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Sérgio Ricardo alerta para avanço da pobreza em Cuiabá e Várzea Grande

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Sérgio Ricardo, alertou que Cuiabá e Várzea Grande correm o risco de aprofundar desigualdades sociais e urbanas nas próximas décadas caso o Estado não adote políticas públicas de longo prazo voltadas ao desenvolvimento das duas maiores cidades da Baixada Cuiabana. A declaração foi feita durante a apresentação do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Cuiabá, realizada nesta semana no Tribunal de Contas do Estado.

Durante o evento, Sérgio Ricardo afirmou que a capital e o município vizinho enfrentam um processo de empobrecimento estrutural, marcado pelo avanço da desigualdade, expansão desordenada e precarização da infraestrutura urbana. Segundo ele, sem planejamento contínuo e políticas de Estado, a tendência é de agravamento dos problemas sociais já visíveis nas áreas periféricas das duas cidades.

Ao comparar a realidade da região metropolitana com municípios do Norte, Médio-Norte e Sul de Mato Grosso, o presidente do TCE apontou um contraste no ritmo de desenvolvimento. Na avaliação do conselheiro, cidades como Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop avançaram em infraestrutura e dinamismo econômico, enquanto Cuiabá e Várzea Grande acumulam déficits urbanos e perda de capacidade de crescimento ordenado.

Sérgio Ricardo afirmou que o Tribunal de Contas elabora um plano de metas com horizonte até 2050 para orientar futuras gestões estaduais e municipais em políticas permanentes de desenvolvimento. Batizada de “Mato Grosso 2050”, a proposta pretende reunir diretrizes de longo prazo com foco em habitação, mobilidade, saneamento, emprego e redução das desigualdades regionais. Segundo ele, o objetivo é substituir ações pontuais de governo por uma política de Estado capaz de sustentar crescimento planejado.

Na avaliação do presidente do TCE, um dos principais entraves ao avanço da Baixada Cuiabana é justamente a ausência histórica de planejamento urbano continuado. Ele argumentou que, nas últimas décadas, Mato Grosso foi conduzido por projetos de governo fragmentados, sem continuidade entre gestões e sem um plano estruturado para o crescimento urbano da região metropolitana.

O conselheiro também voltou a criticar problemas históricos de infraestrutura em Várzea Grande e classificou como desumana a crise no abastecimento de água em bairros do município, onde moradores enfrentam longos períodos sem fornecimento regular. Para ele, o cenário é reflexo direto da expansão desordenada e da falta de investimentos estruturantes.

Ao comentar a situação de Cuiabá, Sérgio Ricardo citou o esvaziamento do Centro Histórico como símbolo da perda de dinamismo econômico da capital. Segundo ele, o fechamento de empresas, a redução da circulação de pessoas e o abandono de áreas tradicionais evidenciam a falta de políticas de revitalização urbana e geração de emprego.

A discussão foi realizada durante a apresentação da proposta do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, documento que estabelece diretrizes para mobilidade, habitação, desenvolvimento econômico, sustentabilidade e ordenamento territorial de Cuiabá. O plano está em consulta pública e deve orientar o crescimento da capital nos próximos anos.

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Tribunal de Contas investiga suspeitas sobre publicidade e pessoal em VG

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O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades administrativas na Câmara Municipal de Várzea Grande, presidida por Wanderley Cerqueira (MDB). O procedimento envolve questionamentos sobre gestão de pessoal, gastos com publicidade e outros pontos relacionados à administração interna da Casa de Leis.

A apuração teve início a partir de uma denúncia formal apresentada por um ex-servidor público, que optou por não se identificar. O conteúdo da denúncia levanta suspeitas sobre possíveis falhas na execução de serviços e na aplicação de recursos públicos, além de apontamentos sobre transparência administrativa.

O processo está sob relatoria do conselheiro Antônio Joaquim e tramita sob sigilo no TCE. Até o momento, não há decisão conclusiva, e o caso segue em fase de análise preliminar, com a verificação das informações apresentadas.

Em nota, a Câmara Municipal informou que já prestou esclarecimentos ao Tribunal de Contas e afirmou que todos os atos da gestão seguem a legalidade. O Legislativo também declarou manter compromisso com a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos.

O caso segue em investigação e aguarda novos desdobramentos por parte do órgão de controle.

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Educação em Tempo Integral não é o futuro, é o presente

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A educação é uma ferramenta mais eficaz para construir a prosperidade; é a espinha dorsal de qualquer projeto sério de desenvolvimento sustentável. Minha visão sobre o ensino não é apenas técnica, mas também pessoal. Ao estudar o comportamento humano e as Escrituras Sagradas, que apresentam orientações valiosas sobre a formação dos filhos, e com base na minha experiência de vida, percebo que o potencial de uma criança é gigante quando ela recebe a orientação, a direção e o estímulo adequado. Aumentar a carga horária significa ampliar a oferta e a oportunidade de absorção de conhecimento. Significa desenvolver a capacidade de gerar respostas aos desafios que existem e aos que venham a existir. Significa, ainda, elevar o nível de capacidade intelectual da sociedade e criar uma nova rota de desenvolvimento individual e coletivo, capaz de conduzir uma nação à prosperidade.

O impacto que esta proposta traz na economia, na saúde e na segurança pública é imediato: quando as escolas oferecem refeições completas e nutritivas, aliadas a um programa robusto de atividades, as crianças, além de estarem sendo bem alimentadas, permanecem protegidas do aliciamento de crimes e facções, assim como de assédios e abusos ocasionais por pessoas mal-intencionadas. Com isso, os pais adquirem a tranquilidade necessária para trabalhar, produzir e empreender, sabendo que seus filhos estão seguros, bem cuidados e aprendendo. Para que Mato Grosso e o Brasil avancem, precisamos olhar para os sistemas educacionais que figuram como referências internacionais nos relatórios do PISA, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes da OCDE, e entender que o sucesso dessas nações não deriva de uma medida isolada, mas sim de uma arquitetura educacional construída com visão de longo prazo.

A implementação desse modelo integral deve ser estruturada e sustentada por quatro ações fundamentais. A primeira delas é a criação de uma secretaria especial de Ensino Integral, cujo foco será a preparação e a transição gradual das escolas do meio período para o modelo integral, além da promoção do intercâmbio entre elas para que haja um compartilhamento das melhores práticas educacionais e de gestão. A segunda ação foca na infraestrutura escolar, unindo turmas matinais e vespertinas e construindo novas salas de aula e novas escolas onde for necessário. A terceira ação é a valorização e a formação contínua dos professores, buscando exemplos internacionais onde a carreira docente é construída a partir da formação acadêmica, sustentada pela evolução pedagógica individual e promovida pela capacidade comprovada de formação de alunos cidadãos mais preparados para a sociedade. Por fim, a quarta ação, e aqui trata-se do pilar mais importante deste projeto, é o chamado da responsabilidade coletiva, que consolida o compromisso entre governo, famílias, professores e alunos como uma meta de Estado, e não como uma atribuição isolada.

O Estado, portanto, tem a responsabilidade de exercer seu papel como direcionador da sociedade e motor do desenvolvimento educacional, gerando reflexos positivos na formação de capital intelectual, cívico e econômico. Isso movimenta a economia local, estadual, nacional e global, fortalece as famílias e aumenta a produtividade da força de trabalho. Tenho plena certeza de que já é tempo de deixarmos o discurso e prosseguirmos para a ação. A implementação dessa mudança trouxe resultados imediatos na profissionalização dos mato-grossenses, no aumento da renda pessoal e familiar e, ainda assim, será um grande golpe contra a criminalidade. O futuro é agora, e Mato Grosso tem todas as condições para realizar essa transformação.

Por Alex Pucineli- empresário da área elétrica e pré-candidato ao Governo de MT

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Elizeu diz que recebeu agentes em casa e colaborou com operação da Polícia Civil

Deputado estadual é alvo da Operação Emenda Oculta, que apura suposto desvio de emendas parlamentares destinadas a institutos em Mato Grosso

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Alvo da Operação Emenda Oculta, deflagrada pela Polícia Civil, o deputado estadual Elizeu Nascimento (PL) se manifestou na noite de quinta-feira (31) sobre as investigações que apuram um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares em Mato Grosso.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que ainda não teve acesso ao conteúdo das investigações, que tramitam sob sigilo, e disse que deverá se posicionar de forma mais detalhada assim que tiver conhecimento dos autos.

Na nota, Elizeu declarou que acompanha o caso e informou ter recebido os agentes da Polícia Civil em sua residência, onde, segundo ele, colaborou com o cumprimento das diligências determinadas pela operação.

O deputado é investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares destinadas a institutos. Conforme a apuração, parte dos valores repassados teria sido direcionada a uma empresa apontada como núcleo central do esquema. A suspeita é de que uma parcela do dinheiro retornasse aos responsáveis pelas indicações.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, a Polícia Civil apreendeu R$ 150 mil em espécie na residência do parlamentar.

Ao encerrar a manifestação, Elizeu afirmou que permanece à disposição das autoridades e reiterou compromisso com a legalidade e a transparência.

A Operação Emenda Oculta investiga a destinação e o uso de recursos públicos vinculados a emendas parlamentares e apura possíveis irregularidades no repasse e execução desses valores. Até o momento, o caso segue sob sigilo judicial.

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