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Politica

Após série de vídeos, Feldner marca live para falar sobre relação com Janaina

Ex-delegada, que deixou a composição da chapa ao Senado, afirma que vai falar sobre “fatos, poder, escolhas” e o que ocorre quando a sociedade deixa de questionar

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A ex-delegada Ana Cristina Feldner marcou para esta terça-feira (29), às 14h, uma live em suas redes sociais para falar sobre o período em que integrou a composição da chapa da candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) e sobre os episódios que se sucederam após sua saída da primeira suplência.

Na chamada para a transmissão, Feldner afirmou que pretende abordar “fatos, poder, escolhas” e “aquilo que acontece quando a sociedade deixa de olhar, questionar e cobrar”. A transmissão chegou a apresentar problemas técnicos antes de entrar no ar.

Desde que deixou a chapa, Feldner vem publicando uma sequência de vídeos e manifestações nas redes sociais com críticas à condução da composição e à escolha dos suplentes de Janaina. Em uma das publicações, chegou a questionar se a forma como foi tratada poderia caracterizar violência política de gênero.

A saída da ex-delegada da composição ocorreu em agosto. Na ocasião, Feldner afirmou que já havia comunicado à assessoria de Janaina sua decisão de não permanecer no projeto e que pretendia formalizar sua renúncia. Posteriormente, a primeira suplência passou por novas mudanças.

Janaina, por outro lado, apresentou uma versão diferente sobre o episódio. A candidata afirmou que, desde o convite, havia informado a Feldner que sua participação seria temporária, porque a vaga originalmente pertencia ao Podemos e não havia tempo hábil para fazer a substituição definitiva naquele momento. Segundo Janaina, Feldner teria concordado com a composição provisória.

A sequência de manifestações ganhou novo capítulo neste mês, quando Feldner passou a questionar publicamente os critérios utilizados para a escolha de Danilo Berndt Trento como primeiro suplente de Janaina.

 

Trento recorreu à Justiça Eleitoral para tentar retirar do ar um vídeo publicado pela ex-delegada. O TRE-MT, porém, negou o pedido de remoção. Em decisão divulgada nesta terça-feira (29), a Justiça Eleitoral manteve o entendimento de que não havia elementos para retirar o conteúdo, além de afastar pedidos relacionados à aplicação de multa e investigação criminal contra Feldner.

A decisão judicial acrescenta um novo elemento à disputa pública entre a ex-integrante da chapa e o grupo político de Janaina, justamente no dia em que Feldner anuncia uma nova manifestação nas redes sociais.

A expectativa agora é pelo conteúdo da live e pelos fatos que a ex-delegada afirma que pretende apresentar ao público.

 

 

 

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Politica

Impulsionamento pago rende multa de R$ 5 mil a José Medeiros no TRE-MT

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) condenou o candidato ao Senado José Medeiros ao pagamento de multa de R$ 5 mil por impulsionamento pago de propaganda eleitoral na internet com críticas à candidata Janaina Riva.

A decisão foi proferida pelo juiz auxiliar da propaganda eleitoral, Flávio Fraga e Silva, em representação apresentada por Janaina contra conteúdos patrocinados nas plataformas Instagram e Facebook.

De acordo com a decisão, a campanha de Medeiros utilizou um vídeo que começava apresentando propostas do candidato relacionadas à proteção das mulheres, mas posteriormente fazia críticas à candidatura de Janaina. Entre os pontos questionados estavam a atuação da candidata em relação ao combate ao feminicídio e a substituição de uma suplente delegada de polícia por um candidato homem.

Segundo os autos, a campanha realizou cinco anúncios pagos na plataforma Meta a partir de 21 de setembro. O investimento estimado ficou entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil, com alcance calculado entre 125 mil e 150 mil impressões.

Na análise do caso, a Justiça Eleitoral considerou irregular o uso do impulsionamento pago porque a legislação permite essa ferramenta para promover ou beneficiar a própria candidatura ou agremiação, não para ampliar conteúdo destinado à crítica ou desqualificação de concorrentes.

O magistrado entendeu que a crítica à adversária fazia parte da própria estrutura argumentativa utilizada no material para promover a candidatura de Medeiros.

A decisão, entretanto, não determinou a retirada definitiva do vídeo das redes sociais. Segundo o entendimento adotado no processo, a publicação pode permanecer disponível de forma orgânica, ou seja, sem utilização de pagamento para ampliar seu alcance.

A multa foi fixada em R$ 5 mil, valor mínimo previsto para a irregularidade. Na decisão, pesou o fato de que os anúncios foram desativados no mesmo dia em que a campanha foi notificada da determinação liminar, além do período considerado curto de veiculação e do valor investido.

Com o julgamento do mérito, permanece a proibição de realizar novos impulsionamentos pagos ou utilizar edições do mesmo vídeo para publicidade patrocinada, enquanto a publicação original pode continuar disponível nos canais do candidato sem investimento para ampliação de alcance.

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Politica

“Esquece Bolsonaro”: perfil quer resposta de quem pretende votar em Lula

Em outro trecho, o autor questiona se o voto no petista seria motivado principalmente pela rejeição a Bolsonaro.

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Uma pergunta provocativa ganhou espaço nas redes sociais nesta segunda-feira (29): afinal, o que leva uma pessoa a votar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT)?

O questionamento foi feito pelo perfil LC Belém, que se apresenta nas redes como voltado a economia, política, bastidores de Brasília, estratégia e conservadorismo. Em uma publicação, o autor afirma querer conversar diretamente com alguém que declare voto em Lula para entender as razões da escolha, mas estabelece uma condição: que Bolsonaro não seja usado como argumento.

“Esquece Bolsonaro. Não estou falando de Bolsonaro”, afirma o autor, antes de citar outros nomes que estão no cenário presidencial de 2026, como Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

A provocação aumenta quando o perfil questiona como uma pessoa com formação escolar e pertencente à classe média poderia optar pelo atual presidente diante do cenário que o autor descreve como uma crise econômica e moral no país.

“Eu quero saber o seguinte: o que faz uma pessoa que estudou em bons colégios, que teve uma educação, que é só de classe média, eu não consigo enxergar como uma pessoa dessa […] votar em Lula”, afirma.

Em outro trecho, o autor questiona se o voto no petista seria motivado principalmente pela rejeição a Bolsonaro.

A publicação também recorre a termos mais contundentes para descrever, na visão do autor, o comportamento de parte dos eleitores. Ele chega a afirmar que votar em Lula poderia representar “uma revolta”, “um distúrbio” ou até “um mal-caratismo”.

Essas expressões são opiniões manifestadas pelo perfil e não constituem conclusão jornalística ou diagnóstico sobre os eleitores.

A provocação termina com um convite direto. O autor pede que algum eleitor de Lula entre em contato para participar de uma conversa pública e explique sua escolha sem recorrer a Bolsonaro como contraponto.

“Se você conhece alguém que queira começar comigo e me explicar o que faz alguém votar em Lula, sem falar de Bolsonaro, me chama aqui que a gente vai bater um papo”, afirma.

Na sequência, ele propõe uma live entre os dois.

A discussão sobre as motivações do eleitorado, porém, não se resume à polarização entre Lula e Bolsonaro. Levantamento publicado pela Folha em setembro de 2026 com jovens que votarão pela primeira vez mostrou diferentes justificativas para escolhas presidenciais. Uma entrevistada que declarou apoio a Lula citou programas sociais, enquanto eleitores de outros candidatos mencionaram temas como segurança pública, valores familiares, privatizações e oportunidades profissionais.

O próprio cenário eleitoral reúne candidaturas com diferentes posições e propostas, entre elas Lula, Zema e Caiado, tornando o voto presidencial de 2026 uma disputa que vai além da divisão entre dois nomes.

A provocação do LC Belém, no entanto, coloca uma questão específica no centro do debate: o eleitor de Lula conseguiria explicar sua escolha falando apenas sobre Lula, sem transformar Bolsonaro no principal argumento?

 

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Politica

Gisela afirma que soluções à degradação do Rio Cuiabá será agenda de Pivetta em 2027

Além da degradação da mata ciliar, das ocupações em áreas de preservação permanente, o assoreamento e um ecossistema que historicamente sustenta as comunidades ribeirinhas.

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A candidata a vice-governadora Gisela Simona, que integra a chapa de reeleição de Otaviano Pivetta ao Governo de Mato Grosso, fez uma imersão pelas águas e problemas do Rio Cuiabá neste domingo (27.09). Ao lado da vereadora Dra. Mara, presidente da Comissão de Meio Ambiente e Urbanismo da Câmara de Cuiabá, e da secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, ela subiu o rio partindo de barco da Orla do Porto, na capital, com destino à comunidade de Bom Sucesso, em Várzea Grande.

Vistoriando de perto a degradação ambiental provocada pelo descarte irregular de esgoto urbano e de resíduos sólidos que ameaçam a saúde do rio. Além da degradação da mata ciliar, das ocupações em áreas de preservação permanente, o assoreamento e um ecossistema que historicamente sustenta as comunidades ribeirinhas.

Assim, mais do que uma agenda de campanha, a inspeção para Gisela, foi um compromisso dela e de Pivetta em buscar soluções à preservação de um patrimônio histórico e cultural. Entendendo que o Rio Cuiabá integra uma bacia submetida a pressões relacionadas ao saneamento, ocupação urbana, resíduos sólidos, conservação de nascentes e matas ciliares, assoreamento e disponibilidade hídrica.

“Quando eu olho para o Rio Cuiabá, não vejo apenas a sua beleza. Vejo uma imensa responsabilidade. Minha história e a de milhares de pessoas que moram na Baixada passam por esse rio. Desta forma e, inequivocamente, o Rio Cuiabá é uma prioridade”, afirmou.

A candidata a vice ainda chamou atenção para uma cadeia de problemas que precisa ser enfrentada de maneira integrada. E que em uma eventual vitória quer transformar esse diagnóstico em uma agenda articulada com os municípios.

“A proposta é iniciar 2027, em uma eventual vitória de Pivetta e minha, nas urnas, trabalhando junto com os municípios para ampliar o tratamento de esgoto e fortalecer a coleta de lixo. Sobretudo, acelerar a análise do Cadastro Ambiental Rural para proteger nascentes, recuperar áreas degradadas e preservar a vegetação que mantém o rio vivo. Porque cuidar do Rio Cuiabá é cuidar de toda a sua bacia, da nascente até aqui”.

Ao ainda reforçar que o Rio Cuiabá não é apenas um curso d’água que atravessa municípios. É parte da formação histórica da Baixada, da cultura cuiabana e da própria identidade de quem nasceu ou construiu sua história às suas margens. “Minha história e a de milhares de pessoas que vivem na Baixada passam pelo Rio Cuiabá”.

A presença de Mauren Lazzaretti deu à atividade uma dimensão técnica. Para a secretária de Meio Ambiente, navegar pelo rio e visualizar diretamente os pontos críticos permite ampliar a compreensão dos problemas e aperfeiçoar as respostas do poder público. “O compromisso do Governo do Estado, estabelecido no Plano Estadual de Educação Ambiental e no plano de monitoramento da qualidade da água em Mato Grosso, é agir para corrigir os equívocos e devolver qualidade ambiental. Sabemos que este rio é extremamente importante para nossa Baixada. O monitoramento da balneabilidade, da qualidade da água e a universalização do saneamento são efetivamente importantes, e estamos aqui para fortalecer esse compromisso”.

A vereadora Dra. Mara, por sua vez, reforçou a necessidade de manter o monitoramento permanente dos trechos mais pressionados pela ocupação urbana e pelo lançamento de efluentes. Ela citou pontos como os córregos do Gambá e da Prainha e a região da divisa entre Cuiabá e Santo Antônio de Leverger, além de lembrar inspeções anteriores realizadas em outros trechos, entre a Guia e Barão de Melgaço, para acompanhamento das condições da água.

Ao final, a inspeção constatou que hoje salvar o rio não mais se  resume a retirar resíduos de suas margens ou proteger aquilo que ainda existe. Mas recuperar a capacidade de uma bacia de sustentar cidades, comunidades, produção, biodiversidade e a própria vida que se desenvolveu ao seu redor.

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