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El Niño pode ser o mais forte da história e acende alerta para seca em Mato Grosso

No norte mato-grossense, a tendência também é de menor volume de chuva. Ao mesmo tempo, as temperaturas devem permanecer acima da média em áreas da Amazônia Legal e do Pantanal.

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O avanço do El Niño coloca Mato Grosso em estado de atenção diante da possibilidade de uma das maiores intensificações do fenômeno já registradas. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê que o evento climático ganhe força nos próximos meses, com potencial para alterar os regimes de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta.

A previsão é de que o fenômeno alcance seu pico no fim de 2026, mas seus efeitos podem se estender pelos primeiros meses de 2027. A probabilidade de permanência do El Niño até fevereiro do próximo ano se aproxima de 100%, segundo a OMM.

O aquecimento das águas do Pacífico tropical já é considerado excepcional. Em determinadas áreas abaixo da superfície do oceano, as temperaturas estão mais de 8°C acima da média, um dos sinais que indicam o fortalecimento do fenômeno.

A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que, caso a tendência atual seja mantida, o episódio poderá superar os eventos registrados desde o início do monitoramento. Atualmente, o fenômeno já figura entre os quatro mais intensos observados desde 1950.

Em Mato Grosso, os efeitos previstos chamam atenção principalmente pela possibilidade de redução das chuvas. O boletim mais recente do Painel El Niño 2026–2027, produzido por órgãos como Cemaden, Inmet, Inpe e Defesa Civil Nacional, aponta precipitações abaixo da média em áreas do Centro-Oeste.

No norte mato-grossense, a tendência também é de menor volume de chuva. Ao mesmo tempo, as temperaturas devem permanecer acima da média em áreas da Amazônia Legal e do Pantanal.

O cenário pode prolongar a estiagem, comprometer a disponibilidade de água e aumentar as condições favoráveis à ocorrência de incêndios florestais. A previsão indica mais de 90% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre setembro e novembro. A possibilidade de o episódio superar os eventos anteriores a partir de 1950 é estimada em 69%.

A situação já preocupa municípios mato-grossenses. Em julho, 157 cidades brasileiras estavam sob condições de seca severa, com agravamento também registrado em Mato Grosso. O risco de queimadas permanece elevado no Centro-Oeste e no sul da Amazônia.

Além dos impactos ambientais, a irregularidade das chuvas pode trazer consequências para o agronegócio. Em Lucas do Rio Verde, o coordenador municipal da Defesa Civil, Edgar Savaris, afirmou que a possibilidade de prolongamento da estiagem aumenta a insegurança dos produtores em relação ao calendário de plantio.

“O produtor vai na incerteza, não sabe quando vai plantar”, declarou durante entrevista divulgada pela Câmara Municipal.

Apesar dos alertas, a OMM ressalta que a intensidade do El Niño, por si só, não determina a dimensão dos impactos em cada região. As consequências variam conforme a localização, a época do ano e a combinação com outros fatores climáticos.

Por isso, o acompanhamento das previsões e dos boletins dos órgãos oficiais será fundamental nos próximos meses, especialmente em regiões de Mato Grosso já afetadas pela estiagem e com histórico de incêndios durante o período de seca.

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Justiça barra soltura de homem que matou tia e arrancou coração em Sorriso

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Lumar Costa da Silva, que matou a própria tia a facadas e arrancou o coração dela em Sorriso, não será solto neste momento. Apesar de um laudo elaborado pela equipe do Centro Integrado de Atenção Psicossocial Adauto Botelho, em Cuiabá, recomendar a desinternação, a Justiça decidiu manter o acusado internado e determinou uma nova avaliação sobre sua periculosidade.

A decisão foi tomada pela juíza Caroline Schneider Guanaes Simões no dia 2 de setembro. A magistrada determinou que Lumar seja submetido, com prioridade, a um exame de cessação de periculosidade pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Somente depois do resultado dessa perícia o Judiciário deverá analisar se ele poderá deixar novamente a internação e seguir o tratamento em regime ambulatorial em Campinas (SP), sob supervisão do pai.

Lumar ficou conhecido nacionalmente pelo crime cometido em julho de 2019. Na ocasião, matou a tia, Maria Zélia da Silva, de 55 anos, a facadas, retirou o coração da vítima e o entregou à filha dela, que era sua prima.

O acusado foi considerado inimputável após exames apontarem que, na época do crime, ele não tinha capacidade de compreender o caráter ilícito da própria conduta. O diagnóstico apontou transtorno afetivo bipolar tipo 1.

Em junho de 2025, Lumar já havia deixado o hospital para continuar o tratamento fora da unidade. A experiência, porém, terminou poucos meses depois. Em novembro, ele voltou a ser preso após ameaçar a ex-esposa, e a Justiça determinou seu retorno à internação.

Agora, embora o relatório médico indique que Lumar está lúcido, orientado, sem delírios, agitação ou sintomas psicóticos e sem comportamento agressivo, a juíza considerou o histórico de violência e o fracasso da experiência anterior fora do hospital.

Por isso, a Justiça entendeu que apenas a melhora clínica observada dentro do ambiente hospitalar não é suficiente para comprovar que ele possa retornar ao convívio social sem representar risco.

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Médico morre em acidente entre carro e carreta na BR-174, em MT

As circunstâncias da colisão deverão ser esclarecidas durante a investigação.

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O médico Daivid Antonio Almeida Chaves morreu na noite deste domingo (6) após o carro que conduzia bater de frente com uma carreta na BR-174, nas proximidades da região conhecida como Pedro Neca, em Pontes e Lacerda, a 448 quilômetros de Cuiabá.

Segundo as informações iniciais, Daivid conduzia um Chevrolet Onix quando o veículo teria invadido a pista contrária e colidido frontalmente com a carreta. A dinâmica do acidente e os motivos que levaram o automóvel a mudar de faixa ainda serão investigados pelas autoridades.

Com a força da batida, o médico não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde deverá passar por exame de necropsia.

Morador de São Paulo, Daivid atuava nas áreas de transplante capilar e em tratamentos relacionados ao uso de CBD e THC. Ele viajava regularmente para Pontes e Lacerda, onde realizava atendimentos na Clínica Vita e mantinha vínculo profissional. O médico também tinha familiares no município.

A notícia da morte provocou comoção entre familiares, amigos e pacientes. Nas redes sociais, uma familiar publicou uma mensagem de despedida e lamentou a perda.

“Luto meu irmão. Que dor estamos sentindo. Deus te recolheu, mas agradeço pelo tempo que ele me presenteou com sua alegria. Te amarei eternamente”, escreveu.

As circunstâncias da colisão deverão ser esclarecidas durante a investigação.

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Bebê de 1 ano é encontrada submersa em piscina e morre em Cuiabá

Conforme a avaliação inicial, não foram encontrados sinais de violência, indícios de crime ou evidências da participação de terceiros na morte.

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Uma bebê de apenas um ano morreu afogada na tarde deste sábado (5), após ser encontrada submersa na piscina de uma residência no bairro Santa Cruz 2, em Cuiabá.

Segundo a Polícia Civil, a família percebeu a ausência da criança por volta das 14h e iniciou as buscas pela casa. Pouco depois, a bebê foi localizada dentro da piscina e retirada imediatamente da água.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e uma equipe esteve no endereço, mas encontrou a criança sem sinais vitais. A morte foi constatada por volta das 14h50.

A Polícia Civil foi comunicada às 14h20 e investigadores chegaram ao imóvel por volta das 15h30. No local também estavam equipes da Polícia Militar, da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e do Instituto Médico Legal (IML).

Durante a perícia, investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e profissionais da Politec fizeram uma análise da residência e do corpo da criança.

Conforme a avaliação inicial, não foram encontrados sinais de violência, indícios de crime ou evidências da participação de terceiros na morte.

A perícia também apontou que não foi possível determinar por quanto tempo a bebê permaneceu submersa.

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