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Política Nacional

Placar de 5 a 0: STF condena Eduardo Bolsonaro e define pena de prisão

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou por unanimidade o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (16). Os cinco ministros do colegiado acompanharam o entendimento do relator, Alexandre de Moraes, que propôs pena de 4 anos e 2 meses de prisão.

O julgamento foi concluído após o voto do ministro Flávio Dino, que acompanhou integralmente os demais integrantes da Corte, consolidando o placar de 5 votos a 0 pela condenação.

Antes disso, os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia já haviam votado com o relator, formando maioria para condenar o ex-parlamentar. Com a manifestação de Dino, a decisão tornou-se unânime.

Durante a sessão, Alexandre de Moraes rejeitou os argumentos apresentados pela defesa, que sustentava que as manifestações atribuídas a Eduardo Bolsonaro estariam protegidas pela imunidade parlamentar e pela liberdade de expressão.

Após a conclusão da fase de julgamento do mérito, os ministros passaram à análise da dosimetria da pena, etapa destinada à definição da punição aplicada ao ex-deputado.

A condenação representa mais um desdobramento dos processos analisados pelo Supremo Tribunal Federal envolvendo figuras ligadas ao núcleo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A defesa de Eduardo Bolsonaro ainda poderá recorrer da decisão dentro dos prazos previstos pela legislação.

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Política Nacional

Zé Medeiros aciona PF para investigar possível influência de facções em estruturas públicas

“É dever constitucional do parlamentar fiscalizar a Administração Pública e exigir esclarecimentos diante de fatos que possam comprometer a confiança da sociedade nas instituições”

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O deputado federal José Medeiros (PL) protocolou, na última semana, uma representação junto à Polícia Federal solicitando a abertura de investigação para apurar eventuais vínculos, contatos, favorecimentos institucionais, influência política ou utilização de estruturas públicas por integrantes, associados ou intermediários ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).

No documento, encaminhado à direção-geral da Polícia Federal, Medeiros pede que sejam investigados indícios de acessos indevidos a órgãos públicos federais, além da eventual participação de agentes públicos, ex-agentes públicos, assessores, operadores políticos ou terceiros em ações que possam ter favorecido interesses das organizações criminosas.

Zé Medeiros argumenta que o crescimento do PCC e do Comando Vermelho é um dos maiores desafios atuais para a segurança pública brasileira. Ele cita relatórios de inteligência, estudos acadêmicos e operações policiais que apontam a expansão territorial e financeira das facções, que atuam em atividades como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, contrabando e outros crimes.

“É dever constitucional do parlamentar fiscalizar a Administração Pública e exigir esclarecimentos diante de fatos que possam comprometer a confiança da sociedade nas instituições. Da mesma forma, cabe à Polícia Federal investigar crimes de repercussão interestadual, organizações criminosas e eventuais ilícitos contra a Administração Pública Federal”, justifica o parlamentar no requerimento.

Entre os fatos que embasaram o pedido, estão declarações tornadas públicas em acordos de delação premiada envolvendo investigados em grandes esquemas de corrupção, interceptações telefônicas obtidas em operações da própria Polícia Federal e episódios amplamente divulgados sobre o acesso de pessoas posteriormente associadas ao crime organizado a órgãos públicos federais.

“O fortalecimento das instituições democráticas depende da atuação firme e imparcial dos órgãos de investigação. Nenhuma organização criminosa pode exercer influência sobre estruturas estatais. Nenhuma autoridade pública pode estar imune ao escrutínio institucional quando surgem fatos que demandam esclarecimento”, afirma Medeiros no documento.

Entre os pedidos apresentados estão a instauração de procedimento investigativo, a análise de eventuais vínculos entre integrantes das facções e órgãos públicos federais, além do compartilhamento de informações com o Ministério Público Federal, caso sejam identificados indícios de ilícitos penais ou administrativos.

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Política Nacional

Pesquisa aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em São Paulo

O levantamento ouviu 2 mil eleitores paulistas e possui nível de confiança de 95%, segundo informações divulgadas pelo instituto.

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Um levantamento do instituto Real Time Big Data aponta um cenário de equilíbrio entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no estado de São Paulo, considerado o maior colégio eleitoral do país. A pesquisa indica que os dois aparecem em situação de empate técnico nas simulações de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026.

De acordo com o levantamento, Flávio Bolsonaro registra entre 38% e 39% das intenções de voto nos diferentes cenários testados, enquanto Lula varia entre 34% e 35%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os resultados configuram empate técnico entre os dois pré-candidatos.

A pesquisa também simulou cenários com possíveis candidaturas de governadores ligados ao PSD. Nesses quadros, nomes como Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado aparecem com percentuais menores, enquanto a disputa principal permanece concentrada entre Lula e Flávio Bolsonaro.

O levantamento ouviu 2 mil eleitores paulistas e possui nível de confiança de 95%, segundo informações divulgadas pelo instituto.

A pesquisa reforça a importância estratégica de São Paulo para a corrida presidencial de 2026. Com o maior número de eleitores do país, o estado deverá desempenhar papel decisivo na definição dos rumos da disputa nacional.

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Política Nacional

Redes sociais recebem orientação para barrar monetização de vídeos com crianças sem autorização judicial

O debate ganhou força após denúncias envolvendo a exposição excessiva de menores em plataformas digitais

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O governo federal encaminhou nesta sexta-feira (12) um ofício às principais plataformas de redes sociais orientando que conteúdos envolvendo crianças e adolescentes não sejam monetizados ou impulsionados sem autorização judicial específica. A medida integra as novas regras do chamado Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital, que entra em vigor no próximo dia 17 de junho.

Segundo o documento, publicações que utilizem de forma recorrente a imagem, a rotina ou a participação de menores de idade para gerar audiência, engajamento ou receita deverão seguir critérios semelhantes aos já exigidos para a atuação de crianças em produções audiovisuais, com autorização da Justiça.

A orientação foi elaborada pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), vinculada ao Ministério da Justiça, e divulgada em uma data simbólica: o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil. O objetivo é ampliar a proteção de crianças e adolescentes diante do crescimento de conteúdos produzidos para redes sociais que geram retorno financeiro para responsáveis ou terceiros.

O debate ganhou força após denúncias envolvendo a exposição excessiva de menores em plataformas digitais. Casos de exploração da imagem de crianças por familiares e criadores de conteúdo passaram a ser discutidos nacionalmente, levantando questionamentos sobre os limites entre entretenimento, produção de conteúdo e trabalho infantil no ambiente virtual.

De acordo com o governo, a medida busca impedir que a rotina de crianças e adolescentes seja transformada em fonte de renda sem mecanismos adequados de proteção e fiscalização. A orientação também pretende garantir que o interesse econômico não se sobreponha aos direitos fundamentais dos menores.

Com a entrada em vigor do ECA Digital, as plataformas deverão adequar procedimentos relacionados à divulgação, promoção e monetização desse tipo de conteúdo, seguindo as novas diretrizes de proteção à infância e à adolescência no ambiente digital.

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