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Polícia

Presídios de MT viram alvo de investigação por supostos casos de tortura e punições ilegais

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Vinte e dois policiais penais foram afastados das funções operacionais nas cadeias públicas de Araputanga, Cáceres e Mirassol D’Oeste após decisão judicial relacionada a investigações sobre supostos casos de tortura contra detentos nas unidades prisionais. A medida foi determinada nesta quarta-feira (20) e prevê que os servidores sejam transferidos para funções exclusivamente administrativas em outras unidades do sistema penitenciário, sem perda salarial.

Segundo a decisão, o afastamento tem caráter preventivo e busca evitar possíveis intimidações de testemunhas, interferências nas investigações e novos episódios de violência dentro das unidades prisionais.

As investigações apuram denúncias de agressões físicas, uso excessivo de spray de pimenta dentro das celas, utilização de celas de triagem como forma de punição degradante, além de supostas represálias contra presos denunciantes e aplicação de punições coletivas.

A determinação estabelece que a Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) cumpra a transferência dos servidores no prazo de até dois dias após a notificação oficial da decisão.

Além do afastamento dos agentes, também foi determinada a instauração de inquéritos policiais para aprofundar as investigações sobre os fatos denunciados nas unidades prisionais.

Conforme o documento judicial, a permanência dos servidores diretamente em contato com pessoas privadas de liberdade poderia comprometer a integridade das apurações e aumentar o risco de novas violações dentro do sistema penitenciário.

Confira os nomes dos policiais penais afastados:

Cadeia Pública de Araputanga

• Laubenildo Barbosa Bento
• Rogério Olioni
• Israel Olioni
• Amazalto da Cruz Moreira
• Reginaldo Pacífico
• Marcos Mateus Tomas Izidório (“Marquinho Corolla”)
• Paulo César Ferreira Neves
• Luciene Ribeiro
• Elen Priscila Lopes de Castro Modesto
• Janaína Rodrigues Savoine

Cadeia Pública de Cáceres (Unidade Masculina)

• Adilson Silva do Amaral
• Junio de Oliveira Cruz
• Rodrigo Lara Ortega
• Walter Aparecido da Cruz
• Silvio Domingues
• Jean Alves da Costa
• Silvana Aparecida Coutinho
• Hilsinei Lourenço da Silva Nogueira
• Ediane da Silva Campos

Cadeia Pública de Mirassol D’Oeste

• Cledir dos Santos Ferrarezzi
• Adelcio Rodrigues da Silva
• Ronaldo Silva Correia

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Polícia

PF instaura procedimento disciplinar para apurar conduta de agente investigado após caso na UFMT

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A Polícia Federal informou, por meio de nota oficial divulgada nesta sexta-feira (22), que a conduta do agente Adriano Soares de Lima está sendo apurada pela Corregedoria Regional da Superintendência Regional da PF em Mato Grosso.

O policial federal é investigado após denúncias envolvendo supostas ameaças e intimidações contra estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso em meio à repercussão do caso conhecido como “lista das estupráveis”, que mobilizou investigações policiais e procedimentos internos na universidade.

Segundo a nota encaminhada pela corporação, a Polícia Federal já instaurou procedimento disciplinar interno para apurar os fatos.

“A instituição abriu procedimento disciplinar e neste momento toma as medidas administrativas cabíveis no âmbito interno”, informou a PF.

A corporação também destacou que acompanha o caso através da Corregedoria Regional e reafirmou compromisso com a legalidade e a conduta funcional dos servidores públicos.

“A Polícia Federal reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e a adequada conduta funcional de seus servidores”, acrescentou a instituição no posicionamento oficial.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso, através da 3ª Delegacia de Cuiabá e da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher. As apurações tiveram início após estudantes denunciarem ameaças relacionadas às investigações envolvendo mensagens de teor misógino e referências à violência sexual atribuídas a alunos da universidade.

Imagens do sistema de segurança da UFMT mostrariam o agente circulando pelo campus durante os episódios denunciados pelos acadêmicos.

Após a repercussão do caso, a universidade adotou medidas administrativas e disciplinares, incluindo o afastamento preventivo de estudantes investigados dos cursos de Direito e Engenharia Civil.

O CASO

O caso ganhou repercussão após estudantes denunciarem conversas atribuídas a alunos da UFMT contendo misoginia e referências à violência sexual contra universitárias.

As denúncias apontam que estudantes planejavam criar uma suposta “lista das mais estupráveis” dentro da instituição. Prints divulgados nas redes sociais mostram mensagens com termos ofensivos, além de referências à violência sexual contra colegas.

Após a repercussão, a UFMT suspendeu preventivamente estudantes investigados dos cursos de Direito e Engenharia Civil, instaurou procedimentos disciplinares internos e adotou aulas remotas em turmas afetadas.

Ministério Público do Estado de Mato Grosso também abriu procedimento para acompanhar o caso e solicitou documentos e provas à universidade, ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) e ao Centro Acadêmico de Direito VIII de Abril (CADI).

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Polícia

Polícia desarticula esquema com terceirizados acusados de vender celulares por até R$ 80 mil em presídio

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Uma operação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Penal do Paraná desarticulou, nesta quarta-feira (20), um esquema criminoso que cobrava até R$ 80 mil para facilitar a entrada de celulares e drogas na Casa de Custódia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Ao todo, oito pessoas foram presas durante a ação, entre elas três agentes terceirizados da Polícia Penal suspeitos de participação direta no esquema. Segundo as investigações, presos do sistema penitenciário e pessoas que atuavam fora das unidades também integravam a organização criminosa.

A apuração começou após a apreensão de um celular dentro da unidade prisional no fim de 2024. A perícia realizada no aparelho revelou mensagens, negociações e áudios envolvendo os investigados.

Em uma das gravações analisadas pela polícia, um suspeito comenta sobre a venda de aparelhos celulares dentro do presídio e a cobrança pelos acessórios dos equipamentos.

De acordo com a investigação, cada aparelho celular era negociado por cerca de R$ 50 mil dentro da unidade. Em pelo menos um dos casos identificados, um detento teria desembolsado R$ 80 mil para receber um único celular no interior do presídio.

As autoridades apontam que um preso condenado a mais de 80 anos por tráfico internacional de drogas comandava o esquema criminoso de dentro da prisão. A esposa de um dos investigados também teria atuado na movimentação financeira e lavagem do dinheiro obtido ilegalmente.

Durante a operação, policiais cumpriram nove mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão e 12 ordens de sequestro de bens em cidades do Paraná e também em Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Além das prisões, foram apreendidos coletes balísticos, rádios comunicadores e uma arma de fogo.

Segundo o delegado Thiago Andrade, os investigados apresentavam padrão de vida incompatível com os salários recebidos.

“A investigação detectou uma verdadeira organização criminosa”, afirmou.

O chefe da Divisão de Operações de Segurança da Polícia Penal do Paraná, Sidnei de Souza Geraldino, informou que os três agentes presos já haviam sido afastados anteriormente das funções.

Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e inserção de aparelho celular em estabelecimento prisional.

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Polícia

Operação Vinculum Sanguinis revela rota de cocaína entre fronteira boliviana e norte de MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22), a Operação Vinculum Sanguinis para desmontar uma organização criminosa suspeita de atuar no transporte de grandes carregamentos de cocaína da fronteira com a Bolívia até municípios da região norte do Estado. A ação também mira um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro que utilizava empresas, imóveis e até familiares para ocultar os lucros do tráfico.

As investigações são conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop e revelam a existência de uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções e uso de vínculos familiares como mecanismo de confiança e blindagem patrimonial.

Ao todo, foram expedidas 23 ordens judiciais, incluindo um mandado de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão, 11 bloqueios de contas bancárias, além do sequestro de cinco imóveis e três veículos. As ordens foram cumpridas em Sinop, Cláudia, Cuiabá e Várzea Grande.

Segundo a Polícia Civil, os bloqueios financeiros somam mais de R$ 1,2 milhão, enquanto o valor total dos bens sequestrados ultrapassa R$ 3,2 milhões. Entre os imóveis atingidos estão apartamentos, terrenos e uma residência de alto padrão registrados em nome de investigados e terceiros.

Durante a operação, os policiais apreenderam mais de 25 tabletes de pasta base de cocaína, além de dinheiro em espécie ainda em contagem. Três pessoas foram presas, sendo uma por mandado judicial e duas em flagrante por tráfico de drogas.

As investigações tiveram início em outubro de 2025, após a prisão de dois suspeitos no município de Cláudia com um quilo de pasta base de cocaína. O que inicialmente parecia um flagrante isolado revelou, segundo a Draco, uma rota permanente de abastecimento do tráfico interestadual.

A apuração identificou que o grupo utilizava a rota entre Pontes e Lacerda e Sinop — trajeto superior a 700 quilômetros — para transportar cocaína e pasta base oriundas da fronteira boliviana. A mesma organização já havia sido alvo da Operação Aurora Pantaneira, deflagrada em março deste ano, que resultou na apreensão de 525 quilos de entorpecentes.

Além do tráfico, a Polícia Civil aponta que o grupo movimentava dinheiro ilícito por meio de empresas de segurança eletrônica e metalurgia sediadas em Cuiabá e Várzea Grande. A investigação também identificou o uso de “laranjas” e familiares para pulverizar valores e dificultar o rastreamento patrimonial.

De acordo com o delegado Eugênio Rudy Junior, responsável pelo caso, a operação permitiu mapear toda a estrutura financeira da facção.

“As investigações revelaram um grupo criminoso organizado, com divisão de tarefas, utilização de empresas e pessoas próximas para movimentação financeira e ocultação de patrimônio”, afirmou.

O nome da operação, Vinculum Sanguinis, expressão em latim que significa “laço de sangue”, faz referência justamente ao uso das relações familiares como eixo de sustentação do esquema criminoso.

A ofensiva integra a Operação Pharus, estratégia da Polícia Civil dentro do programa estadual Tolerância Zero contra facções criminosas, além da sexta fase da Operação Narke, coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça por meio da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento ao Narcotráfico (Renarc).

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