos efeitos materiais da reconvenção (despejo sumário)” e determinou o sobrestamento da ordem de desocupação até o julgamento definitivo do recurso pela Quinta Câmara de Direito Privado.

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