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Polícia

Pai e filho são localizados e presos durante apuração de morte a tiros em Juína

Mandados de prisão preventiva foram cumpridos pela Polícia Civil após investigação sobre morte de homem de 41 anos

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Um homem de 61 anos e o filho dele, de 30, foram presos preventivamente pela Polícia Civil durante uma investigação sobre um homicídio ocorrido em Juína, a 745 quilômetros de Cuiabá. As prisões foram realizadas nesta quinta-feira (24), em Tangará da Serra, onde os dois foram localizados após diligências.

Os mandados foram expedidos pela Comarca de Juína em 31 de agosto. As equipes policiais iniciaram as buscas na segunda-feira (21), quando investigadores seguiram para Tangará da Serra para levantar informações sobre os possíveis locais onde os suspeitos poderiam ser encontrados.

O homem de 30 anos foi localizado no distrito de Progresso, a aproximadamente 15 quilômetros de Tangará da Serra. Já o pai dele foi encontrado em uma quitinete alugada no bairro Jardim Europa.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam três celulares, sendo dois que estavam com o filho e outro que estava com o pai.

Depois das prisões, os dois foram encaminhados ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC) de Tangará da Serra, onde foram realizados os procedimentos relacionados à ocorrência. Eles permaneceram à disposição da Justiça.

Homicídio ocorreu em agosto

A investigação está relacionada à morte de um homem de 41 anos, ocorrida na noite de 8 de agosto, no bairro Módulo, em Juína.

Segundo as informações levantadas pela Polícia Civil, a vítima foi encontrada caída na Rua Lorena, com grande quantidade de sangue ao redor do corpo. Havia indícios de que ela havia sido atingida por disparo de arma de fogo na região da cabeça.

As primeiras informações apontaram que a vítima teria sido chamada até o portão de sua residência. Ao atender, teria sido atingida por pelo menos um disparo.

A investigação prossegue para esclarecer a dinâmica do crime e a participação dos envolvidos. As prisões são preventivas e os dois permanecem à disposição do Poder Judiciário.

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Polícia

Contratos públicos entram na mira do Naco por suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro

A operação conta com a participação da Polícia Civil de Mato Grosso e da Controladoria-Geral do Estado (CGE).

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O Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) apura suspeitas de irregularidades em contratos firmados pela administração municipal entre 2017 e 2024. A investigação envolve possíveis fraudes em processos de contratação pública, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Entre os alvos da apuração estão contratos celebrados com a empresa Concretubos Pré-Moldados Ltda., que atua no segmento de fabricação de estruturas e artefatos de concreto. Registros do Diário Oficial de Mato Grosso identificam a empresa com sede em Pontes e Lacerda e atividade relacionada à produção de estruturas pré-moldadas.

Segundo as informações atribuídas ao Naco, foram identificados sete contratos entre a empresa e o poder público. Cinco deles teriam sido celebrados nos anos de 2022 e 2023, somando aproximadamente R$ 4,7 milhões. Com atualização monetária, o montante teria chegado a cerca de R$ 5,78 milhões.

A apuração também teria encontrado indícios de possíveis relações familiares, empresariais e funcionais entre pessoas ligadas à administração pública e particulares relacionados às contratações. Relatórios produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) teriam apontado ainda movimentações financeiras consideradas suspeitas.

Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a Justiça autorizou medidas cautelares que incluem buscas e apreensões, acesso a dados telemáticos e a quebra dos sigilos bancário, fiscal e financeiro dos investigados.

Também foi determinada a indisponibilidade de bens, direitos e valores, conforme as medidas judiciais relacionadas à apuração.

A operação conta com a participação da Polícia Civil de Mato Grosso e da Controladoria-Geral do Estado (CGE).

Até o momento, a investigação trata de suspeitas que ainda deverão ser esclarecidas no decorrer do procedimento. A realização das medidas cautelares não significa, por si só, que os investigados tenham sido condenados ou que as irregularidades apontadas já estejam definitivamente comprovadas.

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Polícia

Mais de 700 vídeos são analisados em investigação sobre morte de Isabelle Caracristi

Apesar da conclusão sobre a dinâmica da queda, a investigação continua para esclarecer o que aconteceu antes de Isabelle chegar ao rooftop e se houve participação ou influência de terceiros no contexto que antecedeu a morte.

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A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) apontou que Isabelle Caracristi, de 22 anos, teve uma “precipitação voluntária” do rooftop do condomínio onde morava, em Fortaleza. A conclusão foi apresentada nesta quarta-feira (23) pelo perito-geral Júlio Torres, durante coletiva da Polícia Civil do Ceará e da Pefoce.

Segundo Torres, as imagens de câmeras de segurança analisadas pela perícia corroboram a dinâmica da queda. O trabalho considerou mais de 700 vídeos registrados no condomínio.

“A conclusão do nosso laudo pericial criminal é de que ocorreu uma precipitação voluntária do rooftop, de onde ela caiu na posição vertical. Existe uma câmera que confirma essa dinâmica”, afirmou o perito.

Apesar da conclusão sobre a dinâmica da queda, a investigação continua para esclarecer o que aconteceu antes de Isabelle chegar ao rooftop e se houve participação ou influência de terceiros no contexto que antecedeu a morte.

Rooftop não tinha câmera

A perícia esclareceu que o rooftop de onde Isabelle caiu não possuía câmera de segurança. Os equipamentos instalados em outras áreas do condomínio, no entanto, registraram parte da movimentação e a trajetória da queda.

Segundo as informações apresentadas na coletiva, uma das câmeras permitiu aos peritos analisar a dinâmica da ocorrência. A queda teria durado aproximadamente três segundos até o impacto contra o solo.

A Polícia Civil também informou que não identificou, nas imagens analisadas até o momento, outra pessoa acompanhando Isabelle até o rooftop.

Namorado continua preso

O namorado de Isabelle, João Munhoz Neto, de 34 anos, permanece preso preventivamente. Ele é investigado por suspeita de violência psicológica e de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio.

A prisão foi mantida pela Justiça após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (23). O celular do investigado foi apreendido e integra o conjunto de elementos analisados pela Polícia Civil.

A investigação ainda não foi concluída e outros depoimentos, exames e análises de aparelhos eletrônicos continuam em andamento.

Perícia analisa centenas de imagens

De acordo com Júlio Torres, a equipe pericial analisou mais de 700 gravações do condomínio e não encontrou sinais de alteração nos arquivos examinados.

Além das imagens, a investigação considera depoimentos, registros de comunicação e outros elementos para reconstruir os acontecimentos que antecederam a morte da estudante.

O laudo cadavérico apontou politraumatismo provocado pelo impacto da queda. Exames toxicológicos também não identificaram substâncias de interesse toxicológico.

A conclusão da perícia sobre a queda representa um avanço na reconstrução da dinâmica do episódio, mas não encerra a apuração policial sobre as circunstâncias que levaram Isabelle ao rooftop nem sobre a eventual responsabilidade de terceiros.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Ceará.

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Polícia

Foragida com seis mandados e mais de 260 anos em condenações é presa na Bolívia

O nome de Angeliquinha também apareceu na Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil em março deste ano para atingir, segundo as investigações, o núcleo familiar ligado à foragida.

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Uma foragida apontada pela Polícia Civil como uma das lideranças de uma facção criminosa com atuação no extremo norte de Mato Grosso foi capturada na Bolívia. Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, foi localizada na terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, durante uma ação conjunta entre as forças de segurança dos dois países.

Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, Angeliquinha estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando teria fugido da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

A investigada possuía seis mandados de prisão em aberto, expedidos ao longo de 2026. Conforme os dados apresentados pela Polícia Civil, ela também acumula mais de 260 anos em condenações por diferentes crimes, entre eles homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa.

As investigações apontam que Angeliquinha teria exercido influência sobre atividades criminosas em Alta Floresta e municípios da região. Entre os crimes atribuídos ao grupo estão tráfico de drogas, extorsões e exploração de atividades ilícitas em áreas de garimpo.

Núcleo familiar movimentou mais de R$ 20 milhões

O nome de Angeliquinha também apareceu na Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil em março deste ano para atingir, segundo as investigações, o núcleo familiar ligado à foragida.

Na ocasião, foram cumpridas 31 ordens judiciais, incluindo quatro prisões, sete buscas e apreensões, além de sequestros de veículos e imóveis, bloqueios de contas bancárias e suspensão de pessoas jurídicas.

Entre os alvos estavam o pai, a filha e o genro da investigada. Conforme a apuração policial, os familiares fariam parte de uma estrutura de apoio às atividades criminosas e de movimentação de recursos de origem ilícita.

A investigação identificou movimentações superiores a R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses. Para os investigadores, os valores seriam incompatíveis com a renda declarada pelos envolvidos.

Empresas e outros negócios também teriam sido utilizados para dar aparência de legalidade aos recursos, segundo a Polícia Civil.

Garimpo e tráfico na mira

As investigações também relacionam o grupo à exploração de garimpo irregular em áreas de Alta Floresta e Nova Bandeirantes.

Segundo a Polícia Civil, a atividade estaria conectada a outras práticas criminosas investigadas, incluindo extorsões e tráfico de drogas.

Captura exigiu cooperação internacional

A localização da foragida em território boliviano foi resultado do compartilhamento de informações entre as forças de segurança.

Participaram da ação a Gerência de Combate ao Crime Organizado, a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e a Gerência Estadual de Polinter (Gepol), em conjunto com a Polícia Boliviana.

Após a captura, serão adotados os procedimentos legais necessários para o retorno de Angeliquinha ao Brasil e o cumprimento das ordens judiciais existentes contra ela.

A operação reforça a cooperação entre Brasil e Bolívia na localização de foragidos investigados por crimes relacionados a organizações criminosas com atuação em Mato Grosso.

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