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Crea-MT participa de debate técnico sobre VLT x BRT em Conferência na AMM

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O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) participou, quinta-feira, 07 de julho da Conferência Municipal Sobre o Modal de Transporte Público (VLT X BRT), realizada pela Prefeitura de Cuiabá, no auditório da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). O encontro teve como objetivo garantir transparência as informações e apresentar, de fato, as vantagens e ou desvantagens dos dois modais de transporte.

 Ao fazer uma explanação sobre o VLT, o presidente do Crea-MT, eng. civil Juares Samaniego explicou que esse modelo, o que estão apresentando, é exclusivo para ônibus. Da forma em que estão colocando que terá acesso para outros veículos como ambulâncias, não será um corredor exclusivo. “ Já o VLT é uma linha exclusiva, propondo, modernidade, celeridade e agilidade no tráfego.  Vale ressaltar outro fator importante que deve ser esclarecido é a relação da composição tarifária”, destacou Juares.

Ainda segundo o engenheiro civil, que é secretário de Mobilidade Urbana de Cuiabá, a pesquisa   é semanal, colocando como base o número de passageiros ao dia. “As questões relacionadas a valores de tarifa são relativas. Em agosto, o valor era de R$ 8, onde foram transportados cerca de 70 mil usuários.  E hoje são mais de 205 mil passageiros”, disse Juares.

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro destacou que a Conferência Municipal é voltada exclusivamente para o povo e a sociedade de modo geral. Não é para nenhuma autoridade, prefeito, vereador ou governo. É uma contribuição que a Prefeitura de Cuiabá, com a realização desse encontro, dá para colocar luz no debate sobre a escolha do melhor modal de transporte.

 “O Brasil está colocando luz, para que Cuiabá possa sair das trevas desse embate que já dura cerca de dez anos, com 44 vagões parados e um projeto já aprovado”, declarou o prefeito.  A população precisa conhecer quanto já foi gasto de fato com o projeto do VLT, qual prazo para a conclusão da obra, qual será a forma de operacionalização, valor da tarifa. É um evento para debater o que será o VLT e o BRT. É um espaço para esclarecimento sobre o que realmente interessa, qual o melhor modal a fim de promover a cidadania e dignidade para quem depende do transporte público”, ressaltou o prefeito de Cuiabá.

 O vice-prefeito José Roberto Stopa disse que a Conferência é um espaço para esclarecimento de dúvidas e informações técnicas. “Claramente a Prefeitura de Cuiabá defende o VLT. Nós temos a certeza de que esse é o melhor caminho. É o modal mais moderno, eficiente e sustentável. É inadmissível deixar para trás mais de um bilhão de reais. Abandonar um sistema moderno e mudar para um modelo conservador. As grandes capitais estão deixando o BRT e migrando para o VLT. Por isso, esperamos com essa conferência deixar tudo bem esclarecido”, ponderou Stopa.

Já o presidente da Câmara Municipal, vereador Juca do Guaraná, informou que o legislativo municipal não está de braços cruzados sobre os modais de transporte. “Se formos analisar friamente, nós não dependemos do transporte. É a população que precisa ser ouvida. Estamos à disposição e agradecemos em nome da Câmara de Cuiabá, e parabenizá-lo pela iniciativa, sempre voltada para o bem-estar da população cuiabana”, disse o vereador.

 “O comércio é o maior empregador de Mato Grosso. Nós deixamos de perguntar para aquele que depende do transporte coletivo para locomoção diária, não foi consultado. Essa consulta pública já devia ter sido realizada. Nós não apoiamos nenhum lado político. Nós defendemos os nossos trabalhadores, que merecem um transporte de qualidade e seguro. Nós somos a favor da população cuiabana e várzea-grandense. Se o primeiro mundo merece, nós de Mato Grosso vamos retroceder e falar em BRT? É um retrocesso muito grande”, questionou o presidente da Fecomércio, José Wenceslau Júnior.

O diretor e representante da Ordem dos Advogados do Brasil- OAB MT, Helmut Daltro, considera a discussão mais do que válida. “Debates que trazem como linha de ação e o bom diálogo, principalmente em questões sensíveis à sociedade, sobre o caso dessa discussão técnica   do VLT ou BRT. A OAB está sempre à disposição da Prefeitura de Cuiabá para servir de balizador. Esperamos que seja escolhido o melhor e o modelo mais recomendado do modal de transporte, para atender o anseio da sociedade”, argumentou Helmut.

 O deputado federal José Medeiros parabenizou a iniciativa do prefeito em colocar em debate o assunto VLT. “O modal é um tema que tem tomado dimensão nacional. Vários segmentos voltaram os olhos para a capital de Mato Grosso, mas não de forma positiva. Por isso que te parabenizo, em colocar pela primeira vez, esse assunto num debate técnico. Sou a favor daquele que não quer jogar um bilhão no mato’”, disse Medeiros.

 Além de profissionais do Sistema Confea/Crea, ao todo, mais de 250 pessoas  ligadas à órgãos públicos ,  intuições e entidades públicas, participaram do evento , entre elas:  CÇamara Federal, Câmara Municipal de Cuiabá, União Cuiabana da Associação de Moradores de Bairros, Federação do Comércio, Ordem dos Advogados do Brasil,   Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso( Creci),  Federação Mato-grossense de Bairros, Aprosoja , além de  líderes comunitários.

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Lotes de antibióticos e soro fisiológico são recolhidos por risco à segurança dos pacientes

Segundo a agência, os produtos eram divulgados e vendidos por meio do site da empresa e de redes sociais, inclusive com nomes comerciais nos rótulos, o que contraria as normas que regulamentam a atividade de farmácias de manipulação.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de lotes específicos de dois antibióticos e de uma solução fisiológica após a identificação de desvios de qualidade que podem comprometer a segurança dos pacientes. A medida foi publicada nesta quinta-feira (18) e vale para todo o território nacional.

Entre os produtos afetados está o lote 2519879 do medicamento Polycid®, fabricado pela União Química Farmacêutica Nacional S/A. O antibiótico injetável é utilizado no tratamento de infecções graves e, segundo a Anvisa, a própria fabricante já iniciou o recolhimento voluntário da unidade comprometida.

Outro medicamento alvo da fiscalização é o lote 24101854 do Fosfato de Clindamicina 150 mg/ml, produzido pela Hypofarma. Durante a análise, foram identificados corpos estranhos e precipitados dentro dos frascos lacrados, situação que motivou a determinação imediata de recolhimento.

Além dos antibióticos, a Anvisa também determinou a retirada do mercado do lote 2513588 da Solução Fisiológica de Cloreto de Sódio Equiplex 9 mg/ml, com validade até junho de 2027. O produto apresentou desvio de qualidade durante o controle sanitário e não deve ser utilizado por profissionais ou pacientes.

A orientação da agência é para que hospitais, clínicas, farmácias e distribuidores interrompam imediatamente a comercialização e o uso dos lotes afetados, realizando a devolução conforme os protocolos estabelecidos pelos fabricantes.

Farmácia de manipulação também é alvo de medida sanitária

A Anvisa ainda determinou o recolhimento de todas as preparações magistrais produzidas pela Farmácia J do Jabour Ltda. A decisão foi tomada após fiscalização identificar a comercialização de medicamentos manipulados padronizados e sem prescrição individualizada, prática considerada irregular pela legislação sanitária.

Segundo a agência, os produtos eram divulgados e vendidos por meio do site da empresa e de redes sociais, inclusive com nomes comerciais nos rótulos, o que contraria as normas que regulamentam a atividade de farmácias de manipulação.

A resolução reforça o papel da fiscalização sanitária na garantia da qualidade e da segurança dos medicamentos disponibilizados à população, evitando riscos à saúde decorrentes de produtos com possíveis falhas de fabricação ou comercialização irregular.

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VÍDEO: Empresário relata ter visto início das chamas em barracão de Várzea Grande

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, já afirmou que o município aguardará a conclusão das investigações antes de apontar qualquer responsabilidade ou divulgar informações definitivas sobre as causas do incêndio.

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Um empresário que trabalha nas proximidades do barracão da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande afirmou ter presenciado o início do incêndio que destruiu a estrutura na tarde desta quarta-feira (17). Segundo ele, as chamas teriam começado após um possível curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado instalado na parte externa do prédio.

O relato surge enquanto autoridades iniciam os trabalhos para identificar oficialmente as causas do incêndio que consumiu o imóvel utilizado como almoxarifado e depósito da Secretaria de Educação.

De acordo com a testemunha, não há indícios de que o fogo tenha sido provocado de forma criminosa. O empresário contou que estava em frente ao local quando percebeu o início das chamas e observou o que teria causado o incêndio.

“O fogo não foi criminal. Eu estava ali na frente. Começou um curto-circuito, um ar-condicionado lá de fora. Aí começou o fogo”, relatou.

O empresário também afirmou que problemas elétricos na região não seriam uma novidade. Segundo ele, situações semelhantes já teriam sido registradas anteriormente, inclusive motivando serviços recentes de manutenção na rede elétrica.

“Vira e mexe dá curto ali. A Energisa, na semana passada, já fez a manutenção correta. Então, não foi criminal. Foi curto-circuito”, declarou.

Apesar do depoimento, a origem do incêndio ainda não foi oficialmente confirmada. A definição dependerá dos laudos técnicos que serão produzidos pelo Corpo de Bombeiros Militar, pela Polícia Civil e pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, já afirmou que o município aguardará a conclusão das investigações antes de apontar qualquer responsabilidade ou divulgar informações definitivas sobre as causas do incêndio.

Além de comentar a possível origem das chamas, o empresário também criticou o tempo de resposta das equipes de emergência. Segundo ele, houve demora para o início do combate ao fogo. A informação, entretanto, ainda não foi confirmada pelos órgãos responsáveis pela ocorrência.

O incêndio destruiu completamente a estrutura utilizada para armazenar documentos, móveis, equipamentos e materiais didáticos que seriam destinados a novas unidades escolares e creches da rede municipal.

Enquanto a perícia avança, a Prefeitura de Várzea Grande trabalha no levantamento dos prejuízos causados pelo incêndio e na busca por alternativas para minimizar os impactos na área da educação.

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A legalidade não pode ser castigada

Pamela Cigerza Alegria é advogada especialista em Direito Minerário e Ambiental, sócia do Ferreira Alegria Advogados Associados e idealizadora da Expominério.

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O Brasil demorou para enfrentar o ouro ilegal. Durante anos, assistimos ao avanço da extração clandestina sobre terras indígenas e áreas sensíveis, enquanto o Estado ignorava a dimensão econômica e criminosa dessa cadeia. O Projeto de Lei nº 3025/2023 nasce justamente dessa pressão por controle, rastreabilidade e responsabilização.

O projeto traz avanços importantes: a criação de mecanismos de rastreabilidade, a exigência de nota fiscal eletrônica, o compartilhamento de dados entre ANM, Banco Central e sistema financeiro, e o fim da presunção automática de boa-fé. São medidas necessárias para dificultar o “esquentamento” do minério. O problema é que Brasília comete um erro recorrente: legislar olhando apenas para o criminoso, ignorando quem tenta sobreviver na legalidade.

Na prática, o texto cria uma estrutura pesada para quem já opera sob insegurança regulatória, morosidade administrativa e dificuldade de licenciamento. Há uma contradição: o Estado falha há anos em entregar uma estrutura mínima de fiscalização e eficiência, mas agora exige do minerador regular um nível de controle quase impossível de operacionalizar na ponta. Enquanto o ilegal opera sem licença, nota ou fiscalização, o produtor regular acumula custos, travas operacionais e riscos jurídicos. No fim, quem trabalha corretamente compete em desvantagem. Isso não é política pública inteligente, é punição indireta da legalidade.

O PL acerta na rastreabilidade, mas erra ao transferir toda a carga de risco para a cadeia formal, ignorando a incapacidade estrutural da ANM. A agência enfrenta déficit técnico, lentidão processual e limitações severas. Criar novas obrigações sem garantir estrutura tecnológica e integração sistêmica produzirá o oposto do pretendido: mais burocracia, judicialização e menos competitividade.

Outro ponto preocupante é a concentração da comercialização do ouro exclusivamente em instituições autorizadas pelo sistema financeiro. Isso pode criar um mercado oligopolista, aumentar custos de transação e sufocar o pequeno produtor regular, especialmente nas regiões mais afastadas do país.

O Senado precisa corrigir essas distorções. O projeto necessita de uma transição regulatória séria, implantação gradual, tratamento proporcional para a pequena mineração e simplificação da Guia de Transporte e Custódia de Ouro. Também é indispensável garantir segurança jurídica para operações já licenciadas e criar critérios técnicos objetivos para definir as regiões auríferas produtoras, evitando subjetividade e conflitos.

Defender ajustes não significa proteger a ilegalidade. O combate ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e à invasão de terras indígenas deve ser firme e permanente. Contudo, existe uma diferença enorme entre enfrentar criminosos e transformar quem produz legalmente em alvo de um sistema desconectado da realidade. O Brasil precisa decidir se quer combater o ouro ilegal ou inviabilizar a mineração legal. Do jeito que está, corre-se o risco de fazer os dois, mas apenas a ilegalidade sobreviverá.

Pamela Cigerza Alegria é advogada especialista em Direito Minerário e Ambiental, sócia do Ferreira Alegria Advogados Associados e idealizadora da Expominério.

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