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Exposição transforma resíduos em arte e propõe reflexão sobre o futuro

Lélia ressalta que o Sebrae acredita que a sustentabilidade é um dos pilares do desenvolvimento. “Com a exposição Território do Tempo, queremos ampliar esse debate que nos convida a refletir sobre escolhas mais responsáveis, capazes de transformar hábitos, negócios e o futuro dos nossos territórios”.

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O Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS) inaugura, no dia 11 de agosto, às 19h, a exposição Território do Tempo, que reúne arte, tecnologia e sustentabilidade em uma experiência voltada à reflexão sobre as escolhas do presente e seus impactos no futuro. A mostra integra a segunda edição da Série CHÃO e terá entrada gratuita mediante agendamento.

Com o tema “Sentir, conectar e transformar a vida no trânsito do viver”, a exposição reúne instalações, esculturas, arte digital e experiências sensoriais. Para a curadora Linda Benítez, a escolha do tempo como eixo da mostra está diretamente relacionada à sustentabilidade.

“Para nós, o tempo é a própria sustentabilidade, é ele que sustenta todo o nosso campo. Só podemos seguir adiante se refletirmos o que estamos fazendo com o nosso tempo: o tempo do consumo, da pressa, do trânsito e da falta de percepção de olharmos para nós mesmos”, explica a curadora.

Segundo ela, a proposta é transformar o espaço em um ambiente de encontro e reflexão, sem apontar culpados. “O visitante vai encontrar no CSS uma praça de reflexão, um lugar de estar e refletir por meio da arte, da tecnologia, da sensibilidade e do grande jardim que se formou”, afirma Linda, que também concebeu a obra ‘O Pulso do Tempo’. A exposição envolveu aproximadamente 120 profissionais criativos.

Entre os destaques está ´Órbita dos Invisíveis´, dos artistas cariocas Lula Duffrayer e Flávio Carvalho, do projeto Pirilampos do Planeta. A instalação utiliza cerca de 80 quilos de resíduos plásticos, como embalagens, tampas, garrafas, brinquedos e materiais descartados pela indústria, transformados em esculturas luminosas.

A obra integra um conjunto que reúne aproximadamente cinco toneladas de resíduos destinados à produção de diferentes trabalhos. O projeto já passou pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Belo Horizonte (MG), pela COP30, em Belém (PA), e por Londres, na Inglaterra.

Para a diretora-Superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, a exposição amplia a discussão sobre sustentabilidade e desenvolvimento dos territórios. “Vivemos um tempo em que os grandes desafios não podem ser enfrentados apenas com novas tecnologias. Eles exigem novas formas de imaginar, criar, cooperar e transformar os territórios onde vivemos”.

Lélia ressalta que o Sebrae acredita que a sustentabilidade é um dos pilares do desenvolvimento. “Com a exposição Território do Tempo, queremos ampliar esse debate que nos convida a refletir sobre escolhas mais responsáveis, capazes de transformar hábitos, negócios e o futuro dos nossos territórios”.

O diretor Técnico do Sebrae/MT, André Schelini, destaca a contribuição da arte para estimular criatividade e inovação. “Para o Sebrae Mato Grosso desenvolver territórios vai muito além de apoiar empresas ou estimular novos negócios. Significa criar ambientes capazes de despertar criatividade, pensamento crítico e inovação. A arte tem um papel estratégico nesse processo, porque amplia nossa capacidade de observar, conectar diferentes saberes e imaginar soluções para desafios complexos”, afirma.

Schelini também pontua a integração entre diferentes áreas. “A nova economia se constrói com a integração entre conhecimento, cultura, tecnologia, sustentabilidade e pessoas. Quando estimulamos a criatividade, fortalecemos também a competitividade dos nossos territórios”, conclui.

Instalação em LED Cascata do Tempo, integra o percurso expositivo de Território do Tempo

A exposição Território do Tempo

Com direção criativa e curadoria de Linda Benítez, da Desenquadra – Conceitos e Ideias, a exposição reúne seis estações com conteúdo interativo e tecnologia assinados por Dado França. A gestão e coordenação técnica são de Lisiane Wirtti, a cenografia é de Rosângela Martins e a produção audiovisual, da UAU Produções.

O percurso inclui ainda a instalação em LED Cascata do Tempo, da UAU Produções, que modifica suas cores conforme a temperatura registrada no ambiente externo do prédio.

Para Flávio Carvalho, a proposta é fazer com que o público observe as obras e também reflita sobre o tema. “O convite é para todos virem conhecer o trabalho que traz boas práticas e inovação. As pessoas vão se encantar com a estética, com as cores e com a energia que ele produz. Que os visitantes saiam da exposição inspirados, não somente pelas obras, mas pelas perguntas que elas provocam”, comenta.

Serviço
Exposição: Território do Tempo
Visitação: 12 de agosto a 18 de dezembro de 2026 e de 4 de janeiro a 11 de fevereiro de 2027
Horário: segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h30
Local: Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS)
Entrada: gratuita, mediante agendamento
Agendamento: sustentabilidade.sebrae.com.br/agendamento
Informações: (65) 99612-9821

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CASO OI: Gigante do agro tem bens bloqueados em operação que investiga transações de R$ 308 milhões

A investigação também colocou sob análise a relação empresarial entre Mendes e os Piccini. Segundo a PF, os dois grupos mantinham participação na Parecis Bioenergia, empresa criada com a proposta de investir na produção de etanol de milho em Mato Grosso.

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O nome de uma das famílias de maior projeção no agronegócio de Mato Grosso passou a ocupar o centro da Operação Heritage, deflagrada a partir de uma investigação da Polícia Federal sobre uma suposta série de transações financeiras que envolvem recursos públicos, fundos de investimento e empresas ligadas a figuras do alto escalão político do Estado.

O grupo Piccini, comandado por uma família com forte atuação no setor agropecuário, teve bens e empresas atingidos por medidas autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Entre os alvos está Joci Piccini, vice-prefeito de Lucas do Rio Verde pelo União Brasil, além de empresas relacionadas ao chamado Grupo Piccini.

Segundo a investigação, empresas do grupo teriam participado do aporte inicial utilizado para a aquisição de direitos creditórios relacionados a uma disputa judicial envolvendo a operadora Oi e o Governo de Mato Grosso.

O caso ganhou dimensão ainda maior porque, de acordo com a Polícia Federal, parte dos recursos movimentados posteriormente teria chegado a estruturas empresariais relacionadas à família do ex-governador Mauro Mendes e ao então chefe da Casa Civil, Fábio Garcia.

A investigação também colocou sob análise a relação empresarial entre Mendes e os Piccini. Segundo a PF, os dois grupos mantinham participação na Parecis Bioenergia, empresa criada com a proposta de investir na produção de etanol de milho em Mato Grosso.

Negócio milionário no agro

A Parecis Bioenergia é um dos empreendimentos que ajudam a dimensionar o peso econômico dos envolvidos. A empresa anunciou um projeto de aproximadamente R$ 750 milhões para a construção de uma usina de etanol de milho em Diamantino, município estratégico para a produção agropecuária mato-grossense.

O empreendimento reúne investidores privados e famílias ligadas ao setor produtivo. Em 2024, o executivo responsável pelo negócio afirmou que os sócios tinham forte relação de confiança e haviam analisado detalhadamente o projeto antes de realizar os investimentos.

É justamente a composição societária e a movimentação financeira relacionada à empresa que passou a ser analisada pela Polícia Federal.

De acordo com a decisão de Flávio Dino, as empresas ligadas ao Grupo Piccini foram incluídas nas medidas judiciais porque, segundo a investigação, teriam sido responsáveis pelo aporte inicial de recursos destinados à aquisição dos direitos creditórios que estão no centro da operação.

Direitos da Oi e acordo com o Estado

A investigação apura uma operação que começou com a aquisição de direitos creditórios relacionados a um processo envolvendo a Oi e o Estado de Mato Grosso.

Segundo os elementos apresentados pela PF, um escritório de advocacia teria adquirido esses direitos por R$ 80 milhões e posteriormente os revendido a dois fundos de investimento.

Na sequência, o Governo de Mato Grosso firmou um acordo de aproximadamente R$ 308 milhões para encerrar a disputa judicial relacionada à operadora de telefonia.

A Polícia Federal investiga o caminho percorrido por parte desses recursos depois que o pagamento foi realizado pelo Estado.

Segundo a investigação, o dinheiro teria passado por diferentes fundos até chegar a estruturas empresariais relacionadas a famílias que mantinham relações políticas e empresariais em Mato Grosso.

A suspeita levantada pela PF é de que as operações societárias possam ter funcionado como mecanismo para transferir recursos públicos para patrimônios privados sob a aparência de negócios empresariais regulares.

Grupo tem forte presença no agronegócio

A inclusão do Grupo Piccini na investigação chama atenção justamente pelo peso econômico da família no agronegócio mato-grossense.

O grupo possui atuação relacionada ao setor produtivo e investimentos em diferentes áreas da economia, em um Estado que se consolidou como uma das principais fronteiras agrícolas do país.

Lucas do Rio Verde, onde Joci Piccini ocupa atualmente o cargo de vice-prefeito, é um dos principais polos do agronegócio de Mato Grosso e concentra grandes produtores, empresas de insumos, armazenagem, processamento e logística.

A presença da família em empreendimentos de grande porte também ampliou sua influência no ambiente empresarial do Estado.

A Parecis Bioenergia é um exemplo dessa estratégia de diversificação, ao aproximar o capital do agronegócio da indústria de transformação e da produção de biocombustíveis.

Relação empresarial com Mauro Mendes

A investigação também colocou sob escrutínio a relação entre os Piccini e Mauro Mendes.

Segundo a Polícia Federal, o então governador de Mato Grosso seria um dos sócios ocultos relacionados à estrutura empresarial da Parecis Bioenergia.

A relação é relevante para a investigação porque Mauro Mendes ocupava o comando do Governo do Estado justamente no período em que ocorreu o acordo envolvendo os direitos creditórios da Oi.

A PF busca esclarecer se as transações empresariais e financeiras analisadas tiveram alguma relação indevida com decisões tomadas no âmbito do poder público.

O fato de empresários e agentes políticos terem relações societárias não significa, por si só, a existência de irregularidade. É justamente essa eventual conexão entre negócios privados e recursos públicos que está sendo investigada pelas autoridades.

Mendes nega irregularidades

Mauro Mendes negou irregularidades relacionadas ao acordo com o escritório Ricardo Almeida.

Em manifestação publicada nas redes sociais, o ex-governador afirmou que a operação passou por diferentes órgãos de controle e que o acordo foi considerado legal e vantajoso para o Estado.

Segundo Mendes, o pagamento foi realizado dentro da legalidade e passou por análise da Procuradoria, do Tribunal de Contas, do Ministério Público de Contas e do Ministério Público Estadual.

Joci Piccini também foi procurado para se manifestar sobre a investigação. O contato foi buscado por meio da Prefeitura de Lucas do Rio Verde e da Fundação Rio Verde, que indicou a Amazônia Máquinas como canal de contato. Até a publicação, não havia manifestação do empresário.

Investigação ainda está em andamento

A Operação Heritage busca reconstruir o caminho percorrido pelos recursos e identificar os responsáveis por eventuais irregularidades.

As medidas determinadas pela Justiça, incluindo bloqueios de bens e buscas, fazem parte da fase de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação definitiva de crime.

O caso envolve empresários, fundos de investimento, empresas do agronegócio e agentes políticos de Mato Grosso, colocando sob análise uma complexa rede de relações financeiras e societárias.

Agora, a expectativa é que a investigação consiga esclarecer se as operações analisadas pela Polícia Federal foram negócios privados legítimos ou se, conforme a hipótese investigativa, serviram para ocultar eventual transferência indevida de recursos.

Até que as apurações sejam concluídas, os envolvidos permanecem sob o princípio da presunção de inocência.

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Virginia Mendes diz que família é alvo de “armação”

A Procuradoria-Geral do Estado informou que confia no trabalho da Polícia Federal e que irá colaborar com as investigações

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A ex-primeira-dama de Mato Grosso Virginia Mendes afirmou neste sábado (8) que sua família é alvo de uma “armação”. A declaração foi publicada dois dias após a deflagração da Operação Heritage, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.

Virginia esteve entre os alvos da operação, que também alcançou pessoas ligadas à família do ex-governador Mauro Mendes. A investigação apura, segundo a PF, possíveis crimes como peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.

Em uma publicação nas redes sociais, Virginia afirmou que o chamado “comitê da maldade” poderia atuar para “armar, inventar e distorcer” informações contra sua família.

“Querem destruir minha família, mas em nome de Jesus não vão conseguir”, escreveu.

A ex-primeira-dama também declarou acreditar que a verdade prevalecerá por meio da Justiça e fez referência à chamada “Justiça divina”.

Comparação com episódio anterior

Virginia comparou a situação atual a investigações enfrentadas pela família durante o período em que Mauro Mendes administrava a Prefeitura de Cuiabá.

Segundo ela, naquela ocasião, foram necessários três anos para que, em sua avaliação, a família fosse considerada inocente.

A manifestação ocorre enquanto a Operação Heritage segue sob investigação. Durante a ação, foram autorizadas medidas como buscas e apreensões, bloqueio e indisponibilidade de bens, afastamento de sigilos bancário e fiscal, além de outras medidas cautelares.

A Procuradoria-Geral do Estado informou que confia no trabalho da Polícia Federal e que irá colaborar com as investigações. O caso ainda não teve conclusão e eventuais responsabilidades deverão ser definidas no decorrer da apuração.

Veja:

 

 

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Criança morre atropelada ao tentar atravessar a rua

A criança foi atingida pelo veículo e morreu em decorrência do acidente.

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Uma menina de aproximadamente 1 ano de idade morreu após ser atropelado enquanto tentava atravessar uma rua no bairro Alameda, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. O acidente ocorreu no início da tarde de sábado (8).

Imagens de um circuito de monitoramento registraram o momento do atropelamento. Na gravação, a criança aparece próxima a um veículo que estava estacionado na via. Em seguida, o menino passa por trás do automóvel e entra na faixa de rolamento.

No momento em que a criança atravessa a rua, um Hyundai Creta trafegava pelo local. O motorista ainda tentou frear, mas não conseguiu evitar a colisão.

A criança foi atingida pelo veículo e morreu em decorrência do acidente.

As circunstâncias do atropelamento deverão ser apuradas pelas autoridades. Até o momento, não há informações detalhadas sobre eventual responsabilização do motorista ou sobre as circunstâncias em que a criança deixou o local onde estava acompanhada.

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