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Lúdio questiona empréstimo de R$ 1,5 bilhão e adia análise do projeto

O deputado Gilberto Cattani (PL) também participou da discussão e defendeu que o Governo amplie os investimentos em habitação popular.

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O pedido de autorização para que o Governo de Mato Grosso contrate um empréstimo de R$ 1,5 bilhão gerou debate na Assembleia Legislativa e teve sua votação adiada após um pedido de vista apresentado pelos deputados Lúdio Cabral e Valdir Barranco, ambos do PT.

O Projeto de Lei nº 795/2026, encaminhado pelo Executivo por meio da Mensagem nº 121/2026, autoriza o Estado a realizar uma operação de crédito destinada ao financiamento de obras de infraestrutura, incluindo rodovias, ferrovias, hidrovias e outros investimentos considerados estratégicos para o desenvolvimento estadual.

Durante a discussão, Lúdio Cabral afirmou que a proposta carece de informações técnicas mais detalhadas e questionou a justificativa apresentada pelo Governo para a contratação do financiamento. Segundo o parlamentar, embora integrantes do Executivo tenham mencionado investimentos em habitação, essa destinação não consta expressamente no texto do projeto.

O deputado defendeu que, caso haja intenção de investir em moradias populares, existem linhas de crédito mais vantajosas para essa finalidade, como os programas habitacionais do Governo Federal. Ele informou ainda que apresentou uma emenda para destinar parte dos recursos à construção de habitações populares.

Outro ponto levantado pelo parlamentar foi a modalidade de financiamento escolhida pelo Governo. Lúdio argumentou que, em anos anteriores, Mato Grosso obteve empréstimos nacionais e internacionais com juros menores e prazos mais longos, enquanto a operação pretendida agora seria realizada por meio da linha Finisa, da Caixa Econômica Federal, voltada para obras de infraestrutura e saneamento.

Comparação com empréstimo da gestão Emanuel

O debate ganhou novos contornos quando Lúdio comparou o atual pedido de empréstimo ao financiamento de R$ 139 milhões solicitado pela gestão do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD). A operação foi autorizada pela Câmara Municipal, mas acabou suspensa por decisões judiciais e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), sendo posteriormente revogada pela administração do prefeito Abílio Brunini (PL).

A comparação provocou reação do deputado Diego Guimarães (Republicanos), que afirmou não haver semelhanças entre as duas situações. Segundo ele, o Estado possui equilíbrio fiscal e busca garantir investimentos diante das mudanças provocadas pela reforma tributária e das incertezas econômicas.

Habitação também entrou no debate

O deputado Gilberto Cattani (PL) também participou da discussão e defendeu que o Governo amplie os investimentos em habitação popular.

O parlamentar lembrou que o senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, já havia sugerido a revisão de grandes obras estaduais para direcionar mais recursos à construção de moradias. Segundo Cattani, o tema voltou ao centro do debate diante do novo pedido de financiamento.

Ele também cobrou uma discussão sobre a utilização dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), destacando que o fundo foi criado justamente para financiar obras de infraestrutura e programas habitacionais.

Com o pedido de vista, a análise do projeto foi suspensa temporariamente e deverá retornar à pauta da Assembleia Legislativa após o cumprimento do prazo regimental.

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Ilde rompe o silêncio e diz ter sido surpreendido por manobra de Paula Calil

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O vereador Ilde Taques (PSB) afirmou que foi surpreendido com a decisão da presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), de buscar a reeleição para o comando da Mesa Diretora. Segundo o parlamentar, havia um entendimento político entre ambos para a eleição deste ano, mas a mudança de estratégia ocorreu sem que ele fosse comunicado.

De acordo com Ilde, os dois haviam construído, no início do ano, um projeto em que ele disputaria a Presidência da Câmara, enquanto Paula ocuparia a função de primeira-secretária. Apesar da mudança no cenário político, o vereador disse que a relação institucional e de amizade com a presidente permanece preservada.

“Conversamos, sim, porque temos que discutir as pautas e os projetos importantes para Cuiabá. Ela continua sendo a presidente da Casa. Mas deixamos de conversar sobre a eleição da Mesa. Antes, ela discutia comigo as estratégias. Agora, vida que segue”, declarou.

O impasse surgiu após Paula Calil demonstrar interesse em disputar um novo mandato na Presidência da Câmara. Atualmente, o Regimento Interno da Casa não permite a reeleição para o cargo, mas um projeto de resolução foi apresentado para alterar a regra e autorizar uma recondução consecutiva. A proposta ainda será analisada pelos vereadores.

“Fui pego de surpresa”

Questionado sobre a mudança de posicionamento da presidente, Ilde negou sentir-se traído, mas admitiu desconforto com a forma como tomou conhecimento da decisão.

“Não vou falar que me senti traído, mas confesso que estranhei a forma como foi conduzido. Eu mesmo fui pego de surpresa. Descobri pela imprensa que ela queria ser candidata. Mas ela tem todo o direito de disputar”, afirmou.

Vereador mantém candidatura

Mesmo com a mudança no cenário político, Ilde Taques reafirmou que continuará na disputa pela Presidência da Câmara e disse trabalhar para construir uma chapa de consenso entre os parlamentares.

Segundo ele, sua candidatura enfrentou dificuldades desde o início da articulação e perdeu parte do apoio que havia conquistado.

“Desde o início dessa eleição da Mesa vejo um trabalho para dificultar minha eleição. Comecei com cerca de 20 apoiadores. Depois que colocaram o nome da Paula como pré-candidata, o tabuleiro mudou e hoje contamos com 13 apoios”, declarou.

Apesar disso, o vereador demonstrou confiança na possibilidade de ampliar o diálogo com os colegas.

“Continuo muito confiante. Vou seguir trabalhando para construir um consenso dentro da Casa e chegar ao momento da eleição com uma única chapa”, disse.

Eleição pode ser adiada

A eleição da nova Mesa Diretora está prevista para acontecer na última semana de agosto. No entanto, um projeto de resolução que deve ser apresentado nos próximos dias propõe o adiamento da votação para outubro.

Nos bastidores, vereadores atribuem a mudança de estratégia de Paula Calil ao apoio do prefeito Abilio Brunini (PL), que teria passado a defender sua permanência no comando do Legislativo municipal.

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Vereadora amplia articulação política ao lado de Marcos Ritela e lideranças em Colíder

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A vereadora de Colíder e pré-candidata a deputada estadual Joize Marques (Podemos), participou de uma agenda que reuniu lideranças religiosas da região para dialogar sobre temas ligados à família, aos valores cristãos e aos desafios enfrentados pelas comunidades. Na ocasião, também esteve presente o pré-candidato a deputado federal Pastor Marcos Ritela, com quem mantém alinhamento em pautas de interesse comum.

O encontro contou com a participação de diversos representantes do segmento evangélico, que discutiram questões relacionadas ao fortalecimento das famílias, à liberdade religiosa, à participação da comunidade cristã na construção de políticas públicas e à importância da atuação conjunta em defesa de princípios considerados essenciais para a sociedade.

Durante a agenda, a vereadora destacou a importância de manter diálogo permanente com as lideranças religiosas e de ouvir diferentes segmentos da população.

“Nosso compromisso é caminhar ao lado das pessoas que acreditam na família, nos valores cristãos e no fortalecimento da nossa sociedade. Precisamos construir esse diálogo com respeito, união e propósito, sempre ouvindo quem está na ponta e conhece de perto as necessidades das comunidades”, afirmou.

A presença do Pastor Marcos Ritela também marcou o encontro. Segundo Joize, a aproximação ocorre em razão da convergência de pautas defendidas por ambos, especialmente aquelas voltadas ao fortalecimento das famílias, da liberdade religiosa e da valorização dos princípios cristãos.

Ao longo da reunião, as lideranças presentes ressaltaram a importância da participação da comunidade religiosa nas discussões sobre temas de interesse coletivo e defenderam o fortalecimento do diálogo entre diferentes setores da sociedade.

A agenda reforçou a aproximação entre Joize Marques e Marcos Ritela, que afirmam compartilhar o propósito de atuar em defesa de pautas voltadas às famílias, aos valores cristãos e ao desenvolvimento social de Mato Grosso. O encontro também evidenciou a mobilização das lideranças religiosas da região, que participaram das discussões e apresentaram contribuições sobre as demandas das comunidades que representam.

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TRE mantém bloqueio de contas do prefeito de Sorriso investigado por caixa 2 de R$ 1,2 milhão

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) manteve o bloqueio de R$ 22,4 mil das contas do prefeito de Sorriso, Alei Fernandes (União Brasil), investigado por suposto envolvimento em um esquema de caixa dois de R$ 1,2 milhão durante as eleições municipais de 2024.

A decisão foi tomada por unanimidade pelos desembargadores da Corte, que rejeitaram o recurso apresentado pela defesa do prefeito. Com isso, os valores permanecerão indisponíveis até o avanço das investigações e eventual conclusão do processo.

Segundo o entendimento do TRE, o bloqueio é uma medida cautelar destinada a garantir recursos para um possível ressarcimento aos cofres públicos, caso haja condenação ao final da ação.

Defesa alegou que bloqueio atingiu salário

No recurso, a defesa sustentou que R$ 17,3 mil do montante bloqueado correspondem ao salário recebido por Alei Fernandes como prefeito e, por isso, não poderiam ser alcançados pela medida judicial.

O argumento, no entanto, não convenceu os magistrados.

Conforme parecer acolhido pelo TRE, o Ministério Público Eleitoral destacou que o prefeito recebe remuneração bruta de aproximadamente R$ 39,8 mil e também possui outras fontes de renda decorrentes de atividades empresariais, o que, segundo o órgão, demonstra que a retenção parcial dos recursos não compromete sua subsistência nem a de sua família.

Além disso, os desembargadores entenderam que a defesa apenas repetiu argumentos já analisados anteriormente, sem apresentar elementos novos capazes de justificar a revogação da medida.

Investigação apura esquema de caixa dois

O bloqueio está relacionado às investigações que apuram um suposto esquema de caixa dois estimado em R$ 1,2 milhão, que teria beneficiado a campanha eleitoral de Alei Fernandes nas eleições de 2024.

Em junho de 2025, a Justiça Eleitoral já havia negado outro recurso apresentado pelo prefeito e pelo vice-prefeito Acácio Ambrosini. Na ocasião, a juíza da 43ª Zona Eleitoral de Sorriso entendeu que havia indícios suficientes de abuso de poder econômico e utilização de recursos não declarados durante a campanha.

Segundo a magistrada, as provas reunidas ao longo do inquérito policial reforçaram os fatos já apontados na ação eleitoral.

Operação Rustius

As investigações fazem parte da Operação Rustius, conduzida pela Polícia Federal, que já teve duas fases deflagradas entre dezembro de 2024 e maio de 2025.

De acordo com a apuração, o irmão do prefeito, Gilson Fernandes, teria mantido contato com o produtor rural Nei Francio, investigado por utilizar familiares como supostos “laranjas” para realizar doações eleitorais não declaradas à Justiça Eleitoral.

Durante a primeira fase da operação, realizada poucos dias antes da eleição, Nei Francio foi abordado transportando cerca de R$ 300 mil em dinheiro.

As investigações também apontam o envolvimento do empresário e piloto de rally Atílio Rovaris, suspeito de determinar que os valores fossem buscados em Várzea Grande. Rovaris também é investigado no caso e já teve contas bancárias bloqueadas em outra investigação conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Até o momento, o prefeito e os demais investigados negam irregularidades, e o caso segue em tramitação na Justiça Eleitoral.

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