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Ministro da Justiça de Lula assina demissão de Eduardo Bolsonaro da PF

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o ano passado. Após perder o mandato de deputado federal por excesso de faltas às sessões da Câmara, ele deveria retornar às funções na Polícia Federal.

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão foi assinada na sexta-feira (18) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União.

Segundo a portaria, Eduardo cometeu infração disciplinar por faltar ao serviço, sem justificativa, por período superior a 30 dias consecutivos. O processo administrativo disciplinar instaurado pela Polícia Federal terminou com a recomendação de demissão, posteriormente encaminhada ao ministro para decisão.

A medida encerra um vínculo funcional que começou em 2010, quando Eduardo ingressou na Polícia Federal como escrivão. Durante o período em que exerceu mandato de deputado federal, ele permaneceu afastado das funções na corporação.

Processo começou após permanência nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o ano passado. Após perder o mandato de deputado federal por excesso de faltas às sessões da Câmara, ele deveria retornar às funções na Polícia Federal.

Como isso não ocorreu, a corporação instaurou um procedimento para apurar a situação funcional.

Durante a investigação administrativa, a Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro determinou a entrega da carteira funcional e da arma de fogo. Em julho, o processo disciplinar foi concluído com recomendação pela demissão.

A decisão final foi tomada pelo Ministério da Justiça e formalizada agora com a publicação no Diário Oficial da União.

Condenação pelo STF

A demissão ocorre poucos dias depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal rejeitar, por unanimidade, recurso apresentado pela defesa de Eduardo Bolsonaro contra a condenação a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo.

O julgamento foi concluído na sexta-feira (18), com quatro votos a zero. Votaram Alexandre de Moraes, relator, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

A condenação está relacionada à atuação de Eduardo nos Estados Unidos em torno de medidas adotadas pelo governo norte-americano contra o Brasil. Segundo o entendimento acolhido pela Primeira Turma, o então deputado atuou para pressionar autoridades estrangeiras em meio ao processo envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Eduardo nega as acusações e sustenta que sua atuação no exterior ocorreu por razões políticas.

Com a decisão do STF e agora a demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro acumula dois importantes desdobramentos judiciais e administrativos em um intervalo de poucos dias.

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Politica

Professora Mazé defende mais escolas cívico-militares e mulheres nos espaços de poder

“A minha meta é fazer com que o dinheiro da educação volte para a educação da maneira mais eficaz e não seja desviado”, disse.

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A candidata defende que os resultados observados nos colégios militares e cívico-militares sejam considerados na discussão sobre a expansão do modelo.

“Eu acredito porque é um modelo que tem dado certo. Os resultados são positivos”, afirmou.

Alfabetização como prioridade

Além da discussão sobre disciplina e organização escolar, Mazé coloca a alfabetização entre as prioridades para a educação pública.

Na avaliação da professora, as dificuldades de aprendizagem precisam ser analisadas levando em consideração não apenas o desempenho do estudante em sala de aula, mas também fatores familiares, sociais e relacionados ao acesso à escola.

“Precisamos entender por que esse aluno não aprende. Se é uma questão da família, se não tem auxílio, se vive em um ambiente tóxico ou se possui algum problema de acesso à escola. Tudo tem que ser medido”, declarou.

Ela também defende maior integração entre Estado e municípios para enfrentar problemas de alfabetização, especialmente porque as primeiras etapas da formação escolar estão sob responsabilidade municipal.

Recursos e tecnologia

A candidata afirma ainda que pretende fiscalizar a aplicação dos recursos destinados à educação.

“A minha meta é fazer com que o dinheiro da educação volte para a educação da maneira mais eficaz e não seja desviado”, disse.

Outro ponto abordado por Mazé foi o uso de tecnologia nas escolas. Ela avalia que equipamentos como celulares e Chromebooks podem ser ferramentas pedagógicas, desde que utilizados de maneira adequada.

Segundo a professora, parte dos estudantes utiliza os dispositivos para acessar conteúdos que não estão relacionados às atividades escolares. Ela também defende maior preparação dos profissionais da educação para trabalhar com as novas tecnologias.

“O professor não está preparado para lidar com essa tecnologia de maneira que ensine e cative o aluno. Isso passa também pela formação oferecida pelas universidades”, afirmou.

Mulheres querem espaço de decisão

Na política, Mazé defende uma participação feminina que vá além do cumprimento das cotas partidárias.

A candidata afirma que as mulheres precisam ocupar efetivamente espaços de decisão e não permanecer apenas em funções consideradas auxiliares.

“Não sou feminista, sou feminina. Nós auxiliamos os homens, mas agora não queremos ser apenas auxiliares. Queremos participar efetivamente e estar nos lugares de poder”, declarou.

Mazé também se apresenta como uma mulher conservadora e relaciona sua trajetória pessoal à defesa de maior participação feminina na política.

“Eu sou uma mulher conservadora e vim de um lugar muito distante para chegar aonde cheguei. Sou candidata, estou na concorrência e tenho possibilidades”, afirmou.

A candidata também questiona a forma como a participação das mulheres é tratada dentro das estruturas partidárias e defende que a presença feminina resulte efetivamente em ocupação de espaços políticos.

Com a educação como principal área de atuação, Mazé tenta levar para a disputa eleitoral temas ligados à rotina das escolas, como alfabetização, disciplina, tecnologia, valorização dos professores e segurança no ambiente escolar. Ao mesmo tempo, coloca a presença das mulheres nos espaços de poder como uma das bandeiras de sua candidatura.

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Pivetta avança sete pontos e assume liderança isolada na disputa pelo Governo de MT

O instituto testou três possíveis confrontos para uma eventual segunda etapa da eleição.

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A disputa pelo Governo de Mato Grosso apresenta uma nova configuração na pesquisa divulgada nesta segunda-feira (21) pelo instituto MT Dados. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece com 34% das intenções de voto no cenário estimulado, oito pontos percentuais à frente do senador Wellington Fagundes (PL), que registra 26%.

A terceira colocada é a médica Natasha Slhessarenko (PSD), com 14%. Sargento Laudicério (Agir) aparece com 2%, enquanto Rafaell Milas (Missão) e Maurício Coelho (Mobiliza) registram 1% cada. Outros 17% dos entrevistados afirmaram estar indecisos e 5% declararam voto branco ou nulo.

O resultado chama atenção principalmente pela mudança em relação às rodadas anteriores do próprio instituto. Em agosto, Pivetta e Wellington apareciam empatados numericamente, ambos com 27%.

Agora, Pivetta avançou sete pontos e chegou aos 34%, enquanto Wellington oscilou um ponto para baixo, passando de 27% para 26%.

A série histórica mostra uma alteração ainda mais expressiva. Em maio, Wellington liderava com 27%, enquanto Pivetta tinha 20%. Em julho, os dois praticamente se igualaram, com 25,2% para Pivetta e 24,3% para Wellington. Em agosto, chegaram aos mesmos 27%.

Natasha mantém trajetória de crescimento

Natasha também apresenta evolução ao longo da série do MT Dados.

A candidata do PSD tinha 7% em maio, avançou para 10,6% em julho, chegou a 12% em agosto e agora aparece com 14%.

O resultado atual coloca Natasha 12 pontos atrás de Wellington e 20 pontos abaixo de Pivetta no cenário estimulado.

Pivetta também aparece à frente nos cenários de segundo turno

O instituto testou três possíveis confrontos para uma eventual segunda etapa da eleição.

No cenário entre Pivetta e Wellington, o governador aparece com 38%, contra 32% do senador. Outros 20% disseram estar indecisos e 10% declararam voto branco ou nulo.

Contra Natasha, Pivetta registra 45%, enquanto a candidata do PSD aparece com 18%. Nesse cenário, 26% estão indecisos e 11% votariam em branco ou nulo.

Já em uma eventual disputa entre Wellington e Natasha, o senador aparece com 41%, contra 19% da médica. Os indecisos somam 28% e os votos brancos ou nulos, 12%.

Espontânea ainda mostra eleitorado em definição

Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Pivetta também aparece na frente, com 20,2%. Wellington registra 16,3%, enquanto Natasha tem 5%.

O dado que chama atenção, entretanto, é o percentual de eleitores que ainda não apontaram um nome: 50,4% estão indecisos na modalidade espontânea. Brancos e nulos somam 6,3%.

O número mostra que, apesar da movimentação registrada entre os principais candidatos, uma parcela expressiva do eleitorado ainda não consolidou espontaneamente sua escolha.

Pesquisa ouviu mais de 3 mil eleitores

O levantamento do MT Dados ouviu 3.080 eleitores entre os dias 11 e 17 de setembro, abrangendo sete regiões de Mato Grosso. A metodologia combinou entrevistas presenciais e coleta pela internet.

A margem de erro informada é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MT-00691/2026.

Os números representam o cenário encontrado pelo instituto durante o período da coleta e, como toda pesquisa eleitoral, não constituem uma previsão do resultado das urnas.

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Politica

Medeiros confirma áudio e diz que não ataca o STF, mas mantém exceção para Moraes

“Eu não leio um texto para gravação que tenha qualquer coisa mencionando o STF”, afirma o parlamentar no áudio.

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O deputado federal José Medeiros (PL-MT), candidato ao Senado por Mato Grosso, afirmou em um áudio enviado ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União Brasil), irmão do ministro Gilmar Mendes, que evita críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) em seus materiais de campanha.

Na gravação, divulgada nesta segunda-feira (21) pelo jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, Medeiros relata que orientou sua equipe de marketing a retirar dos textos preparados para gravação qualquer referência ao Supremo.

“Eu não leio um texto para gravação que tenha qualquer coisa mencionando o STF”, afirma o parlamentar no áudio.

Medeiros também diz que não costuma mencionar Gilmar Mendes em seus discursos e que já teria sido criticado por essa postura.

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