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A transformação do comportamento do consumidor pós-pandemia: implicações para o marketing e campanhas políticas

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Cláudio Cordeiro, é consultor de marketing político e eleitoral, CEO da Gonçalves Cordeiro, publicitário e advogado
Cláudio Cordeiro, é consultor de marketing político e eleitoral, CEO da Gonçalves Cordeiro, publicitário, presidente do Sinapro e advogado

Por Cláudio Cordeiro

A pandemia de Covid-19 provocou profundas mudanças no comportamento do consumidor em nível global, afetando não apenas a maneira como compramos e consumimos, mas também como nos relacionamos com marcas e lideranças. Para empresas privadas e campanhas políticas, essas transformações trouxeram desafios e oportunidades inéditas, exigindo novas estratégias de marketing e comunicação para se conectarem com um público em constante mudança.

O período de isolamento social e as crises econômica e sanitária aceleraram tendências que já estavam em curso, mas também criaram novos paradigmas. O consumidor pós-pandemia é mais digital, mais consciente e mais exigente. A experiência do consumo migrou para o online de forma intensa, consolidando o e-commerce e serviços de entrega como pilares fundamentais para os negócios.

A digitalização do consumo, no entanto, não foi apenas uma questão de conveniência. Ela representou uma transformação na forma como o consumidor interage com marcas. A facilidade de acesso à informação e a possibilidade de comparar produtos e serviços em tempo real aumentaram o poder de decisão do consumidor, que agora espera transparência, personalização e rapidez.

Do ponto de vista do marketing, essa nova realidade exige uma abordagem omnichannel, onde as empresas precisam integrar de maneira fluida suas presenças online e offline. A experiência do cliente deve ser contínua e coerente, independentemente do canal escolhido para a interação.

Outro fator que se intensificou no pós-pandemia foi a crescente valorização da responsabilidade social, por parte das empresas. Durante a crise, muitos consumidores começaram a esperar que as marcas se posicionassem e atuassem de maneira ativa em causas sociais, ambientais e de saúde pública. Esse comportamento continua em alta, com o público priorizando empresas que demonstram compromisso real com questões como sustentabilidade, diversidade e inclusão.

Para o marketing, isso significa que as marcas precisam, além do produto. Elas devem ser transparentes em suas ações e oferecer soluções que atendam não apenas às necessidades imediatas do consumidor, mas também contribuam para o bem-estar da sociedade como um todo. Propósito tornou-se uma palavra-chave, e empresas que não adotam uma postura responsável correm o risco de perder relevância.

Assim como no setor privado, as campanhas políticas também foram fortemente impactadas por essas mudanças no comportamento do consumidor. O eleitor, que também é um “consumidor de ideias”, agora é mais digital e mais exigente em relação aos valores e posicionamentos dos candidatos.

A comunicação digital tornou-se a principal plataforma de interação entre candidatos e eleitores. O uso de redes sociais, plataformas de vídeo e marketing direto por meio de mensagens personalizadas já não é uma opção, mas uma necessidade. Porém, essa comunicação precisa ser autêntica e relevante, já que o eleitor está mais atento a incoerências e à falta de clareza nas propostas.

Além disso, os eleitores, assim como os consumidores, estão demandando maior transparência e responsabilidade social. Candidatos que conseguem se posicionar de maneira firme em questões de saúde pública, justiça social e economia sustentável tendem a atrair um eleitorado que valoriza ações concretas em vez de promessas vazias.

A pandemia também acelerou o uso de dados e inteligência artificial, para personalizar experiências, tanto no setor privado quanto nas campanhas políticas. A coleta e análise de dados permitem que marcas e candidatos identifiquem os interesses, preocupações e comportamentos de seus públicos com mais precisão, oferecendo soluções e propostas altamente personalizadas.

No entanto, essa personalização deve ser feita de forma cuidadosa e ética. A proteção de dados se tornou uma preocupação central para os consumidores e eleitores, que esperam que suas informações pessoais sejam tratadas com respeito e transparência. Confiança é a base dessa relação, e qualquer uso indevido de dados pode causar danos irreparáveis à reputação de uma marca ou campanha.

A pandemia trouxe à tona a importância da experiência do consumidor, como fator determinante para a escolha de produtos e serviços. As empresas que proporcionam experiências únicas, mesmo em um ambiente digital, saem na frente. Isso inclui desde uma jornada de compra fluida até um atendimento ao cliente eficiente e humanizado.

Nas campanhas políticas, a experiência do eleitor também ganhou um novo significado. A interação com o candidato, seja em eventos virtuais, lives ou através de conteúdos personalizados, precisa ser envolvente e trazer valor real ao eleitorado. O foco não está apenas na mensagem, mas na maneira como ela é entregue e percebida.

A transformação do comportamento do consumidor pós-pandemia trouxe implicações profundas para o marketing de empresas privadas e campanhas políticas. A digitalização, a busca por responsabilidade social, a exigência de personalização e a valorização da experiência são tendências que vieram para ficar.

Tanto empresas quanto candidatos precisam adaptar suas estratégias para se conectarem de maneira mais eficaz com um público cada vez mais informado e crítico. A chave para o sucesso reside em uma comunicação autêntica, no uso ético de dados e na capacidade de oferecer valor real em cada interação, seja no ambiente comercial ou eleitoral.

Cláudio Cordeiro, é consultor de marketing político e eleitoral, CEO da Gonçalves Cordeiro, publicitário, presidente do Sinapro e advogado.

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Um lembrete de amor, fé e cuidado com a vida

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Nesta última semana de outubro, o Outubro Rosa reforça uma mensagem essencial: a mulher precisa se cuidar e entender que o câncer tem cura quando descoberto cedo.

O diagnóstico precoce salva vidas e deve ser uma prioridade.

O Outubro Rosa é um movimento que convida todas as mulheres a olharem com mais atenção para si mesmas, lembrando da importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero.

Essa é uma causa que vai muito além do laço cor-de-rosa. Representa um chamado à responsabilidade e ao amor-próprio, lembrando que cuidar da saúde é um gesto de força e de esperança.

Falo com o coração de quem já viveu essa experiência. Enfrentei um câncer agressivo e sei o quanto esse momento é difícil. Foram dias de medo e incerteza, mas também de fé e aprendizado.

Hoje, graças a Deus, estou curada e posso afirmar que é possível vencer. Por isso, incentivo todas as mulheres a fazerem seus exames regularmente e a buscarem ajuda médica sempre que algo parecer diferente.

Durante o tratamento, percebi o quanto o apoio do Mauro, dos meus filhos e dos amigos foi fundamental. O amor e o carinho deles me fortaleceram e me ajudaram a superar os dias mais difíceis. Nenhuma mulher deve enfrentar essa luta sozinha.

O Outubro Rosa representa a união entre amor, fé e coragem. Ele nos lembra que cuidar da saúde é um gesto de amor pela vida, e que atitudes simples, como o autoexame e os exames de rotina, podem fazer toda a diferença.

Previna-se. Ame-se. Cuide-se.

A vida é um presente de Deus, e cuidar dela é o gesto mais bonito de amor.

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Charlie Kirk e a lição sobre quando falar — e quando calar

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A morte violenta de Charlie Kirk, ativista conservador norte-americano assassinado na última semana, expôs um dilema comum a empresários, políticos e figuras públicas: em meio a tragédias e polêmicas, o que fazer? Falar, calar ou apenas observar?

Esse é o tipo de decisão que não pode ser tomada por impulso. No universo da comunicação estratégica, cada palavra, cada silêncio e até mesmo a ordem em que as frases aparecem podem se transformar em arma contra quem fala.

O peso das palavras em momentos de crise

O risco de um posicionamento mal conduzido é grande. Uma declaração pública pode ser interpretada de forma completamente diferente da intenção original, principalmente em um ambiente polarizado.

Um empresário que se manifesta de forma fria pode ser tachado de insensível. Um político que fala em excesso pode ser acusado de oportunista. Uma figura pública que tenta ser neutra pode acabar sendo vista como incoerente.

O erro mais comum é falar demais — ou falar errado. Expressões mal colocadas, frases ambíguas ou até mesmo o tom da voz podem transformar uma nota de pesar em polêmica nacional. E quando isso acontece, o estrago é imediato: trending topics, críticas virais, cancelamento e, em alguns casos, desgaste irreversível da reputação.

A função do assessor de imprensa

É nesse ponto que entra o papel crucial da assessoria de imprensa: orientar sobre como falar, quando falar e até se deve falar.

O posicionamento precisa atender a três pilares:

  1. Clareza – sem metáforas, sem floreios. A mensagem precisa ser direta e compreensível para todos.
  2. Empatia – reconhecer a dor da perda de uma vida, sem entrar em disputas ideológicas.
  3. Limite – parar no ponto certo, evitando transformar solidariedade em debate político.

Melhor calar ou se comover?

A pergunta central permanece: é melhor se calar ou se comover?

A resposta é: depende. Se o cliente não tem nenhuma ligação com a vítima ou com o contexto, o silêncio pode ser a escolha mais prudente. Já em casos em que há proximidade — seja política, profissional ou até pública —, o silêncio pode ser interpretado como descaso.

Na maioria dos cenários, a comoção respeitosa é o caminho mais seguro. Um comunicado breve, que expressa condolências e respeita a dor dos envolvidos, preserva a imagem e afasta interpretações negativas.

O que não fazer

  • Jamais transformar tragédia em palanque político.
  • Evitar comparações com outras mortes ou casos.
  • Não usar ironias ou adjetivos que possam acirrar ânimos.

Reputação é ativo de longo prazo

Cuidar da reputação não é apenas apagar incêndios quando eles surgem, mas construir uma imagem sólida que resista às tempestades. A forma como empresários, políticos e personalidades reagem a momentos delicados define como serão lembrados: como pessoas sensíveis e responsáveis ou como oportunistas e insensíveis.

No fim, a lição é simples: em tempos de crise, menos é mais — desde que esse “menos” carregue humanidade, clareza e estratégia.

Ana Barros é jornalista especialista há mais de 15 anos em assessoria de imprensa

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Leucemia pode ser confundida com dengue hemorrágica e atrasar tratamento

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Com o crescimento dos surtos de dengue, nos últimos meses, é preciso cuidado redobrado de pacientes e profissionais da saúde. Como os sintomas da dengue são semelhantes aos da leucemia, o alerta é importante. Afinal, se os sintomas da leucemia são confundidos com os de dengue, pode haver um atraso significativo para o início eficiente do tratamento. As duas doenças podem causar febre, dor de cabeça, fraqueza, manchas pelo corpo, fadiga, sangramentos no nariz, boca e gengiva, além de outras manifestações que precisam ser investigadas rapidamente.
O alerta é fundamental no Fevereiro Laranja, campanha nacional de conscientização sobre a leucemia e a importância do diagnóstico precoce para o tratamento adequado. Esse tipo de câncer afeta a medula óssea, responsável pela produção das células do sangue, incluindo leucócitos, hemácias e plaquetas.

Há relatos de pacientes, com leucemia, que foram diagnosticados inicialmente com dengue hemorrágica por conta dos sintomas. Um desses casos ocorreu em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Uma paciente de 29 anos teve o diagnóstico de suspeita de dengue. Como piorou com o passar dos dias, foram feitos vários exames. Foi, então, descoberto que ela estava com 93% da medula comprometida com leucemia. Estudos apontam que esse equívoco na hora do diagnóstico, além de angustiar pacientes que não melhoram em semanas, atrasa a forma de tratar a doença.

É preciso lembrar, nesse contexto, que a leucemia ocupa a décima posição entre os cânceres mais frequentes no Brasil. As células passam a se multiplicar de forma descontrolada. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2023 e 2025, a estimativa é de 11.540 novos casos por ano no Brasil. Geralmente, a doença é diagnosticada em adultos jovens e crianças. A incidência é ligeiramente maior em homens (6.250 casos) do que em mulheres (5.290 casos). Pode afetar desde crianças até idosos, embora alguns tipos sejam mais comuns em determinadas faixas etárias.

Os sintomas da leucemia podem variar conforme o tipo e avanço da doença. Nas leucemias agudas, os sinais costumam ser súbitos e intensos, como fraqueza extrema, palidez, tonturas, taquicardia, sangramentos nas gengivas ou nariz, manchas roxas na pele e infecções recorrentes. No caso das leucemias crônicas, os sintomas podem ser mais sutis, muitas vezes sendo detectados em exames de rotina, como o hemograma.

Os principais tipos de leucemias são: leucemia linfoide aguda – mais comumente observado em crianças e apresenta rápido desenvolvimento; leucemia linfoide crônica – afeta principalmente indivíduos adultos, geralmente a partir dos 50 anos, tem crescimento mais lento e raramente ocorre em crianças; leucemia mielóide aguda – é o tipo mais comum de leucemia em adultos, tem desenvolvimento muito rápido e raramente ocorre em crianças; e leucemia mielóide crônica – caracteriza-se por uma produção excessiva de glóbulos brancos, com uma evolução lenta e acomete em geral pessoas idosas.

A leucemia aguda é mais grave. A medula óssea deixa de produzir células saudáveis. Há uma queda drástica na imunidade, anemia e risco de sangramentos. O tratamento, neste caso, precisa ser iniciado o mais rápido possível. Nas últimas décadas, houve uma evolução nas formas de tratamento. A quimioterapia ainda é a base do tratamento. Há, no entanto, outras estratégias como imunoterapia e o transplante de medula óssea.

É importante ressaltar que a doença exige atenção redobrada, tanto por parte da população quanto dos profissionais de saúde. Afinal, como todo tipo de câncer, quanto mais cedo for identificada a doença, maiores são as chances de tratamento. Ela é diagnosticada por amostras de sangue e medula óssea, que servem para identificar as alterações celulares.

A conscientização feita no Fevereiro Laranja reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos. Com os avanços da medicina, a leucemia é identificada nos estágios iniciais. Por isso, é importante prestar atenção aos sinais do corpo e realizar exames periódicos. Além disso, apoiar campanhas de doação de medula óssea é uma forma de ajudar pacientes que precisam desse procedimento para sobreviver.

Carlos Aburad é médico patologista
Arlindo Aburad é dentista, doutor em Patologia Bucal pela USP

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