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Chapada se prepara para viver uma das maiores festas religiosas de Mato Grosso

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Chapada dos Guimarães já vive o clima de uma de suas mais tradicionais celebrações religiosas. Entre os dias 16 e 26 de julho, será realizada a Festa de Sant’Ana 2026, que neste ano traz como tema “Sant’Ana, intercede a Jesus pelas nossas famílias”, reunindo uma extensa programação religiosa e social voltada à devoção, à cultura e ao fortalecimento dos laços comunitários.

Promovida pela Paróquia Santuário de Sant’Ana, a festa é considerada um dos principais eventos do calendário religioso do município e deve reunir centenas de fiéis, moradores e visitantes ao longo de dez dias de celebrações.

A programação oficial começa no dia 12 de julho, com a Missa de Envio dos Colaboradores da Festa, às 19h, no Santuário de Sant’Ana, momento em que voluntários e equipes recebem a bênção para os trabalhos que serão desenvolvidos durante o evento.

Novena leva oração às comunidades

Entre os dias 16 e 24 de julho, será realizada a tradicional Novena de Sant’Ana, que percorrerá diversas comunidades da cidade. Durante as celebrações, a imagem da padroeira será levada aos bairros em momentos de oração, reflexão e fortalecimento da fé.

Cada noite da novena abordará um tema voltado à vida familiar, destacando valores como amor, diálogo, perdão, educação dos filhos, esperança, fidelidade, convivência e espiritualidade. Padres convidados participarão das celebrações, conduzindo as reflexões e incentivando a participação das famílias.

Cavalgada, pedalada e leilão estão entre os destaques

Além das atividades religiosas, a festa contará com uma programação social que movimentará a cidade.

No dia 13 de julho, acontece a bênção que marca oficialmente o início dos trabalhos da festa.

Já no domingo, 19 de julho, será realizado um dos dias mais aguardados da programação, com a tradicional Pedalada de Sant’Ana, a Cavalgada rumo à Serra Acima, o Almoço Beneficente e o tradicional Leilão de Animais e Pequenas Prendas, evento que reúne produtores rurais, famílias e apoiadores da festa e contribui para a manutenção das atividades da paróquia.

Dia da padroeira terá procissão, missa e grande confraternização

O encerramento acontece no dia 26 de julho, data dedicada à padroeira.

A programação terá início às 6h, com o tradicional Chá com Bolo, que reúne fiéis logo nas primeiras horas da manhã.

Às 8h, será realizada a tradicional Procissão de Sant’Ana, seguida da Santa Missa Solene, presidida por Dom Giovane Pereira de Melo, com a participação especial de Dom João Bergamasco.

A celebração será marcada por uma oração especial pela paz, pela união e pelo fortalecimento das famílias.

Após a missa, a programação continua com o Almoço Popular, seguido do Show de Prêmios, atrações culturais e do tradicional Baile das Cozinheiras, animado pela Banda Ellus, encerrando oficialmente as festividades às 18h30.

Fé, cultura e tradição

Mais do que uma celebração religiosa, a Festa de Sant’Ana representa um importante patrimônio cultural de Chapada dos Guimarães. A cada edição, o evento preserva tradições centenárias, fortalece a devoção à padroeira do município e promove a integração entre moradores, produtores rurais, visitantes e comunidades religiosas.

A expectativa da organização é de que a edição de 2026 reúna um grande público, reafirmando a Festa de Sant’Ana como um dos eventos religiosos mais importantes de Mato Grosso.

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NESTA MANHÃ: Grave acidente entre carretas interdita trecho da Fernando Corrêa

As circunstâncias que provocaram a colisão serão apuradas.

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Duas carretas tombaram na manhã desta quarta-feira (8) após uma colisão lateral registrada na Avenida Fernando Corrêa da Costa, nas proximidades da rotatória de acesso ao bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá.

De acordo com informações da concessionária Nova Rota do Oeste, o acidente ocorreu por volta das 6h56, no sentido norte da rodovia. Os dois veículos de carga trafegavam pela pista quando houve a batida lateral. Com o impacto, ambas as carretas tombaram e pararam sobre a via marginal.

Equipes de resgate da Nova Rota do Oeste e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para prestar atendimento aos motoristas envolvidos. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde das vítimas.

Por causa do acidente, a via marginal no sentido norte foi interditada, e o tráfego passou a ser desviado pelo perímetro urbano. Apesar da ocorrência, o fluxo de veículos na pista principal da BR-364 segue normalmente, segundo a concessionária.

As circunstâncias que provocaram a colisão serão apuradas.

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Além do placar: uma leitura sistêmica da derrota da Seleção Brasileira

Por Simone Bernardino, Mentora de Empresários, idealizadora do Tour Semear

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A eliminação da Seleção Brasileira diante da Noruega despertou inúmeras análises. Houve quem apontasse falhas táticas, quem responsabilizasse jogadores, comissão técnica ou decisões específicas da partida. Tudo isso faz parte do debate esportivo. No entanto, como mentora sistêmica, escolho olhar para além do placar.

Na visão sistêmica, nenhum resultado nasce de um único momento. O placar é apenas a manifestação visível de um processo muito mais amplo, construído por relações, escolhas, liderança, comunicação, cultura e pela forma como cada integrante ocupa o seu lugar dentro do sistema.

Essa perspectiva nos convida a compreender que o sistema é sempre maior do que o indivíduo.

Podemos admirar talentos extraordinários. O Brasil sempre revelou jogadores capazes de decidir partidas e inspirar gerações. Mas, por maior que seja o talento individual, ele dificilmente sustenta resultados quando o coletivo perde sua conexão, sua confiança e sua capacidade de atuar como um único organismo.

Outro aspecto importante é compreender que o resultado nunca nasce no último minuto de jogo.

Ele começa a ser construído muito antes do apito inicial. Surge na preparação, na clareza dos papéis, na qualidade da liderança, no ambiente emocional da equipe, na confiança entre seus integrantes e na forma como cada decisão fortalece — ou enfraquece — o sistema.

Essa é uma realidade que ultrapassa o esporte.

Nas empresas, equipes altamente qualificadas também podem apresentar resultados inferiores quando falta alinhamento. Nas famílias, muitas vezes o conflito visível é apenas o reflexo de dinâmicas mais profundas que permaneceram invisíveis durante anos. Em qualquer organização humana, os resultados são consequência do funcionamento do sistema.

Há ainda um terceiro aprendizado.

Na perspectiva sistêmica, toda derrota carrega uma informação valiosa. Ela revela aspectos que permaneciam ocultos durante as vitórias. Em vez de buscar culpados, torna-se mais produtivo perguntar: o que este resultado veio mostrar? O que ainda não foi visto? O que precisa ser transformado para que um novo resultado possa emergir?

Essa mudança de olhar altera completamente a qualidade das decisões futuras.

Enquanto a busca por culpados tende a fragmentar equipes e fortalecer julgamentos, a busca pela compreensão fortalece a consciência, o aprendizado e a evolução coletiva.

Independentemente da nacionalidade do treinador, dos nomes em campo ou das circunstâncias da partida, existe um princípio que permanece verdadeiro: nenhuma liderança produz resultados sozinha. O treinador exerce um papel essencial ao oferecer direção, estratégia, organização e desenvolvimento do grupo. Porém, o desempenho final sempre será consequência da interação entre liderança, atletas, comissão técnica, cultura, preparação e contexto.

Por isso, reduzir uma derrota a uma única pessoa significa simplificar uma realidade muito mais complexa.

Talvez a maior contribuição da visão sistêmica seja justamente essa: trocar a pergunta “Quem errou?” por uma pergunta muito mais poderosa:

O que este sistema está tentando revelar?

Quando aprendemos a fazer essa pergunta, deixamos de olhar apenas para o futebol.

Passamos a compreender empresas, famílias, organizações e a própria vida com mais consciência, menos julgamentos e maior capacidade de transformação.

Porque toda mudança consistente começa quando conseguimos enxergar além do óbvio.

Por Simone Bernardino, Mentora de Empresários, idealizadora do Tour Semear

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Ocupar espaços de poder também é combater o racismo

Gisela Simona é advogada, servidora e mulher preta

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Julho deixou de ser apenas mais um mês do calendário para se transformar em um tempo de reflexão, mobilização e afirmação política. Cada vez mais conhecido como o Mês das Pretas, ele reúne datas profundamente simbólicas para quem acredita em uma sociedade mais justa: o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela, celebrados em 25 de julho.

Mais do que homenagens, essas datas nos convidam a olhar para uma realidade que ainda desafia o Brasil. Somos um país formado, em grande medida, pela força, cultura e ancestralidade africana. No entanto, essa presença majoritária da identidade brasileira ainda não se reflete na mesma proporção, nos espaços onde as decisões são tomadas.

É impossível falar em democracia plena quando mulheres negras continuam enfrentando barreiras maiores para acessar direitos, oportunidades e posições de liderança. Mostrando que a desigualdade não nasce apenas da condição econômica mas também é resultado de um racismo estrutural que, por décadas, restringiu vozes, invisibilizou trajetórias e naturalizou ausências.

Ao longo da minha vida pública, aprendi que representatividade não pode ser tratada como um gesto simbólico. E que nossa ausência nos espaços de poder produz consequências concretas. Aliás, quando mulheres ocupam a ambiência política, ampliam o olhar sobre problemas que muitas vezes permanecem invisíveis para quem nunca precisou enfrentá-los. É assim na política, na Justiça, nas universidades, nas empresas enfim, em todas as estruturas de poder.

Essa discussão, claro, ganha mais importância em um ano eleitoral. Pois as eleições não devem ser apenas uma disputa entre partidos ou projetos políticos. Muito antes precisam representar uma oportunidade de refletirmos sobre quem está ocupando as mesas onde as decisões são tomadas e quem continua do lado de fora delas.

O Brasil avançou ao estabelecer mecanismos que buscam ampliar a participação de candidaturas negras e femininas, inclusive na distribuição dos recursos públicos destinados às campanhas. Mas sabemos que o desafio não termina na legislação. Ainda existem candidaturas sem estrutura, sem apoio partidário, sem recursos suficientes e, muitas vezes, submetidas à violência política, ao racismo e ao preconceito durante todo o processo eleitoral.

Defender maior participação de mulheres negras na política não significa reivindicar privilégios. Significa fortalecer a democracia. Pois quanto mais plural for a representação política, mais próxima da realidade será a construção das políticas públicas.

Assim, não basta abrir espaço nas fotografias de campanha, mas garantir condições reais para que mulheres negras disputem eleições, exerçam mandatos e permaneçam ocupando esses espaços com segurança, respeito e autonomia.

Quando lembramos Tereza de Benguela, lembramos uma mulher que, ainda no século XVIII, liderou um quilombo, organizou uma comunidade e demonstrou que liderança, coragem e inteligência jamais tiveram cor ou gênero. Sua história continua nos ensinando que ocupar espaços de poder também é uma forma de resistência.

E para aqueles que como eu acreditam que democracia se constrói com diversidade, participação e igualdade de oportunidades, torce por um tempo em que a população negra deixe de ser maioria  na violência e nas estatísticas da desigualdade e passe a ocupar, com naturalidade, espaços onde se definem os rumos do país. Assim, nas universidades, na ciência, na iniciativa privada, no serviço público e, sobretudo, na política.

Mostrando que uma democracia verdadeiramente representativa começa quando todos têm o direito não apenas de votar, mas também de governar.

Gisela Simona é advogada, servidora e mulher preta

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