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Governo Central tem déficit recorde de R$ 73,7 bilhões em março

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As contas do Governo Central registraram déficit primário de R$ 73,7 bilhões em março, no pior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1997. O rombo, divulgado nesta quarta-feira (29), reacende o alerta sobre a condução fiscal do governo federal e amplia a pressão sobre a equipe econômica para conter despesas e tentar reequilibrar as contas públicas.

O resultado engloba Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social e representa o saldo negativo entre receitas e despesas, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública.

Na prática, o número revela que o governo gastou mais do que arrecadou em março, aprofundando a pressão sobre o equilíbrio fiscal em um momento de crescente desconfiança do mercado sobre a capacidade da União de cumprir metas e estabilizar a trajetória das contas públicas.

O resultado também recoloca no centro do debate a política fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enfrenta dificuldades para conciliar aumento de gastos, expansão de programas sociais e compromisso com metas de responsabilidade fiscal.

Analistas apontam que o avanço das despesas obrigatórias, especialmente com benefícios sociais e gastos previdenciários, tem comprimido a capacidade de ajuste do governo. Ao mesmo tempo, a arrecadação federal segue sem avanço suficiente para compensar o ritmo de expansão das despesas.

O cenário amplia a preocupação com a trajetória da dívida pública e aumenta o nível de atenção de investidores, agentes financeiros e organismos internacionais em relação à credibilidade fiscal do país.

Desde o início do mandato, o governo federal tem defendido medidas para ampliar a arrecadação e sustentar o novo arcabouço fiscal. No entanto, os números de março reforçam o tamanho do desafio enfrentado pela equipe econômica para entregar equilíbrio orçamentário e evitar maior deterioração das contas públicas ao longo de 2026.

Com o pior março em quase três décadas, o déficit expõe não apenas um desequilíbrio momentâneo, mas um sinal claro de que o ajuste fiscal segue distante e cada vez mais pressionado pelo peso da máquina pública e pela dificuldade de conter gastos obrigatórios.

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Em visita do governador de Santa Cruz, Moretto articula integração entre Bolívia e a região oeste de MT

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A visita oficial do governador eleito de Santa Cruz, Juan Pablo Velasco, a Mato Grosso, nesta quarta-feira (29), consolidou avanços importantes na agenda de integração entre o estado brasileiro e a Bolívia, com foco em logística, economia e cooperação institucional.

Durante a agenda no Palácio Paiaguás, foram apresentadas cinco áreas estratégicas prioritárias para o desenvolvimento conjunto entre os dois territórios. Entre elas, destaca-se a construção de rodovias, com projetos como a ligação entre Vila Bela e San Ignácio, além da rota San Matias–San Ignácio, consideradas fundamentais para melhorar o escoamento da produção e a mobilidade na faixa de fronteira.

Outro ponto relevante é o fortalecimento da presença institucional na região fronteiriça, com a proposta de criação de um Centro Unificado de Fronteira entre Brasil e Bolívia. A iniciativa prevê reunir, em um único espaço, os órgãos de controle aduaneiro, migratório, sanitário e de transporte, reduzindo a burocracia, o tempo de travessia e os custos logísticos. Também foi debatida a ampliação do policiamento integrado ao longo dos 730 km de fronteira.

Na área de transporte aéreo, a integração das malhas inclui a criação de voos regulares entre Santa Cruz e Cuiabá, além da operação do aeroporto de San Ignácio de Velasco e novas conexões regionais, fortalecendo o intercâmbio comercial e institucional.

As tratativas também avançaram em parcerias nos setores de energia e fertilizantes, com destaque para o fornecimento de ureia boliviana ao agronegócio mato-grossense, a integração na produção de potássio e fosfato, além do mapeamento de micronutrientes. No campo governamental, foram discutidos modelos de concessões, parcerias público-privadas (PPPs) e cooperação para a atração de investimentos.

O deputado estadual Valmir Moretto destacou a importância da agenda e reafirmou seu apoio à iniciativa. “Agradeço a visita e coloco meu total apoio à integração da região Oeste com a Bolívia. Esse diálogo é fundamental para gerar desenvolvimento econômico, melhorar a logística e trazer mais oportunidades para nossa população”, afirmou.
No período da tarde, a comitiva seguiu para Lucas do Rio Verde, onde conheceu de perto o modelo de desenvolvimento baseado no agronegócio, na agroindústria e em investimentos em logística e bioenergia.

A visita reforça o papel estratégico de Mato Grosso na integração sul-americana e amplia as perspectivas de cooperação bilateral em diversas áreas econômicas e institucionais.

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No Dia da Educação, Max Russi lidera mobilização por direitos de profissionais da primeira infância

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No Dia Nacional da Educação, celebrado nesta terça-feira (28), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), reforçou a mobilização em defesa de cerca de 7 mil profissionais da educação infantil que ainda atuam sem o devido reconhecimento legal como professores no estado.

À frente da Câmara Setorial Temática (CST) “Cuidar e Educar”, instalada em março deste ano, o parlamentar conduz uma articulação estratégica para garantir que educadores de creches e pré-escolas deixem o chamado “limbo jurídico” e passem a ter assegurados direitos como piso salarial nacional, enquadramento em plano de carreira e aposentadoria especial.

A iniciativa tem como base a nova Lei Federal nº 15.326/2026, que reconhece oficialmente como professores os profissionais que atuam diretamente em sala de aula com crianças de 0 a 5 anos. A mudança corrige uma distorção histórica que, por décadas, deixou milhares de trabalhadores da educação infantil sem o devido enquadramento funcional.

“Sabemos que, para haver educação, é preciso valorizar o educador. Existe uma parcela da categoria que ficou sem esse reconhecimento por décadas devido a falhas na legislação”, afirmou Max Russi.

Segundo o deputado, a falta de reconhecimento é resultado de um modelo antigo em que creches e pré-escolas eram vinculadas à assistência social, o que gerou distorções administrativas e mais de 150 nomenclaturas diferentes para funções que, na prática, exerciam atividade docente em todo o país.

A Câmara Setorial Temática já atende 28 municípios de Mato Grosso e atua como suporte técnico às prefeituras, realizando o levantamento das legislações locais e propondo adequações jurídicas para garantir o reenquadramento dos profissionais sem comprometer os regimes previdenciários municipais.

Presidente da CST, o vereador Sargento Joelson destacou que o trabalho busca mostrar aos gestores que a valorização desses profissionais não deve ser tratada como despesa, mas como investimento na base da educação pública.

“O objetivo é mostrar ao gestor municipal que isso não é um gasto, mas um investimento. Estamos catalogando as especificidades de cada cidade para entregar um novo ordenamento jurídico que garanta a dignidade desses professores”, pontuou.

A atuação da Câmara Temática conta ainda com o apoio do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), parceiro na construção das soluções técnicas que devem orientar os municípios na adequação à nova legislação federal.

A meta, segundo Max Russi, é ampliar o alcance da iniciativa nos próximos meses e assegurar que o reconhecimento do título de professor seja acompanhado de todos os direitos garantidos à carreira docente, promovendo justiça funcional e valorização aos profissionais que atuam na base da formação educacional.

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Piveta admite falha na comunicação, mas sustenta integração do SAMU com Bombeiros

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Após dias de forte repercussão política e pressão de profissionais da saúde, o governador Otaviano Piveta tentou encerrar neste sábado (26) a crise em torno da reestruturação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Mato Grosso. Em declaração à imprensa, o chefe do Executivo negou que o serviço esteja sendo extinto, afirmou que houve falha na interpretação de sua fala anterior e defendeu a integração do atendimento com o Corpo de Bombeiros como medida para ampliar a agilidade no socorro à população.

A declaração ocorre após o anúncio de mudanças na estrutura do serviço provocar reações imediatas entre deputados estaduais, trabalhadores da saúde e representantes sindicais, que passaram a denunciar risco de enfraquecimento do modelo de atendimento pré-hospitalar em funcionamento no estado.

Ao tentar frear a crise, Piveta afirmou que o SAMU não será encerrado e classificou como equivocada a interpretação de que o governo estaria promovendo o fechamento do serviço. Segundo ele, a proposta em andamento busca apenas reorganizar a logística de atendimento, com foco na redução do tempo de resposta às ocorrências.

“O cidadão precisa é de resposta rápida. Se o Corpo de Bombeiros estiver mais perto, por que não atender?”, declarou o governador ao justificar a integração entre os serviços.

Piveta explicou que o SAMU é um programa federal de adesão municipal e destacou que, em Mato Grosso, o modelo possui particularidades, especialmente em Cuiabá, onde o Estado assumiu a operação em razão da ausência de adesão municipal em gestões anteriores. Segundo ele, a cooperação com o Corpo de Bombeiros já existe desde administrações passadas e vem sendo ampliada como estratégia para otimizar recursos e ampliar a cobertura do atendimento.

De acordo com o governador, o principal argumento para a reestruturação está nos indicadores operacionais. Dados apresentados pelo governo apontam que o tempo médio de resposta caiu de aproximadamente 25 minutos para 17 minutos após o início da integração, com meta de reduzir esse intervalo para até 10 minutos.

Outro ponto que ampliou a tensão foi o desligamento de profissionais vinculados ao serviço. Piveta negou demissões e afirmou que houve apenas o encerramento natural de contratos temporários com duração de dois anos. Segundo ele, cerca de 38 vínculos foram finalizados, sem impacto direto no funcionamento do atendimento. O governador também afirmou que novas contratações poderão ser realizadas, caso haja necessidade.

Mesmo com a tentativa de pacificação, a resposta do governo não foi suficiente para conter a pressão política. Na Assembleia Legislativa, deputados estaduais passaram a cobrar mais transparência sobre a condução das mudanças e pediram revisão imediata dos desligamentos. A Comissão de Saúde da Casa formalizou questionamentos ao Executivo e cobrou esclarecimentos sobre a manutenção das unidades e das equipes em atividade.

Nos bastidores, parlamentares avaliam que a crise foi agravada pela forma como a comunicação foi conduzida pelo governo, considerada precipitada e mal calibrada. A avaliação é de que a falta de clareza no anúncio abriu espaço para interpretações de desmonte e elevou a tensão entre servidores, categoria e população.

Do lado dos profissionais do SAMU, o clima segue de insatisfação. Trabalhadores relatam insegurança, denunciam perda de postos de trabalho e temem o enfraquecimento da estrutura tradicional do atendimento pré-hospitalar. Em audiências e manifestações públicas, representantes da categoria têm defendido a manutenção da autonomia do serviço, a valorização das equipes e a ampliação da estrutura já existente.

Enquanto isso, o governo sustenta que a integração com os Bombeiros representa modernização e ganho de eficiência. A gestão estadual afirma que o modelo ampliou a cobertura operacional, aumentou o número de bases e permitiu respostas mais rápidas em situações de urgência.

A crise, no entanto, ultrapassa os indicadores técnicos e expõe um embate político e institucional sobre o futuro de um dos serviços mais sensíveis da rede pública de saúde. De um lado, o governo sustenta a narrativa de eficiência e reestruturação. Do outro, parlamentares e profissionais cobram garantias de que a mudança não resultará em perda de qualidade, autonomia ou capacidade de atendimento.

Ao admitir ruído na comunicação, mas manter o discurso em defesa da mudança, Piveta tenta reequilibrar a narrativa em meio a uma crise que ainda deve permanecer no centro do debate político e social em Mato Grosso nos próximos dias.

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