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Caso Breno: suspeito aponta participação de mais duas pessoas no assassinato

Segundo delegado, crime teria sido planejado para impedir que vítima revelasse informações sobre supostos relacionamentos extraconjugais; polícia apura possível pagamento pela execução

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Victor Ostetti/MidiaNews

 

 

O serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, conhecido como “Bigode”, afirmou à Polícia Civil que outras duas pessoas participaram do assassinato do professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (9) pelo delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), após um novo depoimento do investigado.

Segundo o delegado, Elias relatou que teria planejado o crime com um conhecido que também estaria sendo supostamente chantageado pelo professor. Conforme essa versão, os dois teriam decidido matar Breno para impedir que ele revelasse informações relacionadas a possíveis relacionamentos extraconjugais.

“Ele, comentando com um colega dele que também estava passando por essa situação, decidiram fazer o que fizeram com ele”, relatou Bruno Abreu.

De acordo com o depoimento, um dos envolvidos teria buscado Breno de motocicleta, enquanto Elias seguia atrás em um carro. Ao chegarem ao local onde o corpo foi encontrado, uma terceira pessoa já estaria esperando pela vítima.

“Eles seguiram até o local onde já tinha uma terceira pessoa esperando. E já pegou ele [Breno] pelo pescoço e tirou o telefone dele”, afirmou o delegado, ao relatar a versão apresentada pelo suspeito.

Elias também teria declarado que não entrou na área de mata onde o professor foi morto. Segundo o investigado, os outros dois envolvidos teriam levado Breno até o local, enquanto ele permaneceu nas proximidades do veículo.

Fotografias teriam ajudado a localizar o corpo

Ainda conforme o depoimento, um dos supostos envolvidos teria enviado fotografias do local do crime a Elias. O material teria permitido que o serralheiro indicasse posteriormente aos policiais onde o corpo de Breno estava.

O professor foi encontrado na noite de quinta-feira (8), em uma área de brejo no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande, após 12 dias desde o desaparecimento, ocorrido em 26 de setembro.

A Polícia Civil trabalha para identificar os outros possíveis participantes. O delegado evitou divulgar detalhes sobre as diligências para não comprometer o andamento das investigações.

“Quanto a esses suspeitos, gente, eu não vou poder falar muito. A gente vai agora prosseguir com o inquérito para identificar as pessoas corretas que fizeram isso”, declarou Bruno Abreu.

Polícia apura possível pagamento pelo crime

A investigação também busca esclarecer se houve pagamento pela execução do homicídio e se outras pessoas participaram do planejamento ou da prática do crime.

O delegado ressaltou que a apuração ainda está em andamento e que a motivação apresentada até o momento poderá ser revista conforme o surgimento de novas informações.

“Nós temos muita coisa ainda para analisar. Se tem um, dois, três, quatro suspeitos, né? A motivação, a princípio, é essa. Pode ser que seja outra motivação”, afirmou.

As informações sobre a suposta chantagem e os relacionamentos extraconjugais fazem parte da versão apresentada pelo investigado e ainda precisam ser verificadas pelos investigadores.

O caso

Breno estava desaparecido desde a noite de 26 de setembro, quando saiu de casa, no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele subiu na garupa de uma motocicleta.

O caso passou a ser investigado pela DHPP, que realizou diligências para localizar o professor e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento.

Elias foi preso na região do Manso e, segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil, indicou o local onde o corpo foi encontrado. O serralheiro permanece preso temporariamente enquanto a investigação prossegue.

A polícia agora concentra os trabalhos na identificação de outros possíveis envolvidos, na verificação da motivação relatada e no esclarecimento da dinâmica do homicídio.

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Polícia

Polícia apura participação de ocupantes de Corolla na morte de professor em MT

A equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) aguarda os resultados dos exames da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para esclarecer as circunstâncias da morte.

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Victor Ostetti/MidiaNews

A Polícia Civil investiga a participação de outras pessoas no homicídio do professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, cujo corpo foi localizado na noite de quinta-feira (8), em uma área de brejo no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Segundo o delegado Bruno Abreu, a investigação apura a participação de pessoas que teriam acompanhado os deslocamentos da vítima antes do desaparecimento.

O corpo foi encontrado após o serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, suspeito de envolvimento no caso, indicar à polícia o local onde Breno estaria. O investigado foi preso horas antes, em uma área da região do Manso. Ele não havia confessado formalmente o homicídio, conforme as informações divulgadas sobre o caso.

Breno estava desaparecido desde 26 de setembro. De acordo com o delegado, o corpo foi encontrado em um brejo profundo e apresentava estado avançado de decomposição. Tatuagens visíveis auxiliaram na identificação preliminar da vítima.

“Era um brejo muito fundo. Vamos esperar a perícia para falar, mas o estado de decomposição dele já está um pouco avançado”, afirmou Abreu.

A equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) aguarda os resultados dos exames da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para esclarecer as circunstâncias da morte.

Polícia busca identificar outros envolvidos

A investigação não descarta a participação de outras pessoas no crime. Conforme o delegado, a polícia apura a presença de ocupantes de um Toyota Corolla que aparece em imagens acompanhando a motocicleta na qual Breno foi visto pela última vez.

Segundo Abreu, durante a abordagem, Elias teria relatado informalmente que estava dentro do carro, enquanto Breno estaria na motocicleta acompanhado de outra pessoa. A identidade desse possível segundo ocupante é investigada.

“Outras pessoas participaram, com certeza, né? Informalmente, ali, durante a prisão, ele confessou que estaria dentro do Corolla e, na moto, estaria o Breno e mais uma pessoa que está sendo investigada e, com certeza, a gente vai solicitar a prisão”, afirmou o delegado.

A Polícia Civil trabalha para esclarecer a dinâmica do crime, identificar todos os envolvidos e determinar a responsabilidade de cada suspeito. As circunstâncias da morte dependem dos resultados periciais e do avanço das diligências.

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“Foram 25 anos juntos”: irmão gêmeo lamenta morte de professor Breno

“Só consigo chorar e sentir falta de você, do seu carinho, da metade que você levou de mim. Você sempre disse que não éramos siameses, meu maior grande amor. Te amo aqui e além”, escreveu.

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“Éramos como siameses e você levou metade de mim.” A frase marca o desabafo de Bruno Humberto após a morte do irmão gêmeo, o professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, encontrado morto na noite de quinta-feira (8), em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Depois de 11 dias de angústia em busca de informações sobre o desaparecimento, a família agora cobra justiça.

Em uma publicação nas redes sociais, Bruno falou sobre a dor de perder o irmão com quem compartilhou toda a vida. Na homenagem, ele descreveu o vazio deixado pela ausência de Breno e recordou o vínculo entre os dois.

“Só consigo chorar e sentir falta de você, do seu carinho, da metade que você levou de mim. Você sempre disse que não éramos siameses, meu maior grande amor. Te amo aqui e além”, escreveu.

O irmão também relembrou a própria posição como o gêmeo mais velho, que aconselhava Breno e, em alguns momentos, chamava a atenção dele. Ao recordar os 25 anos de convivência, Bruno afirmou que compreende ainda mais a importância dessa relação diante da perda.

“Sempre serei o seu irmão, o irmão mais velho, aquele que sempre pegou no seu pé. Hoje eu entendo a necessidade disso, mesmo que você, algumas vezes, não entendesse. Eu te amo demais. Foram 25 anos juntos e uma saudade que não cabe no peito”, declarou.

 

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Professor Breno é encontrado morto em bairro de Várzea Grande

A investigação permanece em andamento para apurar as circunstâncias do crime e a possível participação de outros envolvidos.

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Polícia Civil de Mato Grosso localizou o corpo do professor Breno Antônio Humberto de Moraes no início da noite desta quinta-feira (8.10), na região do bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande.

A localização ocorreu após o cumprimento do mandado de prisão temporária de um homem investigado pela participação no desaparecimento e possível homicídio do professor. A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na região do Manso, em Cuiabá.

As diligências integram a investigação conduzida pela DHPP, que intensificou os trabalhos desde quarta-feira (7.10), com a realização de diversas medidas investigativas para esclarecer os fatos, localizar a vítima e identificar possíveis envolvidos.

Breno Antônio Humberto de Moraes estava desaparecido desde o dia 26 de setembro, quando saiu de casa informando que retornaria em breve, mas não voltou. O caso começou a ser investigado pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas e, posteriormente, passou a ser conduzido pela DHPP, sob a presidência do delegado Bruno Sérgio Magalhães Abreu.

A investigação permanece em andamento para apurar as circunstâncias do crime e a possível participação de outros envolvidos.

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