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Politica

Candidata indígena diz que fundo eleitoral chegou tarde e chama recurso de “maldição”

A candidata também relacionou a estrutura financeira à presença dos concorrentes nas pesquisas eleitorais.

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A candidata indígena a deputada federal por Mato Grosso Ysani, do AGIR, usou as redes sociais para fazer um desabafo sobre o financiamento de sua campanha. Segundo ela, R$ 12.160,42 do fundo eleitoral foram disponibilizados apenas em 17 de setembro, já na reta final da disputa.

“Finalmente lembraram que eu existo”, afirmou Ysani ao iniciar o vídeo.

Na sequência, a candidata questionou o momento em que o recurso chegou e como seria possível utilizá-lo de maneira efetiva com a campanha já próxima do fim.

“Agora me diz: eu faço campanha quando?”, questionou.

Ysani afirmou que chegou a tentar devolver o dinheiro, mas não conseguiu. Segundo ela, também não seria possível simplesmente transferir o recurso para outra candidata, devido às regras que disciplinam a utilização do fundo eleitoral.

“Eu vou falar a verdade para vocês: esse dinheiro chegou tarde demais. Agora, no final da campanha, não faz milagre. Se tivesse chegado no começo, poderia ter sido útil”, declarou.

A candidata também criticou o baixo valor recebido diante dos custos de uma campanha para a Câmara dos Deputados.

“Sinceramente, é uma maldição esse dinheiro, porque além de chegar tarde é muito pouco para fazer alguma coisa significativa em uma campanha”, afirmou.

Em outro trecho, Ysani questionou a diferença de estrutura financeira entre os candidatos e citou concorrentes que, segundo ela, movimentam milhões durante a campanha.

“Como eu vou conseguir competir com candidatos que estão gastando milhões na campanha?”, perguntou.

A candidata também relacionou a estrutura financeira à presença dos concorrentes nas pesquisas eleitorais.

“É só olhar nas pesquisas, com candidatos que estão gastando milhões e aparecem lá na frente, e meu nome nem aparece”, disse.

Ysani afirmou que não dispõe de milhões para investir na disputa e que não recebeu uma estrutura financeira significativa no início da campanha.

“Eu não tenho milhões para gastar, não recebi uma grande estrutura financeira no início da campanha e agora o fundo eleitoral chega praticamente no final”, declarou.

A candidata também afirmou que o apoio político recebido de nomes de projeção nacional da direita não substituiu a estrutura financeira necessária para uma campanha.

Segundo Ysani, houve manifestações de apoio de nomes como Flávio Bolsonaro e Damares Alves, mas, na avaliação dela, o respaldo político não resolveu a falta de recursos no início da disputa.

“Meu partido não me deu apoio financeiro quando eu precisava no início da campanha. Essa é a realidade”, afirmou.

Apesar do desabafo, Ysani disse que pretende manter a candidatura até o fim, independentemente da quantidade de recursos disponíveis.

“Com dinheiro ou sem dinheiro, a candidatura segue”, afirmou.

Em tom de desabafo, a candidata declarou ainda que ficaria satisfeita caso conseguisse alcançar 50 votos.

Ysani disputa uma vaga na Câmara dos Deputados por Mato Grosso pelo AGIR. A candidata também é conhecida por sua atuação em pautas relacionadas à população indígena e por seu posicionamento político alinhado à direita.

A informação sobre o recebimento de R$ 12.160,42 em 17 de setembro é apresentada nesta reportagem conforme o relato feito pela própria candidata no vídeo publicado em suas redes sociais.

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Politica

Professora Mazé defende mais escolas cívico-militares e mulheres nos espaços de poder

“A minha meta é fazer com que o dinheiro da educação volte para a educação da maneira mais eficaz e não seja desviado”, disse.

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A candidata defende que os resultados observados nos colégios militares e cívico-militares sejam considerados na discussão sobre a expansão do modelo.

“Eu acredito porque é um modelo que tem dado certo. Os resultados são positivos”, afirmou.

Alfabetização como prioridade

Além da discussão sobre disciplina e organização escolar, Mazé coloca a alfabetização entre as prioridades para a educação pública.

Na avaliação da professora, as dificuldades de aprendizagem precisam ser analisadas levando em consideração não apenas o desempenho do estudante em sala de aula, mas também fatores familiares, sociais e relacionados ao acesso à escola.

“Precisamos entender por que esse aluno não aprende. Se é uma questão da família, se não tem auxílio, se vive em um ambiente tóxico ou se possui algum problema de acesso à escola. Tudo tem que ser medido”, declarou.

Ela também defende maior integração entre Estado e municípios para enfrentar problemas de alfabetização, especialmente porque as primeiras etapas da formação escolar estão sob responsabilidade municipal.

Recursos e tecnologia

A candidata afirma ainda que pretende fiscalizar a aplicação dos recursos destinados à educação.

“A minha meta é fazer com que o dinheiro da educação volte para a educação da maneira mais eficaz e não seja desviado”, disse.

Outro ponto abordado por Mazé foi o uso de tecnologia nas escolas. Ela avalia que equipamentos como celulares e Chromebooks podem ser ferramentas pedagógicas, desde que utilizados de maneira adequada.

Segundo a professora, parte dos estudantes utiliza os dispositivos para acessar conteúdos que não estão relacionados às atividades escolares. Ela também defende maior preparação dos profissionais da educação para trabalhar com as novas tecnologias.

“O professor não está preparado para lidar com essa tecnologia de maneira que ensine e cative o aluno. Isso passa também pela formação oferecida pelas universidades”, afirmou.

Mulheres querem espaço de decisão

Na política, Mazé defende uma participação feminina que vá além do cumprimento das cotas partidárias.

A candidata afirma que as mulheres precisam ocupar efetivamente espaços de decisão e não permanecer apenas em funções consideradas auxiliares.

“Não sou feminista, sou feminina. Nós auxiliamos os homens, mas agora não queremos ser apenas auxiliares. Queremos participar efetivamente e estar nos lugares de poder”, declarou.

Mazé também se apresenta como uma mulher conservadora e relaciona sua trajetória pessoal à defesa de maior participação feminina na política.

“Eu sou uma mulher conservadora e vim de um lugar muito distante para chegar aonde cheguei. Sou candidata, estou na concorrência e tenho possibilidades”, afirmou.

A candidata também questiona a forma como a participação das mulheres é tratada dentro das estruturas partidárias e defende que a presença feminina resulte efetivamente em ocupação de espaços políticos.

Com a educação como principal área de atuação, Mazé tenta levar para a disputa eleitoral temas ligados à rotina das escolas, como alfabetização, disciplina, tecnologia, valorização dos professores e segurança no ambiente escolar. Ao mesmo tempo, coloca a presença das mulheres nos espaços de poder como uma das bandeiras de sua candidatura.

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Politica

Pivetta avança sete pontos e assume liderança isolada na disputa pelo Governo de MT

O instituto testou três possíveis confrontos para uma eventual segunda etapa da eleição.

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A disputa pelo Governo de Mato Grosso apresenta uma nova configuração na pesquisa divulgada nesta segunda-feira (21) pelo instituto MT Dados. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece com 34% das intenções de voto no cenário estimulado, oito pontos percentuais à frente do senador Wellington Fagundes (PL), que registra 26%.

A terceira colocada é a médica Natasha Slhessarenko (PSD), com 14%. Sargento Laudicério (Agir) aparece com 2%, enquanto Rafaell Milas (Missão) e Maurício Coelho (Mobiliza) registram 1% cada. Outros 17% dos entrevistados afirmaram estar indecisos e 5% declararam voto branco ou nulo.

O resultado chama atenção principalmente pela mudança em relação às rodadas anteriores do próprio instituto. Em agosto, Pivetta e Wellington apareciam empatados numericamente, ambos com 27%.

Agora, Pivetta avançou sete pontos e chegou aos 34%, enquanto Wellington oscilou um ponto para baixo, passando de 27% para 26%.

A série histórica mostra uma alteração ainda mais expressiva. Em maio, Wellington liderava com 27%, enquanto Pivetta tinha 20%. Em julho, os dois praticamente se igualaram, com 25,2% para Pivetta e 24,3% para Wellington. Em agosto, chegaram aos mesmos 27%.

Natasha mantém trajetória de crescimento

Natasha também apresenta evolução ao longo da série do MT Dados.

A candidata do PSD tinha 7% em maio, avançou para 10,6% em julho, chegou a 12% em agosto e agora aparece com 14%.

O resultado atual coloca Natasha 12 pontos atrás de Wellington e 20 pontos abaixo de Pivetta no cenário estimulado.

Pivetta também aparece à frente nos cenários de segundo turno

O instituto testou três possíveis confrontos para uma eventual segunda etapa da eleição.

No cenário entre Pivetta e Wellington, o governador aparece com 38%, contra 32% do senador. Outros 20% disseram estar indecisos e 10% declararam voto branco ou nulo.

Contra Natasha, Pivetta registra 45%, enquanto a candidata do PSD aparece com 18%. Nesse cenário, 26% estão indecisos e 11% votariam em branco ou nulo.

Já em uma eventual disputa entre Wellington e Natasha, o senador aparece com 41%, contra 19% da médica. Os indecisos somam 28% e os votos brancos ou nulos, 12%.

Espontânea ainda mostra eleitorado em definição

Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Pivetta também aparece na frente, com 20,2%. Wellington registra 16,3%, enquanto Natasha tem 5%.

O dado que chama atenção, entretanto, é o percentual de eleitores que ainda não apontaram um nome: 50,4% estão indecisos na modalidade espontânea. Brancos e nulos somam 6,3%.

O número mostra que, apesar da movimentação registrada entre os principais candidatos, uma parcela expressiva do eleitorado ainda não consolidou espontaneamente sua escolha.

Pesquisa ouviu mais de 3 mil eleitores

O levantamento do MT Dados ouviu 3.080 eleitores entre os dias 11 e 17 de setembro, abrangendo sete regiões de Mato Grosso. A metodologia combinou entrevistas presenciais e coleta pela internet.

A margem de erro informada é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MT-00691/2026.

Os números representam o cenário encontrado pelo instituto durante o período da coleta e, como toda pesquisa eleitoral, não constituem uma previsão do resultado das urnas.

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Politica

Medeiros confirma áudio e diz que não ataca o STF, mas mantém exceção para Moraes

“Eu não leio um texto para gravação que tenha qualquer coisa mencionando o STF”, afirma o parlamentar no áudio.

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O deputado federal José Medeiros (PL-MT), candidato ao Senado por Mato Grosso, afirmou em um áudio enviado ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União Brasil), irmão do ministro Gilmar Mendes, que evita críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) em seus materiais de campanha.

Na gravação, divulgada nesta segunda-feira (21) pelo jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, Medeiros relata que orientou sua equipe de marketing a retirar dos textos preparados para gravação qualquer referência ao Supremo.

“Eu não leio um texto para gravação que tenha qualquer coisa mencionando o STF”, afirma o parlamentar no áudio.

Medeiros também diz que não costuma mencionar Gilmar Mendes em seus discursos e que já teria sido criticado por essa postura.

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