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Flávio aciona Justiça Eleitoral e pede bloqueio de canal de Janones até o fim do segundo turno
A campanha solicita que o canal seja removido do WhatsApp em até duas horas. Também pede que Janones seja banido da plataforma até o encerramento do segundo turno. Os pedidos dependem de análise da Justiça Eleitoral e não representam, por si só, uma decisão do tribunal.
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da Redação
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar a retirada do ar do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A representação acusa o canal de disseminar informações falsas sobre o candidato à Presidência e pede medidas contra o parlamentar até o fim do segundo turno.
Segundo informações divulgadas pela campanha, o canal alcançou 3,2 milhões de seguidores em menos de sete dias, número equivalente ao registrado pelo canal oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na mesma plataforma.
Na representação encaminhada ao TSE, os advogados de Flávio Bolsonaro afirmam que publicações do canal reproduzem alegações que, segundo a equipe jurídica, já foram consideradas falsas pela Justiça Eleitoral em processos anteriores envolvendo Janones.
Entre os exemplos citados estão afirmações de que Flávio Bolsonaro pretenderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, de que teria envolvimento com milícias e de que promoveria cortes em aposentadorias, pensões e no Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A campanha solicita que o canal seja removido do WhatsApp em até duas horas. Também pede que Janones seja banido da plataforma até o encerramento do segundo turno. Os pedidos dependem de análise da Justiça Eleitoral e não representam, por si só, uma decisão do tribunal.
Campanha também questiona atuação da Meta
A representação inclui críticas à Meta, empresa responsável pelo WhatsApp. A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro argumenta que a companhia não estaria cumprindo adequadamente os compromissos assumidos perante a Justiça Eleitoral para conter a disseminação de desinformação durante o período eleitoral.
O caso ocorre em meio à intensificação da disputa digital entre apoiadores dos dois candidatos que avançaram para o segundo turno. Com milhões de seguidores, os canais de mensagens se tornaram ferramentas relevantes para mobilizar militantes e ampliar o alcance de conteúdos políticos.
A análise do TSE deverá considerar os pedidos apresentados pela campanha e os elementos incluídos na representação antes de eventual determinação sobre o funcionamento do canal ou o acesso de Janones à plataforma.

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LGBTQIA+ de direita contrariam narrativa de que orientação sexual define voto
Outro exemplo é Sophia Barclay, influenciadora trans que se filiou ao PL em 2026 e se apresenta como conservadora e contrária ao movimento woke.
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11/10/2026 - 11:05Por
Ana Barros
A ideia de que o avanço da direita representa, automaticamente, uma ameaça reconhecida da mesma forma por toda a população LGBTQIA+ ignora uma realidade importante: a comunidade é diversa também nas escolhas políticas. Enquanto lideranças de movimentos sociais manifestam preocupação com a possibilidade de retrocessos nos direitos conquistados, gays, lésbicas, travestis e pessoas trans também ocupam espaços na direita, defendem pautas conservadoras e apoiam representantes do campo bolsonarista.
Um dos exemplos mais recentes é o influenciador Rico Melquiades, que declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou ser gay e disse não ter perdido seus direitos durante o governo de Jair Bolsonaro. A manifestação provocou repercussão e reacendeu o debate sobre a relação entre identidade sexual e posicionamento ideológicoOutro nome que ajuda a ilustrar essa diversidade é Yoyo Panda, influenciadora e candidata do PL no Rio Grande do Sul. Identificada com a direita, ela se apresenta publicamente como travesti e defende que identidade de gênero não determina alinhamento político. Sua atuação contraria a ideia de que pessoas trans necessariamente precisam se identificar com partidos de esquerda.
Outro nome que ajuda a ilustrar essa diversidade é Yoyo Panda, influenciadora e candidata do PL no Rio Grande do Sul. Identificada com a direita, ela se apresenta publicamente como travesti e defende que identidade de gênero não determina alinhamento político. Sua atuação contraria a ideia de que pessoas trans necessariamente precisam se identificar com partidos de esquerda.
Na mesma linha, Agustin Fernandez, maquiador, empresário e influenciador, tornou-se conhecido pela proximidade com Michelle Bolsonaro e pelo apoio declarado a Jair Bolsonaro desde 2018. Homossexual assumido, ele construiu uma trajetória pública alinhada ao conservadorismo e já falou sobre as dificuldades que enfrentou tanto em razão do preconceito quanto por suas posições políticas. Sua história mostra que a identificação com a direita também existe entre pessoas LGBTQIA+, embora isso não signifique concordância com todas as propostas desse campo político.
Outro exemplo é Sophia Barclay, influenciadora trans que se filiou ao PL em 2026 e se apresenta como conservadora e contrária ao movimento woke. Sua trajetória ganhou destaque justamente por buscar espaço para pessoas trans dentro de um partido associado à direita brasileira. Barclay também passou a manifestar apoio a Flávio Bolsonaro, conforme noticiado durante a movimentação política deste ano.
Os exemplos não significam que esses nomes representem toda a população LGBTQIA+, nem que suas posições sejam compartilhadas pela maioria. Demonstram, porém, que há diferentes formas de interpretar a realidade social e de escolher representantes políticos dentro da própria comunidade.
A crítica ao bolsonarismo e a pluralidade de opiniões
Na reportagem que motivou este debate, Xica da Silva, presidente do Grupo Livre Mente, e Clovis Arantes, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Mato Grosso, expressaram preocupação com o avanço de forças conservadoras no Congresso e com a possibilidade de mudanças em políticas públicas destinadas à população LGBTQIA+.
As preocupações dos ativistas devem ser consideradas no debate público, especialmente quando relacionadas a propostas legislativas, decisões administrativas e medidas concretas que possam afetar direitos. O histórico do governo Jair Bolsonaro, por exemplo, pode ser objeto de análise a partir de suas decisões e da estrutura de políticas públicas mantida ou modificada durante aquele período.
Entretanto, reconhecer a legitimidade dessas preocupações não exige tratar todas as pessoas de direita como adversárias da comunidade ou presumir que os eleitores LGBTQIA+ compartilhem uma posição política única.
A existência de pessoas LGBTQIA+ conservadoras também não encerra a discussão sobre direitos. O fato de alguém apoiar um candidato não comprova, por si só, que todas as políticas desse candidato sejam favoráveis à comunidade. Da mesma forma, a orientação sexual de um eleitor não autoriza terceiros a determinar qual partido ou ideologia ele deveria seguir.
O voto não tem orientação sexual
A democracia pressupõe liberdade de consciência e de escolha. Uma pessoa LGBTQIA+ pode priorizar segurança pública, economia, liberdade religiosa, costumes, empreendedorismo ou políticas sociais ao decidir seu voto. Outra pode colocar o combate à discriminação e a ampliação de direitos no centro de suas escolhas. Essas prioridades podem variar até mesmo entre pessoas que compartilham experiências semelhantes.
Por isso, o debate eleitoral não deve transformar a identidade sexual ou de gênero em um teste de fidelidade ideológica. A comunidade LGBTQIA+ não é um partido político, e seus integrantes não têm obrigação de pensar da mesma maneira.
No caso de Flávio Bolsonaro, o apoio declarado por nomes como Rico Melquiades e o alinhamento de figuras como Sophia Barclay com o campo conservador mostram que a direita também possui apoiadores LGBTQIA+. Já Yoyo Panda e Agustin Fernandez evidenciam que essa presença não surgiu agora.
A discussão sobre direitos, contudo, precisa ir além de declarações individuais. Propostas, compromissos públicos, votações e ações de governo devem ser examinados para que os eleitores possam avaliar o que cada candidatura oferece.
O ponto central é simples: defender os direitos da população LGBTQIA+ e reconhecer sua diversidade política não são ideias incompatíveis. É possível cobrar de qualquer candidato respeito à igualdade perante a lei e, ao mesmo tempo, reconhecer que cada cidadão tem o direito de escolher livremente seus representantes, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.
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Cuiabá inicia transição da insulina NPH para glargina nas USFs; veja público-alvo
Os pacientes que completarem 18 anos durante a implementação da medida poderão manter o tratamento.
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11/10/2026 - 10:45Por
da Redação
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), iniciou a orientação para a transição da insulina NPH para a insulina glargina nas Unidades de Saúde da Família (USFs). A mudança segue as diretrizes da Nota Técnica Conjunta nº 169/2026, do Ministério da Saúde.
A medida é destinada a crianças e adolescentes com Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1), com idade igual ou superior a 2 anos e inferior a 18 anos, além de pessoas com 70 anos ou mais que tenham DM1 ou Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2).
A substituição será realizada de forma gradual e individualizada, mediante avaliação clínica e prescrição válida. A dose da insulina glargina será definida de acordo com a avaliação clínica individual de cada paciente, considerando suas necessidades e o acompanhamento dos níveis glicêmicos.
A insulina glargina é uma insulina de ação prolongada, utilizada para proporcionar controle mais estável da glicemia ao longo do dia. A dose deve ser definida individualmente, conforme avaliação clínica e acompanhamento de cada paciente.
A mudança tem como objetivo simplificar o tratamento e facilitar a adesão dos pacientes à insulinoterapia, mantendo o acompanhamento contínuo pelas equipes de saúde.
Os pacientes que já são acompanhados pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf) devem manter, neste momento, o acompanhamento conforme as regras vigentes, evitando duplicidade no fornecimento.
Os pacientes que completarem 18 anos durante a implementação da medida poderão manter o tratamento.
A SMS reforça que a troca da insulina ou qualquer alteração na dose não deve ser realizada por iniciativa própria. O paciente deverá procurar a USF onde realiza seu acompanhamento para agendar consulta médica, na qual será feita a avaliação clínica individual, com definição da dose, prescrição e orientações necessárias para a transição segura do tratamento.
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Blairo Maggi surpreende e anuncia voto em Flávio Bolsonaro
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11/10/2026 - 10:20Por
da Redação
O ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A manifestação ocorreu em um vídeo gravado durante uma conversa em grupo e marca uma mudança em relação à eleição presidencial de 2022, quando Maggi apoiou Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na gravação, o ex-governador comenta, em tom descontraído, sobre a diversidade de opiniões políticas, econômicas e sociais entre os participantes. Após fazer suspense sobre sua escolha, ele revela o nome do candidato: “E ele vai ser pro Flávio. Um abraço”.
Maggi não explica, no vídeo, os motivos que o levaram a optar pelo senador nesta eleição.
Governador de Mato Grosso por dois mandatos, entre 2003 e 2010, Blairo Maggi também foi ministro da Agricultura durante o governo de Michel Temer. Empresário do agronegócio, ele é uma das figuras de destaque da política mato-grossense.

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