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Ex-deputada afirma que PT ignorou candidatura de mulher negra ao Senado

Ao comentar a escolha de Pedro Taques para compor o campo político aliado ao PT, Edna declarou que o ex-governador não representa os valores da esquerda e do campo progressista.

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A ex-vereadora e ex-deputada estadual Edna Sampaio utilizou as redes sociais nesta semana para comentar a decisão do Partido dos Trabalhadores sobre a composição da chapa para as eleições de 2026 em Mato Grosso. A manifestação ocorreu após a divulgação de que a legenda deverá apoiar o nome do ex-governador e ex-senador Pedro Taques para uma das vagas ao Senado em uma aliança com o PSB.

No vídeo publicado, Edna afirmou que havia colocado seu nome à disposição do partido ainda no início do ano para participar das discussões sobre uma eventual candidatura majoritária. Segundo ela, a iniciativa representava também o desejo de militantes e lideranças que defendiam uma candidatura própria do PT na disputa pelo Senado.

Durante a manifestação, a ex-parlamentar criticou a forma como a decisão foi conduzida e argumentou que o debate não teria ocorrido de maneira ampla dentro da estrutura estadual da legenda. Para Edna, a definição reflete dificuldades históricas enfrentadas por mulheres negras na ocupação de espaços de poder e representação política.

A ex-vereadora também afirmou que a questão vai além de uma candidatura individual e está relacionada à representatividade de setores da população que, segundo ela, ainda possuem baixa participação nos cargos eletivos e de comando.

Ao comentar a escolha de Pedro Taques para compor o campo político aliado ao PT, Edna declarou que o ex-governador não representa os valores da esquerda e do campo progressista. Ela destacou divergências ideológicas e criticou posicionamentos adotados por Taques ao longo de sua trajetória política.

Apesar das críticas, Edna afirmou que respeita a decisão tomada pela maioria da direção partidária e garantiu que continuará atuando no processo eleitoral de 2026. Segundo ela, o foco permanece na construção de uma frente política voltada à eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao fortalecimento de candidaturas comprometidas com os interesses da classe trabalhadora.

A definição sobre a composição das alianças para as eleições de 2026 segue sendo discutida nos bastidores da política mato-grossense e deve ganhar novos capítulos à medida que os partidos avançam nas articulações para a formação das chapas majoritárias.

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Politica

Parlamentar de Cuiabá pede revisão de sentença envolvendo mãe de Henry Borel

“Espera-se que seja revisto, que seja feita justiça por essa criança”, completou.

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A decisão que concedeu perdão judicial à professora Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, repercutiu até Mato Grosso e provocou reação do vereador policial federal Rafael Ranalli(PL), presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da Câmara de Cuiabá.

Em vídeo gravado, Ranalli afirmou que recebeu a notícia com indignação e classificou a decisão como um erro da Justiça. Segundo ele, Monique teve participação por omissão e negligência no caso que chocou o país.

“Não poderia deixar de expressar meu repúdio e indignação aos fatos de ontem, o perdão judicial à mãe do menino Henry Borel”, declarou.

O parlamentar também criticou os fundamentos utilizados pela magistrada responsável pela sentença. Sem citar diretamente o conteúdo da decisão, Ranalli afirmou que a Justiça estaria sendo influenciada por posicionamentos ideológicos.

“Infelizmente, a nossa Justiça agindo com ideologia, carregando bandeiras progressistas para embasar uma decisão que indignou todo o cidadão brasileiro de bem”, disse.

Durante a manifestação, o vereador afirmou ainda que espera uma revisão da decisão e voltou a defender punição à mãe da criança.

“Espera-se que seja revisto, que seja feita justiça por essa criança”, completou.

O caso voltou ao centro do debate nacional após o encerramento do julgamento que condenou o ex-vereador Dr. Jairinho a mais de 43 anos de prisão pela morte de Henry Borel. No mesmo julgamento, os jurados afastaram a acusação de homicídio doloso contra Monique Medeiros, que recebeu perdão judicial concedido pela juíza responsável pelo caso.

A decisão gerou manifestações contrárias em todo o país, especialmente nas redes sociais, onde o caso continua sendo um dos episódios criminais de maior repercussão da história recente do Brasil.

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Nome de Sheila Klener surge como alternativa do PSDB para fortalecer projeto de Pivetta

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As articulações para as eleições de 2026 começam a ganhar intensidade em Mato Grosso, e uma das possibilidades em discussão dentro do PSDB é a indicação de Sheila Klener para compor como vice uma eventual candidatura de Otaviano Pivetta ao Governo do Estado.

Nos bastidores da política estadual, lideranças tucanas avaliam que o nome da suplente de deputada estadual pode contribuir para ampliar a presença da chapa na Capital e nos municípios da Baixada Cuiabana. Servidora pública da área ambiental e presidente do PSDB Mulher em Mato Grosso, Sheila vem consolidando espaço dentro da legenda nos últimos anos.

Ela chegou a exercer mandato na Assembleia Legislativa durante licença do deputado estadual Carlos Avallone, presidente estadual do PSDB. Durante sua passagem pelo Parlamento, apresentou posicionamentos voltados para temas como meio ambiente, mineração sustentável, proteção às mulheres, combate à violência doméstica e enfrentamento ao feminicídio.

Integrantes do partido avaliam que o perfil técnico aliado à experiência política pode agregar à composição majoritária em construção para a disputa ao Palácio Paiaguás. Além disso, a presença feminina na chapa é vista como um fator de fortalecimento da representatividade política.

A movimentação ocorre após Carlos Avallone defender publicamente a participação do PSDB no projeto eleitoral liderado por Pivetta. O parlamentar argumenta que a sigla foi uma das primeiras a declarar apoio ao vice-governador e, por essa razão, considera legítima a participação do partido na formação da chapa e em uma eventual futura administração estadual.

Apesar das conversas avançarem nos bastidores, nenhuma definição oficial foi anunciada até o momento. As negociações seguem sendo conduzidas de forma reservada entre dirigentes do PSDB e representantes do grupo político de Pivetta, enquanto o cenário para 2026 continua em fase de construção.

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“Chega de um poder se meter na vida do outro”, diz Daniel Monteiro sobre debate na Câmara

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A discussão sobre a eleição da próxima Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá ganhou um novo capítulo nesta semana com o posicionamento do vereador Daniel Monteiro (Republicanos). O parlamentar defendeu que assuntos administrativos internos do Legislativo sejam resolvidos pela própria instituição e criticou a crescente judicialização de disputas políticas.

A manifestação ocorreu após questionamentos sobre uma possível alteração na data da eleição da Mesa Diretora, tema que voltou ao debate depois da decisão do Supremo Tribunal Federal que anulou o processo eleitoral realizado na Câmara Municipal de Várzea Grande.

Durante conversa com jornalistas no Palácio Paiaguás, Monteiro argumentou que a independência entre os Poderes deve ser preservada e citou o princípio da separação dos Poderes formulado pelo pensador francês Montesquieu. Segundo ele, embora o sistema de freios e contrapesos seja essencial para o funcionamento democrático, questões administrativas internas devem permanecer sob responsabilidade do próprio Poder envolvido.

Para o vereador, muitas das decisões judiciais que geram críticas da classe política têm origem em ações movidas pelos próprios agentes públicos após derrotas em disputas internas. Ele avaliou que a excessiva busca pelo Judiciário contribui para ampliar a interferência judicial em assuntos que poderiam ser resolvidos dentro das instituições.

Monteiro também destacou que a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá ocorre tradicionalmente no mês de agosto e questionou a necessidade de levar o tema à esfera judicial. Na avaliação dele, a definição do calendário eleitoral do Legislativo municipal deve respeitar as regras estabelecidas no regimento interno da Casa.

Apesar da defesa da autonomia parlamentar, o vereador afirmou não ter posição contrária a uma eventual mudança de data. Segundo ele, a realização da eleição em agosto, outubro ou novembro não altera sua atuação política, uma vez que não participa da disputa pela presidência do Legislativo.

O parlamentar ressaltou que qualquer decisão sobre mudanças no rito eleitoral deve ser debatida e deliberada pelos próprios vereadores, dentro dos mecanismos previstos pelo regimento da Câmara.

O debate ocorre em meio às discussões sobre possíveis adequações das normas internas da Câmara de Cuiabá ao entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal em relação às eleições das mesas diretoras dos parlamentos municipais. O tema tem mobilizado vereadores e lideranças políticas diante da proximidade do processo de escolha da próxima composição da Mesa Diretora.

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