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Nome de Sheila Klener surge como alternativa do PSDB para fortalecer projeto de Pivetta

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As articulações para as eleições de 2026 começam a ganhar intensidade em Mato Grosso, e uma das possibilidades em discussão dentro do PSDB é a indicação de Sheila Klener para compor como vice uma eventual candidatura de Otaviano Pivetta ao Governo do Estado.

Nos bastidores da política estadual, lideranças tucanas avaliam que o nome da suplente de deputada estadual pode contribuir para ampliar a presença da chapa na Capital e nos municípios da Baixada Cuiabana. Servidora pública da área ambiental e presidente do PSDB Mulher em Mato Grosso, Sheila vem consolidando espaço dentro da legenda nos últimos anos.

Ela chegou a exercer mandato na Assembleia Legislativa durante licença do deputado estadual Carlos Avallone, presidente estadual do PSDB. Durante sua passagem pelo Parlamento, apresentou posicionamentos voltados para temas como meio ambiente, mineração sustentável, proteção às mulheres, combate à violência doméstica e enfrentamento ao feminicídio.

Integrantes do partido avaliam que o perfil técnico aliado à experiência política pode agregar à composição majoritária em construção para a disputa ao Palácio Paiaguás. Além disso, a presença feminina na chapa é vista como um fator de fortalecimento da representatividade política.

A movimentação ocorre após Carlos Avallone defender publicamente a participação do PSDB no projeto eleitoral liderado por Pivetta. O parlamentar argumenta que a sigla foi uma das primeiras a declarar apoio ao vice-governador e, por essa razão, considera legítima a participação do partido na formação da chapa e em uma eventual futura administração estadual.

Apesar das conversas avançarem nos bastidores, nenhuma definição oficial foi anunciada até o momento. As negociações seguem sendo conduzidas de forma reservada entre dirigentes do PSDB e representantes do grupo político de Pivetta, enquanto o cenário para 2026 continua em fase de construção.

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Politica

“Chega de um poder se meter na vida do outro”, diz Daniel Monteiro sobre debate na Câmara

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A discussão sobre a eleição da próxima Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá ganhou um novo capítulo nesta semana com o posicionamento do vereador Daniel Monteiro (Republicanos). O parlamentar defendeu que assuntos administrativos internos do Legislativo sejam resolvidos pela própria instituição e criticou a crescente judicialização de disputas políticas.

A manifestação ocorreu após questionamentos sobre uma possível alteração na data da eleição da Mesa Diretora, tema que voltou ao debate depois da decisão do Supremo Tribunal Federal que anulou o processo eleitoral realizado na Câmara Municipal de Várzea Grande.

Durante conversa com jornalistas no Palácio Paiaguás, Monteiro argumentou que a independência entre os Poderes deve ser preservada e citou o princípio da separação dos Poderes formulado pelo pensador francês Montesquieu. Segundo ele, embora o sistema de freios e contrapesos seja essencial para o funcionamento democrático, questões administrativas internas devem permanecer sob responsabilidade do próprio Poder envolvido.

Para o vereador, muitas das decisões judiciais que geram críticas da classe política têm origem em ações movidas pelos próprios agentes públicos após derrotas em disputas internas. Ele avaliou que a excessiva busca pelo Judiciário contribui para ampliar a interferência judicial em assuntos que poderiam ser resolvidos dentro das instituições.

Monteiro também destacou que a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá ocorre tradicionalmente no mês de agosto e questionou a necessidade de levar o tema à esfera judicial. Na avaliação dele, a definição do calendário eleitoral do Legislativo municipal deve respeitar as regras estabelecidas no regimento interno da Casa.

Apesar da defesa da autonomia parlamentar, o vereador afirmou não ter posição contrária a uma eventual mudança de data. Segundo ele, a realização da eleição em agosto, outubro ou novembro não altera sua atuação política, uma vez que não participa da disputa pela presidência do Legislativo.

O parlamentar ressaltou que qualquer decisão sobre mudanças no rito eleitoral deve ser debatida e deliberada pelos próprios vereadores, dentro dos mecanismos previstos pelo regimento da Câmara.

O debate ocorre em meio às discussões sobre possíveis adequações das normas internas da Câmara de Cuiabá ao entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal em relação às eleições das mesas diretoras dos parlamentos municipais. O tema tem mobilizado vereadores e lideranças políticas diante da proximidade do processo de escolha da próxima composição da Mesa Diretora.

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Paula Calil rebate críticas de Juca e defende direito de disputar novo mandato na presidência

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A discussão sobre a possibilidade de reeleição da presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), ganhou novos contornos nesta terça-feira (2) após um embate público envolvendo a parlamentar e o deputado estadual Juca do Guaraná (PSDB). O tema tem mobilizado os bastidores políticos da capital e já influencia as articulações para a sucessão da Mesa Diretora.

Durante entrevista, Juca manifestou posição contrária a qualquer alteração no regimento interno que permita a recondução consecutiva ao comando do Legislativo. Para o deputado, a permanência das regras atuais garante a renovação de lideranças e fortalece os princípios democráticos dentro da instituição.

Ao comentar o assunto, o parlamentar relembrou sua passagem pela presidência da Câmara de Cuiabá e afirmou que, à época, respeitou as limitações impostas pelo regimento, sem buscar um novo mandato à frente da Casa. Segundo ele, mudanças nas regras próximas ao processo eleitoral podem gerar questionamentos e comprometer a estabilidade institucional.

Juca também citou episódios de legislaturas anteriores em que propostas semelhantes foram debatidas, mas acabaram rejeitadas com base em interpretações jurídicas adotadas pelo próprio Legislativo municipal.

As declarações provocaram reação imediata da atual presidente da Câmara. Paula Calil argumentou que impedir sua participação em uma eventual disputa representaria uma restrição ao princípio da igualdade entre os candidatos.

Segundo a vereadora, o debate deve considerar a possibilidade de todos os parlamentares concorrerem em condições equivalentes, sem restrições que impeçam previamente a candidatura de determinados nomes.

A presidente também questionou o posicionamento do deputado ao mencionar que outras casas legislativas do país adotam regras que permitem a reeleição de seus dirigentes, defendendo uma reflexão mais ampla sobre o conceito de democracia aplicado às instituições públicas.

Nos corredores da política cuiabana, o tema ganhou força após o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), demonstrar simpatia pela possibilidade de revisão do regimento. A sinalização, entretanto, enfrenta resistência entre parte dos vereadores, que consideram inadequada uma alteração das normas em período próximo à eleição da Mesa Diretora.

Atualmente, o regimento interno da Câmara impede a reeleição consecutiva para o mesmo cargo na composição da Mesa. Para que a regra seja modificada, será necessário o apoio de dois terços dos parlamentares da Casa.

Enquanto Paula Calil busca construir a maioria necessária para viabilizar a mudança, grupos políticos já trabalham em alternativas para a disputa. Entre os nomes que circulam nos bastidores está o do vereador Ilde Taques (Podemos), apontado como possível candidato na corrida pela presidência do Legislativo municipal.

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Evento de Gilmar Mendes provoca novo embate entre lideranças do PL

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A participação do senador Wellington Fagundes (PL) em um evento promovido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em Portugal, provocou reações dentro do próprio Partido Liberal em Mato Grosso. O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) criticou publicamente a presença do correligionário no encontro e classificou a atitude como incoerente com os valores defendidos por parte do eleitorado conservador.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cattani afirmou que já havia manifestado sua posição diretamente ao senador e destacou que não concorda com a participação em agendas ligadas ao ministro do STF.

“Eu acho uma incoerência essa participação do senador. Ele sabe da minha opinião. Não estou falando nada pelas costas. Já disse a ele que não concordo com esse tipo de atitude”, declarou.

O evento, realizado em Portugal e apelidado nos bastidores políticos de “Gilmarpalooza”, reuniu autoridades, juristas e lideranças políticas de diferentes correntes ideológicas. Entre os participantes também esteve a deputada estadual Janaina Riva (MDB), pré-candidata ao Senado Federal.

Ao justificar as críticas, Cattani argumentou que decisões do Supremo Tribunal Federal têm sido alvo frequente de contestação por setores da direita brasileira. O parlamentar citou casos envolvendo condenados pelos atos de 8 de janeiro, embargos em propriedades rurais e medidas judiciais relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração amplia um debate que já existe dentro do próprio PL sobre os rumos da sucessão estadual. Embora Wellington Fagundes apareça entre os principais nomes da disputa pelo Governo de Mato Grosso em levantamentos eleitorais, parte da base conservadora ainda demonstra resistência ao senador.

Nos bastidores, lideranças ligadas ao bolsonarismo defendem um alinhamento mais rígido com as pautas da direita, enquanto Wellington busca manter diálogo com diferentes setores políticos e institucionais.

Prefeitos filiados ao PL, como Flávia Moretti, de Várzea Grande, e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, já manifestaram apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Já o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), mantém cautela e evita assumir posição pública sobre a disputa estadual.

Para Cattani, a participação de Wellington no evento não traz ganhos políticos junto ao eleitorado conservador.

“Não vejo vantagem política nisso. Acho que só gera desgaste. Mas ele é livre para agir da maneira que entende”, afirmou.

O deputado ainda ressaltou que os eleitores acompanham atentamente os movimentos das lideranças políticas.

“O eleitor mato-grossense está atento e sabe avaliar cada posicionamento. Não vejo necessidade desse tipo de participação em um momento como este”, concluiu.

 

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