Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Polícia

Jovem mantida em cativeiro pelo ex é resgatada; polícia encontra carta endereçada à família

Emiliane foi localizada na sexta-feira (21), depois que policiais identificaram uma residência alugada recentemente pelo suspeito no Setor Jardim América III.

Publicados

em

Uma carta encontrada pela Polícia Militar durante o resgate de uma jovem de 24 anos mantida em cativeiro pelo ex-companheiro chamou a atenção dos investigadores em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. O documento estava com o suspeito e trazia uma mensagem direcionada à família da vítima, além de orientações sobre bens e um pedido para que a polícia não fosse acionada.

Em um dos trechos, a carta diz: “Espero não ser um adeus. Estarei sempre em espírito”. O texto foi escrito em uma folha de caderno e leva a assinatura de Emiliane Tamara Nunes Carvalho.

Segundo a Polícia Militar, a análise inicial indica que a jovem teria sido obrigada a escrever e assinar o documento. O major Jorge Paiva, da Companhia de Policiamento Especializado (CPE), informou que a carta foi encontrada no bolso do suspeito durante a abordagem.

O documento também mencionava um carro e uma casa registrados em nome da jovem. Em outro trecho, havia um alerta direcionado à família: “Leia com atenção, não chame a polícia”.

Jovem estava amordaçada e presa por correntes

Emiliane foi localizada na sexta-feira (21), depois que policiais identificaram uma residência alugada recentemente pelo suspeito no Setor Jardim América III.

O imóvel estava fechado e tinha proteção externa. Durante a averiguação, os policiais ouviram ruídos vindos do interior da casa e entraram no local.

Em um dos quartos, encontraram a jovem amordaçada e presa pelas pernas, braços e pescoço com cordas, algemas e uma corrente. Conforme a PM, ela também apresentava dificuldade para respirar porque usava uma máscara no rosto.

O suspeito, Ailton Rodrigues, foi preso em flagrante. A prisão foi mantida pela Justiça após audiência de custódia realizada no sábado (22).

Segundo a Polícia Civil, ele confessou ter dopado a ex-companheira com medicamentos antidepressivos e levado a vítima para o imóvel onde ela foi encontrada.

Investigação começou após desaparecimento

A família havia comunicado o desaparecimento da jovem na segunda-feira (17). Na ocasião, imagens de uma câmera de segurança registraram Emiliane deixando uma clínica no bairro Jardim Barragem I.

Durante as investigações, a polícia identificou um histórico de violência doméstica envolvendo o casal. Segundo a corporação, o suspeito também teria fechado o estabelecimento comercial que mantinha, deixado a residência onde morava e abandonado veículos.

Na sexta-feira, ele foi localizado dirigindo um carro. Conforme a PM, o homem desobedeceu a uma ordem de parada e fugiu em alta velocidade. Ele acabou abordado no Setor Jardim Querência.

Durante as diligências posteriores, os policiais chegaram ao imóvel onde a jovem estava.

A motivação do crime ainda será investigada. Segundo as informações divulgadas até o momento, o suspeito deve responder por sequestro e porte ilegal de arma de fogo.

Jovem recebe alta e pede justiça

Após ser resgatada, Emiliane foi encaminhada para atendimento médico e recebeu alta. No sábado (22), ela publicou um relato nas redes sociais agradecendo familiares e amigos que participaram das buscas.

A jovem afirmou que o relacionamento com Ailton havia terminado em dezembro de 2025 e relatou ter sofrido agressões durante o período em que esteve sob o controle do ex-companheiro.

“Eu estou toda queimada por dentro”, afirmou Emiliane ao descrever o que teria sofrido.

Em outro trecho do relato, ela pediu apoio para continuar buscando justiça e chamou atenção para a necessidade de impedir que outras mulheres sejam vítimas de violência.

A defesa de Ailton foi procurada, mas não havia se manifestado até a última atualização da reportagem.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Mulher pega Mustang do suspeito e derruba portão para fugir de cárcere privado

De acordo com a ocorrência, a mulher conheceu o homem durante uma festa de pagode realizada em um estabelecimento da cidade. Após conversarem, ela teria aceitado o convite para acompanhá-lo até a residência dele.

Publicados

em

 

Uma mulher de 36 anos conseguiu escapar de uma casa onde, segundo seu relato à Polícia Militar, estava impedida de sair e usou um Ford Mustang para romper o portão do imóvel durante a madrugada deste domingo (23), em Campo Novo do Parecis, a 402 quilômetros de Cuiabá.

De acordo com a ocorrência, a mulher conheceu o homem durante uma festa de pagode realizada em um estabelecimento da cidade. Após conversarem, ela teria aceitado o convite para acompanhá-lo até a residência dele.

Segundo o relato feito aos policiais, depois que chegaram ao imóvel, o homem trancou as portas da casa e, posteriormente, a porta do quarto, impedindo que ela deixasse o local.

A vítima afirmou que não sofreu agressões físicas ou violência sexual. Conforme seu depoimento, a relação sexual que manteve com o homem foi consensual. A denúncia apresentada à polícia está relacionada à suposta privação de liberdade.

Fuga durante a madrugada

Em determinado momento, o homem adormeceu. A mulher aproveitou a oportunidade para deixar o quarto e conseguiu acessar o Ford Mustang vermelho que pertencia a ele.

Ela entrou no veículo e acelerou contra o portão da residência, conseguindo romper a estrutura e deixar o imóvel.

Após a fuga, dirigiu até o Hotel Dallas, na Avenida Brasil, onde pediu ajuda. Um funcionário acionou a Polícia Militar pelo telefone 190.

Os policiais foram até a residência indicada pela vítima, mas o homem já havia deixado o local.

Durante a averiguação, os militares encontraram na sala uma bolsa com documentos e um celular pertencentes à mulher.

Carro foi deixado na rua

O Mustang apresentava problemas mecânicos e acabou sendo deixado nas proximidades da Praça da Igreja Católica Matriz, já que não havia guincho disponível naquele momento.

Quando os policiais retornaram ao local, o veículo não estava mais lá. A PM levantou a possibilidade de que o proprietário tivesse buscado o carro, mas a informação não foi confirmada.

O homem não foi localizado.

O caso foi registrado como sequestro e cárcere privado e encaminhado à Polícia Civil, que deverá investigar as circunstâncias relatadas pela vítima e localizar o suspeito.

Continue lendo

Polícia

Homem é morto após ser acusado sem provas de roubar bicicleta em Copacabana

Entre os investigados está Davi, apontado pela polícia como um dos responsáveis diretos pelas agressões. Ele aparece nas imagens usando um cacetete e atingindo Cláudio, inclusive na região da cabeça.

Publicados

em

A suspeita de que uma bicicleta havia sido furtada terminou com a morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O homem foi espancado por quatro pessoas na noite de 11 de agosto depois de ser confundido com um suposto ladrão. Segundo a investigação, não havia qualquer comprovação de que o veículo tivesse sido roubado. A bicicleta pertencia à irmã da vítima.

A Polícia Civil indiciou quatro homens por homicídio triplamente qualificado. As qualificadoras apontadas são meio cruel, motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Três suspeitos foram presos e um permanece foragido.

Segundo a investigação, Cláudio havia saído de casa para andar de bicicleta. Na Rua Barata Ribeiro, ele foi abordado pelo segurança de rua Davi Santos Machado, de 21 anos, que perguntou sobre a propriedade do veículo. Cláudio respondeu que a bicicleta não era dele, o que estava correto, já que pertencia à irmã.

Davi, no entanto, passou a suspeitar que o homem tivesse cometido um furto e chamou dois entregadores que circulavam pela região. Imagens analisadas pela polícia mostram outro segurança, Jorge Luiz Ricardo Dias, retirando a bicicleta de Cláudio à força.

A vítima tentou recuperar o veículo, foi agredida e deixou o local. Pouco depois, Cláudio se sentou em frente a um prédio na Rua Felipe Oliveira. Ele voltou a ser cercado pelo grupo, e as agressões começaram.

Os ataques duraram cerca de nove minutos e foram registrados em vídeos. De acordo com a investigação, Cláudio não reagiu enquanto era golpeado pelos homens.

Após as agressões, ele permaneceu na calçada por aproximadamente meia hora. O Corpo de Bombeiros foi acionado e levou a vítima para um hospital, mas Cláudio morreu em decorrência dos ferimentos.

Entre os investigados está Davi, apontado pela polícia como um dos responsáveis diretos pelas agressões. Ele aparece nas imagens usando um cacetete e atingindo Cláudio, inclusive na região da cabeça.

Inicialmente, Davi prestou depoimento como testemunha e negou envolvimento. No dia seguinte, retornou à delegacia e admitiu ter participado das agressões.

Em depoimento, ele afirmou que deu socos e pontapés na vítima junto com os dois entregadores e reconheceu ter utilizado um cacetete. Também declarou que não havia informação concreta de que a bicicleta tivesse sido furtada.

Outro envolvido, Felipe Eduardo dos Santos Silva, de 23 anos, é entregador e aparece nas imagens participando das agressões. Ele se apresentou à polícia na tarde de quinta-feira, 21 de agosto.

Jorge Luiz Ricardo Dias também foi alvo de mandado de prisão, mas está foragido. Segundo o depoimento apresentado à polícia, ele teria presenciado as agressões, mas negou ter participado diretamente do espancamento. Davi também afirmou que Jorge não teria agredido Cláudio.

O quarto investigado, Ailton José da Silva, também trabalhava como entregador e aparece nas imagens golpeando a vítima. A Justiça decretou a prisão dele, mas ele ainda não foi localizado.

As gravações são uma das principais evidências reunidas pela investigação. Parte dos vídeos foi produzida pelos próprios envolvidos. Em uma das gravações, durante as agressões, um dos homens faz uma referência a uma suposta “lição” que estaria sendo aplicada à vítima.

A polícia também identificou nas imagens outro homem que teria chutado a cabeça de Cláudio. A identidade dele ainda não foi confirmada e a participação no crime será investigada.

Para o delegado Ângelo Lages, responsável pela investigação, a origem da violência foi uma suspeita de furto que não foi comprovada. A polícia não encontrou elementos que indiquem que a bicicleta tenha sido roubada.

O caso também levou a Polícia Civil a investigar a atuação de chamados seguranças de rua. Segundo o delegado, esse tipo de atividade possui limites legais e a prestação de segurança em vias públicas pode caracterizar exercício irregular da profissão.

A investigação continua para esclarecer toda a dinâmica da morte e verificar a eventual participação de outras pessoas. Os quatro principais investigados permanecem formalmente apontados pela polícia como responsáveis pelo homicídio, enquanto a Justiça deverá analisar as acusações e o material reunido durante o inquérito.

Continue lendo

Polícia

Operação expõe esquema de R$ 20,5 milhões por trás de garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé

Na prática, a suspeita é de que o sistema permitisse transformar ouro extraído ilegalmente em produto com aparência regular perante o mercado.

Publicados

em

Uma investigação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Receita Federal revelou uma estrutura financeira que teria movimentado cerca de R$ 20,5 milhões para sustentar atividades relacionadas à extração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. O esquema é alvo da Operação Solo Sagrado, deflagrada nesta terça-feira (18).

A ofensiva busca atingir não apenas os responsáveis pela exploração mineral irregular, mas também a estrutura que permitia financiar o garimpo, transportar equipamentos, movimentar os recursos e inserir o ouro no mercado formal com aparência de legalidade.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e uma ordem de prisão preventiva. A Justiça também autorizou o bloqueio e sequestro de bens e valores, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

Segundo as apurações, um dos núcleos financeiros identificados movimentou aproximadamente R$ 20,5 milhões entre 2022 e 2025. Os investigadores também encontraram mais de R$ 3,5 milhões em transações envolvendo instituições de pagamento e empresas de serviços digitais.

A investigação aponta que o grupo utilizava empresas e cooperativas para dificultar a identificação da origem do ouro. O minério seria adquirido de produtores ou intermediários ligados ao garimpo e, posteriormente, passaria por diferentes integrantes da cadeia comercial até chegar a estruturas formalmente constituídas no setor mineral.

Na prática, a suspeita é de que o sistema permitisse transformar ouro extraído ilegalmente em produto com aparência regular perante o mercado.

A operação também revelou a existência de uma estrutura logística necessária para manter as áreas de exploração em funcionamento. Segundo os investigadores, o esquema envolvia escavadeiras hidráulicas, caminhões-prancha, combustível, peças, oficinas e transporte de equipamentos.

A atuação integrada entre PF, MPF e Receita permitiu cruzar informações bancárias, fiscais, patrimoniais, policiais e telemáticas. A estratégia busca identificar todos os integrantes da cadeia, desde os responsáveis pelo financiamento e suporte ao garimpo até aqueles envolvidos na circulação e comercialização do minério.

Além de interromper o fluxo financeiro, a Operação Solo Sagrado pretende recuperar recursos que, segundo as investigações, seriam provenientes da exploração ilegal de ouro e ampliar a identificação de outros possíveis envolvidos.

Até o momento, os investigados são alvos de apuração e as suspeitas ainda deverão ser analisadas no decorrer do processo judicial.

Continue lendo

Política

Polícia

GERAL

Mais Lidas da Semana