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EM CUIABÁ: Praça da Mandioca é tomada por manifestação pró Lula

O ato ocorreu na Praça da Mandioca, com cartazes, placas, cantos e jingles de campanha, em uma tentativa de ampliar o apoio ao presidente em Mato Grosso, onde o resultado do primeiro turno mostrou uma diferença expressiva entre os candidatos.

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Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram às ruas de Cuiabá na noite de sexta-feira (9) em uma mobilização pela reeleição do petista. O ato ocorreu na Praça da Mandioca, com cartazes, placas, cantos e jingles de campanha, em uma tentativa de ampliar o apoio ao presidente em Mato Grosso, onde o resultado do primeiro turno mostrou uma diferença expressiva entre os candidatos.

Na disputa nacional, o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno à frente de Lula. Realizada em 4 de outubro, a votação registrou 56.104.503 votos para Flávio, equivalentes a 47,03% dos votos válidos, contra 53.879.538 votos para o petista, que obteve 45,16%.

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LGBTQIA+ de direita contrariam narrativa de que orientação sexual define voto

Outro exemplo é Sophia Barclay, influenciadora trans que se filiou ao PL em 2026 e se apresenta como conservadora e contrária ao movimento woke.

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A ideia de que o avanço da direita representa, automaticamente, uma ameaça reconhecida da mesma forma por toda a população LGBTQIA+ ignora uma realidade importante: a comunidade é diversa também nas escolhas políticas. Enquanto lideranças de movimentos sociais manifestam preocupação com a possibilidade de retrocessos nos direitos conquistados, gays, lésbicas, travestis e pessoas trans também ocupam espaços na direita, defendem pautas conservadoras e apoiam representantes do campo bolsonarista.

Um dos exemplos mais recentes é o influenciador Rico Melquiades, que declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou ser gay e disse não ter perdido seus direitos durante o governo de Jair Bolsonaro. A manifestação provocou repercussão e reacendeu o debate sobre a relação entre identidade sexual e posicionamento ideológicoOutro nome que ajuda a ilustrar essa diversidade é Yoyo Panda, influenciadora e candidata do PL no Rio Grande do Sul. Identificada com a direita, ela se apresenta publicamente como travesti e defende que identidade de gênero não determina alinhamento político. Sua atuação contraria a ideia de que pessoas trans necessariamente precisam se identificar com partidos de esquerda.

 

 

 

Outro nome que ajuda a ilustrar essa diversidade é Yoyo Panda, influenciadora e candidata do PL no Rio Grande do Sul. Identificada com a direita, ela se apresenta publicamente como travesti e defende que identidade de gênero não determina alinhamento político. Sua atuação contraria a ideia de que pessoas trans necessariamente precisam se identificar com partidos de esquerda.

 

 

 

Na mesma linha, Agustin Fernandez, maquiador, empresário e influenciador, tornou-se conhecido pela proximidade com Michelle Bolsonaro e pelo apoio declarado a Jair Bolsonaro desde 2018. Homossexual assumido, ele construiu uma trajetória pública alinhada ao conservadorismo e já falou sobre as dificuldades que enfrentou tanto em razão do preconceito quanto por suas posições políticas. Sua história mostra que a identificação com a direita também existe entre pessoas LGBTQIA+, embora isso não signifique concordância com todas as propostas desse campo político.

Outro exemplo é Sophia Barclay, influenciadora trans que se filiou ao PL em 2026 e se apresenta como conservadora e contrária ao movimento woke. Sua trajetória ganhou destaque justamente por buscar espaço para pessoas trans dentro de um partido associado à direita brasileira. Barclay também passou a manifestar apoio a Flávio Bolsonaro, conforme noticiado durante a movimentação política deste ano.

Os exemplos não significam que esses nomes representem toda a população LGBTQIA+, nem que suas posições sejam compartilhadas pela maioria. Demonstram, porém, que há diferentes formas de interpretar a realidade social e de escolher representantes políticos dentro da própria comunidade.

A crítica ao bolsonarismo e a pluralidade de opiniões

Na reportagem que motivou este debate, Xica da Silva, presidente do Grupo Livre Mente, e Clovis Arantes, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Mato Grosso, expressaram preocupação com o avanço de forças conservadoras no Congresso e com a possibilidade de mudanças em políticas públicas destinadas à população LGBTQIA+.

As preocupações dos ativistas devem ser consideradas no debate público, especialmente quando relacionadas a propostas legislativas, decisões administrativas e medidas concretas que possam afetar direitos. O histórico do governo Jair Bolsonaro, por exemplo, pode ser objeto de análise a partir de suas decisões e da estrutura de políticas públicas mantida ou modificada durante aquele período.

Entretanto, reconhecer a legitimidade dessas preocupações não exige tratar todas as pessoas de direita como adversárias da comunidade ou presumir que os eleitores LGBTQIA+ compartilhem uma posição política única.

A existência de pessoas LGBTQIA+ conservadoras também não encerra a discussão sobre direitos. O fato de alguém apoiar um candidato não comprova, por si só, que todas as políticas desse candidato sejam favoráveis à comunidade. Da mesma forma, a orientação sexual de um eleitor não autoriza terceiros a determinar qual partido ou ideologia ele deveria seguir.

O voto não tem orientação sexual

A democracia pressupõe liberdade de consciência e de escolha. Uma pessoa LGBTQIA+ pode priorizar segurança pública, economia, liberdade religiosa, costumes, empreendedorismo ou políticas sociais ao decidir seu voto. Outra pode colocar o combate à discriminação e a ampliação de direitos no centro de suas escolhas. Essas prioridades podem variar até mesmo entre pessoas que compartilham experiências semelhantes.

Por isso, o debate eleitoral não deve transformar a identidade sexual ou de gênero em um teste de fidelidade ideológica. A comunidade LGBTQIA+ não é um partido político, e seus integrantes não têm obrigação de pensar da mesma maneira.

No caso de Flávio Bolsonaro, o apoio declarado por nomes como Rico Melquiades e o alinhamento de figuras como Sophia Barclay com o campo conservador mostram que a direita também possui apoiadores LGBTQIA+. Já Yoyo Panda e Agustin Fernandez evidenciam que essa presença não surgiu agora.

A discussão sobre direitos, contudo, precisa ir além de declarações individuais. Propostas, compromissos públicos, votações e ações de governo devem ser examinados para que os eleitores possam avaliar o que cada candidatura oferece.

O ponto central é simples: defender os direitos da população LGBTQIA+ e reconhecer sua diversidade política não são ideias incompatíveis. É possível cobrar de qualquer candidato respeito à igualdade perante a lei e, ao mesmo tempo, reconhecer que cada cidadão tem o direito de escolher livremente seus representantes, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

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Cuiabá inicia transição da insulina NPH para glargina nas USFs; veja público-alvo

Os pacientes que completarem 18 anos durante a implementação da medida poderão manter o tratamento.

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), iniciou a orientação para a transição da insulina NPH para a insulina glargina nas Unidades de Saúde da Família (USFs). A mudança segue as diretrizes da Nota Técnica Conjunta nº 169/2026, do Ministério da Saúde.

 

A medida é destinada a crianças e adolescentes com Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1), com idade igual ou superior a 2 anos e inferior a 18 anos, além de pessoas com 70 anos ou mais que tenham DM1 ou Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2).

 

 

 

A substituição será realizada de forma gradual e individualizada, mediante avaliação clínica e prescrição válida. A dose da insulina glargina será definida de acordo com a avaliação clínica individual de cada paciente, considerando suas necessidades e o acompanhamento dos níveis glicêmicos.

 

A insulina glargina é uma insulina de ação prolongada, utilizada para proporcionar controle mais estável da glicemia ao longo do dia. A dose deve ser definida individualmente, conforme avaliação clínica e acompanhamento de cada paciente.

A mudança tem como objetivo simplificar o tratamento e facilitar a adesão dos pacientes à insulinoterapia, mantendo o acompanhamento contínuo pelas equipes de saúde.

 

Os pacientes que já são acompanhados pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf) devem manter, neste momento, o acompanhamento conforme as regras vigentes, evitando duplicidade no fornecimento.

Os pacientes que completarem 18 anos durante a implementação da medida poderão manter o tratamento.

 

A SMS reforça que a troca da insulina ou qualquer alteração na dose não deve ser realizada por iniciativa própria. O paciente deverá procurar a USF onde realiza seu acompanhamento para agendar consulta médica, na qual será feita a avaliação clínica individual, com definição da dose, prescrição e orientações necessárias para a transição segura do tratamento.

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Blairo Maggi surpreende e anuncia voto em Flávio Bolsonaro

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O ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A manifestação ocorreu em um vídeo gravado durante uma conversa em grupo e marca uma mudança em relação à eleição presidencial de 2022, quando Maggi apoiou Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na gravação, o ex-governador comenta, em tom descontraído, sobre a diversidade de opiniões políticas, econômicas e sociais entre os participantes. Após fazer suspense sobre sua escolha, ele revela o nome do candidato: “E ele vai ser pro Flávio. Um abraço”.

 

 

Maggi não explica, no vídeo, os motivos que o levaram a optar pelo senador nesta eleição.

Governador de Mato Grosso por dois mandatos, entre 2003 e 2010, Blairo Maggi também foi ministro da Agricultura durante o governo de Michel Temer. Empresário do agronegócio, ele é uma das figuras de destaque da política mato-grossense.

 

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