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Polícia

Justiça mantém preso homem acusado de matar companheira a facadas em Confresa

Durante a audiência de custódia, José afirmou que não sofreu agressões durante a prisão e declarou que teve seus direitos constitucionais respeitados.

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A Justiça manteve a prisão preventiva de José da Cruz Evangelista, de 63 anos, acusado de matar a companheira, Daiany Rodrigues de Souza, de 33 anos, a facadas na madrugada de sábado (5), em Confresa, a cerca de 1.160 quilômetros de Cuiabá.

A decisão foi tomada durante a audiência de custódia realizada no domingo (6). Na ocasião, o juiz Felipe Barthon Lopez relaxou o auto de prisão em flagrante por entender que o investigado não foi preso em situação de flagrante.

Conforme a decisão, José fugiu logo após o crime e permaneceu foragido por algumas horas. Ele só se apresentou espontaneamente à Polícia Civil depois que a Justiça já havia expedido um mandado de prisão preventiva. Dessa forma, o magistrado considerou que a prisão ocorreu em cumprimento à ordem judicial, e não em flagrante.

Apesar disso, o juiz ressaltou que a decisão não altera a situação do acusado, que continuará preso preventivamente para garantir a ordem pública e assegurar o andamento do processo. O cumprimento do mandado de prisão também foi homologado.

Durante a audiência de custódia, José afirmou que não sofreu agressões durante a prisão e declarou que teve seus direitos constitucionais respeitados.

O Ministério Público defendeu a manutenção da prisão, destacando a gravidade do feminicídio, a violência empregada e o histórico de comportamento do investigado. Já a defesa solicitou que ele respondesse ao processo em liberdade, argumentando que é réu primário, aposentado e que se apresentou espontaneamente às autoridades. O pedido foi negado pela Justiça.

Crime

Segundo a investigação, José e Daiany consumiam bebidas alcoólicas quando o suspeito percebeu uma movimentação de R$ 1 mil em sua conta bancária. Após questionar a companheira sobre a transação, ele sacou uma faca que carregava na cintura.

O proprietário do estabelecimento tentou impedir a agressão, mas foi atingido no antebraço. Em seguida, José perseguiu Daiany até um dos quartos do imóvel, onde desferiu diversos golpes de faca, a maioria pelas costas. A vítima morreu ainda no local.

Após o crime, o suspeito fugiu e só se apresentou à Polícia Civil depois da decretação da prisão preventiva.

Histórico de violência

As investigações apontam que o relacionamento era marcado por episódios anteriores de violência doméstica. Conforme os autos, havia registro de boletim de ocorrência, pedido de medida protetiva e um vídeo gravado dias antes do crime, no qual José afirmava que pretendia matar a companheira e, em seguida, tirar a própria própria vida.

Esse histórico foi considerado pela Justiça como um dos elementos que justificam a manutenção da prisão preventiva durante o andamento das investigações.

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Polícia

Polícia Civil deflagra Operação Backchannel para investigar vazamento de informações sigilosas

De acordo com a Polícia Civil, o nome Backchannel, que significa “canal paralelo”, faz referência à suposta rede clandestina de comunicação utilizada para alertar investigados sobre as diligências policiais antes de sua execução.

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Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a Operação Backchannel, que investiga o vazamento de informações sigilosas sobre diligências policiais realizadas em um condomínio residencial de Cuiabá. A suspeita é de que os dados tenham sido repassados a investigados ligados a uma organização criminosa, comprometendo ações da polícia.

Durante a operação, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá. O objetivo é identificar e responsabilizar os envolvidos no acesso, registro, compartilhamento e utilização de informações protegidas por sigilo.

As investigações são conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Conforme apurado, menos de 24 horas após uma diligência sigilosa em um condomínio da Capital, pessoas ligadas aos investigados já tinham conhecimento da presença da equipe policial no local.

Segundo a Polícia Civil, uma imagem de um policial civil, captada pelo sistema interno de videomonitoramento do condomínio, foi compartilhada em grupos de WhatsApp. A partir desse registro, as investigações apontam que a informação teria sido repassada por funcionários e intermediários até chegar a familiares de pessoas investigadas por possível ligação com uma organização criminosa.

Os investigadores também identificaram que, dias depois, durante outra operação policial, diversos alvos não foram encontrados nos endereços onde deveriam estar. A situação reforçou a suspeita de que informações sobre as ações policiais estavam sendo antecipadamente transmitidas aos investigados, dificultando o cumprimento das ordens judiciais.

De acordo com a Polícia Civil, o nome Backchannel, que significa “canal paralelo”, faz referência à suposta rede clandestina de comunicação utilizada para alertar investigados sobre as diligências policiais antes de sua execução.

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Tornozelado é perseguido e executado com vários disparos na cabeça em Sorriso

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Um homem identificado como Bruno Abreu Silva Rego, de 33 anos, foi executado a tiros na noite deste sábado (4), no bairro Residencial Vila Bela, em Sorriso, a 398 quilômetros de Cuiabá. A vítima, que utilizava tornozeleira eletrônica, foi surpreendida por dois criminosos encapuzados que chegaram ao local em uma motocicleta Honda Biz e efetuaram diversos disparos, concentrados principalmente na região da cabeça.

De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 21h45, na Rua Tapajós. Após receber denúncias sobre disparos de arma de fogo, equipes foram até o endereço e encontraram Bruno caído ao lado de uma caminhonete Volkswagen Saveiro branca, já sem sinais vitais. O veículo também apresentava uma perfuração provocada por um dos disparos.

A perícia preliminar constatou diversas marcas de tiros na cabeça da vítima, além de um ferimento nas costas. Durante o atendimento da ocorrência, os policiais verificaram que Bruno fazia uso de tornozeleira eletrônica.

A esposa da vítima compareceu ao local e realizou o reconhecimento do corpo. Em depoimento aos policiais, ela informou que Bruno possuía ligação com uma facção criminosa, mas disse desconhecer a autoria e a motivação do homicídio.

Testemunhas relataram que os dois suspeitos vestiam roupas pretas e utilizavam capuzes para dificultar a identificação. Eles desceram da motocicleta, se aproximaram da vítima, efetuaram vários disparos e fugiram logo em seguida pela Rua Mamoré.

A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Durante a perícia, um aparelho celular foi encontrado preso à cintura da vítima e recolhido para auxiliar nas investigações.

O caso será investigado pela Polícia Civil, que busca identificar os autores do crime e esclarecer a motivação da execução.

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Vítima de violência doméstica acerta tijolada no agressor e consegue fugir

O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde o caso foi registrado. A Polícia Civil dará continuidade às investigações e adotará as medidas legais cabíveis no âmbito da Lei Maria da Penha.

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Uma mulher de 32 anos foi vítima de violência doméstica e precisou reagir para escapar das agressões do companheiro, de 36 anos, na noite desta sexta-feira (3), no bairro Nova Barra do Garças, em Barra do Garças. Durante o ataque, ela atingiu o suspeito com um tijolo na cabeça na tentativa de interromper as agressões e conseguir fugir.

De acordo com a Polícia Militar, equipes foram acionadas pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp/Copom) após denúncias de que uma mulher estava sendo espancada nas proximidades do Supermercado Pix.

Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram a vítima abrigada na casa de uma moradora da região, que decidiu acolhê-la após ouvir seus pedidos de socorro.

A testemunha relatou que a mulher correu em busca de ajuda enquanto era perseguida pelo agressor. Durante o atendimento, a vítima contou aos policiais que, em meio à luta corporal, lançou um tijolo contra o companheiro, atingindo sua cabeça, como forma de defesa.

Na sequência, os militares foram até a residência do suspeito, localizada em frente ao local da ocorrência, onde realizaram a prisão em flagrante por violência doméstica.

Segundo a PM, tanto a mulher quanto o agressor apresentavam lesões decorrentes da briga. Apesar dos ferimentos, a vítima recusou atendimento médico e não quis ser encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Os filhos menores do casal permaneceram sob os cuidados da moradora que acolheu a vítima até que as providências necessárias fossem adotadas pelos órgãos competentes.

O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde o caso foi registrado. A Polícia Civil dará continuidade às investigações e adotará as medidas legais cabíveis no âmbito da Lei Maria da Penha.

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