Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Geral

Campo conectado: IA começa a ganhar espaço nas propriedades rurais brasileiras

Tecnologia já aparece em 32% das empresas, cooperativas e propriedades rurais ouvidas em levantamento; aplicações vão do controle de pragas à previsão de safra

Publicados

em

A inteligência artificial deixou de ser assunto restrito aos escritórios e começou a ganhar espaço em uma atividade que depende cada vez mais de informação, precisão e eficiência: o agronegócio.

Um levantamento com profissionais do setor aponta que 32% das empresas, cooperativas e propriedades rurais consultadas já utilizam alguma forma de inteligência artificial. O estudo, porém, ouviu 197 participantes e não permite afirmar que o mesmo percentual represente todo o campo brasileiro.

Na prática, a tecnologia já pode participar de decisões relacionadas ao plantio, irrigação, aplicação de insumos, identificação de pragas, manutenção de máquinas, pecuária e comercialização.

A lógica é transformar uma grande quantidade de dados em informações que possam ajudar o produtor a tomar decisões mais precisas.

Do satélite ao pulverizador

Sensores, câmeras, drones, estações meteorológicas, máquinas agrícolas e imagens de satélite podem gerar informações sobre solo, clima, plantas, animais, equipamentos, custos e produtividade.

A partir desses dados, sistemas computacionais conseguem identificar padrões e emitir alertas ou recomendações.

Um exemplo está no controle de plantas invasoras. Câmeras instaladas em máquinas podem registrar imagens durante o deslocamento pela lavoura e identificar diferenças entre a cultura e plantas daninhas. Em equipamentos compatíveis, o sistema pode direcionar a aplicação do produto somente para os pontos necessários.

O resultado buscado é reduzir desperdícios e tornar a aplicação mais precisa.

Irrigação mais precisa

A tecnologia também começa a ser utilizada para acompanhar a necessidade de água das plantas.

Sensores e imagens térmicas podem identificar alterações relacionadas à temperatura das folhas, à umidade do solo e às condições atmosféricas. Essas informações ajudam a identificar áreas que necessitam de irrigação e evitar que toda a propriedade receba a mesma quantidade de água, mesmo apresentando condições diferentes.

A Embrapa participa do desenvolvimento de tecnologia voltada à análise da temperatura das folhas para identificar a necessidade hídrica das plantas.

Pragas monitoradas em tempo real

No combate às pragas, câmeras e armadilhas eletrônicas podem automatizar parte do trabalho de monitoramento.

Um dos exemplos citados no levantamento é uma tecnologia destinada ao acompanhamento do bicudo-do-algodoeiro. O sistema identifica os insetos capturados e transmite as informações para um aplicativo, permitindo acompanhar a ocorrência sem depender exclusivamente da verificação manual das armadilhas.

Drones e imagens de satélite também podem ajudar a localizar falhas de plantio, áreas com desenvolvimento irregular, erosão, deficiência nutricional e possíveis focos de doenças.

Menos desperdício, mais informação

Outra possibilidade está na distribuição de sementes e fertilizantes.

Ao cruzar mapas de solo, relevo, produtividade e histórico de manejo, os sistemas podem dividir uma propriedade em diferentes zonas e auxiliar no cálculo das taxas de aplicação.

A proposta é evitar que áreas com menor potencial recebam a mesma quantidade de insumos de regiões que apresentam maior capacidade produtiva.

Durante a safra, modelos computacionais também podem combinar informações climáticas, área cultivada, desenvolvimento das plantas e histórico de produtividade para estimar o volume da colheita.

Esse tipo de previsão pode ajudar no planejamento de máquinas, mão de obra, transporte, armazenamento e comercialização.

A máquina também pode “avisar” antes de quebrar

A inteligência artificial pode atuar ainda na manutenção do maquinário.

Dados como consumo de combustível, temperatura, pressão, vibração e desempenho dos componentes podem ser monitorados para identificar alterações que indiquem uma possível falha.

A ideia é antecipar a manutenção e evitar que um equipamento fique parado justamente durante uma janela crítica de operação.

Na pecuária, sensores e câmeras podem acompanhar peso, deslocamento, alimentação e comportamento dos animais. Alterações nos padrões podem servir como alerta para possíveis problemas sanitários, reprodutivos ou nutricionais.

Não é preciso começar comprando um robô

Apesar da imagem de máquinas sofisticadas associada à inteligência artificial, a entrada da tecnologia no campo não necessariamente exige grandes investimentos.

Plataformas de gestão já conseguem organizar informações sobre notas fiscais, custos, estoques, aplicações, contratos e resultados por talhão.

Também existem serviços oferecidos por cooperativas, consultorias e empresas de assistência técnica que permitem acessar mapas, imagens e análises sem que o produtor precise adquirir todos os equipamentos.

A recomendação é começar por um problema específico e mensurável.

Pode ser o consumo de combustível, o desperdício de água, a identificação de plantas daninhas, a manutenção de máquinas ou o controle dos custos.

Depois, o produtor pode comparar os resultados obtidos com o método utilizado anteriormente e verificar se o investimento trouxe retorno.

Tecnologia exige cuidado

Apesar das possibilidades, a inteligência artificial não elimina a necessidade de experiência no campo nem substitui a responsabilidade técnica.

A qualidade das informações utilizadas pelo sistema interfere diretamente no resultado. Sensores descalibrados, mapas incompletos ou registros incorretos podem produzir análises igualmente inadequadas.

Por isso, recomendações relacionadas a doenças, dosagens, defensivos e decisões sanitárias precisam ser conferidas e validadas por profissionais habilitados.

Outro ponto é a proteção dos dados. Antes de contratar uma plataforma, o produtor deve verificar quem terá acesso às informações da propriedade, onde os dados serão armazenados e em quais situações poderão ser compartilhados.

O próximo passo é testar

A orientação apresentada no material é começar pequeno: testar a tecnologia em um talhão, pivô, lote de animais ou conjunto de máquinas.

Depois, é preciso colocar os números na ponta do lápis.

Mensalidade, instalação, equipamentos, treinamento, manutenção e conectividade devem entrar na conta antes da contratação. A economia ou receita adicional precisa ser suficiente para justificar o investimento.

No fim, a inteligência artificial não aparece como substituta do produtor, mas como uma ferramenta capaz de processar rapidamente milhares de informações.

No campo, onde uma decisão errada pode representar perda de produtividade, desperdício de insumos ou aumento de custos, transformar dados em informação pode se tornar tão importante quanto a própria máquina que trabalha na lavoura.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Moacir Couto reúne mais de 300 mulheres em encontro no Araguaia

Publicados

em

Encontro reuniu mulheres para uma noite de diálogo, confraternização e participação na caminhada do candidato a deputado estadual pelo PSDB

O candidato a deputado estadual Moacir Couto (PSDB) reuniu mais de 300 mulheres em um encontro realizado na região do Araguaia. O evento foi marcado por muita animação, interação e momentos de conversa com as participantes.

Durante o encontro, Moacir destacou a importância da participação das mulheres na vida pública e na construção das pautas da região. Entre os temas defendidos pelo candidato estão saúde, turismo, qualificação profissional, desenvolvimento regional e geração de oportunidades.

A programação também teve momentos de descontração e integração entre as participantes. Para Moacir, encontros como esse permitem fortalecer o diálogo e ouvir diretamente as demandas apresentadas pelas mulheres.

“Foi uma noite muito especial. A energia dessas mulheres foi incrível. Quero agradecer a cada uma que esteve presente, participou e conversou com a gente. É ouvindo as pessoas que a gente entende o que precisa ser feito”, afirmou Moacir.

Moacir Couto é candidato a deputado estadual pelo PSDB, com o número 45.333. A candidatura é registrada para as eleições de 2026.

Continue lendo

Geral

23ª Festa do Cascaju celebra tradição e cultura com três dias de programação gratuita

O domingo (27) encerra a 23ª edição da festa com almoço popular, apresentação do Lambadão Top Show e, a partir das 13h40, bingo e leilão, encerrando a programação.

Publicados

em

A comunidade de Rio da Casca, em Chapada dos Guimarães, se prepara para receber a 23ª Festa do Cascaju, que será realizada de 25 a 27 de setembro de 2026. Com entrada gratuita, o evento reúne cultura, gastronomia, música, atividades para diferentes gerações e manifestações tradicionais da comunidade.

Realizada pela Prefeitura de Chapada dos Guimarães, a festa terá uma programação diversificada ao longo dos três dias, além de praça de alimentação e exposição de artesanato produzidos pela comunidade, disponíveis durante todo o evento.

A abertura oficial acontece na sexta-feira (25), com coffee break de boas-vindas às 8h, seguido da cerimônia de abertura, às 9h. Ao longo do dia, a programação inclui almoço popular e atividades voltadas à Melhor Idade, como bingo, baile e chá com bolo.

A programação musical começa no período da noite, com apresentações do Grupo Patucha, Grupo Elementares Quilombo, Agnelo dos Teclados e Jaciel Lambadeiro, Lambadão Top Show e Mega Som, garantindo música e animação para o público.

No sábado (26), um dos destaques será a 1ª Cavalgada do Cascaju, com saída às 7h. A programação segue com almoço popular, apresentação de Os Garotos do Momento, roda de Capoeira Angola, Cinema Kids e atrações musicais, incluindo Grupo Águas do Cachua, Florindo dos Teclados e Banda Real Som.

O domingo (27) encerra a 23ª edição da festa com almoço popular, apresentação do Lambadão Top Show e, a partir das 13h40, bingo e leilão, encerrando a programação.

Além das atrações culturais e musicais, a Festa do Cascaju representa um momento de valorização da identidade de Rio da Casca, reunindo moradores, visitantes e famílias em uma celebração que mantém vivas as tradições da comunidade.

A entrada é gratuita durante os três dias. A organização reforça que não será permitida a entrada de bebidas no local.

23ª Festa do Cascaju
25 a 27 de setembro de 2026
Comunidade de Rio da Casca – Chapada dos Guimarães
Entrada gratuita
Praça de alimentação e artesanato da comunidade durante todos os dias

Continue lendo

Geral

AACCMT recebe doações de brinquedos para crianças com câncer até 5 de outubro

Publicados

em

A Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACCMT) iniciou uma campanha de arrecadação de brinquedos para tornar o Dia das Crianças mais especial para crianças e adolescentes em tratamento oncológico atendidos pela instituição. As doações podem ser realizadas até o dia 5 de outubro, na sede da AACCMT, em Cuiabá

 Os brinquedos arrecadados serão entregues no dia 6 de outubro, durante uma programação especial preparada para os assistidos e acompanhantes. Podem ser doados brinquedos novos ou usados em bom estado de conservação. As doações devem ser entregues na sede da AACCMT, localizada na Rua do Caju, nº 329, Jardim Alvorada, em Cuiabá, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Quem não puder doar brinquedos também pode colaborar financeiramente. Os recursos arrecadados serão destinados à organização da programação e à aquisição de presentes para as crianças. As contribuições podem ser realizadas via Pix, pela chave CNPJ 03.186.621/0001-08.

Sobre a AACCMT

A Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACCMT) é uma instituição sem fins lucrativos que presta assistência a crianças e adolescentes que precisam realizar tratamento oncológico em Cuiabá.

A instituição foi fundada há 27 anos e oferece hospedagem gratuita aos pacientes e a um acompanhante durante o período de tratamento. Entre os assistidos estão famílias vindas principalmente do interior de Mato Grosso, além de pacientes de outros estados, comunidades indígenas e até de outros países que necessitam de atendimento em centros especializados de oncologia pediátrica na Capital.

Continue lendo

Política

Polícia

GERAL

Mais Lidas da Semana