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 A falta de inovação sabota o marketing e reforça a urgência por mudanças em 2025

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João Alves é Chief Marketing Officer
João Alves é Chief Marketing Officer

Por João Alves

Para este artigo, me baseio no que vejo nas redes sociais de empresas de Cuiabá. Mesmo empresas grandes, que faturam milhões, não inovam, não renovam suas equipes e continuam fazendo sempre o mesmo, sem buscar nada novo ou maior para suas marcas. O marketing parece ter entrado em uma espécie de ciclo repetitivo. Muitas ações parecem ter estagnado, presas em uma fórmula segura que não empolga, não surpreende e, pior ainda, não traz os resultados esperados. Influencers locais, que poderiam ser uma força transformadora, estão cada vez mais limitados a mostrar o óbvio: “olha esse prato”, “veja essa loja”, sem explorar o verdadeiro potencial criativo que a internet oferece. A mesma fórmula de “venham conhecer” e “visitem agora” não vai além, gerando um mar de conteúdos medianos e previsíveis, que acabam sobrecarregando marcas e negócios que investem sem ver retorno.

A equipe de marketing desempenha um papel essencial no sucesso de qualquer empresa, mas muitas vezes acaba presa a rotinas repetitivas e falta de criatividade. É crucial que esse time esteja sempre atualizado com as tendências do mercado, utilizando novas ferramentas e estratégias para alcançar o público de forma eficaz. Quando a equipe de marketing não se recicla e mantém práticas ultrapassadas, o impacto na marca é direto: o conteúdo perde relevância, a conexão com o público diminui e a competitividade da empresa cai. Uma equipe dinâmica e inovadora é o que faz a diferença no crescimento e na presença de uma marca no mercado.

A falta de inovação é gritante. Em uma era em que as ferramentas estão literalmente nas palmas das mãos, com redes sociais, tecnologia avançada de análise de dados e novas plataformas surgindo o tempo todo, parece que os players do mercado de Cuiabá estão se contentando com o básico. Muitos ainda têm a mentalidade de “quanto mais barato, melhor”, e isso se reflete em conteúdos que não impactam. A velha desculpa de que “o produto não é bom” passa a ser a justificativa padrão para os insucessos, quando, na realidade, o problema está na falta de ousadia, planejamento estratégico e, claro, investimento.

Sim, há exceções. Há marcas que estão desafiando o status quo e testando novas abordagens. No entanto, são casos isolados em meio a uma multidão de ações repetitivas e sem inspiração. A grande massa parece ter medo de arriscar, de sair do comum, e isso é ainda mais evidente quando se tenta copiar o que deu certo em outros lugares, mas sem o devido cuidado ou estudo. O que poderia ser uma estratégia bem-sucedida acaba mal executado, reforçando a falta de confiança no marketing digital como ferramenta transformadora.

Esse cenário também é resultado da mentalidade do próprio cliente. Muitos empresários ainda acreditam que o sucesso vem apenas através de uma boa influência digital, ou que uma ação pontual vai trazer um fluxo imediato de clientes e vendas. No entanto, o marketing é uma engrenagem complexa. A presença digital é apenas uma peça, assim como o atendimento, o branding e a comunicação consistente. A inovação e a personalização são essenciais para se destacar em um mercado saturado. É preciso investir não só em influenciadores, mas também em experiência do cliente, design de comunicação, storytelling envolvente e, principalmente, em novas formas de se conectar com o público.

Aqui vale um adendo importante: nem sempre um grande investimento financeiro é sinônimo de engajamento. Muitas vezes, aquele vídeo mais simples, mais autêntico, feito com o básico, consegue criar uma conexão emocional muito mais poderosa com o público. A criatividade e a verdade por trás de um conteúdo valem mais do que uma superprodução que, por vezes, soa artificial e distante. Não é sobre gastar mais, mas sobre ser mais estratégico e genuíno.

Em 2025, a palavra-chave será inovação. O mercado precisa romper com a inércia. É necessário criar experiências únicas, ser ousado nas campanhas, aproveitar as tecnologias disponíveis de forma estratégica e, acima de tudo, arriscar. É claro que inovar exige recursos, planejamento e coragem, mas o retorno pode ser muito maior do que seguir na mesmice. Para crescer, o mercado cuiabano de marketing precisa entender que não é só uma questão de “fazer o mínimo”, mas de buscar o máximo em termos de resultados e impacto.

João Alves é Chief Marketing Officer

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Um lembrete de amor, fé e cuidado com a vida

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Nesta última semana de outubro, o Outubro Rosa reforça uma mensagem essencial: a mulher precisa se cuidar e entender que o câncer tem cura quando descoberto cedo.

O diagnóstico precoce salva vidas e deve ser uma prioridade.

O Outubro Rosa é um movimento que convida todas as mulheres a olharem com mais atenção para si mesmas, lembrando da importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero.

Essa é uma causa que vai muito além do laço cor-de-rosa. Representa um chamado à responsabilidade e ao amor-próprio, lembrando que cuidar da saúde é um gesto de força e de esperança.

Falo com o coração de quem já viveu essa experiência. Enfrentei um câncer agressivo e sei o quanto esse momento é difícil. Foram dias de medo e incerteza, mas também de fé e aprendizado.

Hoje, graças a Deus, estou curada e posso afirmar que é possível vencer. Por isso, incentivo todas as mulheres a fazerem seus exames regularmente e a buscarem ajuda médica sempre que algo parecer diferente.

Durante o tratamento, percebi o quanto o apoio do Mauro, dos meus filhos e dos amigos foi fundamental. O amor e o carinho deles me fortaleceram e me ajudaram a superar os dias mais difíceis. Nenhuma mulher deve enfrentar essa luta sozinha.

O Outubro Rosa representa a união entre amor, fé e coragem. Ele nos lembra que cuidar da saúde é um gesto de amor pela vida, e que atitudes simples, como o autoexame e os exames de rotina, podem fazer toda a diferença.

Previna-se. Ame-se. Cuide-se.

A vida é um presente de Deus, e cuidar dela é o gesto mais bonito de amor.

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Charlie Kirk e a lição sobre quando falar — e quando calar

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A morte violenta de Charlie Kirk, ativista conservador norte-americano assassinado na última semana, expôs um dilema comum a empresários, políticos e figuras públicas: em meio a tragédias e polêmicas, o que fazer? Falar, calar ou apenas observar?

Esse é o tipo de decisão que não pode ser tomada por impulso. No universo da comunicação estratégica, cada palavra, cada silêncio e até mesmo a ordem em que as frases aparecem podem se transformar em arma contra quem fala.

O peso das palavras em momentos de crise

O risco de um posicionamento mal conduzido é grande. Uma declaração pública pode ser interpretada de forma completamente diferente da intenção original, principalmente em um ambiente polarizado.

Um empresário que se manifesta de forma fria pode ser tachado de insensível. Um político que fala em excesso pode ser acusado de oportunista. Uma figura pública que tenta ser neutra pode acabar sendo vista como incoerente.

O erro mais comum é falar demais — ou falar errado. Expressões mal colocadas, frases ambíguas ou até mesmo o tom da voz podem transformar uma nota de pesar em polêmica nacional. E quando isso acontece, o estrago é imediato: trending topics, críticas virais, cancelamento e, em alguns casos, desgaste irreversível da reputação.

A função do assessor de imprensa

É nesse ponto que entra o papel crucial da assessoria de imprensa: orientar sobre como falar, quando falar e até se deve falar.

O posicionamento precisa atender a três pilares:

  1. Clareza – sem metáforas, sem floreios. A mensagem precisa ser direta e compreensível para todos.
  2. Empatia – reconhecer a dor da perda de uma vida, sem entrar em disputas ideológicas.
  3. Limite – parar no ponto certo, evitando transformar solidariedade em debate político.

Melhor calar ou se comover?

A pergunta central permanece: é melhor se calar ou se comover?

A resposta é: depende. Se o cliente não tem nenhuma ligação com a vítima ou com o contexto, o silêncio pode ser a escolha mais prudente. Já em casos em que há proximidade — seja política, profissional ou até pública —, o silêncio pode ser interpretado como descaso.

Na maioria dos cenários, a comoção respeitosa é o caminho mais seguro. Um comunicado breve, que expressa condolências e respeita a dor dos envolvidos, preserva a imagem e afasta interpretações negativas.

O que não fazer

  • Jamais transformar tragédia em palanque político.
  • Evitar comparações com outras mortes ou casos.
  • Não usar ironias ou adjetivos que possam acirrar ânimos.

Reputação é ativo de longo prazo

Cuidar da reputação não é apenas apagar incêndios quando eles surgem, mas construir uma imagem sólida que resista às tempestades. A forma como empresários, políticos e personalidades reagem a momentos delicados define como serão lembrados: como pessoas sensíveis e responsáveis ou como oportunistas e insensíveis.

No fim, a lição é simples: em tempos de crise, menos é mais — desde que esse “menos” carregue humanidade, clareza e estratégia.

Ana Barros é jornalista especialista há mais de 15 anos em assessoria de imprensa

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Leucemia pode ser confundida com dengue hemorrágica e atrasar tratamento

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Com o crescimento dos surtos de dengue, nos últimos meses, é preciso cuidado redobrado de pacientes e profissionais da saúde. Como os sintomas da dengue são semelhantes aos da leucemia, o alerta é importante. Afinal, se os sintomas da leucemia são confundidos com os de dengue, pode haver um atraso significativo para o início eficiente do tratamento. As duas doenças podem causar febre, dor de cabeça, fraqueza, manchas pelo corpo, fadiga, sangramentos no nariz, boca e gengiva, além de outras manifestações que precisam ser investigadas rapidamente.
O alerta é fundamental no Fevereiro Laranja, campanha nacional de conscientização sobre a leucemia e a importância do diagnóstico precoce para o tratamento adequado. Esse tipo de câncer afeta a medula óssea, responsável pela produção das células do sangue, incluindo leucócitos, hemácias e plaquetas.

Há relatos de pacientes, com leucemia, que foram diagnosticados inicialmente com dengue hemorrágica por conta dos sintomas. Um desses casos ocorreu em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Uma paciente de 29 anos teve o diagnóstico de suspeita de dengue. Como piorou com o passar dos dias, foram feitos vários exames. Foi, então, descoberto que ela estava com 93% da medula comprometida com leucemia. Estudos apontam que esse equívoco na hora do diagnóstico, além de angustiar pacientes que não melhoram em semanas, atrasa a forma de tratar a doença.

É preciso lembrar, nesse contexto, que a leucemia ocupa a décima posição entre os cânceres mais frequentes no Brasil. As células passam a se multiplicar de forma descontrolada. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2023 e 2025, a estimativa é de 11.540 novos casos por ano no Brasil. Geralmente, a doença é diagnosticada em adultos jovens e crianças. A incidência é ligeiramente maior em homens (6.250 casos) do que em mulheres (5.290 casos). Pode afetar desde crianças até idosos, embora alguns tipos sejam mais comuns em determinadas faixas etárias.

Os sintomas da leucemia podem variar conforme o tipo e avanço da doença. Nas leucemias agudas, os sinais costumam ser súbitos e intensos, como fraqueza extrema, palidez, tonturas, taquicardia, sangramentos nas gengivas ou nariz, manchas roxas na pele e infecções recorrentes. No caso das leucemias crônicas, os sintomas podem ser mais sutis, muitas vezes sendo detectados em exames de rotina, como o hemograma.

Os principais tipos de leucemias são: leucemia linfoide aguda – mais comumente observado em crianças e apresenta rápido desenvolvimento; leucemia linfoide crônica – afeta principalmente indivíduos adultos, geralmente a partir dos 50 anos, tem crescimento mais lento e raramente ocorre em crianças; leucemia mielóide aguda – é o tipo mais comum de leucemia em adultos, tem desenvolvimento muito rápido e raramente ocorre em crianças; e leucemia mielóide crônica – caracteriza-se por uma produção excessiva de glóbulos brancos, com uma evolução lenta e acomete em geral pessoas idosas.

A leucemia aguda é mais grave. A medula óssea deixa de produzir células saudáveis. Há uma queda drástica na imunidade, anemia e risco de sangramentos. O tratamento, neste caso, precisa ser iniciado o mais rápido possível. Nas últimas décadas, houve uma evolução nas formas de tratamento. A quimioterapia ainda é a base do tratamento. Há, no entanto, outras estratégias como imunoterapia e o transplante de medula óssea.

É importante ressaltar que a doença exige atenção redobrada, tanto por parte da população quanto dos profissionais de saúde. Afinal, como todo tipo de câncer, quanto mais cedo for identificada a doença, maiores são as chances de tratamento. Ela é diagnosticada por amostras de sangue e medula óssea, que servem para identificar as alterações celulares.

A conscientização feita no Fevereiro Laranja reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos. Com os avanços da medicina, a leucemia é identificada nos estágios iniciais. Por isso, é importante prestar atenção aos sinais do corpo e realizar exames periódicos. Além disso, apoiar campanhas de doação de medula óssea é uma forma de ajudar pacientes que precisam desse procedimento para sobreviver.

Carlos Aburad é médico patologista
Arlindo Aburad é dentista, doutor em Patologia Bucal pela USP

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