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Flávia Moretti mira reestruturação do DAE e cobra avanço de pautas na Câmara

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, afirmou acreditar que a Câmara Municipal não criará resistência à proposta de concessão do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DAE) à iniciativa privada. Segundo ela, a mudança representa um desejo da população diante da crise histórica enfrentada pelo sistema de abastecimento no município.

Durante declaração à imprensa, a prefeita argumentou que a precariedade dos serviços prestados pela autarquia fortalece o apoio popular à possibilidade de privatização ou concessão do setor.

“Não tenho receio da Câmara aprovar, porque é um clamor da população. Acredito que todos os munícipes de Várzea Grande estão apoiando isso. Então, hoje, o presidente da Câmara tem que trabalhar em prol da população. Acabou a eleição da Mesa Diretora, então vamos governar”, declarou.

A chefe do Executivo municipal também pediu que o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, coloque em pauta projetos considerados estratégicos para amenizar a crise financeira e operacional do DAE.

Entre as propostas defendidas pela prefeitura estão uma subvenção financeira para reforçar o caixa da autarquia e um programa de parcelamento de dívidas para consumidores inadimplentes.

“Tem duas leis na Câmara para o presidente pautar: a da subvenção financeira do DAE, para poder aportar dinheiro, e também a que permite ao cidadão fazer o parcelamento das dívidas com a autarquia”, afirmou.

Flávia Moretti reconheceu que o DAE enfrenta um cenário de sucateamento estrutural e afirmou que a administração municipal trabalha atualmente apenas em ações emergenciais para reduzir os impactos dos problemas enfrentados diariamente pela população.

“A gente sabe que o DAE ainda está sucateado. Qualquer ato hoje dentro do departamento é preventivo, para diminuir vazamentos e outros problemas, mas não é um investimento sólido, porque os investimentos são muito altos”, disse.

Segundo a prefeita, qualquer decisão sobre a concessão do sistema passará por audiências públicas e consultas populares antes de eventual encaminhamento definitivo do projeto. Nos bastidores políticos, o debate já movimenta vereadores e setores da sociedade civil, principalmente diante da pressão popular por melhorias no abastecimento de água em Várzea Grande.

A discussão sobre a possível concessão do DAE ocorre em meio a anos de reclamações envolvendo falta d’água, vazamentos, baixa capacidade de investimento e dificuldades financeiras da autarquia municipal.

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Politica

Discussão acalorada entre prefeita e vereador movimenta bastidores políticos em VG

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A visita da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, à Câmara Municipal nesta sexta-feira (22) terminou em um intenso bate-boca com o vereador de oposição Wender Madureira, provocando tumulto no setor de protocolo da Casa de Leis e mobilizando guardas municipais e policiais que estavam no local.

A prefeita esteve na Câmara para protocolar cerca de 20 projetos de lei considerados estratégicos para a gestão municipal. Entre as propostas encaminhadas estão pedidos de abertura de créditos suplementares de aproximadamente R$ 14,8 milhões destinados à Saúde, repasses ao Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), além da criação das secretarias municipais da Mulher e de Cultura.

Também integram o pacote medidas relacionadas à regularização urbana, assistência social, segurança pública e reestruturação administrativa. Segundo a administração municipal, mais de 20 projetos enviados pelo Executivo ainda aguardam apreciação dos vereadores, alguns há mais de 60 dias.

O clima começou a esquentar quando Wender Madureira abordou Flávia Moretti cobrando explicações sobre supostos atrasos em pagamentos às empresas responsáveis pelos serviços de tomografia e ressonância do Pronto-Socorro municipal.

Durante a discussão, a prefeita rebateu as críticas e cobrou dos parlamentares a aprovação de projetos de remanejamento orçamentário enviados pela prefeitura.

“Que tal o senhor aprovar as leis orçamentárias de remanejamento? Tem de R$ 9 milhões e de R$ 5 milhões”, afirmou Flávia.

O vereador respondeu acusando a gestão de falta de prioridade com a saúde pública.

“Ao invés de ajudar o Pronto-Socorro, a senhora e o deputado Fábio Tardin falam que tem dinheiro carimbado. O dinheiro não vem carimbado. É falta de vontade política”, declarou.

Na sequência, a prefeita provocou o parlamentar ao afirmar: “Manda ele estudar gestão pública”.

O bate-boca se intensificou quando Wender elevou o tom de voz e tentou se aproximar da prefeita. Guardas municipais intervieram para conter a situação, gerando nova reação do vereador.

“Não trisca em mim…, me prende então, me respeita”, afirmou aos agentes.

A movimentação chamou atenção de servidores e pessoas que estavam no local, enquanto policiais precisaram atuar para controlar os ânimos e evitar que a situação se agravasse.

Após o episódio, Wender Madureira publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que não houve qualquer agressão de sua parte.

“Hoje, tentei indagar a prefeita sobre as melhorias que a nossa população tanto aguarda, mas acabei sendo barrado de forma desnecessária pela Guarda Municipal, gerando uma confusão. Em momento algum houve agressão da minha parte”, declarou.

Em nota oficial, a prefeitura afirmou que a prefeita foi desacatada pelo vereador durante a visita ao Legislativo.

“O vereador Wender Madureira abordou agressivamente a prefeita e durante discussão desacatou a autoridade da Guarda Municipal. Houve pequeno tumulto, controlado na sequência”, informou a administração municipal.

O episódio aumentou ainda mais a tensão política entre Executivo e oposição em Várzea Grande, em meio à tramitação de projetos considerados prioritários pela atual gestão.

 

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Mato Grosso

Baixada Cuiabana entra no mapa da industrialização com avanço de corredor ferroviário

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A discussão sobre a criação do CIDE, o Corredor de Integração do Desenvolvimento Econômico, abriu uma nova perspectiva econômica para Santo Antônio de Leverger e para toda a Baixada Cuiabana. A proposta, debatida nesta semana durante reunião na sede da Associação Comercial e Industrial de Cuiabá, reúne empresários, lideranças políticas e representantes do setor produtivo em torno da implantação de um terminal industrial ferroviário no município.

O projeto nasce impulsionado pelos avanços da Ferrovia Senador Vicente Emílio Vuolo, considerada atualmente uma das principais obras estratégicas de logística de Mato Grosso. A proposta defendida pela prefeita Franciele de Arruda busca transformar o município em um polo industrial conectado à nova matriz ferroviária do Estado.

Segundo a prefeita, a iniciativa vai além da construção de um terminal logístico. O objetivo é criar uma zona industrial estruturada ao longo do corredor ferroviário, capaz de atrair empresas, ampliar a geração de empregos, aumentar a arrecadação municipal e reduzir a dependência econômica do setor público.

“Estamos lançando a pedra fundamental de um novo ciclo econômico para a Baixada Cuiabana”, afirmou Franciele durante o encontro.

A proposta prevê o aproveitamento da capacidade logística da ferrovia para o transporte de grãos, combustíveis, insumos agrícolas e produtos industrializados. A gestão municipal já busca apoio institucional junto ao Governo de Mato Grosso para viabilizar estudos técnicos, definição de áreas e planejamento da infraestrutura necessária para implantação do projeto.

O debate ganhou força após o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, declarar apoio direto à criação do corredor industrial ferroviário em Santo Antônio de Leverger. Durante a reunião, o parlamentar afirmou que trabalhará para abrir espaço dentro do orçamento estadual visando garantir investimentos em infraestrutura para implantação do terminal e da futura zona econômica.

Nos bastidores, a sinalização de apoio da Assembleia Legislativa foi interpretada como um avanço político importante para tirar o projeto do papel. Empresários presentes avaliam que o envolvimento direto de Max Russi fortalece institucionalmente a proposta e pode acelerar etapas relacionadas à viabilidade técnica e captação de recursos.

A Ferrovia Senador Vuolo é vista por economistas e especialistas como peça central da nova estratégia logística de Mato Grosso. O modal ferroviário promete reduzir custos de transporte, aumentar a competitividade da produção estadual e diminuir a pressão sobre rodovias que hoje concentram praticamente todo o escoamento da produção.

Municípios cortados pelos trilhos costumam registrar valorização imobiliária, crescimento industrial e atração de investimentos privados. No caso de Santo Antônio de Leverger, o impacto pode ser ainda maior devido à localização estratégica próxima de Cuiabá, de corredores rodoviários e de importantes áreas agrícolas.

Historicamente conhecida pelo turismo, pela cultura tradicional e pelas comunidades às margens do Rio Cuiabá, a cidade pode passar a ocupar um novo espaço dentro da economia regional.

Durante entrevista concedida no evento, Franciele relacionou diretamente o projeto ao enfrentamento da pobreza e da desigualdade social. Segundo ela, a industrialização representa uma oportunidade concreta para ampliar empregos permanentes e fortalecer a circulação de renda no município.

“Atualmente a prefeitura ainda é a principal empregadora da cidade. Precisamos mudar essa realidade e criar uma economia mais dinâmica”, afirmou.

A proposta também já começa a movimentar o setor empresarial. Investidores e empresários ligados à indústria avaliam a possibilidade de instalação de unidades produtivas na região caso a infraestrutura ferroviária seja consolidada.

Nos bastidores políticos e econômicos, o CIDE passou a ser visto como uma tentativa de descentralizar o desenvolvimento de Mato Grosso, historicamente concentrado em regiões do agronegócio mais ao norte do Estado. A ideia é inserir a Baixada Cuiabana dentro do novo mapa logístico estadual, utilizando a ferrovia como vetor de transformação econômica e social.

A expectativa é que nos próximos meses sejam iniciados estudos de viabilidade econômica, análises ambientais e levantamentos técnicos sobre áreas aptas para implantação da futura zona industrial.

Embora ainda esteja em fase inicial, o projeto já desperta forte expectativa entre empresários, investidores e lideranças políticas, que enxergam no corredor ferroviário uma oportunidade inédita de desenvolvimento industrial próximo da capital.

Se concretizado, o terminal ferroviário poderá representar uma das maiores transformações econômicas da história recente de Santo Antônio de Leverger, consolidando o município como nova porta de integração logística, industrialização e geração de empregos em Mato Grosso.

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Pré-candidato ao governo aposta em valores tradicionais para fortalecer base conservadora

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A apresentação do projeto de lei que autoriza a disponibilização da Bíblia como obra de referência histórica, cultural e filosófica na rede municipal de ensino de Cuiabá transformou a sessão da Câmara Municipal desta quinta-feira (21) em um palco de articulação política e fortalecimento de uma das principais bandeiras conservadoras defendidas pelo empresário e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Alex Pucineli.

Embora o texto tenha sido protocolado oficialmente pelo vereador Dilemário Alencar, nos bastidores da política cuiabana o projeto já é atribuído à influência direta de Pucineli, apontado como principal articulador da proposta e responsável pela construção da tese jurídica e política que sustenta a iniciativa.

Durante cerca de dez minutos na tribuna da Câmara, o pré-candidato adotou um discurso voltado ao campo histórico e cultural, evitando um viés estritamente religioso. Em sua fala, defendeu que a Bíblia seja tratada como um patrimônio literário da humanidade e como instrumento de compreensão histórica da formação das sociedades ocidentais.

“Quando falamos de Bíblia, não se trata apenas de religião. Trata-se de história, de consolidação da organização da humanidade. Se nós somos um país laico, mas somos um país que estuda, estudar a história escrita na Bíblia significa cultura e intelectualidade”, afirmou.

O projeto prevê que os exemplares sejam disponibilizados gratuitamente às unidades escolares por meio de ações voluntárias, sem custos ao poder público municipal. O texto também estabelece que não poderá haver qualquer forma de imposição religiosa, doutrinação ou prática de proselitismo dentro das escolas.

A movimentação, no entanto, vai além do debate educacional. O projeto é visto como um teste político para uma futura proposta em nível estadual. Pessoas próximas ao grupo político de Pucineli afirmam que a intenção é transformar Cuiabá em modelo para uma legislação semelhante em toda a rede estadual de ensino caso ele dispute e vença a eleição ao Palácio Paiaguás em 2026.

Ao defender a proposta, Pucineli buscou consolidar uma aproximação ainda maior com setores conservadores e lideranças cristãs de Mato Grosso, público considerado estratégico dentro da construção de sua pré-candidatura ao governo estadual.

O próprio vereador Dilemário Alencar reforçou publicamente o protagonismo do empresário durante a sessão.

“Este projeto nasce de uma união de propósitos pelo bem da educação dos nossos jovens, e a contribuição de Alex Pucineli foi fundamental para a construção de um texto robusto e juridicamente seguro”, declarou o parlamentar.

A sessão também contou com a presença de representantes ligados ao meio cristão tradicional, entre eles Marcos França, presidente estadual dos Gideões Internacionais, organização conhecida mundialmente pela distribuição gratuita de literatura bíblica em escolas, hotéis e hospitais.

A proposta deve agora tramitar nas comissões internas da Câmara antes de seguir para votação em plenário. Enquanto isso, o tema já começa a dividir opiniões entre setores que defendem a valorização cultural da Bíblia e grupos que apontam preocupação com os limites entre Estado laico e manifestações religiosas no ambiente público de ensino.

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