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A ILUSÃO DA PICANHA: O PRATO VAZIO DO POVO E A FARTURA DOS MARAJÁS

Naime Márcio Martins Moraes – Advogado e Professor Universitário – planejamento sucessório e direito da família

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Prometeram picanha e cervejinha. O brasileiro, ingênuo como sempre, acreditou. Esqueceram de avisar um detalhezinho: a picanha era metafórica – Abóbora.

Na vida real, o trabalhador vai ao mercado, olha o preço da carne, do café, do gás, da energia, e faz aquela engenharia financeira de fim de mês: tira daqui, corta dali troca isso por aquilo. A cervejinha? Fica para o mês que vem — se sobrar. Enquanto o cidadão reorganiza o orçamento para pagar luz, água e aluguel, Brasília segue

morando na sua realidade paralela particular. É a verdadeira Ilha da Fantasia: para o povo, pede-se sacrifício; para a máquina pública, a conta nunca parece chegar. E quando falta dinheiro, a solução é sempre a mesma, batida e requentada: cobra-se mais de quem trabalha, produz e consome. Imposto aqui, taxa ali, “ajuste” acolá. O brasileiro virou sócio do Estado entra com o capital, mas nunca vê o lucro. E, como se não bastasse, abriram-se as portas para a epidemia das bets. O aplicativo que promete recuperar o mês em três toques de tela consome exatamente o dinheiro que deveria pagar comida e conta de luz. Perde-se R$ 50, tenta-se recuperar, perde-se R$ 100, aposta-se R$ 200. O vício nasce, o salário some, e fica só a esperança — que nunca se cumpre — de que a próxima rodada devolve tudo. Progresso, dizem.

O pequeno empresário, esse sim, faz malabarismo de verdade: juro alto, crédito caro, imposto, burocracia, folha de pagamento e um consumidor cada vez mais endividado. Depois perguntam por que tanta empresa fecha. Será que é falta de pensamento positivo?

Pior que o imposto, pior que a aposta, é o deboche. O cidadão reclama, vem uma piada. Reclama de novo, vem uma gracinha. Governar virou stand-up comedy — só esqueceram

de avisar que quem está na plateia é quem paga o ingresso, o palco e o cachê dos artistas. O povo não quer piada. Quer respeito. Quer empreender sem o Estado agarrado na perna. Quer escola que ensine, segurança que proteja, oportunidade que exista. E, no entanto, existe algo mais espantoso do que tudo isso: a paixão cega por político. Tem gente que não avalia mais resultado, não compara promessa com entrega, virou torcida organizada. O político erra, gasta mais, taxa mais, decepciona — e o apaixonado segue na arquibancada, buzinando rumo ao precipício. Político se tornou ídolo. Acorda! Não é dono do seu voto. É funcionário temporário — e funcionário que não entrega resultado deve ser demitido. Simples assim.

Mas o auge do descaramento tem nome e sobrenome: a eleição da esposa a qualquer custo. Tem político que passa o mandato inteiro fazendo piada, posando de humilde, mas no fundo só pensa em blindar o próprio patrimônio e transformar o cargo em herança de família. Na cara mais dura, aparece pedindo: “me ajudem a eleger minha esposa”, “a família tem que continuar no poder”. E o eleitor, vai lá, bate palma, vibra e ajuda a montar o próximo capítulo da dinastia. Otário por opção, balança bandeira, grita nome de sobrenome e ainda aplaude de pé o enriquecimento do político sem-vergonha. No fim, quem se elege é a esposa; quem lucra é a família; e quem paga a conta, como sempre, é o povo.

Precisamos quebrar esse círculo — e a pergunta que fica não é de quem você é fã, é qual país você está construindo com o seu voto. Porque governo passa, político passa, partido passa. Quem fica com a conta é você, é o seu filho, é o seu neto. Então fica o desafio: que país você quer deixar para eles? Um país onde se aprende a apostar em vez de trabalhar, a torcer em vez de fiscalizar, a aceitar migalhas, esmolas, bolsa família em vez de exigir resultado? Ou um país, um estado onde o voto é ferramenta de cobrança, não paixão de arquibancada?

A urna não pergunta de quem você gosta. Pergunta, em silêncio, que futuro você escolheu para quem vem depois de você. Só não reclame se, depois de mais quatro anos esperando a picanha prometida, seus netos herdarem apenas o prato vazio — e a conta do banquete do seu político de estimação.

ACORDA! Você é responsável pelo futuro do Brasil.

Naime Márcio Martins Moraes – Advogado e Professor Universitário – planejamento sucessório e direito da família

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Notas do Instagram ganham nova função na eleição: bandeiras passam a identificar lados políticos

Do outro lado, usuários identificados com o campo político de Lula (PT) passaram a adotar símbolos em vermelho e amarelo. Em algumas publicações, aparece uma representação semelhante à bandeira do Vietnã, utilizada como referência visual para demonstrar apoio ao petista.

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O início oficial da campanha eleitoral de 2026 não movimentou apenas comícios, convenções e discursos. Nas redes sociais, uma disputa silenciosa começou a aparecer nas pequenas “Notas” do Instagram, espaço que fica no topo da caixa de mensagens e permite aos usuários publicar recados curtos para seus seguidores e contatos.

Desde o último fim de semana, usuários passaram a utilizar bandeiras e combinações de cores como forma de sinalizar suas preferências políticas. A movimentação ganhou força a partir de domingo (16), data marcada pelo início oficial da campanha eleitoral.

Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), a bandeira brasileira passou a aparecer com frequência como símbolo de identificação política. O candidato iniciou sua campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro, em um ato marcado por referências ao nacionalismo, à segurança pública e ao legado de Jair Bolsonaro.

Do outro lado, usuários identificados com o campo político de Lula (PT) passaram a adotar símbolos em vermelho e amarelo. Em algumas publicações, aparece uma representação semelhante à bandeira do Vietnã, utilizada como referência visual para demonstrar apoio ao petista.

A tendência transforma um recurso criado para mensagens rápidas em uma espécie de código visual da disputa eleitoral. Em poucos caracteres ou apenas com um símbolo, o usuário consegue indicar aos seguidores de que lado está na polarização que marca a eleição presidencial.

A movimentação acontece em um ambiente digital que já vinha sendo utilizado intensamente pelas campanhas. Levantamento publicado pela Folha de S.Paulo mostrou que partidos intensificaram o uso de conteúdo político nas plataformas da Meta nos meses que antecederam o início oficial da propaganda eleitoral. PT e PL estiveram entre as siglas que mais exploraram conteúdos direcionados ao eleitorado.

A diferença agora é que a mobilização deixou de aparecer apenas nos perfis oficiais de candidatos e partidos. Símbolos, cores, músicas e pequenas mensagens passaram a ser utilizados pelos próprios usuários como forma de identificação.

A bandeira brasileira, que durante anos esteve associada principalmente a cerimônias oficiais e manifestações cívicas, ganhou forte significado político nos últimos anos. Na largada da campanha de Flávio, por exemplo, o símbolo nacional apareceu integrado à identidade visual do ato realizado no Rio.

Com a campanha apenas começando, a tendência é que as redes sociais se tornem cada vez mais um espaço de disputa simbólica. E, neste ano, até uma pequena nota no alto da caixa de mensagens pode funcionar como uma declaração política.

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Menos quilos, mais trocas: como as canetas emagrecedoras estão redesenhando o guarda-roupa e o mercado plus size

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As chamadas canetas emagrecedoras deixaram de ser um fenômeno restrito ao setor farmacêutico e começam a produzir efeitos em mercados que vão muito além da saúde. Na moda, a popularização dos medicamentos para emagrecimento pode estar criando uma nova dinâmica de consumo: mulheres que passam por mudanças rápidas nas medidas deixam de usar peças que já possuem e antecipam a compra de novos tamanhos, fazendo com que a relação com o guarda-roupa se torne mais dinâmica.

Um dos sinais mais concretos desse movimento vem da Riachuelo. Em junho deste ano, a CMO da varejista, Cathyelle Schroeder, afirmou que a empresa identificou uma redução média de 5% na grade de modelagem e de 4% em categorias como camisetas. Segundo a executiva, PP e P começaram a faltar nas lojas, enquanto G e GG passaram a apresentar sobra, comportamento que não era observado anteriormente. A companhia também citou uma projeção de retração de quase 6% do mercado de moda plus size em 2026.

O movimento chama atenção porque ocorre após anos de expansão do mercado plus size. Segundo o IEMI, a produção de peças do segmento cresceu 12,7% em 2021, chegando a 188 milhões de peças, enquanto o mercado de vestuário avançou 9,6% no mesmo período. Dados da Associação Brasil Plus Size apontam ainda que o segmento movimentou R$9,6 bilhões em 2021 e acumulou crescimento de 75,4% em dez anos, com projeção de chegar a R$15 bilhões até 2027.

Na Arsie, que atua no segmento de moda praia, essa mudança já aparece nos resultados da marca: segundo levantamento interno, as vendas de peças plus size registraram queda de 40%. O dado não representa, isoladamente, todo o mercado plus size, mas sinaliza uma alteração concreta na distribuição da demanda dentro da categoria e levanta uma questão para o varejo: o consumidor está deixando de comprar tamanhos maiores ou está apenas transitando por diferentes pontos da grade em um período menor?

Para Karine Strapazzon, especialista em modelagem e fundadora da Arsie, a segunda hipótese ajuda a explicar uma parte importante desse comportamento.

“Quando uma pessoa muda de manequim em um intervalo curto, ela não necessariamente deixa de consumir moda. Muitas vezes, ela passa a consumir de outra forma, transitando por diferentes pontos da grade. Uma peça que poderia permanecer no guarda-roupa durante anos pode ser substituída em poucos meses. Para o varejo, isso muda a frequência de compra e exige uma leitura diferente de estoque, grade e comportamento do consumidor”, explica.

Esse fenômeno pode ser entendido como um “guarda-roupa de transição”: em vez de permanecer durante anos em uma mesma numeração, a consumidora pode atravessar diferentes tamanhos à medida que seu corpo muda, fazendo compras sucessivas ao longo desse processo. Segundo dados apresentados pela Riachuelo, 80% das pessoas que perdem uma quantidade significativa de peso afirmam precisar renovar o guarda-roupa, enquanto 55% já fizeram compras com esse objetivo.

No beachwear, a mudança ganha uma dimensão ainda mais específica. Biquínis e maiôs dependem diretamente de proporção, cobertura e encaixe, o que pode fazer com que uma peça deixe de ser utilizada mesmo antes de uma nova temporada quando há uma alteração significativa nas medidas.

“A moda praia torna essa mudança muito visível porque a relação entre corpo e produto é muito direta. A consumidora pode continuar gostando de um biquíni, mas, se o corpo mudou, aquela peça pode deixar de oferecer o mesmo encaixe, cobertura ou segurança. Ela volta ao mercado não necessariamente porque quer uma coleção nova, mas porque a peça que já tinha deixou de cumprir a função para a qual foi comprada”, afirma Karine.

A questão, portanto, não é apenas se as canetas emagrecedoras estão fazendo mulheres comprarem roupas menores. O impacto mais relevante para a moda pode estar na velocidade com que o consumidor atravessa a grade de tamanhos. Para marcas e varejistas, isso significa repensar estoque, produção e frequência de compra a partir de um consumidor menos estático.

“O corpo pode mudar, o tamanho pode mudar e a frequência de compra também. A marca que conseguir interpretar essas movimentações com dados, sem concluir automaticamente que um público deixou de existir, estará mais preparada. No beachwear, isso significa desenvolver produtos para diferentes momentos e, principalmente, entender que diversidade e comportamento de consumo precisam ser analisados juntos”, conclui Karine.

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Circuito Artes Plásticas acontece nesta terça no shopping Goiabeiras

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A Associação Cuiabana de Belas Artes, Esporte e Lazer (ACUBÁ) realiza nesta terça-feira (18), a partir das 20h, o Circuito Artes Plásticas, no Goiabeiras Shopping, em Cuiabá. O evento reúne artistas convidados e busca abrir espaço para a produção artística, aproximando criadores, público e diferentes iniciativas ligadas à cultura.

Com curadoria de Odete Venâncio, a programação contará com a participação dos artistas Vitor Hugo, Wender Carlos, Telio Fernandes, Marcelo Velasco, Nadja Lammel e Zeilton Mattos. A proposta é reunir diferentes nomes das artes visuais em uma mesma iniciativa, ampliando a visibilidade dos trabalhos e fortalecendo a circulação da produção artística.

À frente da organização, a ACUBÁ reforça com o circuito sua atuação na promoção de atividades culturais e na criação de espaços para artistas apresentarem seus trabalhos ao público. A iniciativa também contribui para estimular o contato da população com as artes plásticas fora dos espaços tradicionalmente destinados às exposições.

Para a presidente da ACUBÁ, Zilda Barradas, encontros como esse são importantes para valorizar quem produz arte e ampliar o acesso da sociedade à cultura.

“O Circuito Artes Plásticas nasce com esse propósito de valorizar os nossos artistas, criar oportunidades e, principalmente, aproximar a arte das pessoas. Quando reunimos diferentes talentos em um mesmo espaço, fortalecemos a cultura e mostramos a importância de incentivar quem transforma criatividade e sensibilidade em arte. Para a ACUBÁ, é uma alegria contribuir para que esses artistas tenham cada vez mais visibilidade”, destacou Zilda Barradas.

Parcerias fortalecem realização do circuito

Além da organização da ACUBÁ, o Circuito Artes Plásticas reúne parceiros de diferentes segmentos: Goiabeiras Shopping, Cidarta – Companhia das Artes e Associados, Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Secretaria de Cultura e Memória do Legislativo, Instituto Memória do Poder Legislativo (IMPL), Château Camalote – Pousada Chapada dos Guimarães, Janela Criativa, Restaurante Renée, CulturAll Produções, Venezia Móveis e Sebrae.

A realização do circuito reforça a importância da articulação entre artistas, entidades e parceiros para ampliar os espaços destinados às artes visuais e estimular a formação de público. O evento está marcado para terça-feira, 18 de agosto, às 20h, no Goiabeiras Shopping, em Cuiabá.

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