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Politica

Professora Mazé defende mais escolas cívico-militares e mulheres nos espaços de poder

“A minha meta é fazer com que o dinheiro da educação volte para a educação da maneira mais eficaz e não seja desviado”, disse.

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A candidata defende que os resultados observados nos colégios militares e cívico-militares sejam considerados na discussão sobre a expansão do modelo.

“Eu acredito porque é um modelo que tem dado certo. Os resultados são positivos”, afirmou.

Alfabetização como prioridade

Além da discussão sobre disciplina e organização escolar, Mazé coloca a alfabetização entre as prioridades para a educação pública.

Na avaliação da professora, as dificuldades de aprendizagem precisam ser analisadas levando em consideração não apenas o desempenho do estudante em sala de aula, mas também fatores familiares, sociais e relacionados ao acesso à escola.

“Precisamos entender por que esse aluno não aprende. Se é uma questão da família, se não tem auxílio, se vive em um ambiente tóxico ou se possui algum problema de acesso à escola. Tudo tem que ser medido”, declarou.

Ela também defende maior integração entre Estado e municípios para enfrentar problemas de alfabetização, especialmente porque as primeiras etapas da formação escolar estão sob responsabilidade municipal.

Recursos e tecnologia

A candidata afirma ainda que pretende fiscalizar a aplicação dos recursos destinados à educação.

“A minha meta é fazer com que o dinheiro da educação volte para a educação da maneira mais eficaz e não seja desviado”, disse.

Outro ponto abordado por Mazé foi o uso de tecnologia nas escolas. Ela avalia que equipamentos como celulares e Chromebooks podem ser ferramentas pedagógicas, desde que utilizados de maneira adequada.

Segundo a professora, parte dos estudantes utiliza os dispositivos para acessar conteúdos que não estão relacionados às atividades escolares. Ela também defende maior preparação dos profissionais da educação para trabalhar com as novas tecnologias.

“O professor não está preparado para lidar com essa tecnologia de maneira que ensine e cative o aluno. Isso passa também pela formação oferecida pelas universidades”, afirmou.

Mulheres querem espaço de decisão

Na política, Mazé defende uma participação feminina que vá além do cumprimento das cotas partidárias.

A candidata afirma que as mulheres precisam ocupar efetivamente espaços de decisão e não permanecer apenas em funções consideradas auxiliares.

“Não sou feminista, sou feminina. Nós auxiliamos os homens, mas agora não queremos ser apenas auxiliares. Queremos participar efetivamente e estar nos lugares de poder”, declarou.

Mazé também se apresenta como uma mulher conservadora e relaciona sua trajetória pessoal à defesa de maior participação feminina na política.

“Eu sou uma mulher conservadora e vim de um lugar muito distante para chegar aonde cheguei. Sou candidata, estou na concorrência e tenho possibilidades”, afirmou.

A candidata também questiona a forma como a participação das mulheres é tratada dentro das estruturas partidárias e defende que a presença feminina resulte efetivamente em ocupação de espaços políticos.

Com a educação como principal área de atuação, Mazé tenta levar para a disputa eleitoral temas ligados à rotina das escolas, como alfabetização, disciplina, tecnologia, valorização dos professores e segurança no ambiente escolar. Ao mesmo tempo, coloca a presença das mulheres nos espaços de poder como uma das bandeiras de sua candidatura.

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Politica

Pivetta avança sete pontos e assume liderança isolada na disputa pelo Governo de MT

O instituto testou três possíveis confrontos para uma eventual segunda etapa da eleição.

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A disputa pelo Governo de Mato Grosso apresenta uma nova configuração na pesquisa divulgada nesta segunda-feira (21) pelo instituto MT Dados. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece com 34% das intenções de voto no cenário estimulado, oito pontos percentuais à frente do senador Wellington Fagundes (PL), que registra 26%.

A terceira colocada é a médica Natasha Slhessarenko (PSD), com 14%. Sargento Laudicério (Agir) aparece com 2%, enquanto Rafaell Milas (Missão) e Maurício Coelho (Mobiliza) registram 1% cada. Outros 17% dos entrevistados afirmaram estar indecisos e 5% declararam voto branco ou nulo.

O resultado chama atenção principalmente pela mudança em relação às rodadas anteriores do próprio instituto. Em agosto, Pivetta e Wellington apareciam empatados numericamente, ambos com 27%.

Agora, Pivetta avançou sete pontos e chegou aos 34%, enquanto Wellington oscilou um ponto para baixo, passando de 27% para 26%.

A série histórica mostra uma alteração ainda mais expressiva. Em maio, Wellington liderava com 27%, enquanto Pivetta tinha 20%. Em julho, os dois praticamente se igualaram, com 25,2% para Pivetta e 24,3% para Wellington. Em agosto, chegaram aos mesmos 27%.

Natasha mantém trajetória de crescimento

Natasha também apresenta evolução ao longo da série do MT Dados.

A candidata do PSD tinha 7% em maio, avançou para 10,6% em julho, chegou a 12% em agosto e agora aparece com 14%.

O resultado atual coloca Natasha 12 pontos atrás de Wellington e 20 pontos abaixo de Pivetta no cenário estimulado.

Pivetta também aparece à frente nos cenários de segundo turno

O instituto testou três possíveis confrontos para uma eventual segunda etapa da eleição.

No cenário entre Pivetta e Wellington, o governador aparece com 38%, contra 32% do senador. Outros 20% disseram estar indecisos e 10% declararam voto branco ou nulo.

Contra Natasha, Pivetta registra 45%, enquanto a candidata do PSD aparece com 18%. Nesse cenário, 26% estão indecisos e 11% votariam em branco ou nulo.

Já em uma eventual disputa entre Wellington e Natasha, o senador aparece com 41%, contra 19% da médica. Os indecisos somam 28% e os votos brancos ou nulos, 12%.

Espontânea ainda mostra eleitorado em definição

Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Pivetta também aparece na frente, com 20,2%. Wellington registra 16,3%, enquanto Natasha tem 5%.

O dado que chama atenção, entretanto, é o percentual de eleitores que ainda não apontaram um nome: 50,4% estão indecisos na modalidade espontânea. Brancos e nulos somam 6,3%.

O número mostra que, apesar da movimentação registrada entre os principais candidatos, uma parcela expressiva do eleitorado ainda não consolidou espontaneamente sua escolha.

Pesquisa ouviu mais de 3 mil eleitores

O levantamento do MT Dados ouviu 3.080 eleitores entre os dias 11 e 17 de setembro, abrangendo sete regiões de Mato Grosso. A metodologia combinou entrevistas presenciais e coleta pela internet.

A margem de erro informada é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MT-00691/2026.

Os números representam o cenário encontrado pelo instituto durante o período da coleta e, como toda pesquisa eleitoral, não constituem uma previsão do resultado das urnas.

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Medeiros confirma áudio e diz que não ataca o STF, mas mantém exceção para Moraes

“Eu não leio um texto para gravação que tenha qualquer coisa mencionando o STF”, afirma o parlamentar no áudio.

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O deputado federal José Medeiros (PL-MT), candidato ao Senado por Mato Grosso, afirmou em um áudio enviado ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União Brasil), irmão do ministro Gilmar Mendes, que evita críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) em seus materiais de campanha.

Na gravação, divulgada nesta segunda-feira (21) pelo jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, Medeiros relata que orientou sua equipe de marketing a retirar dos textos preparados para gravação qualquer referência ao Supremo.

“Eu não leio um texto para gravação que tenha qualquer coisa mencionando o STF”, afirma o parlamentar no áudio.

Medeiros também diz que não costuma mencionar Gilmar Mendes em seus discursos e que já teria sido criticado por essa postura.

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TRE-MT suspende inserção de Pivetta com prefeitos do PL

Eventuais divergências sobre a marcação exata do tempo de participação dos prefeitos deverão ser analisadas após a apresentação da defesa.

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A Justiça Eleitoral determinou a suspensão imediata de uma inserção de 30 segundos da campanha de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) que utiliza depoimentos dos prefeitos Cláudio Ferreira de Souza e Flávia Petersen Moretti, ambos filiados ao PL.

A decisão foi tomada pelo juiz auxiliar da propaganda do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Marcelo Alexandre Oliveira da Silva Morgado. O magistrado considerou, em análise inicial, que a participação dos apoiadores ultrapassou o limite permitido pela legislação eleitoral.

Segundo a representação apresentada pela coligação Coração da Gente, do senador Wellington Fagundes, os dois prefeitos aparecem por aproximadamente 17 segundos e meio em uma peça de 30 segundos. Isso representa cerca de 58% da inserção.

A legislação eleitoral estabelece que pessoas apoiadoras podem participar da propaganda eleitoral gratuita, mas sua presença está limitada a 25% do tempo de cada programa ou inserção. A regra está prevista na Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral.

No entendimento apresentado na decisão, os prefeitos não teriam exercido uma participação meramente acessória. A degravação apresentada à Justiça Eleitoral indicaria que ambos assumiram papel relevante na construção da mensagem transmitida pela campanha.

O juiz também considerou que a suposta irregularidade poderia ser analisada diretamente a partir do conteúdo da própria propaganda, sem necessidade de produção de provas mais complexas neste momento.

A decisão cita ainda precedente do Tribunal Superior Eleitoral relacionado à participação de apoiadores em inserções eleitorais. A regulamentação do TSE estabelece expressamente o limite de 25% para a participação de apoiadores, sejam eles candidatos ou não.

A suspensão é imediata, mas o caso ainda terá prosseguimento. Eventuais divergências sobre a marcação exata do tempo de participação dos prefeitos deverão ser analisadas após a apresentação da defesa.

Propaganda fora do ar

Com a decisão, a inserção questionada não poderá continuar sendo exibida nos moldes apresentados. Segundo reportagem do Fatos de Mato Grosso, a peça havia sido veiculada 70 vezes em 20 emissoras desde domingo, com previsão de multa de R$ 1 mil por nova exibição.

O episódio acrescenta mais um capítulo à disputa eleitoral em Mato Grosso e envolve dois prefeitos filiados ao mesmo partido do senador Wellington Fagundes, adversário de Pivetta na corrida pelo governo estadual.

A decisão, contudo, trata especificamente da regularidade da propaganda eleitoral e do limite de participação de apoiadores, não estabelecendo, nesse julgamento, qualquer conclusão sobre eventual infidelidade partidária dos prefeitos.

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