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Politica

Mauro Mendes ocupa 6º lugar entre parlamentares eleitos mais ricos do Congresso

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O ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes (União Brasil), eleito senador nas eleições de 2026, declarou patrimônio de R$ 67,2 milhões à Justiça Eleitoral. O valor o coloca na primeira posição entre os senadores eleitos neste ano, segundo levantamento divulgado pela CNN Brasil com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No ranking geral dos parlamentares eleitos para a Câmara dos Deputados e o Senado, Mendes aparece na sexta posição, conforme levantamento publicado pelo Gazeta Digital. A classificação considera os bens informados pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral.

Entre os senadores eleitos, Mendes declarou patrimônio superior ao de Eduardo Braga (MDB-AM), que informou R$ 60,3 milhões, e Reinaldo Azambuja (PL-MS), com R$ 56 milhões, segundo os dados publicados pelo Gazeta Digital.

Virginia Mendes declarou R$ 21,5 milhões

Mato Grosso também terá Virginia Mendes (União Brasil) na Câmara dos Deputados a partir de 2027. Eleita com 102.120 votos, ela declarou patrimônio de R$ 21.502.339,00 à Justiça Eleitoral. O valor inclui principalmente participações societárias, conforme os dados eleitorais consultados.

Entre os demais parlamentares eleitos por Mato Grosso, os patrimônios declarados também apresentam diferenças expressivas. Zé Medeiros (PL), eleito para o Senado, informou possuir R$ 356 mil em bens.

Dados são públicos

As declarações de patrimônio são apresentadas pelos próprios candidatos e podem ser consultadas no sistema DivulgaCandContas, mantido pelo Tribunal Superior Eleitoral. A plataforma reúne informações sobre candidaturas, bens declarados e prestação de contas das campanhas.

Os valores informados correspondem às declarações apresentadas à Justiça Eleitoral e não representam necessariamente uma avaliação atualizada dos bens a preços de mercado.

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Politica

Vídeos de passeatas pró-Flávio Bolsonaro no Roblox repercutem nas redes sociais

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Passeatas virtuais em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) dentro do Roblox ganharam repercussão nas redes sociais após vídeos mostrarem personagens controlados por jogadores reunidos em manifestações com o número 22, associado ao partido político.

As imagens chamaram a atenção por mostrar como plataformas conhecidas pelo entretenimento também podem ser utilizadas para expressar opiniões políticas e reunir participantes em torno de pautas que ultrapassam o universo dos jogos.

A movimentação ocorre em meio às discussões sobre as eleições presidenciais de 2026 e à repercussão de medidas relacionadas à segurança digital e à regulamentação de plataformas frequentadas por crianças e adolescentes.

 

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Ministério Público Estadual

Ministério Público vai analisar denúncia contra vereador por postagem sobre nordestinos

Além da imagem, o vereador publicou conteúdo relacionando o resultado eleitoral do Nordeste a indicadores de pobreza e analfabetismo. Após a repercussão negativa, as publicações foram retiradas das redes sociais.

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Vereador de Cuiabá compartilhou imagem após resultado do primeiro turno; manifestação foi encaminhada à Promotoria para análise e tramita sob sigilo

O vereador de Cuiabá Rafael Ranalli (PL) foi denunciado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) após publicar, nas redes sociais, uma imagem que associava a região Nordeste à cabeça de um burro. A postagem foi feita em 6 de outubro, dois dias após o primeiro turno das eleições presidenciais, e permaneceu disponível por cerca de 24 horas.

A manifestação foi apresentada por meio da Ouvidoria do Ministério Público e será encaminhada à 8ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, responsável pela análise inicial do caso. Conforme as informações divulgadas, a denúncia foi protocolada em 7 de outubro e tramita sob sigilo.

O encaminhamento não significa que uma investigação formal ou um processo judicial tenha sido instaurado. A Promotoria deverá avaliar o conteúdo apresentado e verificar se existem elementos que justifiquem a adoção de providências.

A publicação ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer o senador Flávio Bolsonaro (PL) nos nove estados nordestinos. A imagem compartilhada por Ranalli colocava a figura de um animal sobre o mapa da região, em uma postagem que gerou críticas e acusações de preconceito regional.

Além da imagem, o vereador publicou conteúdo relacionando o resultado eleitoral do Nordeste a indicadores de pobreza e analfabetismo. Após a repercussão negativa, as publicações foram retiradas das redes sociais.

Ranalli nega xenofobia

Após as críticas, Ranalli negou ter praticado xenofobia e afirmou que sua intenção era fazer uma crítica política ao comportamento eleitoral da região, e não ofender os nordestinos.

O vereador também argumentou que a publicação fazia referência ao voto dos eleitores que escolheram Lula, comparando a situação a críticas dirigidas a apoiadores de outros candidatos em diferentes regiões do país.

As explicações foram divulgadas depois que o conteúdo passou a repercutir nas redes sociais e na imprensa mato-grossense.

Vereador também é alvo de inquérito por fala em plenário

Ranalli também é alvo de um inquérito da Polícia Civil relacionado a uma declaração feita contra o vereador Daniel Monteiro (Republicanos) durante uma sessão da Câmara Municipal de Cuiabá, em 19 de maio deste ano.

Na ocasião, enquanto os parlamentares participavam da votação de um projeto, Ranalli chamou o colega de “baitola”, termo pejorativo utilizado contra homens homossexuais. A fala foi captada pelo sistema de áudio do plenário enquanto o microfone do vereador permanecia ligado.

À época, Ranalli afirmou que a expressão foi utilizada em um contexto informal, como uma brincadeira entre colegas, e negou a intenção de ofender ou discriminar.

A Polícia Civil informou, em manifestação anterior, que as diligências relacionadas ao episódio estavam em andamento e que não divulgaria detalhes para não prejudicar a investigação.

A nova denúncia no Ministério Público acrescenta outro episódio à série de controvérsias envolvendo manifestações públicas do vereador. A análise da Promotoria deverá determinar se a publicação sobre o Nordeste apresenta elementos que justifiquem medidas legais.

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Politica

Gisela diz que eleitores questionavam se Pivetta era “da direita mesmo” durante campanha

Vice-governadora eleita afirma que polarização presidencial obrigou chapa a explicitar posicionamento político, mas atribui vitória às entregas da gestão estadual

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A vice-governadora eleita de Mato Grosso, Gisela Simona (União Brasil), afirmou que a polarização política marcou a campanha que garantiu a reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado. Segundo ela, durante a disputa, eleitores questionavam se a chapa realmente representava a direita, principalmente por concorrer com o número 10, do Republicanos, e não com o 22, do PL.

A declaração foi feita na noite de quinta-feira (8), durante entrevista ao programa Roda de Entrevista. Na avaliação de Gisela, a disputa presidencial influenciou diretamente o comportamento de parte do eleitorado mato-grossense, que buscava identificar o posicionamento político dos candidatos estaduais.

“Eu acredito que teve polarização, teve polarização. O que nos deixou muito nítido: Mato Grosso já teve 70% de votos para Bolsonaro, por exemplo. Nós temos um estado que é conservador”, afirmou.

Segundo a vice-governadora eleita, a campanha recebeu questionamentos recorrentes de eleitores que associavam o posicionamento ideológico dos candidatos aos números e partidos da disputa nacional.

“A todo momento, nós que estávamos ali com o voto do 10 sofremos algumas dúvidas do eleitor: será que esse pessoal é da direita mesmo ou não? O eleitor queria saber isso. O eleitor estava discutindo a eleição presidencial. Então, a todo momento, eles queriam saber quem era Lula e quem era Bolsonaro”, relatou.

Gisela afirmou que, diante desse cenário, a chapa precisou explicitar seu posicionamento político em diferentes momentos da campanha.

“Como a gente não tinha o 22 no número, em vários momentos a gente teve que, de alguma forma, manifestar de que lado a gente estava em termos de polarização, se era Lula ou se era Bolsonaro. Então, isso existiu”, declarou.

Chapa demonstrou preocupação com o número 22

A vice-governadora também reconheceu que a equipe chegou a demonstrar preocupação com a força eleitoral do número 22, utilizado pelo PL, partido do senador Wellington Fagundes, adversário de Pivetta na disputa pelo governo estadual.

Segundo ela, parte dos eleitores demonstrava preferência pelo número independentemente do candidato que o representava.

“Nós ficamos bastante preocupados com o 22 num determinado momento, porque muito eleitor queria votar no 22, independente de quem fosse”, afirmou.

Na sequência, Gisela fez uma avaliação sobre a identificação ideológica dos candidatos da disputa estadual.

“Mas, na verdade, quem conhecia quem representava o 22 no estado entendia que ele não era uma direita raiz, como é, em tese, o 22”, declarou.

Gisela atribui vitória às entregas do governo

Apesar de reconhecer o peso da polarização, Gisela avaliou que a votação obtida por Pivetta também refletiu a percepção do eleitorado sobre os resultados da administração estadual.

Pivetta foi reeleito no primeiro turno com 1.128.099 votos, equivalentes a 60,77% dos votos válidos.

Para a vice-governadora eleita, a população demonstrou interesse em resultados concretos da gestão, para além das disputas ideológicas.

“Foi uma campanha polarizada, sim, que exigiu, em vários momentos, esse posicionamento. Mas eu acredito que Mato Grosso tem um público que quer muito resultado. Tem muita gente que já cansou de só ver a briga e não ver entregas”, afirmou.

Gisela concluiu que o desempenho eleitoral da chapa está relacionado à avaliação positiva que, segundo ela, parte da população faz das ações desenvolvidas pelo governo estadual.

“Então, o sucesso dessa votação histórica é fruto de entrega, é fruto de resultado que a grande maioria do povo de Mato Grosso quis”, concluiu.

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