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Política Nacional

Moro reage à repercussão de áudios de Flávio Bolsonaro e ataca o PT

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O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a repercussão dos áudios e mensagens envolvendo o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

A manifestação foi publicada na rede social X, antigo Twitter, nesta quinta-feira (14). Na postagem, Moro afirmou que Flávio já apresentou esclarecimentos sobre o episódio e acusou o Partido dos Trabalhadores (PT) de utilizar o caso politicamente.

“Sinônimo de corrupção no Brasil é o PT”, escreveu o ex-juiz da Lava Jato ao comentar o assunto.

Veja:

Na publicação, Moro também citou escândalos históricos envolvendo o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o Mensalão e o Petrolão, além de mencionar denúncias recentes relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“Mensalão, Petrolão, roubo dos aposentados e pensionistas do INSS, enquanto milhões de famílias estão endividadas”, afirmou.

O senador ainda reforçou apoio à criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar suspeitas envolvendo o Banco Master e destacou que Flávio Bolsonaro também assinou o pedido de instalação da comissão.

“Eu e toda a oposição, inclusive Flávio Bolsonaro, já assinamos a CPMI do Banco Master. Flávio Bolsonaro apresentou suas explicações sobre o episódio, que está sendo explorado pelo PT, e reiterou seu posicionamento favorável à instalação da comissão”, declarou.

Ao final da publicação, Moro voltou a defender a investigação do caso e afirmou que “quem não deve não teme”.

O episódio ganhou repercussão após a divulgação de áudios e mensagens atribuídos a Flávio Bolsonaro envolvendo negociações com Daniel Vorcaro relacionadas ao financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Política Nacional

Câmara discute nova carga horária e possível transição para empresas

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O presidente da comissão especial que analisa o fim da escala de trabalho 6×1 na Câmara dos Deputados, Alencar Santana, afirmou que já existe entendimento para uma mudança simplificada na Constituição Federal. A proposta prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, mantendo dois dias de descanso e sem redução salarial.

Segundo o parlamentar, o acordo foi discutido em reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. A alteração faz parte da análise da PEC 221/19, que trata do fim da escala 6×1.

Pelo modelo em discussão, as situações específicas de cada categoria seriam regulamentadas posteriormente pelo Projeto de Lei 1838/26, enviado pelo Executivo, além de acordos e convenções coletivas de trabalho.

Entre os pontos que ainda seguem em debate estão possíveis mecanismos de compensação para empresários e a definição de um período de transição para adaptação das empresas.

Alencar Santana defendeu que a mudança seja implementada o mais rápido possível, argumentando que a redução da jornada pode trazer ganhos sociais e aumento de produtividade.

“Queremos e vamos garantir esse direito aos trabalhadores; mas, ao mesmo tempo, ninguém jamais pensa em quebrar a economia brasileira. Na verdade, nós entendemos que vai ter um ganho de escala de produtividade adiante”, declarou.

A comissão especial realizou audiência pública para discutir os impactos da proposta, principalmente para mulheres e pequenas empresas.

Representando a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, Sônia Maria da Silva afirmou que a escala 6×1 afeta diretamente a qualidade de vida das mulheres, que acabam acumulando dupla jornada entre trabalho remunerado e tarefas domésticas.

“Defender o fim da escala 6×1 é defender que mulheres tenham tempo para viver, tempo para acompanhar o crescimento dos filhos, tempo para estudar e se qualificar”, afirmou.

Ela também defendeu que o Brasil ratifique a Convenção 156 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres com responsabilidades familiares.

Já o representante do Sebrae Nacional, André Spínola, afirmou que os impactos sobre microempreendedores tendem a ser menores, já que muitos atuam sem funcionários registrados. Segundo pesquisa realizada pelo Sebrae com 8 mil empreendedores, 13% disseram desconhecer o debate sobre a redução da jornada. Entre os que acompanhavam o tema, apenas 27% afirmaram esperar impactos negativos.

A representante do Ministério das Mulheres, Sandra Viana, destacou que a mudança poderá beneficiar diretamente milhões de trabalhadoras brasileiras. Segundo ela, cerca de 56% das mulheres atualmente cumprem jornadas de 44 horas semanais.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 tem mobilizado setores sindicais, empresários e parlamentares, em meio ao debate sobre produtividade, qualidade de vida e modernização das relações de trabalho no país.

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Política Nacional

Governo federal elimina imposto de 20% sobre importações de até US$ 50

A medida foi oficializada por meio de Medida Provisória publicada nesta terça-feira (12) no Diário Oficial da União e passa a valer imediatamente.

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Em mais uma mudança de rumo na política econômica federal, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o fim da cobrança do imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, tributo que ficou conhecido popularmente como “taxa das blusinhas”.

A medida foi oficializada por meio de Medida Provisória publicada nesta terça-feira (12) no Diário Oficial da União e passa a valer imediatamente. Além da MP, o Ministério da Fazenda deve editar uma portaria estabelecendo alíquota zero para esse tipo de importação.

A decisão representa uma mudança significativa em relação ao posicionamento adotado pelo próprio governo federal nos últimos anos. A taxação havia sido implementada em agosto de 2024 dentro do programa Remessa Conforme, criado com apoio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com o objetivo de ampliar a fiscalização e regulamentar compras internacionais feitas em plataformas digitais.

Na época, a medida recebeu apoio de setores da indústria e do varejo nacional, que alegavam concorrência desigual com marketplaces estrangeiros. O argumento era de que produtos importados chegavam ao país com pouca tributação, afetando empresas brasileiras e o comércio interno.

Agora, a revogação da cobrança ocorre a menos de cinco meses das eleições presidenciais e já provoca reações políticas e econômicas.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, o objetivo da mudança é beneficiar consumidores de baixa renda que utilizam plataformas internacionais para adquirir produtos considerados essenciais no dia a dia.

Apesar do alívio para consumidores, entidades empresariais reagiram negativamente à decisão. A Associação Brasileira do Varejo Têxtil afirmou que a medida representa um retrocesso econômico e pode prejudicar empregos no setor têxtil brasileiro.

Já a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção alertou para possível aumento da dependência de produtos importados e redução da arrecadação federal. A Confederação Nacional da Indústria também demonstrou preocupação com impactos na economia e no mercado de trabalho.

Desde a criação da taxa, o tema vinha sendo alvo de críticas de parte dos consumidores, especialmente usuários de plataformas internacionais de baixo custo. Dados da Receita Federal apontam que o governo arrecadou cerca de R$ 1,7 bilhão com encomendas internacionais entre janeiro e abril deste ano.

A mudança amplia o debate sobre equilíbrio entre proteção da indústria nacional, arrecadação pública e acesso da população a produtos importados de menor valor. Nos bastidores políticos, a decisão também é interpretada como tentativa do governo de reduzir desgaste popular em torno de uma medida que se tornou alvo frequente de críticas nas redes sociais.

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Política Nacional

PEC da maioridade penal ganha força após articulação liderada por Flávio Bolsonaro

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A articulação para acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da maioridade penal ganhou força no Senado Federal após o senador Flávio Bolsonaro reunir 38 assinaturas favoráveis a um requerimento que busca levar o texto diretamente ao plenário da Casa.

Autor da PEC 32/2019, o parlamentar tenta criar um calendário especial de tramitação para a proposta, mecanismo que permite encurtar etapas regimentais dentro do Senado e acelerar a análise da matéria.

Atualmente, a PEC segue o rito tradicional e ainda precisaria passar pela Comissão de Constituição e Justiça antes de chegar à votação em plenário. Com o calendário especial, aliados da proposta pretendem reduzir o tempo de tramitação diante da crescente pressão política sobre o tema.

Para que o requerimento seja oficialmente aceito, ainda são necessárias 41 assinaturas de senadores ou apoio de líderes partidários que representem a maioria da Casa. Depois disso, o pedido ainda precisaria ser aprovado em plenário. Já a PEC exige pelo menos 49 votos favoráveis para ser validada no Senado.

A movimentação ganhou intensidade após a repercussão nacional de um caso de violência registrado na Zona Leste de São Paulo, envolvendo adolescentes acusados de abusar de duas crianças. O episódio reacendeu debates sobre endurecimento das leis penais para menores envolvidos em crimes graves.

Nos bastidores do Congresso, parlamentares favoráveis à proposta avaliam que o tema voltou a mobilizar forte apelo popular, principalmente nas redes sociais e entre setores conservadores. Já críticos defendem cautela e argumentam que mudanças constitucionais sobre responsabilidade penal exigem amplo debate jurídico e social.

A discussão sobre a redução da maioridade penal é antiga no cenário político brasileiro e segue dividindo opiniões dentro e fora do Parlamento. Defensores afirmam que adolescentes envolvidos em crimes violentos devem responder de forma mais rígida perante a lei. Por outro lado, especialistas e entidades ligadas aos direitos humanos argumentam que a medida pode ampliar problemas no sistema prisional sem enfrentar as causas estruturais da criminalidade juvenil.

Enquanto isso, a PEC avança politicamente no Senado em meio a um ambiente de forte polarização e pressão pública sobre segurança e endurecimento penal.

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